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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

PALMEIRAS DESFALCADO NÃO SEGURA VENTANIA FRACA E PERDE NA ARENA DA BAIXADA


Logo no início da partida, acreditei que seria um jogo e tanto. O Palmeiras marcava bem, não dava muitos espaços para o Atlético-PR e chegou com perigo em algumas ocasiões. O problema foi perceber que o ataque não era nada efetivo e nas poucas chances que criou, desperdiçou a oportunidade. E quando conseguiu marcar, pra variar, o bandeirinha anulou, de forma equivocada.

É incrível como o nível da arbitragem brasileira está muito abaixo do padrão aceitável. Todo jogo tem alguma polêmica, erro crasso, safadeza, covardia e, sempre, aquela vontade de ferrar o Palmeiras. Não é mania de perseguição, até porque eu sei que também ocorrem erros em outras partidas, mas paciência tem limite. De palhaços, já bastam os que trabalham na imprensa esportiva.

Não vou dizer que a culpa da derrota foi da arbitragem, mas aquele gol do Tadeu, mal anulado, poderia ter dado outra cara para o jogo, já que isso ocorreu aos 22 minutos do 1º tempo. Futuro do pretérito, infelizmente. Ah, o bandeirinha também anulou o gol legítimo do Atlético, alguns vão dizer. Não. O juiz apitou antes da conclusão, então não se pode afirmar que aquele chute iria entrar, até porque Deola viu o bandeira levantar o braço antes do apito e nem tentou defender da maneira usual.

Hoje prefiro nem comentar os principais lances da partida, mas não posso deixar de escrever sobre aquele que tem honrado nossas redes. Deola foi o melhor jogador do Palmeiras, fez defesas sensacionais, principalmente no 2º tempo, quando o time deixou a vontade no vestiário. A cada dia que passa mostra a todos que não apenas está em uma fase maravilhosa, como também é um goleiro fantástico. Mas quando o goleiro é o melhor jogador da partida, é porque algo está errado...

Lincoln dormiu a partida inteira. E quando aparecia, era por fazer faltas. Se realmente veio pra ser ídolo, devia deixar pra comer feijoada só nas segundas-feiras. Jogador não pode ser tão displicente em campo. O problema é que sobra vontade para aqueles que não têm muito talento, como é o caso do Luan. Ele é esforçado, corre o tempo todo, ajuda na defesa (até bem, por incrível que pareça), mas quando precisamos dele no ataque, é uma tristeza. Tadeu também é bem esforçado, mas consegue ser ainda pior. Acho que poderiam formar uma dupla sertaneja e sair em turnê. Pro Japão, de preferência.

Tinga consegue fazer uma partida boa e outras 5 abaixo do desejável. Eu sei que ele tem potencial, que é bom jogador, mas precisa ter mais regularidade. Pode até ser a questão do posicionamento em campo, então o Felipão precisa dar um jeito nisso, e rápido. Tenho a impressão de que após a saída do Lincoln, Tinga ficou mais solto e procurou se apresentar mais. Mas se nosso técnico acha que pode deixar apenas um jogador na criação, então, realmente, precisa rever algumas coisas.

Outro ponto falho do Palmeiras ocorreu nas laterais. Márcio Araújo e Gabriel Silva não conseguiram dar um ritmo de jogo adequado pelas alas, então foram raríssimas as vezes que uma bola foi cruzada na área (na verdade, eu nem me lembro de nenhuma, mas posso ter esquecido, claro). Os dois também não conseguiram defender de forma eficaz e o gol do Atlético acabou saindo pelo lado esquerdo, após o jogador Marcelo passar pelo Gabriel e cruzar para Nieto marcar, se antecipando ao Danilo, que também dormiu no lance. Esse gol saiu no final da partida, aos 39 minutos. Castigo? Pode ser, já que o Palmeiras não fez absolutamente nada para tentar vencer.

Ainda vimos Felipão fazer 3 alterações: Pierre entrou no lugar de Lincoln (ZZZzzzZZZ), Vinícius no lugar do Tinga e Ewerthon, no lugar do Tadeu. Agora me diga. Se com meias já estava complicado, imagina sem nenhum? Pois é, assim fica bastante difícil mesmo.

Enfim, uma derrota frustrante, pois pelo bom 1º tempo, poderíamos ter saído com um resultado melhor. Felipão já avisou, na coletiva, que vai focar na Sulamericana. Isso significa um mistão contra o Guarani, no domingo. Espero que, pelo menos, os jogadores saibam da importância disso para o time e para a torcida.

Só pra constar, foi nítida a satisfação do Milton Leite e do Noriega diante da má atuação do Palmeiras. Se a câmera estivesse virada para eles, veríamos o sorrisinho no canto da boca desses palhaços. Mas não nos exaltemos. Vamos virar esse “jogo” e essa imprensinha meia-boca vai ter o que merece.

Crédito da foto: Terra.

domingo, 31 de outubro de 2010

EM ESTRÉIA DE UNIFORME, PALMEIRAS VENCE, MAS QUASE SE COMPLICA

O assunto da imprensa não é o assalto em Minas ou, mais uma vez, os erros hoje na Arena Barueri, mas sim Felipão. Eles perguntaram o que queriam, ouviram o que não queriam e resolveram vestir narizes de palhaço para protestar contra o técnico. Muito bem, parabéns. Palmeirense veste camisa do Palmeiras, gay veste camisa do São Paulo, inglês fala inglês, nerd que se preze é fã de J.R.R. Tolkien e palhaço usa nariz de palhaço, nada mais justo. Na bola, que é o que importa, o Verdão, vestindo a nova e horrível terceira camisa, fez um bom primeiro tempo e quase se complicou no segundo. Tinga e Márcio Araújo fizeram belos gols, Dinei também marcou o seu primeiro. Vitória fácil? Não, estamos falando de Palmeiras. Mas com os 3 pontos conquistados a equipe se aproxima do G4. E juiz gosta de aparecer contra o Palmeiras, hein?!

Frio, chuva, má localização, véspera de eleição e feriado prolongado, resultado: mais uma vez, a Arena Barueri recebeu um público pequeno, pouco mais de 5 mil torcedores, para acompanhar o Palmeiras de Felipão, sem Valdivia, mas ainda de olho no G4. E a arquibancada esvaziada ouviu o Hino Nacional começar a ser executado sem um dos times em campo. Vaias para o Goiás. Quem estava lá ou acompanhando pela TV ou internet, também pode ver a estréia do terceiro uniforme, feito especialmente para... a bocha. É a única explicação que encontro para um tamanho mau gosto da Adidas. Com o uniforme horroroso, mas ainda ostentando o distintivo palmeirense, a equipe iniciou a partida com paciência. Enquanto Deola mal suava, meio e ataque alviverde tentavam furar o bloqueio, nem tão forte assim, da outra equipe esmeraldina. Até que aos 21, Tinga fez linda jogada, com direito a rolinho entre as pernas de Wellington Saci (sim, pasmem, pernas no plural), e bateu forte pro gol. O chute ainda contou com desvio, só para complicar de vez para Harlei. Belo gol. Na sequência da primeira etapa, o Goiás até cresceu, mas não gerou grande perigo para o nosso arqueiro.

Na volta pro segundo tempo, vimos um Palmeiras mais lento, que apenas assistiu a um esboço de reação da equipe goiana. Reação que não passou mesmo de um esboço naquela altura. O jogo seguiu feio, com poucas oportunidades e inúmeros passes errados. E ainda nos demos ao luxo de perder ótimas chances, por puro e simples preciosismo, principalmente de Lincoln. Mas quando o camisa 99 resolveu soltar a bola do pé e tocar para Márcio Araújo, a vantagem no placar se alargou. O volante/lateral, que já havia feito boa jogada minutos antes, mas concluíra mal, bateu na diagonal da entrada da área, bonito, sem chances de defesa. Parecia que o jogo estava ganho. Ledo engano. O Goiás reagiu com gol duvidoso de Jones. Ou seria de Carlos Alberto? Jones cabeceou e Deola defendeu, no rebote, impedido, Carlos Alberto concluiu. Resta saber se na defesa de Deola a bola já havia cruzado totalmente a linha do gol. Sendo assim não há nenhuma irregularidade. Mas do contrário...

