Mostrando postagens com marcador copa do brasil 2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador copa do brasil 2010. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de maio de 2010

SEM TIME, PALMEIRAS VAI DE SÃO MARCOS. MAS HÁ DIAS EM QUE NEM MILAGRE SALVA...

Os narradores diziam que o Palmeiras foi pra conseguir um 0x0, diziam que a estratégia caso esse objetivo não desse certo era levar para os pênaltis, diziam que isso é uma vergonha para uma camisa como a do Palmeiras. Um amigo dizia que é uma piada um time que não segura Diego Souza e aposta em Ivo quando a coisa aperta.

E eu, bom, eu tenho tanto a dizer que fico na dúvida se o melhor não é apenas me calar. O que vi hoje não merece meu tempo, minha dor, minhas lágrimas que hoje nem rolam. Está tudo errado. Tudo. Desde a diretoria até as pessoas da limpeza. Há quanto tempo esse blog não dizia que é inútil culpar apenas os jogadores, sobretudo um único jogador?

Prefiro gastar meu tempo com ele. Ele que mesmo em momentos vergonhosos como este consegue me dar alguma alegria, alguma felicidade, algum orgulho, alguma fé. Ele que, tenho certeza, carrega um pedaço do coração de cada um de nós em suas mãos. Ele que é cada um de nós em suas mãos, em seu coração. Mas, às vezes, a merda é tão grande que nem mesmo Ele, em dia tão inspirado, pode nos salvar. E quando nem Marcos salva, queridos palmeirenses, não vejo em que mais acreditar. Nunca deixarei de ser grata a esse homem, mas às vezes concordo que ele deveria se aposentar e descansar, é o único que não merece, realmente não merece passar por isso.

Quando o Palmeiras chega a momentos como este, meu pai sempre me diz para não chorar, não ficar brava, não ficar nervosa porque time que joga pra perder tem que perder, não importa que seja o Palmeiras. “Quem joga assim tem que perder, Renata”, é o que ele sempre diz, palmeirense fanático já calejado pelos anos 1980. Hoje eu quase chorei ao perceber que, depois de vinte anos, entendo o que ele quer dizer.

Um time que joga pra perder, merece perder. Um time que não segura Diego Souza e aposta em principiantes mal preparados para resolver, merece perder. Um técnico que tira Marcos Assunção e Lincoln pra deixar Danilo, Figueroa, Ivo e um meia sem ritmo de jogo pra bater pênaltis e decidir algo tão importante, merece perder. Hoje eu não vou chorar, não vou me descabelar, não vou brigar com ninguém – nem mesmo se algum rival vir provocar. Hoje eu vou apenas me envergonhar desse amontoado de seres que se dizem homens, jogadores, diretores, comissão técnica, até torcedores, que do alto de sua arrogância e orgulho causaram essa vergonha sem tamanho.

E só para terminar, eu aposto que Diego, Lincoln e Marcos Assunção poderiam bater pênaltis com o pé, e não com a bunda, como alguns fizeram. Porque o que esses desgraçados fizeram só pode ter saído de orifícios anais bem largos. Desculpem-me a irreverência, mas há dias em que não dá para adotar o luxo de um linguajar polido. Chamem o Diego, já sei em que lugar ele pode enfiar aquele dedo como forma de se desculpar pela merda que fez.


quinta-feira, 29 de abril de 2010

PALMEIRAS ACHA VITÓRIA NO ÚLTIMO MINUTO

Mais um jogo e mais uma vez os velhos problemas. Mau posicionamento tático é o principal deles. Treino que é bom parece não ter, ou pelo menos vou ficar como São Tomé, só acredito vendo que esse time treina. O melhor em campo acabou sendo Marcos, mais um indicador de que as coisas não estão no caminho certo, porque quando o goleiro é o mais exigido... Fuja pras montanhas! Se hoje o Palmeiras venceu, foi por mais "sorte" do que qualquer coisa, assim como já perdeu por "azar" anteriormente. Não acredito em sorte, mas se não é ela a causa da vitória, teria que ser a competência, coisa que eu não vejo. Preciso rever minhas crenças ou então me conformar com o inconformável.



Zago pediu e a torcida compareceu para empurrar a equipe. Cada vez mais perto da despedida do Palestra Itália, antes de virar uma moderna Arena multi-uso, o torcedor, mesmo muitos chegando atrasados como sempre, respondeu ao que lhe foi pedido. O time nem tanto. Hoje foi a estréia de Marcos Assunção na equipe. O volante "master" substituiu Pierre, suspenso. Em campo uma formação conservadora, com Edinho fazendo vezes de terceiro zagueiro, um tanto quanto desnecessário. As boas oportunidades surgiram porque Cleiton Xavier, há várias semanas contundido, voltou ao time.



