Mostrando postagens com marcador Sulamericana 2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sulamericana 2010. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

KID BENGALA DECIDE DE NOVO E VERDÃO SE APROXIMA DA FINAL NA SULAMERICANA

Foi difícil e chato, mas a vantagem conquistada valeu qualquer esforço. Aliás, esforço que não foi somente dos jogadores, mas principalmente da torcida palmeirense que cantou e vibrou durante os 90 minutos no Serra Dourada. Parecia que estávamos em casa. Com a vitória, o Palmeiras joga pelo empate na próxima quarta. Mas, obviamente, com Pacaembu lotado, ninguém vai quer saber de jogar pela igualdade no placar. A final da Sulamericana está cada vez mais palpável. Marque na agenda, parmerista: 24 de novembro, dia de despachar o Goiás. Que os jogadores saibam fazer valer o favoritismo e a vantagem dentro de campo.

Reza a lenda que no último domingo, neste mesmo Serra Dourada, o Palmeiras jogou e perdeu. Mas não, não é lenda, realmente aconteceu. O time reserva foi derrotado pelo Atlético-GO, enquanto a equipe principal aguardava em São Paulo, se preparando para o duelo da Sulamericana. Já virou passado. Quem viu, viu. E quem não viu... É um baita de um sortudo desgraçado. Sem o peso nas pernas, o Verdão titular entrou em campo com um objetivo claro: marcar um gol e conseguir vantagem pro segundo jogo. E o Goiás, com chances remotas de escapar do rebaixamento, apostando todas as suas fixas na competição continental. E quando a bola rolou, sobrou canelada pra todo lado. Foram tantas faltas, que o cara da estatística pediu demissão.

No início da partida parecia que o Palmeiras não ia se intimidar e buscar o resultado já fora de casa. Manteve-se mais tempo com a posse de bola e até arriscou poucos chutes ao gol, claro, com Marcos Assunção. Hoje o volante deixou todo mundo atento ao chutar uma bola pra lua nos primeiros minutos. Mas o recado estava dado: “vou chutar com a bola rolando”. E foi com a redonda rolando que o especialista em cobranças de falta mandou um chute perigoso, que passou raspando a trave. No entanto, o domínio palmeirense não durou muito tempo. O Goiás cresceu na partida e apostou em bolas alçadas à área para tentar fazer o resultado. E quando tínhamos a chance de contra-atacar, lá vinha falta. No nosso lance mais perigoso, Assunção cobrou falta, Harlei rebateu pra área e Lincoln (zzzzzzzzzzz) foi travado pela zaga na hora da finalização.

Na segunda etapa, não tivemos nem tempo de acomodar a bunda no sofá direito. Aos 3 minutos, ele, o homem da bola parada, mandou um chute lindo, com ela rolando mesmo, e acertou na gaveta do goleiro esmeraldino. Um golaço! Mais um do principal jogador palmeirense no segundo semestre. Com desvantagem no placar, o Goiás teve que partir de vez para a pressão. Mais chuveirinho. Kléber ainda teve boa chance em contra-ataque, mas Harlei defendeu. E foi praticamente a última coisa boa que o Palmeiras fez na partida. Felipão mexeu. Tirou Lincoln (zzzzzzzzzzzzz) para colocar Pierre. E se isso já era sinal de ferrolho defensivo, foi ainda mais evidenciado com a entrada de Leandro Amaro no lugar de Tinga, alguns minutos depois. E lá veio mais pressão. Até que aos 47, de tanto tentar e não conseguir, o Goiás chegou ao gol de empate. Ou quase isso. Otacílio Neto desviou de cabeça em cobrança de falta e marcou. Mas Everton Santos, impedido, foi pra bola e dividiu com o arqueiro alviverde. E então mudou a história do “empate” da equipe goiana, que teve o gol corretamente anulado. Ufa!