Agora o Goiás reagiu. Certo? Errado. Felipão tirou Kléber após o 2 x 0 e colocou Dinei. E o atacante sem queixo aproveitou para deixar o primeiro dele com a camisa palmeirense. Luan bateu bem uma falta na lateral esquerda da área e o atacante escorou de cabeça, tirando as chances do goleiro e definindo a partida. Ou quase isso. Antes do apito final, aos 44, a equipe do centro-oeste voltou a diminuir e, de novo, em lance duvidoso. Aliás, duvidoso não, estava de fato impedido. Depois de mais um rebote de Deola, Everthon Santos, em posição irregular, empurrou a bola pras redes. Mas que fique entre nós, porque os palhaços não viram, ou senão teriam avisado o bandeira. Ou não, depende da preferência clubística do palhaço em questão. Mas apesar do susto com o 3 x 2, não passou disso.

Vitória e um pouco de tranquilidade. O Palmeiras volta a jogar agora na quinta-feira, na Arena da Baixada, contra o Atlético-PR. O rubro-negro do Paraná tem o mesmo número de pontos que o Verdão, mas permanece na frente pelo critério de desempate. Partida difícil, ainda mais sem Kléber, novamente suspenso por três cartões amarelos, além de que já não contaremos com Valdivia, se recuperando de lesão. A posição ainda é a mesma, mais o G4 já se aproxima. Como a vaga pela Sulamericana não é nada garantida, não custa um esforço extra para alcançar essa posição na tabela, mesmo que seja difícil. E pros palhaços e idiotas, diplomados ou não, já sabem onde enfiar os narizes, não é?

Créditos da foto: Fábio Braga/Folhapress

domingo, 17 de outubro de 2010

PALMEIRAS DECEPCIONA E APENAS EMPATA COM O CEARÁ, “EM CASA”


Às vezes, é difícil encontrar palavras para falar de um jogo como o de hoje. Só pra escrever essa frase demorei uns 20 minutos. Acho melhor começar a falar da partida assim posso chegar logo à melhor parte, que é xingar alguns elementos.

O Palmeiras entrou em campo com Lincoln e Dinei nos lugares de Valdívia e Kléber, respectivamente. E isso me fez perceber – ou me convencer – de que esse protótipo de atacante deveria voltar de onde veio. Sei que não temos substitutos à altura para os dois titulares, mas hoje poderíamos ter vencido mesmo assim. Só mais uma consideração a respeito do ataque: Felipão, Lincoln é meia, assim como o Valdivia.

Logo no início da partida, parecia que chegaríamos rapidamente ao gol. Assunção cobrou falta na lateral direita e Lincoln quase abriu o placar. Depois desse lance, o Ceará permaneceu mais tempo com a bola e o Palmeiras mal conseguia criar lances de ataque. Quando conseguiu retomar o controle do jogo, insistia muito em jogadas pelo meio, que nunca eram efetivas, principalmente com Tinga. Aliás, o camisa 17 fez uma péssima partida e hoje pode ser comparado ao Rivaldo. E isso é um insulto dos grandes. Lincoln ainda teve uma grande chance no final da primeira etapa, mas bateu fraco e sem direção, dentro da pequena área. Na sequencia, Tinga se atrapalhou e o ataque se perdeu.

Para não ser completamente injusta com o Tinga, agradeço-o por ter sofrido a falta que originou o gol do Palmeiras. Mas é só isso. Aos 45 do primeiro tempo, Marcos Assunção ajeita a bola com carinho, toma a distância costumeira e acerta um chute lindo. Gol para deixar todos mais tranquilos para a segunda etapa. Foi o 8º gol de Assunção na temporada, o 7º de falta.

No retorno, mudança inesperada no Verdão: Fabrício entrou no lugar de Maurício Ramos, que sentiu uma lesão. Essa mudança não teve conseqüências negativas, mas a saída de Marcos Assunção mudou o jogo do Palmeiras, mas para pior. E antes o jogo nem estava tão bom assim. Só algumas coisas continuaram como antes: Tinga em dia péssimo e Rivaldo...bem, no seu normal, péssimo também. A justificativa para a saída de nosso volante salvador envolve preservá-lo para o clássico contra os gambás, tanto pela parte física quanto pelo número de cartões, já que o jogador está pendurado. Quem entrou em seu lugar foi Pierre.

O Ceará gostou da substituição, pois tomou conta do jogo. Acertou bola na trave e pressionou o Palmeiras o tanto que pode, até um idiota vestindo a camisa 8 fazer um pênalti mais idiota ainda, empurrando disfarçadamente o adversário com o braço, tão discretamente que o juiz viu e marcou. Só de pensar que a bola lançada para ele ia pra fora, mesmo com todo o esforço do mundo, me dá vontade de amputar aquele braço. Geraldo chutou no meio do gol e empatou a partida, aos 37 minutos. Só a partir desse momento o Palmeiras resolveu pressionar o Ceará, mas não teve qualidade técnica e tática para fazer mais um gol, mesmo com dois atacantes de ofício em campo (grande coisa – Dinei e Tadeu).

Enfim, foi um resultado frustrante, mesmo com os desfalques importantes. O Palmeiras tinha condições de vencer, mas a cada partida mostra que depende mais que o necessário da bola parada de Marcos Assunção. Valdivia e Kléber mudam a cara do jogo, criam oportunidades, são importantíssimos, mas é do camisa 28 que mais dependemos. Espero que a diretoria tenha se dado conta do elenco fraco que temos, principalmente no ataque. Luan, Tadeu, Dinei são jogadores de segunda divisão, e olhe lá. Podem fazer seus golzinhos de vez em quando (ou nunca), mas não servem para jogar no Palmeiras. Nem preciso falar do Rivaldo, não é? Ele merece ser deportado para o Paraguai, de onde nunca deveria ter saído. Maldita falsificação barata!

Para completar a noite, os bambis venceram o Santos e nos ultrapassaram na tabela. Agora, o Palmeiras ocupa o 10º lugar, com 44 pontos. Poderíamos terminar a rodada no 8 º, a apenas 4 pontos do 3º colocado. Não podemos mais perder pontos de maneira tão boba e infantil. Resta-nos acreditar na Sulamericana e esperar que o Palmeiras realmente lute com todas as suas forças para conseguir a vaga, mesmo sem Valdivia. E por falar em desfalques, não contaremos com Gabriel Silva e Márcio Araújo para o clássico contra os gambás. Isso significa que Rivaldo assumirá a lateral esquerda. A propósito, até hoje não sei em que posição ele joga. Bom, acho melhor eu terminar por aqui.

Crédito da foto: GE.

domingo, 10 de outubro de 2010

PALMEIRAS BUSCA EMPATE, JOGA PRA PERDER E SAI DO ENGENHÃO NO ZERO

Primeiro de tudo: que jogo chato! Isso resume muita coisa. A clara intenção palmeirense em levar um ponto do Engenhão, que ficou implícita desde o apito inicial, só aconteceu porque o adversário da vez, o Botafogo, foi de extrema incompetência. Até o excelente e brigador Loco Abreu deu sua pixotada. Além do jogo ruim que fez, o uruguaio ainda chutou um pênalti pra fora. E finalmente o Kléber, aquele, voltou ao Palmeiras. Hoje foi expulso, com grande exagero, por ser o Kléber. Se tivéssemos vencido, colocaríamos a rodada no bolso, já que muitos resultados foram favoráveis. Paciência. Aqui não se perde há muito tempo, enquanto na Fazendinha, que não é a da Monique Evans, a vitória não dá às caras há tempos. Pra quem se gabava da boa fase, vejam agora, gambás. Como diria o sábio: um dia da injeção, outro da bunda.