Na primeira etapa as coisas até fluíam lá na frente, com Cleiton, Lincoln, Diego Souza e Robert, mas o gol que era bom não saía. Já atrás a coisa estava no mínimo bagunçada. Edinho era o mais perdido dos marcadores. Os dois laterais também estavam falhando muito na marcação, além de serem pouco produtivos no ataque. Resultado: deu pressão, mas tomou também. Jogando em casa, precisando fazer o resultado, era o Palmeiras que parecia jogar no contra-ataque. Mesmo com essa falhas ainda terminamos os primeiros 45 com leve vantagem técnica sobre os visitantes.


No segundo tempo o time voltou com a postura diferente. Voltou pior. Os quatro na frente se alternavam na anonimidade. Mas foi Robert o escolhido para a cagada de Antonio Carlos. Ele pode ser ruim, pode perder 200 gols por jogo, mas é o cara que define nessa equipe. Zago o tirou para colocar Ewerthon, que além do "mediano" tem outro adjetivo, não necessariamente de qualidade, que também termina com "iano". Não melhorou nada, só piorou, o cara perdeu o gol mais feito do jogo numa bola enfiada por Diego. O Atlético Goianiense só não marcou porque Marcos fez um bela defesa e alguns minutos depois operou um milagre. Para terminar o que havia começado, o careca futuro-técnico tirou Diego Souza, mais uma vez apagado, para colocar o excelente e famoso Paulo Henrique. O camisa 7 saiu muito vaiado, foi xingado e respondeu no mesmo nível. Por mim acabou por aí, mas com certeza muito chorão vai fazer beicinho pros palavrões de Diego Souza, enquanto deveriam se preocupar com o futebol fraco, não só dele, mas de toda a equipe.



O circo estava armado. Sem centroavante e com o torcedor-amendoim nas numeradas se preocupando mais em ofender o próprio atleta do que assistir o jogo, o gol parecia ficar cada vez mais longe. O tempo passava e as oportunidades, pouquíssimas, eram desperdiçadas. Até que no último minuto, último lance, último suspiro... Paulo Traffic Henrique, que ia perder um gol claro, foi puxado pelo braço na área e Leonardo Gaciba, o juiz sedentário, marcou pênalti. A chance da vitória caiu no nosso colo. E por falar em gol no Colo Colo, com desculpa do péssimo trocadilho, você provavelmente jamais irá se esquecer do que aconteceu há exatamente um ano atrás. E como há um ano, no último minuto, Cleiton Xavier nos deu o gol da vitória. Não acredito em sorte, não acredito em destino, mas a vida tem umas coincidências engraçadas...

E é isso aí. Mais uma vez teve gente que saiu antes de comemorar. Cleiton e todo o elenco foram abraçar Diego Souza, talvez porque todos eles saibam o que não sabemos: que não se põe só em um jogador a responsabilidade de uma merda coletiva. E agora, pessoal, vamos parar de polêmica e chororô pelo que não importa. O negócio é torcer, torcer muito, para que esses caras treinem bem durante a semana, e que se acertem em campo. É torcer para que o meio campo Cleiton-Lincoln-Diego faça pelo menos metade do que sabemos que poderiam fazer. É torcer valendo título para que zago acerte o posicionamento desses caras. Que jogo horrível, sofrido não é mais gostoso, mas por hoje estou aliviada. Para o título, faltam mais cinco jogos. E eu não sei se me pergunto "até quando esse time suporta?", ou se me permito sonhar...


Créditos da foto: lancenet.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

PALMEIRAS DÁ BOBEIRA, JUIZ ENFIA A MÃO, MAS A CLASSIFICAÇÃO É NOSSA

Olha, confesso que nunca gostei muito de fortes emoções. É claro que algumas grandes emoções, até pra ter história a contar, de vez em quando são bem vindas. Mas, meu Palmeiras, meu amor, mais cuidado com meu pobre coração, não precisa exagerar...

Como postei aqui hoje de manhã, a arena estava armada, mas a vantagem era nossa. Está certo, vantagem é vantagem e não vamos desprezar. Mas eu sou do tipo que gosta de futebol com gols, nada de resultado miserável correndo risco desse jeito, só porque jogou para fazer o mínimo. Uma vez um professor me disse algo que nunca vou esquecer: ninguém jamais é diferenciado quando só tenta fazer o mínimo. Mas o Zago colocou na cabeça desses caras que é assim que tem que jogar, e foi assim que eles fizeram, obedientes.