Muita reclamação do Goiás, sem procedência , ao final da partida. E a torcida deles, que já estava com Tensão Pré-Série B, resolveu fazer das suas. Alguns trogloditas jogaram objetos no gramado, entre eles rádios, um recolhido pelo bandeirinha e outro que atingiu Felipão na saída do gramado. E aí Conmebol, vai ficar por isso mesmo? Com o gol do Kid Bengala, vulgo Marcos Assunção, o Verdão jogará na próxima quarta-feira, em casa, por qualquer resultado de empate. Que a torcida mais uma vez lote o Pacaembu e faça uma bela festa de apoio ao time. Tenho certeza que fará. Com a final cada vez mais próxima, não custa observar os prováveis adversários que entram em campo nesta quinta. LDU x Independiente, quem passa? E enquanto isso, o BRoubadão 2010 segue no ritmo de Lincoln: zzzzzzzzzzzzzzzzz...

Créditos da foto: Uol.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

VITÓRIA “FELIPÔNICA”, SHOW DA TORCIDA E CLASSIFICAÇÃO PARA AS SEMIFINAIS DA SUL AMERICANA

Podem menosprezar a Sul Americana (apesar de agora ser diferente, devido a vaga na Libertadores), mas mata-mata que é futebol – e não essa porcaria de pontos morridos. A ansiedade, a expectativa, saber que raramente as vantagens tornam impossível uma virada. No mata-mata não existe essa dependência chata de outros resultados, as coisas precisam ser resolvidas de imediato, os perigos são maiores. Nosso encantamento pelo futebol é resultado, em grande medida, das emoções causadas pelo perigo iminente – que são levadas ao ápice em decisões assim. E como disse algum comentarista na TV – cujo nome não me lembro - em um jogo da Sul Americana: mata-mata é a cara do Palmeiras, é também a cara do Felipão. Eu penso que é mesmo a nossa cara, temos gosto pelo jogo em que é preciso lutar para conseguir a vitória de qualquer forma: seja pela técnica, seja pela garra, ou pela junção dos dois. Nosso técnico é o homem para isso.

Empolgado pela decisão, o Palmeiras lotou o Pacaembu: comprando todos os ingressos disponibilizados, a torcida atendeu aos pedidos do aniversariante Felipão (que ele tenha ótimos anos de vida pela frente). Pela festa, e pelo apoio, os torcedores participantes merecem parabéns, foi lindo.

Assim como o Palmeiras poupa jogadores no BRoubadão 2010, pelo objetivo claro de vencer a Sul Americana, o Atlético Mineiro privilegia a fuga da série B. Portanto, o time misto do galo já era esperado. E isso não significa facilidade, já vimos muitos times mistos surpreendendo adversários favoritos. Dorival Jr. quis apostar no erro do adversário, com dois atacantes abertos, jogando no contra-ataque. Estava claro que não iriam entregar jogo nenhum, e de fato lutaram até o fim. Se não foi o suficiente, Deola também precisou fazer suas defesas.

O Galo teve suas chances, mas o Palmeiras tratou de abafar marcando a saída de bola do time mineiro - quando não foi possível, contou com a precisão de Deola e os belos chutes ao alto dos adversários. Do lado verde e branco, no início do jogo, os jogadores buscavam aproveitar-se da chuva (e belos escorregões) com chutes na entrada da área – o que fizeram sem eficiência. E perdemos Valdívia já aos 15 minutos. O Mago sentiu a coxa após criar boa jogada, que Tinga não conseguiu concluir com gol. Saiu visivelmente abalado, deixando preocupação. Lincoln, que o substituiu, fez boa partida, esteve participativo e com bom passe - apesar de ter chutado muito mal a gol, assim como o Gladiador.

Está certo que ainda vemos várias necessidades nesse time. A lentidão por vezes é revoltante, as bolas perdidas que dão chances ao adversário (não é, Tinga?), a falta de precisão na última bola e no chute a gol. Muitas vezes falta encurtar os espaços, para impedir certos chutões e bolas espirradas que raramente dão certo. Mas vale a disciplina e disposição de jogadores que até no último minuto, assim como o jogo atento de Edinho e dos zagueiros, Danilo e Maurício Ramos, além do auxílio do zagueiro nas horas vagas: Luan. Aliás, se geralmente falta técnica, sobra vontade e determinação a Luan. As jogadas pela ponta esquerda raramente empolgam, mas é inegável que o atacante tem sido ótimo apoio na marcação. E ajudou bastante no ataque também.