As discussões de bastidores, por conta da “bananada” botafoguense, que acusou o Palmeiras de sujar o vestiário do Engenhão com bananas, foram muito mais acirradas do que a disputa na bola. A torcida do clube carioca, que só não é menor do que a saia de Geisy Arruda, compareceu em bom número. Por volta de 200 torcedores, sendo que 50 deles ganharam a camisa e foram colocados lá. O Verdão, depois de golear o Avaí com show do Mago, foi em busca de um empate. Desfalcado e reforçado. Vítor, que vinha melhorando bastante, fica fora por pelo menos duas semanas por contusão. Já Tinga, que estava afastado pelo mesmo motivo, voltou à equipe. Mas quando a bola rolou, o palmeirense precisou ser forte. Por dois motivos: primeiro, pra secar o Loco Abreu que teve pênalti, bem marcado, pra cobrar logo aos 8 minutos; segundo, pra se manter acordado no restante da partida. No primeiro funcionou, mas quem dormiu não pode ser culpado.

A primeira etapa seguiu modorrenta, quase sem chances de gol, pelo menos do Palmeiras, que nem fazia menção de finalizar. Já o Botafogo assustava, mas com a mesma velocidade que o Cometa Halley pode ser visto pelos terráqueos, de cada 76 anos. Por tanto, o apito que encerrou o primeiro tempo soou como uma benção vinda dos céus. As equipes voltaram do intervalo, as alterações não. E o jogo continuou uma bela duma bosta. Nem a entrada de Lincoln no lugar de Rivaldo melhorou o jogo. O Palmeiras até que teve mais posse de bola, mas isso não significou nada. Depois do craque da perna-de-pau, foi a vez de Valdivia deixar o gramado substituído por Dinei. Sem queixo ou não, o atacante quase fez um gol. Kléber, que estava apagado como todo o time, apareceu no final do jogo. Não de uma boa forma, diga-se de passagem. O Gladiador vinha reclamando do número de faltas que estava recebendo e foi só o cotovelo esquerdo sobrar na cara do botafoguense que o juizão tratou de mandá-lo pra rua. Lance para no máximo um cartão amarelo, mas como é o Kléber já estava até demorando. Só falta o STJD também punir o atacante e chamar a atenção nessa reta final de campeonato, o que não é de se duvidar.

E como o tempo é o melhor dos remédios, a partida chegou ao fim. Um pontinho no bolso e uma expulsão na conta. É, poderia ter sido melhor, com uma vitória o Palmeiras estaria em boa posição na tabela. Mas pra quem amargava seqüências intermináveis de derrotas e empates, a fase é muito boa. Não vamos reclamar de barriga cheia. Nessa altura do campeonato, o que vier é lucro. O próximo desafio agora será pela Sulamericana, na quinta. O time vai à altitude boliviana enfrentar o Universitario Sucre. Pelo Brasileirão, o próximo adversário é o Ceará em casa. E dessa vez o Verdão não deixou bananas no vestiário, mas alimento já digerido: Rivaldo. Deve estar por lá ainda, dormindo como um anjo. Espero que não devolvam.

Créditos da foto: Marcelo de Jesus/Uol.

sábado, 2 de outubro de 2010

EM CLÁSSICO “SEM GRAÇA”, PALMEIRAS E SANTOS EMPATAM NA VILA

Poderia ter sido um jogo para determinar novos rumos para as duas equipes na tabela. Em caso de vitória palmeirense, significaria a ultrapassagem sobre o rival santista e ver o grupo que se classifica para a Libertadores se aproximando. Se a vitória fosse alvinegra, seria o suficiente para abrir vantagem contra um rival na tabela e ainda com um jogo a menos a cumprir. Mas o clássico terminou sem ambas as equipes avançando na tabela. Debaixo de pouca chuva, o empate acabou sendo uma boa para o Palmeiras, que começou vencendo, mas cedeu a pressão. Há uma evolução clara no futebol desse time, mas ainda ocorrem erros infantis, inclusive no banco de reservas. Contudo, numa rodada em que poucos venceram, empatar um clássico fora de casa não é para reclamar.

Domingo de eleição, então o sábado é de bola rolando por todo o Brasil. O clássico na Vila foi um dos jogos mais aguardados da rodada. De um lado, Valdivia e Kléber, do outro, as bichinhas da Vila, lideradas por Gaymar. No banco a equipe santista ainda sente a cagada feita pela diretoria ao demitir o bom Dorival Junior. Sem boas opções no mercado, por enquanto ainda sobra para o interino Marcelo Martelotte, “cover” de Estavam Soares, vulgo Fred Flintstone, a missão de comandar a equipe mais egocêntrica do país. No Palmeiras, sem Tinga, contundido, Felipão escolheu Rivaldo Perna de Tábua para fechar o meio campo, apostando nos contra-ataques com uma lesma caindo pela esquerda. O Santos começou a partida com mais posse de bola, mas não chegava a assustar, exceto por uma ou duas vezes. Já o lado verde, com poucas opções ofensivas, quando chegava era mais contundente. Não por acaso o primeiro gol saiu pela competência do ataque palestrino. Valdivia iniciou a jogada no meio, tocou para Márcio Araújo e foi receber na área. Lá, o chileno ajeitou para Kléber que bateu bonito, de primeira, e abriu o placar. Bonito gol.

Naturalmente a equipe santista pressionou mais depois do gol. E o Palmeiras deixou. Ainda assim, não conseguiram chegar ao empate na primeira etapa. O Santos voltou do intervalo com Zé Eduardo para reforçar a capacidade ofensiva da equipe. Já o Palmeiras voltou com 10, já que ainda tinha Rivaldo em campo. Mas, acredite, dava pra piorar. Felipão tirou um jogador ruim para colocar um... Nada. Exatamente, o Patrik é: nada. Não é atacante, não é meia e não é volante; não chuta bem, não marca bem, não corre e não dribla. Rivaldo pelo menos é ruim e a gente já sabe disso. Enquanto Patrik desfilava sua inutilidade em campo, Lincoln esquentava o banco de reservas. E sem domínio no meio campo, o empate era questão de tempo. Saiu, com Alan Patrick, em chute de fraco com desvio de Danilo, o suficiente para matar Deola no lance. Nada muito mais interessante aconteceu. Faltas a todo momento, jogo truncado, raras chances de gol e ainda Felipão, faltando poucos minutos, ouviu a torcida e chamou Lincoln. Mas o que adianta colocar o camisa 99 e tirar o 10? Substituição de quem não quer vencer. E não venceu.

O empate custou uma posição na tabela. A 8ª posição ficou com o Grêmio, que venceu bem o Vitória no Barradão e tem uma vitória a mais que o Palmeiras, além de melhor saldo. O próximo compromisso será na quinta-feira, contra o Avaí em casa. Até lá pode decidir, ou não, por uma equipe mais criativa, com a entrada de Lincoln ao lado de Valdivia. Besteira pensar que os dois não podem jogar juntos. E se o meia, que ainda volta de um bom tempo parado por “contusão”, não tem condições de jogar mais do que 10 minutos, que não leve nem para o banco. Pelo menos foi a quarta partida seguida sem derrota e está claro que o time melhorou bastante. Esse empate não é pra desanimar ninguém. Continuem com o bom trabalho e com a melhora, quinta tem mais e espero que “mais” uma vitória.