No primeiro tempo o time até que estava bem posicionado. Porém, muitas faltas, cartões desnecessários, passes errados e total falta de atenção na hora de tentar finalizar. Diego, no primeiro tempo, estava bem com Lincoln, já no segundo eu não soube se entrou em campo pra jogar ou ver o jogo mais de perto. A defesa estava boa, Danilo foi inteligente jogando de forma discreta, mas aparecendo bem quando necessário. Armero e Pierre querendo dar emoção ao jogo, mas enfim, o grande nome da primeira etapa foi Robert, batendo um pênalti no melhor estilo Adriano em fim de Campeonato Carioca. Eu, que naquele momento pensei que veria um resultado de agradar, até porque o Palmeiras estava mais ou menos e o Atlético uma merda, passei a ter uma palpitação dos infernos, meu coração parecia que iria saltar para fora, e foi assim quase até o final. Quer dizer, não foi assim. Piorou.

Segundo tempo, aquela coisa. O Atlético que não estava jogando nada no primeiro tempo, na maior vontade de perder, voltou nervoso, mas determinado a atacar. Vale lembrar que o time paranaense ficou quase o jogo todo sem um jogador, já que Bruno Costa foi expulso bem no começo do primeiro tempo. E o Palmeiras, ah, meu Palmeiras, jogava como se tivesse goleado no Palestra e o jogo em Curitiba fosse passeio. Mas não era essa a realidade. E dentre tantas chances mal aproveitadas, acabou sendo garfado pelo péssimo árbitro que, após o lance em que não marcou uma falta do Atlético, conseguiu ver um pênalti inexistente de Léo em Tartá. Ao contrário de Robert, Alan Bahia não estava a passeio e deixou o Marcos vendo passarinhos (porque borboleta é do outro lado do muro) enquanto comemorava. Com esse resultado, o jogo terminaria em pênaltis. E do jeito que os dois goleiros defenderam hoje, como diria o queridíssimo Pavão Bueno, haja coração.

Confesso que já estava a ponto de enfartar, essa é a verdade, como diria Gagá do Valle. E como hoje estou pra imitar esses caras sem noção, Neto dizia que o que o Palmeiras estava bobeando, ainda jogando como se tivesse vantagem, é brincadeira, só pode ser brincadeira comigo. Como um time pode bobear tanto mesmo na corda bamba? É o que eu dizia ao meu pai, muito abatido, quando o Márcio Araújo resolveu acordar e cruzou para Lincoln, livre, empurrar um pouquinho só a maldita para dentro do gol. Isso já aos 43 do segundo tempo. Eu gritei tanto, mas tanto, que meu vizinho bambi deve ter se arrependido de todas as vezes em que gritou nos jogos que o Palmeiras perdia, enquanto eu ficava calada.

E foi isso. Meu estado emocional não me deixa dizer mais nada. Confesso que no primeiro tempo o Palmeiras estava mais ajeitado, mas dizer que jogou melhor que em muitos jogos do Paulista é simplesmente afirmar apenas que teve algum futebol. Para passar pelo Atlético foi suficiente, mas ainda falta muito, muito mesmo. Porém, por hoje estou feliz. Queria só mandar um “chupem” bem grande para aquela torcidinha dos infernos, que ficou calada ouvindo o porco cantar. Outro “chupa” para o Manoel que, ao contrário de Danilo, entrou para o jogo na base da violência, dando cotoveladas e tudo mais. Para o juiz, além do “chupa”, quero que ele sofra muito na vida, que pague por ser imbecil de uma forma bem triste e morra passando muita dor. Se quiserem ir à delegacia, é só pedir meu nome que eu mando por e-mail. Mando também um “acorda” para Zago, para Robert, Ewherton e para o Diego do segundo tempo. Por último, e mais importante, Márcio e Lincoln, hoje eu amo tanto vocês que beijaria seus pés. E sortudo foi aquele torcedor que pegou a camisa do Lincoln, queria eu, mas pelo jeito terei que comprar a minha 99.

É isso aí. Hoje dormimos em paz, resultado assustador, porém estamos vivos. A partir de amanhã, só muito treinamento e crença de que algo esteja ao nosso favor, porque vai ser difícil, mas não aceitamos nada menos que um título. Venha como vier, desde que honestamente, para tirar esse “campeão” que ficou preso na minha garganta há alguns meses eu aceito até esses resultados medíocres. Pra terminar, o Atlético falou que era jogo treino, que não sei o que... Tudo bem que o Palmeiras deixou a desejar, mas que time ruim aquele, hein? Pensando bem, vou terminar de forma melhor: CHUPA ATLETICANO, AQUI É PALMEIRAS!