Sobre os dois gols, o time decidiu exatamente nos nossos momentos de maior preocupação. O belo gol, olímpico!, de Assunção, aconteceu no quando já nos desesperávamos pelo perigo de uma vantagem pequena (afinal, como esquecer do que aconteceu no primeiro jogo?); já Luan marcou o seu quando o Atlético parecia acreditar em alguma possibilidade de levar o jogo aos pênaltis, o que ocorreria no caso de 1x1. E aqui volto ao que falei no início do texto: a tensão de um jogo de mata-mata, o grito de alívio no segundo gol, a empolgação na vitória. É tudo como gostamos de ver e sentir. Ao contrário daqueles que reclamam ao ponto de esquecer a comemoração, eu vejo possibilidades, eu tenho confiança nesse título. Essa Sul Americana pode não ser o maior campeonato do mundo, mas tem resgatado sensações e sentimentos que há algum tempo estavam tão apagados entre nós... É muito bom assistir um jogo, ver a vibração dos jogadores, ouvir o canto da torcida em êxtase, e pensar: Isso é Palmeiras.

Créditos da imagem: UOL


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

CONTRA MISTÃO E ARBITRAGEM SAFADA, PALMEIRAS EMPATA E TRAZ VANTAGEM PRA SÃO PAULO

Há jogos em que é quase impossível lembrar-se de todos os lances na bola. Esse é um deles. A memória do palmeirense não se desligará tão cedo das malandragens em Minas. Sim, o Galo estava com time misto e o Palmeiras tanto poderia quanto deveria ter vencido a partida. Mas um erro não justifica o outro. Um pênalti desconsiderado, graças ao aviso de não sei quem sobre uma posição de impedimento de Lincoln, que realmente estava, mas que não foi assinalado em momento algum pelo auxiliar, além de outro pênalti, dessa vez para o Atlético, inexistente em Obina, mudaram o panorama do jogo. Arbitragem vergonhosa em Sete Lagoas. De bom mesmo, vale destacar a partida impecável, mais uma vez, de Deola. Com ou sem falcatruas dos homens do apito, a vantagem que o Verdão traz pra decidir a vaga em São Paulo é ótima. Poderia ter sido muito melhor, na bola e no apito.

Valdivia joga ou não joga? Jogou, mas por pouco tempo. El Mago não treinou, mas foi relacionado para o jogo e começou como titular. Por pouco tempo, é verdade. Mas nesses minutos que ficou em campo, o chileno deu trabalho pra marcação atleticana. Mas o meia voltou a sentir dores no local da contusão e, antes de 20 minutos de jogo, foi substituído por Lincoln. Esse que demorou bons 30 minutos (de bola rolando) pra entrar realmente na partida. Eles também tiveram uma baixa. Seu jogador mais criativo, Daniel Carvalho, também foi substituído por sentir dores de uma antiga lesão na coxa. E assim o jogo perdeu qualidade. Antes disso tudo acontecer, Deola e Renan apareceram bem. Primeiro Kléber foi lançado por Marcos Assunção na área e parou no goleiro do Galo. Depois foi a vez do arqueiro verde fechar o gol diante de Neto Berola. Ainda assim, a primeira etapa foi fraquíssima tecnicamente e até em emoção.

Já no segundo tempo, muita gente resolveu aparecer. O primeiro a chamar a atenção foi Kléber. O Gladiador bateu bonito e abriu o placar depois de tabelar com Tinga. Vale ressaltar que o dorminhoco Lincoln foi quem iniciou a ótima jogada que acabou nas redes de Renan. Enquanto isso, Deola continuava pegando absolutamente tudo. O Galo cresceu com a entrada de Obina, depois de Diego “zzzzz” Souza, mas não conseguia passar pela muralha palmeirense. E foi o Palmeiras que teve, por alguns bons segundos, a chance de mexer mais uma vez no placar. Lincoln, jogando com a 11, fez ótimo lance pela esquerda e foi parado com falta dentro da área. Pênalti. Certo? Quase certo. Quando Kléber se preparava pra bater, o auxiliar avisou Marcelo de Lima Henrique que Lincoln estava impedido na jogada que originou o pênalti, e o arbitro voltou atrás na marcação. Sim, Lincoln estava impedido. Mas o “curioso” do lance é que em momento algum o bandeira assinalou o impedimento. Estranho, não acha? Como será que ele ficou sabendo, hein?