Créditos da foto: Terra.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

VERDÃO JOGA MUITO E VENCE TERCEIRA CONSECUTIVA EM NOITE DE MARCOS ASSUNÇÃO


O homem estava inspirado hoje. Contou com a ajuda da chuva e do goleiro frangueiro do Inter? Contou. Mas não importa, ele foi certeiro. O nome dele: Marcos Assunção. Não é a primeira e ainda bem, não será a última vez que o pé calibrado do volante veterano nos dará a vitória, mas dois gols é bem difícil que aconteça novamente. O mais importante, não foi somente graças a Assunção que a terceira vitória consecutiva veio, e sim ao belíssimo jogo que toda a equipe fez. Com vontade, muita determinação e até momentos de técnica, a Arena Barueri viu um jogo onde um dos times mandou em 80% do tempo. E esse era o Palmeiras. Jogando dessa forma, dá gosto de ver!

São Paulo é assim: às vezes não chove e o clima parece de deserto nos centros urbanos; às vezes chove demais. Estamos na segunda opção. Por esse e por outros motivos o público não foi tão bom nesta noite. E que sorte demos de ter um gramado desses a disposição. Agüentou cada pingo de chuva que caiu durante a partida. O Palmeiras, que vinha de uma bela vitória contra o Flamengo fora de casa, pegou o Internacional, que no domingo despachou os favelados quase no último minuto de jogo. De diferente na nossa escalação, só Maurício Ramos, que voltou à equipe depois de cumprir suspensão.

Com a bola rolando, um jogo um disputado, muito concentrado no meio-campo e com poucas finalizações na primeira metade da etapa inicial. Até que a equipe visitante tomou coragem para investir no ataque, mas Deola fez uma lindíssima defesa em cabeçada de Edu. Não muito mais do que isso. As ações a partir daí tiveram um único dono, o Palmeiras. Valdivia estava endiabrado. Driblava, passava, roubava bolas, corria, apertava... E o time correspondia com a vontade do chileno. Todos, sem exceção, correram e apertaram na marcação em praticamente todo o jogo. E que ótima partida fez o menino Gabriel Silva, finalmente melhorando, e muito, seu desempenho. Foi ele que sofreu uma falta, longe da área, mas ainda assim uma falta. Aliás, a falta. Maurício Noriega durante a transmissão bem disse: “o homem é um fenômeno”. Renan duvidou disso e não colocou barreira. Resultado? Cobrança perfeita de Marcos Assunção no canto esquerdo.

O Verdão não conseguiu ampliar no primeiro tempo, mas não se deixou pressionar depois de abrir o placar, pelo contrário, cresceu ainda mais no jogo. Na volta do intervalo, Palmeiras sem mudanças e o Inter substituiu Damião por Alecsandro, o que não mudou nada para os colorados.  Já o Palmeiras não desperdiçou a chance, aos 13 minutos, em falta muito parecida com a do primeiro gol. E ele, novamente, marcou. 2x0 para o verdão. O goleiro do Inter pode ter ajudado nessa, mas a verdade é que Marcos Assunção bate falta como poucos. Depois disso o time do Inter teve algumas chances, mas o Palmeiras não deixou de ser dono do jogo e poderia até ter aumentado o placar. Logo após o segundo gol, Valdívia serviu Kléber, livre, que perdeu uma ótima oportunidade. Aliás, aos 39 minutos o Gladiador fez bela jogada, driblando os marcadores, mas o goleiro Renan parou o que seria um lindo gol.


E foi assim, com uma bela exibição, que chegamos a terceira vitória seguida. Longe do Pacaembu, por sinal. Nenhum dos jogadores foi mal hoje, uns brilharam menos do que os outros, mas se falharam em algo, compensaram em outro sentido. Vítor mais uma vez mostrou evolução e Gabriel Silva finalmente parece o menino que jogava na base palmeirense. Danilo foi seguro, Deola fechou o gol, Edinho protegeu a zaga, Marcos Assunção foi preciso, Kléber lutou e quase quebrou a coluna de Sorondo com dribles e por muito pouco não fez um golaço, Valdivia foi um monstro. Só faltou um gol do Mago. Quanta diferença em relação ao time de alguns jogos atrás! Agora o próximo compromisso será no sábado, o clássico contra o Santos da bichinha topetuda, na Vila Belmiro. Fora de campo, o Palmeiras continua uma bagunça, talvez ainda maior do que já era, mas dentro parece que finalmente começa a se acertar.


Créditos da imagem: uol

sábado, 25 de setembro de 2010

VERDÃO DESPACHA O FLAMENGO E VENCE SEGUNDA SEGUIDA FORA DE CASA

Foto: Marco Antonio Rezende/UOL 
Hoje o post saíra mais tarde por conta de alguns compromissos, mas logo mais será postada nossa análise do jogo. Por enquanto, fiquem com a foto da vitória do Verdão, fora de casa, contra o Flamengo por 3 x 1, com direito a dois gols do Gladiador.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

PALMEIRAS FAZ O SIMPLES E BATE O LATERNA FORA DE CASA

Não foi um grande jogo nem um grande resultado, mas quando a instabilidade do time fica cada vez mais evidente, não há nada melhor do que somar pontos. E mais uma vez a vitória veio fora de casa. Enquanto no Pacaembu o time não engrena, fora da capital o Palmeiras tem arrancado pontos do anfitrião. A vítima de hoje foi o Grêmio “Cigano” Prudente, atual laterninha do Brasileirão. Jogo sonolento, com alguns sustos, mas vencemos. Quando a fase está ruim, melhor nem reclamar, mesmo que não jogue bem.

A camisa verde-limão finalmente teve uma grande utilidade. Foi ela quem iluminou a “boate” de Presidente Prudente, também conhecida como Prudentão. Com as luzes mais capengas que as duas equipes, o breu que se instalou no gramado pelo menos escondeu um pouco do futebol feio exibido. Mais uma vez sem criação, o Palmeiras não conseguia criar grandes jogadas e nem os 200 volantes davam segurança na defesa, ainda mais com Rivaldo em campo. Reclamar dessa lástima já virou rotina. Quem não reclamou do perna-de-pau foi o Prudente, que se aproveitou das cagadas do camisa 11 para se aventurar no ataque. Vítor, que vem melhorando, embora não tanto, também não fez um primeiro tempo inspirado. Assistindo o jogo, pensei: “Vítor ou Rivaldo, quem acertará um cruzamento primeiro?”. Sabe que ainda não sei?

Como já era de se imaginar, não saiu coelho desse mato na primeira etapa. E na volta do intervalo quem saiu (amém) foi Rivaldo para a entrada de Gabriel Silva. O garoto nem fez um bom jogo, mas só de não ter aquela ameba na lateral já é um grande ganho, é como jogar com 11 jogadores. Assim sendo, desde o início do segundo tempo o Palmeiras foi melhor. Nada que realmente se encha os olhos, mas passou a tomar as ações do jogo. Estava claro que uma hora ou outra acabaríamos chegando ao gol. E assim aconteceu. Vítor não acertou um cruzamento, mas lançou bela bola para Edinho entrando pela direita. O volante, no jeito Edinho de ser, cruzou meio desajeitado, mas no lugar certo. O estreante Dinei, o atacante Sem-Queixo, não chegou. Na sobra, Marcio Araújo bem que tentou, mas não conseguiu errar. Gol do camisa 8, que não é tão ruim quanto alguns dizem e pensam, e nem é tão bom quanto Felipão quer.