Créditos da foto: Lance Press

quarta-feira, 21 de abril de 2010

PALMEIRAS PEGA ATLÉTICO PR E BUSCA SE FIRMAR EM 2010

Pensando em minhas lembranças “antigas” sobre Palmeiras, não consigo deixar de pensar na Copa do Brasil como aquela competição em que, desde o tempo em que eu era criança, foi marcada por altas emoções ao palmeirense, mesmo se tratando de uma eliminação vergonhosa para algum time que o pessoal da TV faz questão de esquecer menos que nós.


E hoje é dia de decisão para o Palmeiras na Copa do Brasil. Para um time que tem obrigação de ganhar título nesse ano, mais do quem em muitos outros, decisão precisa tornar-se algo normal. Por outro lado, para um time que apresentou aquele futebol sem vergonha do Campeonato Paulista, ousadia chamar aquilo de futebol, uma decisão é até grande coisa. Não digo isso pelo Atlético Paranaense, que é um clube mediano com um time mediano e pode ser vencido sem grandes problemas, mas sim que devido a fase desse time do Palmeiras que, apesar dos fracos adversários, tem conseguido chegar mais longe que muitos esperavam nessa Copa do Brasil. Perder não será uma decepção, mas uma vergonha, uma grande vergonha porque o tempo da decepção já passou. Mas não vamos pensar em derrota, até porque ela não aconteceu e, em minha opinião, não irá acontecer.


Como não poderia deixar de ser, o timinho da baixada lá de Curitiba quis esconder seu péssimo futebol com polêmica, afinal a responsabilidade de jogar bem era deles, o time em “ótima fase” contra o time em péssima fase. Não vou sequer entrar no mérito de comentar o que é bom futebol no Campeonato Paranaense, que infelizmente conheço, mas garanto que é bem melhor ver o Palmeiras estilo Paulista de 2010. Não vou, também, fazer nenhuma tentativa hipócrita de inocentar o Danilo, que fez grande merda, além de cuspir em alguém - o que é algo nojento e agressivo também de forma simbólica -, praticou uma atitude preconceituosa, o que é uma das coisas mais ridículas que alguém pode fazer. Claro que é obrigação pensar que ele pediu desculpas – nunca vi nenhum jogador fazer merda e ter a atitude de ir a público pedir desculpas, o que era o mínimo que ele podia fazer, além de que a merda que fez foi uma atitude em momento de nervosismo e, principalmente que o jogador Manoel saiu do campo falando que era coisa de jogo e estava resolvido, depois foi obviamente orientado a procurar a justiça. Mas pedir desculpas não faz o tempo voltar, errou e tem que pagar por isso. O que Manoel fez é direito dele, mas considero hipocrisia a pessoa poder ofender sexualidade, aparência, dentre outras atitudes preconceituosas, mas só ofensa racial é vista com esses olhos com que o Danilo foi julgado por imprensa e torcedores. Em minha opinião, não pode um e não pode outro. Gays, feios, gordos, magros, deficientes, brancos, putas, índios, enfim, negros não merecem mais respeito que nenhum desses, isso porque todos merecem respeito no mesmo nível. Além disso, o que Danilo fez não é racismo ou intolerância, pois ambos são praticados quando a pessoa não aceita fazer algo em conjunto, ou na presença, de alguém de outra raça, religião, sexualidade, etc. É crime passível das maiores penas, mas é diferente de preconceito, o que o Danilo praticou, que em minha opinião deve ser punido e educado. Isso porque preconceito, como o próprio nome diz, é um “pré-conceito” que se faz de algo estranho e diferente a partir do momento em que a pessoa discrimina esse diferencial. É errado, mas além da punição deve haver educação para que pessoas não ajam dessa forma. O Danilo deve ser punido, pela atitude preconceituosa e por colocar o Palmeiras em problemas, mas acho exagero pedir a cabeça do cara, como muitos por aí tem feito, na maior das hipocrisias, sendo que já vi grande parte desses em práticas preconceituosas, principalmente contra homossexuais. Manoel, claro, também deve ser punido, foi ele quem começou a palhaçada toda. Aliás, que jogador grosso e violento, me lembrou até o Domingos, ainda bem que não veio para o Palmeiras.