Como se não bastasse isso, o juizão “resolveu” o problema ofensivo para o Atlético. Inventou um pênalti de Marcio Araújo em Obina, aprovado pelo péssimo Maurício Noriega do Sportv, que além de cego é burro. O mesmo bolinho de feijão, popularmente conhecido como Acarajé, bateu a penalidade e marcou o gol de empate. Espero que o arbitro não esqueça de assinalar o gol para si próprio na sumula, nada mais justo. Mesmo com a força extra do homem do apito para o Atlético-MG, o Palmeiras ainda pressionou, sem sucesso, a equipe mineira no final da partida. Com o jogo encerrado, muita reclamação, e justa, para o horroroso e mal intencionado trio de arbitragem.

Contudo, o Verdão carrega na bagagem boa, quiçá excelente, vantagem para o segundo jogo. Quem sabe até lá, Valdivia já estará em plenas condições físicas. Sem o Mago em campo o Palmeiras perde muito em disposição e técnica, como faz falta esse chileno. Ah, não esqueçamos da ridícula cobertura do jornalismo da Globo aos acontecimentos em Minas. Dêem uma lida na matéria do jogo que o GE publicou e reparem na disparidade de opiniões em relação a outros sites que fazem cobertura esportiva. Pois é, nada que é sujo deixa de ter uma ótima “cobertura” da empresa carioca. Para Marcelo de Lima Henrique, Erich Bandeira, Alessandro Álvaro Rocha Matos, Maurício Noriega e Globo, eu ofereço: vão tomar no meio do cu! Passar bem.

Créditos da foto: Pedro Vilela/AE.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

NO BREU, PALMEIRAS SE CLASSIFICA SEM ESFORÇO E PEGA O GALO NA SULAMERICANA

Essa noite certamente nos reservou eventos inesperados em Barueri. Claro, não o mais “inesperado” deles, que seria uma eliminação para o time/outdoor boliviano. A primeira surpresa veio com a escalação de Valdivia. Ninguém esperava o Mago para o jogo e quase nem tinha esperanças de vê-lo domingo, no Derby. Foi um misto de apreensão com felicidade ao ver o chileno em campo. Outro fato que pegou todo mundo de “calças curtas” foi a iluminação da Arena. Primeiro faltou luz no intervalo, depois assim que começou o segundo tempo. Foram aproximadamente 30 minutos de paralisação e escuridão. Uma lástima. No escuro ou não, nada pode impedir a classificação palmeirense, antes já considerada como certa. E agora vem o Galo na próxima fase, pena que não seja o Luxa por lá ainda, adoraria eliminá-lo.

Eu falei só em duas surpresas? Não, bota aí mais uma. Rivaldo, a cópia de craque que veio da 25 de Março, cria e adoração de Felipão,um verdadeiro desperdício de pernas, ficou de fora do time. Não que o Luan seja um ótimo jogador, mas pelo menos o Palmeiras jogou com 11. E jogou contra um adversário fraquíssimo, diga-se de passagem. Até a padaria da esquina patrocina aquela beleza de camisa. A torcida teve boa vontade, mesmo com frio e horário ruim, esteve lá em número razoável, apoiando a equipe. Com torcida, vantagem, Valdivia e sem Rivaldo (!), não daria pro Sucre mesmo. Com a bola rolando, o placar começou a ser construído cedo, aos 12 minutos. E foi nos pés do Mago que a jogada se iniciou. O chileno abriu a jogada pela esquerda e Gabriel Silva cruzou na medida para o Gladiador, livre, cabecear e abrir vantagem também no marcador. Simples assim, sem muito esforço, logo foi a vez de Luan marcar seu primeiro gol pelo Palmeiras. E de novo um cruzamento perfeito de Gabriel, que honrou a 10 hoje.