Sendo o Palmeiras, nada pode ser muito fácil, não é mesmo? Por isso o Grêmio Prudente apertou, enquanto perdíamos chances, não tantas, mas algumas, de matar o jogo. Susto mesmo só no final, quando o jogador adversário marcou o gol de empate, corretamente anulado. E foi assim que terminou essa partida modorrenta no calor prudentino. O “menos pior” venceu. Ruim mesmo foi a arbitragem de Heber Roberto Lopez, que inverteu faltas, marcou coisas que não existiam, ignorou uma agressão em Pierre e para a nossa sorte, em minha opinião, deixou de marcar um pênalti para o Prudente ainda no primeiro tempo quando o mesmo Pierre tirou cruzamento com a mão.

Jogando bem ou não, conseguimos os 3 pontos. Mais do que a vitória, o importante neste momento foi a sensação de alívio que veio com o resultado. Nisso que o Palmeiras se resume ultimamente: entre alívio e desespero. Felicidade mesmo é algo raro. Agora jogaremos mais uma fora, contra o Flamengo no Engenhão. Para enfrentar o Bangu III teremos a volta de Valdivia, que pode (e deve) iniciar a partida como titular. Desfalque apenas de Maurício Ramos, que levou o terceiro amarelo, além de Ewerthon que ficará bom tempo de molho pela contusão no clássico. Que esse Palmeiras eficiente continue a funcionar fora de casa, que a ineficiência logo seja contornada no Pacaembu.

Créditos da foto: Celio Messias/Lance Press.

domingo, 19 de setembro de 2010

PALMEIRAS SEM VERGONHA PERDE VERGONHOSAMENTE PARA O ANTI-TIME

Minha vontade é começar este texto repetindo, novamente, a palavra vergonha. E isso não seria exagero algum de minha parte. E eu não estou falando apenas do episódio de hoje, mas de todo um histórico que vem aumentando seus capítulos há um bom tempo, o que piorou desde o fatídico fim de 2009. Tenho vergonha de alguns (alguns?) jogadores que atualmente vestem a nossa camisa, mas isso não é nada perto da vergonha que tenho da atual diretoria, na qual eu confesso que acreditei, mas mostrou-se omissa e incapaz.

Do jogo contra as madames, nesta tarde, posso dizer que foi ruim, daqueles em que você pensa “poxa, eu devia ter ido para aquela festa chata que me convidaram”. Não foi um show de horrores como os dois clássicos “trash” que o Palmeiras fez contra o Vasco, neste ano – e alguns que o timinho das bichas também tem feito –, mas também não foi nada bom. Um primeiro tempo cheio de erros, “pegado”, com faltas duras (e por vezes mal punidas), poucas chances de gol. Sério, o Mano Menezes não tinha jogo melhor pra ver hoje?

No primeiro tempo ainda tivemos a expulsão de Felipão. Sobre isso, tenho a dizer que ele poderia evitar, mas que o árbitro também foi rigoroso como não é de hábito com outros. O técnico diz que falou ao Tadeu para avisá-lo de que a barreira numa cobrança de falta do Palmeiras estava errada (e realmente estava), que até o filho dele de cinco anos sabe contar onze metros. O repórter da Band disse que as palavras de Felipão afirmavam que seu filho de cinco anos apitava melhor que o árbitro. Em todo caso, como disse o próprio repórter da Bandida, foi rigoroso demais tendo em vista o que se ouve na beira de um gramado, sem punição tão dura. Alguns dizem que Felipão e Kléber podiam evitar certas punições por reclamação, eu concordo em partes, porque com o Palmeiras nada pode, com os outros tudo pode, ninguém faz nada e é ridículo ficar de cabeça baixa diante disso. Está claro o tratamento desigual em relação ao Kléber, evidente a rigidez maior com Felipão, porém, eles não são os responsáveis por resolver a situação, e reclamando só pioram as coisas. Mas o que fazer se quem deve reclamar parece não ver nada?

No segundo tempo o jogo só piorou. Para nós. Não que o super time da soberana tenha feito uma grande segunda etapa, mas fizeram o suficiente, e o Palmeiras também, para a vitória delas. Sem querer me alongar, não estou com muita vontade de falar nisso, gols de Lucas (quem?) aos 9 minutos, de Fernandão aos 31. Alguma pressão delas, pouca atitude nossa. O Palmeiras já tem um ataque patético, sem o nosso Gladiador é risível, Valdívia não está em sua melhor forma e, mesmo que fosse o caso, dificilmente resolveria tudo sozinho. Quando sai um de seus ótimos passes, que servem os atacantes para o gol, não há quem resolva. E a nossa defesa? Às vezes tão sólida e tão ruim, no mesmo jogo, é uma irregularidade assustadora.

Hoje o Palmeiras entrou em campo com uma camisa linda, saudosa, carregando a bandeira de nosso país, fazendo menção ao que aconteceu há 62 anos, quando elas se aproveitaram de uma medida ridícula do governo nacional para tentar tirar o que é nosso. Na ocasião o Palestra foi forte, tornou-se Palmeiras, continuou campeão. E as vitórias do “novo” Palmeiras começaram no dia 20 de setembro de 1942, logo após mudar o nome, contra o adversário que se tornou então inimigo. Afinal, não é fácil ser ameaçado de perder seu patrimônio, ter que trocar de nome, e ainda contar com a apunhalada nas costas de quem você, anos atrás, ajudou a não falir.

Confesso que a alegria de saber que os jogadores entrariam em campo com aquela camisa igualou-se à frustração de ver que ela foi tirada antes mesmo do hino. Depois, ao decorrer do jogo, refleti que esse time realmente não merecia passar tanto tempo com aquele manto, seria uma vergonha ainda maior. Já não merecem o escudo que carregam no peito. Mas talvez eu esteja certa em pensar que, embora a decepção, vergonha e raiva pelo resultado de hoje, vitórias e derrotas existem, mas aquela camisa, aquele breve ritual da bandeira brasileira carregada pelo então Palmeiras, sempre Palestra, foi algo importante para nos lembrar, em dia tão ruim, quem é o verdadeiro campeão e quem é o covarde que apunhalou e depois fugiu. Há coisas que jamais devemos esquecer...

Eu temo pelo Palmeiras. Por mais que saiba da força e da história, por mais que a própria lembrança da Arrancada Heróica me faça pensar que quando tudo estiver perdido, o Palmeiras encontrará sempre uma forma de se levantar e vingar aqueles que o tentaram derrubar, confesso que temo. Temo porque a História nem sempre se repete, pelo contrário, geralmente surpreende os mais seguros. Temo porque tenho visto muita falta de vergonha e competência, de um time tão medíocre, de uma diretoria patética que de alta só tem o nariz empinado. Está na hora de os jogadores entenderem que é preciso sempre aquela determinação de alguns jogos, é preciso o Felipão falar menos e fazer mais, mas é preciso, principalmente, que Arena e eleições não façam com que o futebol seja visto como algo banal. O que estão fazendo? Cadê aquele Belluzzo que dizia “vamos de jegue, se preciso, mas venceremos esses caras”, o Belluzzo que batia na mesa e dizia que não venderia jogador, que pressionava arbitragem? Está dormindo ou acha que a Arena vai fazer algum sentido com o Palmeiras jogando esse futebol de segunda divisão? São coisas importantes, claro, mas precisam aprender a dar real valor ao que faz o restante existir. E nós precisamos aprender a não esperar tanto de quem, muitas vezes, mal pode dar o mínimo. Está difícil, a torcida da qual tanto reclamam tem sido a única coisa boa neste ano, mas paciência também acaba.

Créditos a imagem: uol

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

EM DIA DE FESTA NO OLÍMPICO, QUEM COMEMOROU FOI O PALMEIRAS


Não é só o Palmeiras que perde em dia festivo. Hoje o tricolor gaúcho completou 107 anos, mas foram os palmeirenses que comemoraram, e na casa do adversário. É, quando menos esperamos, o Palmeiras nos surpreende.