Antes que a primeira etapa chegasse ao fim, quem apareceu foi o juiz e graças ao goleiro adversário. Atrapalhado, o goleirão saiu mal e ainda tentou driblar Tinga, que roubou a bola e sairia na cara do gol vazio se não fosse a intervenção do Zé Mané boliviano. Sem alternativa, o arqueiro cagão derrubou o meia palmeirense com falta. Expulsão? Sim, pra mim, pra você, pro seu amigo, pro seu pai, pra sua mãe, pro seu cachorro e mais 99,9% da população mundial, menos pro juizão, que literalmente “amarelou”.

E depois do amarelo do juiz, foi a vez do preto da noite colorir a Arena Barueri. Logo na volta do intervalo, que já foi às escuras, o breu se instalou no estádio. Com as luzes apagadas, os jogadores tentaram se exercitar e manter o corpo aquecido. Valdivia até vestiu calça de treino, para gozação dos colegas. Após uma eternidade, as luzes voltaram a se acender em sua totalidade e a partida reiniciou. A disposição já não era mais a mesma. Ainda assim o terceiro gol saiu e de novo de cabeça. A diferença é que dessa vez, o homem da bola parada, Marcos Assunção, foi quem cruzou para cabeçada de Danilo. E então a goleada poderia ter acontecido, mas não passou de uma hipótese. Sem se esforçar para alargar o placar, o Palmeiras ainda viu o outdoor ambulante diminuir também de cabeça, durante pane defensiva.

Foi um jogo relativamente fácil, e seria ainda mais fácil se não fossem as desatenções. O lance de maior “susto” foi de Kléber, que teve luxação em um dos dedos da mão, rapidamente “corrigida” pelo departamento médico ainda no gramado. Agora vem o Derby no domingo, sem Márcio nem Gabriel suspensos. Em compensação com a inesperada, porém, mais do que bem-vinda volta de Valdivia. Na Sulamericana o próximo compromisso será diante do Atlético-MG, que começa a se ajeitar nas mãos de Dorival Junior. Melhor acertado ou não, o Palmeiras é favorito, embora não deva ter muita facilidade pela frente. Hora de despachar os alvinegros, Verdão! De breu já basta a ex-exemplar Arena Barueri.

Créditos da foto: Miguel Schincariol/Lance Press.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

CONTRA ALTITUDE, JUIZ, GRAMADO E CAVALOS, PALMEIRAS CONSEGUE VITÓRIA NA BOLÍVIA

Houve um intervalo tão grande na Copa Sul-Americana (o que, se não me engano, é comum) que, não fossem as emoções que vivemos no último jogo do Palmeiras, há meses, emoções que só os palmeirenses conseguem compreender, muitos teriam se esquecido dessa disputa. Isso sem falar na vaga para a Libertadores, que devido aos acontecimentos do último ano tornou-se questão de honra, o que faz da Sul-Americana muito importante.

Pela honra os antigos lutavam valendo vida ou morte. Devido ao futebol apresentado, não podemos dizer que hoje o Palmeiras lutou por vida ou morte, mas é fato que teve vários adversários. O gramado era tão ruim que senti saudades do Engenhão; teve a famigerada altitude que atrapalha muito os jogadores; o árbitro anulou um gol legal de Lincoln e deixou de marcar um pênalti, além de não conter as cavaladas bolivianas; tivemos também como adversários todos aqueles cavalos vestidos de vermelho e, como se não bastasse, uma bandinha insuportável tirando a paciência de todo mundo. Hells, o que foi aquilo?

Notou que não comentei o futebol dos Universitários de Sucre? É, porque dos males foi o menor. Ô time ruim, compensa a falta de qualidade técnica nos coices.

Não vi boa parte do primeiro tempo, portanto, me abstenho de comentar. Mesmo com meu esforço e da família, não consegui chegar a tempo. O primeiro som que ouvi do jogo foi um grito de gol, a primeira imagem foi de Deola comemorando. Comecei bem. E por falar no gol, vi muita gente reclamar na ocasião da contratação de Assunção, que chamavam de velho e lerdo, mas tem sido “o cara” para esse Palmeiras que sofre com a falta de um matador.

Não sei se já estava assim antes, mas depois do gol tivemos um jogo chato, piorado devido a banda boliviana que, nada tira da minha cabeça, foi contratada para tentar atrapalhar o Palmeiras. Se atrapalhou eu não sei, mas foi difícil assistir enquanto não optei pelo mudo.

Ainda no primeiro tempo, Valdívia saiu lesionado, sentiu a coxa. Como o jogo não estava tão preocupante, e como o Derby é o Derby, não houve quem não se preocupasse: esperamos que o Mago esteja bem para jogar contra nossos amigos gambás – que, aliás, passam por ótima fase nesse roubadão 2010/ edição centenada. No lugar de Valdívia, entrou Lincoln. E o jogo permaneceu chato, com poucas chances para os dois times e Deola anunciando que faria ótima partida.

No segundo tempo o Palmeiras estava cansado. Nosso time, em boa parte do tempo, deixou o Sucre atacar, ou teve tentativas frustradas de ampliar o placar. O meio, ineficiente, Kléber precisando de companhia. Além disso, o Palmeiras sofria com a delicadeza dos adversários pouco violentos. E apesar da falta de técnica, favorecidos pela altitude e pela postura palmeirense, os adversários fizeram Deola trabalhar. Nosso goleiro mostrou belo serviço. É claro que Assunção fez o gol que decidiu a partida, claro que o juizão quis aparecer com suas pixotadas, mas o nome do jogo foi Deola. Seguro, e com qualidade, fechou o gol com ótimas defesas, e nem ele se livrou de apanhar.

Quando parecia que ficaríamos por isso mesmo, aos 35 minutos, depois de chute de Kléber defendido pelo goleiro deles, Lincoln aproveitou o rebote e finalizou, gol do Palmeiras. Não para o senhor Victor Carrillo, que invalidou o gol legal. Está certo que o Sucre tem um time ruim, que o próximo jogo é em casa, mas esse gol pode significar muito na decisão dessas oitavas de final. Minutos depois ainda teve um lance duvidoso em Rivaldo, que a meu ver (e da grande maioria) foi pênalti claro, mas o árbitro deixou a bola rolar.

Poderia ser um resultado de 2 ou 3x0, praticamente fechando a classificação, o Palmeiras foi impedido por erros de arbitragem e isso nos frustra. Mas também poderia ser um empate ou derrota, o que foi impedido pela ótima atuação de Deola. 1x0 é vitória “magra”, mas é vitória, estamos em vantagem. Na semana que vem tem mais, em Barueri. Espero que seja um jogo melhor, espero que a arbitragem não cometa tantos absurdos e, principalmente, espero classificação. É a chance de conseguir a vaga na Libertadores e, além disso, não me importa se a Sul-Americana é pouco considerada, quero o Palmeiras campeão em qualquer coisa que disputar.

Foto: Reuters/Terra.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

ESSE É O PALMEIRAS!

Tanta gente, durante tanto tempo, desdenhava a Copa Sulamericana. Nós, inclusive. Bastou uma vaga para a Libertadores que tudo mudou. E bastou ao Palmeiras apanhar do Vitória em Salvador para Felipão finalmente começar as mostrar suas garras. No final de semana, veio a primeira vitória. Nesta quinta, uma classificação sensacional. A torcida apoiou de uma forma que não fazia há muito tempo e o time jogou como ainda não havia jogado neste ano de 2010. Os 3 x 0, resultado difícil que ainda não havia acontecido nesta temporada, pode significar muito mais do que uma simples vaga para a sequência da competição. Pode representar o ressurgimento de um Palmeiras forte, brigador e raçudo, com a cara do comandante. A linda vitória, com um lindo gol de Marcos Assunção, também foi um presente de 500 jogos para o goleiro Marcos, Santo e mito alviverde. Nesta noite, o Palmeiras foi Palmeiras, e nada mais é necessário quando isso acontece.