Jogar no Olímpico não é fácil, mas Felipão fez com que os jogadores se sentissem em casa. O time começou marcando bem, diminuindo os espaços do Grêmio, que tentava atacar. Mas quem marcou primeiro foi o Palmeiras. Ewerthon foi derrubado na entrada da área e o juiz apitou. Era tudo que o queríamos ouvir. Marcos Assunção ajeitou a bola e chutou, com muito capricho, por cima da barreira, no canto direito do goleiro Victor. Verdão na frente, com apenas 14 minutos de bola rolando.

Depois do gol, o tricolor começou a arriscar mais, o que aumentou os espaços do Palmeiras, que teve boas chances de ampliar nos contra-golpes. Numa delas, Tinga saiu em velocidade, pela esquerda, e tocou para Ewerthon, que entrou na área e chutou cruzado, rasteiro. O goleiro fez boa defesa. Enquanto isso, o narrador do PFC estava na dúvida se o cabeçudo era o Tadeu. Aliás, esse citado indivíduo é um completo retardado. Trocou os nomes de todos os jogadores e parecia estar vendo outro jogo. Enfim, ainda sobre os lances de perigo, o Grêmio chegou assustando logo em seguida, com uma cabeçada de André Lima. Deola fez grande defesa e mandou a bola pra escanteio. E nenhum outro lance relevante aconteceu no primeiro tempo.

Todos estavam na expectativa da entrada do Valdivia na segunda etapa, mas isso não ocorreu no intervalo. Felipão preferiu manter o mesmo time, mas eu poderia listar 1 milhão de motivos pra ele tirar o Rivaldo. Infelizmente, esse ser jogou até o apito final. Ainda tento entender por que esse cara joga no Palmeiras, por que não fica pendurado, por que não faz uma falta violenta e é expulso, por que não quebra as pernas. Mistério. O fato é que o Palmeiras marcou o segundo gol logo aos 2 minutos. Marcos Assunção cruzou com maestria na jaca do Ewerthon, que se adiantou ao zagueiro e estufou a rede.

Após ampliar o placar, o Palmeiras recuou consideravelmente, tentando jogar apenas nos contra-ataques, que foram infrutíferos na maioria das vezes. Rivaldo foi um dos jogadores que atrapalharam, e muito, as oportunidades alviverdes, além de Edinho, que parecia estar dormindo. E quando todos pensavam que Rivaldo deixaria o campo para a entrada do Valdivia, eis que Felipão resolve tirar Ewerthon. Isso pode, Arnaldo? Infelizmente, nosso querido camisa 10 não entrou bem, fazendo um jogo bem abaixo do esperado.

 O Grêmio tentava chegar ao gol de todas as formas e teve até uma bola na trave, para desespero dos mais de 40 mil torcedores. De tanto insistir, aos 46 minutos, Jonas aproveitou a confusão na área e marcou. Mas não havia tempo para mais nada. A vitória era do Verdão.

Não poderia deixar de comentar sobre o Kléber, que recebeu o terceiro amarelo e está fora da partida contra os bambis. Sei que os árbitros têm um critério diferente para o camisa 30, mas não custa ele se calar um pouco durante os jogos. Levar cartão por causa de carrinhos, cotoveladas e similares é uma coisa, outra é levar por reclamação, sabendo que a equipe precisa dele. Pega leve, Gladiador! Outro que está fora do próximo jogo é Edinho.

Com os resultados da noite, o Palmeiras ocupa a décima colocação no campeonato, com 29 pontos. Será que agora o time vai embalar? Por mais que a paixão nos impila a dizer “SIM”, é difícil prever como um time tão bipolar vai se comportar, mas esperamos que o Verdão se recupere e volte a sempre alegrar nossos dias futebolísticos. E parabéns pelo seu aniversário, Grêmio, mas a festa foi nossa!

Crédito da foto: UOL.

domingo, 12 de setembro de 2010

COVARDE E DESORGANIZADO, PALMEIRAS EMPATA COM VASCO NO PACAEMBU

Se segura, palmeirense, porque a água começou a bater na bunda. A zona de rebaixamento está logo ali, cada vez mais perto, cada vez mais real. Com o futebol que vem jogando, ela está perto também de se tornar merecida. Ao Palmeiras não basta ser ruim fora, tem que ser pior em casa. Ineficiente, covarde, desorganizado, estabanado, displicente e desqualificado. Nisso se resume a equipe que vem entrando em campo e passando vergonha. A hora de errar já acabou faz tempo. Quero ver atitude com a bola rolando, no microfone pouco me interessa. O time do ano passado era dependente de Cleiton Xavier e Diego Souza, esse não consegue depender nem de Valdivia e Kléber. Mas calma, como diria a minha avó, do chão não passa.

Público ruim para um time ruim, correto? Sim. Poucos torcedores foram apoiar e sofrer neste domingo no Pacaembu. A fase do time ajuda. Já são quatro rodadas sem vitória e a última apresentação da equipe em casa foi vexatória. Sem Marcos, ainda fora por contusão, e com Valdivia mais uma vez no banco, o Palmeiras foi a campo com uma equipe, em teoria, ofensiva. Mas não adianta 3 atacantes serem servidos por 3 volantes e 2 laterais horrorosos. Vítor do Goiás era um ótimo jogador. Vítor do Palmeiras é péssimo. Assim como Rivaldo, o protegido de Felipão, que é lento, burro e inútil. Assim sendo, passada a pequena pressão inicial, o Vasco começou a dominar a partida. Deola fez grande defesa em chute de Nunes. E o Verdão? De “ão” não teve nada. Os melhores lances, que foram poucos, aconteciam quando Ewerthon arrancava em velocidade e cruzava para ninguém. Culpa do atacante? Não. Se joga com três atacantes, um cruza e nenhum chega, sem esquecer da sobra nula no meio campo, a culpa não pode ser de quem pelo menos tentou algo.

O Vasco não aproveitou o melhor momento no jogo e acabou a primeira etapa sem confirmar a superioridade, embora pequena, graças à ruindade também da equipe carioca. Horríveis 45 minutos. Quem não dormiu ou se matou no intervalo, viu Valdivia voltar do vestiário com a camisa 100 e pronto para jogar. Saiu Luan, que errou tudo e ainda assim não conseguiu ser pior que o tal do Rivaldo. Aliás, o Rivaldo original devia processar essa cópia fajuta por usar seu nome e seu número. E eu deveria processar dirigente que contrata e técnico que escala uma porcaria dessas. Mas com a entrada do Mago, o jogo mudou em princípio. O time melhorou em qualidade e em efetividade, tanto que quase chegou ao gol em linda jogada entre o chileno e Ewerthon, que finalizou pra fora. E foi o melhor lance do Palmeiras no jogo. O Vasco voltou a ter mais oportunidades, principalmente por conta de erros individuais ridículos dos palmeirenses. Tinga, que tem qualidade, mas já se acha muito melhor do que é, fez uma partida horrorosa. Além de passes errados e mau posicionamento, ainda deu chutes horrendos. Parecia ter esquecido o pé no vestiário. Bom, melhor esquecer no vestiário do que em Goiânia. Esse é o caso de Vítor, péssimo em todos os sentidos.

Continuamos tentando com a disposição de um velho de 80 anos e a qualidade de uma banda de axé. Aos 25 minutos, decretei: não sai gol. Não saiu. Não sairia com dois times tão ruins. Valdivia entrou e melhorou o jogo, mas Kléber, por exemplo, que falou mais do que deveria durante a semana, esqueceu a raça ao lado do pé de Tinga no vestiário. Preferiu se jogar ao tentar marcar o gol. Assim como os outros jogadores, que tinham medo de chutar. Tadeu, judiação, apanhou da bola durante o pouco tempo que ficou em campo. Danilo, que praticamente jogou por ele, por Maurício Ramos e por Rivaldo, quase fez pênalti. E assim, no finalzinho, o Palmeiras perdeu a chance de vencer com o preciosismo completamente fora de hora de Vítor e com o teatro do Gladiador.

O 0x0, merecidíssimo, foi um chute no saco das duas equipes. Mas foi no do Palmeiras que mais doeu, que perdeu a chance de vencer em casa, mais uma vez, e ainda vê se aproximar perigosamente da zona do rebaixamento, tendo em vista dois jogos dificílimos pela frente. É, parabéns jogadores e comissão técnica. Parabéns diretoria caloteira. Espero que estejam todos satisfeitos com o trabalho desempenhado. Para alguns jogadores o limite chegou, para outros ele já acabou faz tempo. Chega de ser turrão, Felipão! Fabrício foi mal num único jogo e perdeu o lugar no time. Rivaldo vem jogando mal desde que nasceu e continua intocável. Por quê? Por que, meu Deus, complicar o que já é difícil? Outra coisa, com esse meio campo de merda, Valdivia é titular até sem perna. Não será a condição física que atrapalhará o jogador mais talentoso do time em ajudar durante essa draga de fase. Falar só não adianta. Já passou da hora de fazer. E fazer direito.

Créditos da foto: Terra.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PALMEIRAS E VITÓRIA “PERDEM” NA BAHIA

Na verdade fomos nós que perdemos... Tempo. Mais um jogo ruim do Palmeiras, que quando parece que vai, é porque não vai. E mais um jogo ruim no Brasileirão. Um time sem criatividade e padrão tático, contra um adversário que sobrevive de restos das outras equipes. Por isso o 1 x 1 foi justo. De um lado um técnico covarde e turrão na escalação, do outro uma mula retranqueira nas substituições. Isso não deveria ser considerado empate, e sim derrota para ambas as equipes.

Por falar em perder tempo, melhor economizar o meu ao falar do gramado do Barradão. Um lixo, não por acaso em um estádio que foi construído sobre um aterro sanitário, ou seja, nada mais justo. E por falar em lixo... Um time com dificuldades, que vence um jogo por 2 x 0 e consegue tomar a virada em casa, não pode se dar ao luxo de jogar com um a menos. Mas o Palmeiras, leia-se Felipão, repetiu o erro. Rivaldo começou jogando, enquanto Fabrício foi sacado. Entenda a matemática: 1 goleiro + 2 zagueiros + 5 volantes + 2 atacantes + Rivaldo = 10 jogadores. Pra piorar, Valdivia foi sacado da equipe por “deficiência técnica”. U-hum.

Um time que entra em campo dessa forma, só pode querer perder, ou no mínimo não vencer. Foi aproveitando disso, e da cagada de Maurício Ramos na marcação, que o Vitória abriu o placar com Elkeson. Então o Palmeiras quis jogar bola. Mas, como diria a sabedoria popular, querer não é poder. Não adianta querer fazer algo com alguns jogadores que não sabem nem andar direito. Kléber sozinho não pode levar esse time nas costas. E ainda um jogador como Marcos Assunção, que apesar da idade ainda tem alguma qualidade técnica, esbanjou displicência e errou de tudo um pouco, até na bola parada. E claro que não foi possível empatar.

Então Felipão tentou corrigir a péssima escalação, voltando do intervalo com Valdivia e Tadeu. Não por Tadeu, que pode fazer 5 gols e continuará sendo perna-de-pau, mas pelo único jogador, além de Kléber, que pode fazer algo diferente nesse elenco tão pobre. O Mago pode não estar na melhor forma física e técnica, que mesmo sem uma perna é melhor do que qualquer meia que estava jogando. Logo que começou o segundo tempo, o chileno já fez ótimas jogadas que esbarraram, quase sempre, na falta de qualidade e inteligência de alguns companheiros. Mas a mudança surtiu efeito. Valdvia rolou para Edinho chutar de fora da área. O chute foi esquisito, bem defensável, mas lá eles têm o tal de Viáfara. O goleirão amigo rebateu a bola nos pés de Tadeu, que mesmo que quisesse não conseguiria errar o alvo. Empate merecido porque o outro não merecia estar vencendo.

Rivaldo, que estava morto em campo, aliás, desde que resolveu jogar futebol, saiu para a entrada de Vítor. Enquanto isso Deola e Maurício Ramos tentavam entregar o ouro na defesa. Vítor, improvisado, não entrou bem, algo que se tornou costumeiro. E o Palmeiras, visivelmente mal fisicamente, não conseguiu e nem tentou a virada. E nada mais vale a pena dizer sobre essa partida.

Felipão é, e sempre será, o Felipão. Mas não adianta fingir que está tudo bem. Errou novamente na escalação e não consegue dar padrão tático a essa equipe. A desculpa de que falta um elenco mais qualificado é válida até certo ponto. Times como o Vasco, nosso adversário de domingo, são acertados taticamente mesmo com elencos até inferiores ao nosso. Barrar o craque do time, o cara que pode fazer algo diferente mesmo quando joga mal, não é a maneira mais inteligente de tentar consertar as coisas. E insistir em jogadores fracos e num esquema sem mobilidade, não é equívoco, é burrice. Acorda, Sr. Scolari, a zona de rebaixamento está logo ali. E empatar com o Vitória, independente das condições e do local do jogo, não é ganhar 1 ponto e sim perder 2. Se não ajuda, pelo menos não atrapalha.

P.s.: essa foto foi escolhida por ser a única coisa válida de se ver nesse jogo, para as mulheres, já que os homens não devem ter visto nada de interessante.

Créditos da foto: Terra.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

VIRADA VEXATÓRIA CONTRA O CRUZEIRO DEIXA O PALMEIRAS EM 12º LUGAR

Durante horas fiquei pensando em como poderia escrever sobre esse jogo frustrante e, até o momento, não sei como fazê-lo. A princípio, só tenho uma coisa a dizer: futebol é decidido em 2 tempos, Palmeiras.

Nem o palmeirense mais pessimista imaginaria o resultado da partida, após assistir ao primeiro tempo. O Cruzeiro não achou muito espaço, seus principais jogadores foram bem marcados e o Santo estava lá para guardar as redes. Mesmo jogando no 3-6-1, o Palmeiras conseguiu fazer 2 gols na primeira etapa, deixando-nos com a sensação de goleada iminente.

O primeiro deles saiu após cobrança de falta batida por Marcos Assunção, aos 35 minutos. Após confusão na área, o juiz deu pênalti de Wellington Paulista em Fabrício, e Kléber não perdeu a chance. Logo depois, aos 38, o Palmeiras ampliou o marcador com uma cabeçada certeira de Maurício Ramos, após escanteio batido por Assunção. Aliás, o camisa 28 teve ótimas chances em cobranças de falta, mas dessa vez a bola não estufou a rede. Na maioria delas, Fábio fez a defesa sem dificuldade.

Mas, se alguém viu só o primeiro, ou só o segundo tempo, pode ter certeza de que se assustaria caso visse a outra metade, parecia outro jogo. Foi outro jogo. O Palmeiras eficiente do primeiro tempo foi relaxando na marcação, perdeu Marcos com dores no joelho e, não por culpa de Deola, que isso fique claro, tornou-se um time covarde e sem poder de reação. Não havia necessidade de aumentar o placar, era só manter o resultado, o que não parece ser difícil para um time com 3 zagueiros e 50 volantes. É verdade que Cuca mudou seu time, colocando Farias no lugar de Gil e Roger Chinelinho, para nos atrapalhar a vida, substituindo Wellington Paulista. Mas também é verdade que o Palmeiras conseguiu se perder, e perder, sem a necessidade do Cruzeiro mostrar um futebol brilhante.