Foi uma festa linda do começo ao fim. A torcida, convocada por Marcos e Felipão, compareceu ao Pacaembu e, embora não de forma suficiente para lotar o estádio municipal, deu um espetáculo. A começar pela homenagem aos 500 jogos de São Marcos, com lindos mosaicos. Durante o jogo, do primeiro ao último minuto, os palmeirenses cantaram e empurraram a equipe que correspondeu em campo. Felipão manteve o time que iniciou a partida do sábado, pelo Brasileirão, mesmo depois de ter sinalizado que poderia começar com três atacantes. Logo no início o Vitória parecia à vontade com a vantagem obtida na primeira partida. Muita cera, pouca vontade e até algum perigo quando o Palmeiras ainda se organizava no gramado.

Depois de alguns minutos, finalmente o Verdão se encontrou e passou a dominar a partida. Enquanto Marcos praticamente não sujou o uniforme, o Palmeiras pressionou e chegou a meter uma bola na trave com Tadeu. Mais cera do time baiano, agora com o goleiro cagão, o colombiano Viafara. Nem isso esfriou a pressão, pelo contrário. Com a enrolação do Vitória, o tempo acrescido foi o suficiente para abrirmos o placar. Aos 47, Tadeu recebeu lançamento e saiu na cara do goleiro. O centroavante tocou por cima e mesmo com desvio de Viafara, a bola morreu nas redes. O gol que dava tranquilidade e mais esperança para o segundo tempo.

As duas equipes voltaram do intervalo sem alterações, assim como o jogo. O Palmeiras ainda era o dono das ações e, assim, logo no início da etapa final, marcou o segundo gol, o segundo de Tadeu. Dessa vez contamos com lambança do goleiro colombiano, que saiu mal do gol e tocou a bola nos pés de Fabrício. O zagueiro-lateral lançou Márcio Araújo na área, que teve chute desviado. Na sobra, Tadeu não perdoou. Depois do gol, a partida ficou mais aberta. O Vitória tentou reagir e até incomodou. Mas nada adiantaria nesta noite. Felipão mudou a equipe, Ewerthon substituiu Fabrício e botou o time teoricamente mais à frente. Um tempo depois, foi a vez de Luan sair para a entrada de Patrik. Parecia que o jogo se encaminharia para os pênaltis. Parecia. Só se esqueceram de avisar o Marcos Assunção.

Aos 43, falta para o Palmeiras cobrar. Era de longe, mas Marcos Assunção ajeitou com carinho. Dificilmente o volante não acerta o gol, mesmo que a bola não entre. Hoje entrou. Assunção bateu com rara felicidade, forte e no ângulo esquerdo de Viafara. Não foi só um gol de falta. Foi um golaço! Gol responsável por uma vibração ainda maior da torcida. O Palmeiras fez aquilo que há uma semana parecia quase impossível. Jogou com a cara de Felipão, com a cara de Palmeiras. Quando o juiz apitou o final de jogo, todos os jogadores, liderados por São Marcos, correram em direção às arquibancadas. A torcida merecia. Camisa por camisa, inclusive a valiosa 12, foi parar nas mãos de sortudos palmeirenses.

Marcos e Ewerthon quebraram o silêncio na saída e as palavras do atacante refletem muito do que foi o jogo desta quinta: “esse é o Palmeiras!”. Felipão demorou alguns jogos para pegar o jeito do time, mas mesmo com seus principais jogadores torcendo e comemorando a classificação no camarote, jogou com uma vontade e dedicação incrível. Definitivamente foi incrível. Até Tadeu, que é o Tadeu, fez dois gols e uma ótima partida. Mostrou personalidade. Marcos Assunção, que já não é mais nenhum menino, prova a cada partida que sua bola parada pode ser importantíssima para essa equipe. Na sequência da competição o Verdão poderá contar com Kléber, Valdivia e Lincoln, e também com um aliado importantíssimo: a motivação. Scolari sabe como ninguém como vencer um mata-mata. E parece que começa, de forma vibrante, a unir time e torcida. Que assim seja! E parabéns aos torcedores que foram ao Pacaembu e fizeram essa bela festa. Hoje foi Palmeiras com cara de Palmeiras e palmeirense com cara de palmeirense.

Créditos da foto: Ari Ferreira/Lance Press.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

PÉSSIMO, PALMEIRAS PERDE EM SALVADOR E SE COMPLICA ATÉ NA SULAMERICANA

Há jogos bons, razoáveis, ruins e há outros como os de hoje, que são mais do que ruins. Esses chegam a doer em quem assiste. Tão ruim quanto o jogo foi o time que o Palmeiras levou a campo. Ewerthon, que só vi na escalação, disse que queria uma postura diferente daquela que a equipe vinha apresentando no Brasileirão. E foi diferente. Foi ainda pior. Sem Lincoln já seria complicado e, para completar, tivemos a ausência de Kléber, ou seja, o futebol dessa equipe inexistiu nessa partida. A cereja do bolo é que o resultado muito provavelmente custará a eliminação na Sulamericana, que nesta edição dará uma vaga à Libertadores. Está tudo ótimo, está tudo muito bem.

Elencos ruins aparecem nas piores horas. Hoje o Palmeiras precisava fazer um jogo decente em Salvador pra decidir a vaga em casa. Óbvio, não seria fácil. Sem Lincoln e Kléber, além de ainda não poder contar com Valdivia, tudo se tornaria mais complicado. Mas difícil mesmo é ver o tal do Tadeu com essa camisa. E assim, com um meio campo formado por quatro volantes e um ataque com dois cabeças-de-bagre, que fomos a campo. Não à toa já começamos jogando mal. Ruindade que só aumentou com o passar dos minutos. Foram faltas perto da área, passes errados, falta de movimentação e de qualidade técnica, somados a uma escalação equivocada e a um gramado horroroso. Não sairia nada bom daí. E por falar em nada bom, Armero foi substituído ainda no primeiro tempo por Luan, deslocando o estreante Rivaldo para o setor do colombiano.

Como nada interessante aconteceu no primeiro tempo, pensávamos que os últimos 45 minutos não poderiam ser piores. Mas foram, acredite. Logo no comecinho, Pierre faz uma falta imbecil na entrada da área. O volante, ultimamente (e esse “ultimamente” já vem durando muito tempo), faz falta em 9 de cada 10 lances que disputa. Ramon é velho, arcaico e está com 1 ½ pé no showbol, mas sabe bater na bola. Tantas chances não resultariam em nada diferente. Gol. E aí, acordou pro jogo? Acordou sim, só que não adianta nada acordar e encontrar Ewerthon e Tadeu na frente, Vítor e Marcio Araújo brigando pra ver quem errava mais passes, Edinho e Maurício Ramos loucos pra fazerem uma cagada, etc. Mas nada é tão ruim que não possa ser piorado. Saiu Tadeu, que não entendo nem porque foi contratado, e entrou a lenda, Max, que não entendo nem porque tem pernas.

Agora não podemos dizer que não resultou em nada. Resultou sim. Já passava dos 43 do segundo tempo e o atacante que povoa os pesadelos dos palmeirenses desviou escanteio e tirou qualquer chance de Deola defender. Erro da marcação, erro do estúpido que fez a falta que mais adiante se tornaria um escanteio e erro da mãe dessa criatura que não usou preservativo. Camisinha é baratinho, gente, pelo amor de Deus, não coloquem mais “Maxes” e “Tadeus” no mundo. Pronto, 2 x 0 e a vaga por um fio. Na próxima semana ainda não contaremos com Valdivia, nem Kléber e muito dificilmente Lincoln, ou seja, o que vai a campo não é nada muito melhor do que isso daí. É possível reverter mesmo com essa equipe? É, mas é quase impossível. Essa é a merda de formar um elenco tão medíocre. Quando precisamos é isso, e somente isso, o que conseguimos. Sábado tem mais, força palmeirense! Tome um anti-ácido e se prepare. Que bom que pelo menos o Mago se apresentará para a torcida. Uma grandíssima alegria em tempos difíceis e cada vez mais constantes.

Créditos da foto: Terra.