Como resultado, o coitado do Deola, ainda sem ter a oportunidade de mostrar serviço, levou um gol ridículo já aos 17 minutos. Maurício Ramos fez uma beleza de passe ao tentar afastar a bola, que foi parar nos pés de Roger. Ele chutou e confesso que nem sei em quem a bola desviou para entrar no lado contrário ao que Deola caiu para defender. Que beleza! Não bastando, três minutos depois, em outra bobeira da nossa defesa, Roger deu um passe que deixou Montillo na área pra marcar o segundo do Cruzeiro. E se o Palmeiras conseguiu se perder quando estava levando vantagem, imagine o que aconteceu depois... A única coisa que posso dizer é que foi vergonhoso.

Sem marcar, não conseguindo segurar a bola, muito menos criar ou reverter o resultado, o Palmeiras deixou o Cruzeiro jogar, por vezes ouvindo a torcida celeste gritar “olé”. Felipão mudou o time, o que não significou grande coisa. Tinga entrou no lugar de Valdívia, visivelmente revoltado, e Ewerthon deu lugar a Rivaldo (tarde demais). E para não dizer que o Palmeiras não conseguia fazer nada, fez sim, deixou Thiago Ribeiro livre para rolar a bola para Farías, impedido, marcar o terceiro gol aos 40 minutos. Se antes já estava vergonhoso, depois disso foi vexatório. Até tivemos algumas chances, inclusive de faltas já no fim do jogo, mas nada deu certo e a tarde, que parecia ser de alegria, terminou com um gosto amargo na boca.

E agora, o que dizer? O que esperar? Já se tornou chavão, mas esse time parece mesmo bipolar. Ou será que não? Ou será “apenas” resultado de contratações atrasadas? Além de ainda necessitarmos de alguns jogadores, o que evidencia um elenco incompleto, contamos com os contratempos de um time “montado” em agosto. E se Kléber não vai resolver sozinho, além dos problemas com arbitragem o tratando de forma diferente, se Valdívia não está em sua melhor forma, se Felipão ainda não acertou o time, se Fabrício não tira tudo, eu não quero nem imaginar pelo que estaríamos passando sem eles. Força ao nosso elenco e comissão técnica, que coloquem logo as cabeças e os pés no lugar, precisamos de reação que dure mais de um ou dois jogos. Derrotas acontecem, mas o que aconteceu hoje é inaceitável.

Créditos da imagem: lancenet

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

PALMEIRAS, COM “VERGONHA NA CARA”, LUTA E ARRANCA EMPATE NO PASTO DO MARACANÃ

Mesmo que a data não signifique lá grandes coisas, esta quarta-feira foi importante pelo jogo do Palmeiras no Maracanã, estádio tão famoso e grandioso, com perdão do pleonasmo, quanto está ruim o seu gramado. “Não sei de onde” choveu para que houvesse aquelas poças de água no início do jogo, sem falar nos buracos e na areia. Mas parece que o interesse de se ter um gramado aceitável no Brasil é só para 2014, “poizé”...

Pois bem, o Fluminense é líder do Campeonato, com ótima campanha até agora, não perde desde quando a Espanha ainda era virgem de títulos na Copa do Mundo, tem um técnico que ajeitou bem o time, possui grandes nomes no setor ofensivo. Para um time em formação, e instável, como o Palmeiras, poderia significar tanto medo quanto um desafio. Uma derrota abalaria ainda mais os ânimos, uma vitória poderia dar, além de melhor posição na tabela, “moral” para um time desacreditado. Não aconteceu nem uma coisa, nem outra, mas o resultado não foi de todo ruim, principalmente tendo em vista a forma como as coisas aconteceram.

Depois de abraços pra lá e pra cá, a bola rolou e o jogo começou bem equilibrado, afinal, se a situação dos times é diferente, o objetivo é o mesmo: vitória. Apesar da escalação defensiva, o Palmeiras foi para o jogo, assim como os donos da casa, que provavelmente se despediram do Maracanã como temos hoje. Marcação forte para os dois lados, tentativas ofensivas também. E quando parecia que o Palmeiras, mesmo sofrendo com Kléber muito isolado e falta de laterais efetivos na criação, iria abrir logo o placar, o Fluminense mostrou sua eficiência. Sempre dizemos que Kléber e Valdívia são ótimos, mesmo que o chileno ainda não tenha alcançado sua forma ideal, mas é complicado ter apenas dois homens de referência. Além de facilitar a marcação adversária, Kléber fica isolado demais e sempre falta alguém de qualidade pra chutar a gol, até porque o nosso K30 não é um K9... Já o Fluminense, aos 15 do primeiro tempo, criou jogada com “Uóshito”, que foi desarmado na área, mas tinha o Conca para tentar um chute que, sem querer, parou nos pés de Emerson livre para dominar e marcar. Os três zagueiros se posicionaram mal, não abafaram, permitiram a jogada ficando muito próximos do Santo, que não impediu o gol.

Depois disso, quem esperava um Palmeiras recuado se enganou. Podemos reclamar da falta de opções nas laterais, meio ofensivo e ataque, mas ultimamente não podemos falar “um a” da determinação em campo. Ainda no primeiro tempo, com Marcos trabalhando pouco, o Palmeiras criou suas chances e concluiu, com Kléber, em um gol mal anulado pelo juizão. O K30 recebeu a bola dentro da área, parecia que era passe de Edinho, mas na verdade houve toque do zagueiro tricolor, sendo assim o gol anulado era legal. Apesar de custar caro, além das péssimas lembranças de outro jogo no mesmo local e contra o mesmo adversário, o lance era bem difícil. Mas aí complica, né juizão? Até porque, houve outros lances com falta de seriedade/qualidade por parte da arbitragem.

Mas sabe aquela eficiência Fluminense no gol deles? Então, pouco, ou até mesmo nada disso, foi visto durante o restante do jogo. Além de uma forte marcação palmeirense, a impressão é de que 1x0 parecia ótimo para os caras. Tiveram suas chances, mas a busca do Palmeiras em reverter o resultado era maior que a vontade fluminense de aumentar o placar. Apesar de Valdívia fora de forma, e além da necessidade de alguns jogadores (como Rifalso e Márcio Araújo) mostrarem algo mais, o time jogou com consistência. E Kléber, já se torna redundante dizer, não desiste nunca. O Gladiador teve que lutar contra a zaga fluminense, recebeu umas 30 faltas, até que Leandro Euzébio foi expulso, já depois dos 40 minutos de segundo tempo. Além disso, houve algumas chances de ambos os lados, com o goleiro tricolor, Fernando Henrique, fazendo suas boas defesas, e Marcos realizando duas grandes defesas seguidas.

Depois da falta cobrada por ocasião da expulsão de Leandro Euzébio, já no finalzinho do jogo, o Fluminense desperdiçou um contra ataque e viu Marcos, “abusadinho”, fintando “Uóshito” e mandando a bola para continuar logo o jogo. Foi aí que Tinga fez bom lançamento, encontrando Edinho, que cabeceou (para trás, dando condição legal) para Ewerthon. O camisa 88, personagem atual numa página de fofoca de um site humorístico sobre futebol, dominou e bateu, mandando a bola para o fundo do gol. Gol do Palmeiras, aos 48 do segundo tempo, empate com misto sabor de “vitória” / “podia ser vitória de verdade”.

Falta muita coisa, é claro, o time ainda está em formação, mesmo já sendo setembro, mas dá gosto ver a vontade e determinação em campo. É esse o Palmeiras que queremos ver. É esse o Palmeiras que vamos apoiar até o fim. É esse o Palmeiras que, se não conseguir reverter resultado ruim pela qualidade, vai conseguir pela raça e pela força da camisa. É isso o que nos dá alguma esperança.

Créditos da foto: Terra.