A torcida do Atlético estará preparada para fazer do jogo um inferno. Para os inquisidores de Danilo, é bom lembrar que se trata de uma torcida famosa por cuspir nos adversários em aquecimento, o que é possível devido a proximidade que ficam do campo. Depois da atitude do Danilo, jogador que já estavam prometendo “perseguir” com mais afinco devido a coisas do passado, resolveram pintar a cara de preto para o jogo. Antes de tudo, gostaria de dizer que aprovo e concordo com qualquer manifestação pacífica e que não cause danos, como essa, mas não pelos motivos em questão. Quem já prestou atenção nessa torcida, já notou o quanto ofendem jogadores negros, aliás, o próprio Atlético foi processado por discriminação a um jogador negro da base. É evidente que isso tem sido feito, primeiro, porque é o Danilo, jogador que era deles e tem desafetos por lá, bem como que estão utilizando de uma manifestação “nobre” para outros fins. E, sinceramente, uma das atitudes cuja baixeza se equivale ao preconceito é quando alguém pratica apoio a uma causa “nobre” com objetivo de benefício próprio. Basta visitar a página deles no Orkut, de onde veio a idéia, para notar quais são os objetivos: pressionar o Palmeiras, principalmente o Danilo, ajudando assim numa possível vitória atleticana.


É dentro de tudo isso que, hoje, o Palmeiras decide seu futuro na Copa do Brasil e no ano de 2010. E naqueles 90 minutos, com todo respeito a essas causas, não nos importam os erros e preconceitos de um lado, e nem as hipocrisias e baixezas do outro. O que vai importar é a bola rolando, os jogadores em campo, e o que aqueles homens que vestem nossa camisa serão capazes de fazer. O Atlético é um time ajeitadinho, mas estará sem seu principal jogador, a vantagem é nossa, eles perderam um título quase ganho para um time de segunda divisão, ou seja, nervosismo e pressão são do lado de lá. Espero um resultado favorável e futebol aceitável, tempo para treinar nosso time teve. Já passou da hora de o Palmeiras se firmar neste ano, só assim vamos poder deixar certo passado para trás. Avanti, Palmeiras!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

PALMEIRAS FAZ O BÁSICO E LEVARÁ VANTAGEM PARA CURITIBA

Não foi de encher os olhos, nem tampouco deprimente como as cenas que vimos nos últimos jogos que, graças a Deus e à minha péssima memória, já nem me lembro direito como e quando foram. O futebol foi burocrático, o resultado foi o mais simples dos simples dentre os positivos possíveis, e é ainda impossível negar os defeitos da equipe, que continuam escancarados. Fora isso, pelo menos vencemos e não tomamos gols. Nos dias difíceis em que estamos, não dá nem pra reclamar de um resultado assim, tem é que agradecer.

O Palestra Itália viveu uma noite de Palestra Itália. O jogo começou com um público e terminou com o dobro. Gente chegando do trabalho, fugindo do trânsito infernal e outros que resolveram de última hora ir à partida, sem falar nas notícias de dificuldades para comprar os ingressos. Essa uma tradição antiga, tão importante quanto a macarronada de domingo. E foi assim que o Palmeiras tentou fazer as pazes com a vitória em casa. Antonio Carlos, que teve 10 dias para treinar, embora não pareça, fez mudanças táticas significativas na equipe. O chileno Figueroa foi deslocado para o meio-campo, fazendo hora função de armador, hora de volante. Márcio Araújo, volante de origem, ganhou a posição na ala direita e Lincoln substituiu Cleiton Xavier, novamente contundido, no meio campo. Além disso, Diego Lost (igual ao seriado: parece que ele não sabe o que está acontecendo com ele mesmo e está tão perdido/confuso quanto quem o assiste), supostamente improvisado no ataque, já deu certo assim com Muricy, mas hoje foi pouco acionado/acompanhado/eficiente. Para quem não aceitava improvisos, acho que se não der certo como treinador o Zago pode tentar um emprego no programa Quinta Categoria, da MTV.

A partida começou com o Palmeiras se impondo e marcando forte. O Atlético, acuado e sem muitas opções, apostava na bola parada de Paulo Baier. Até lateral e alta no meio do campo servia. Embora o Verdão ficasse com a bola a maior parte do tempo, os lances perigosos foram poucos. E antes que o desespero, típico desse time, começasse a bater na porta, Edinho avançou, recebeu de Robert e devolveu de calcanhar para o atacante que não vacilou e abriu o placar. Depois do gol veio a reação de sempre: recuar. Com isso o Atlético foi fazer o que melhor sabe: bola na área. Numa jogada na linha de fundo surgiu uma sucessão absurda de escanteios. Paulo Baier cobrava direto pro gol, tentando surpreender Marcos. E enquanto isso coisas além campo aconteciam dentro da área. Danilo e Manuel se estranharam, o zagueiro do Atlético deu uma cabeça de leve no camisa 23 que devolveu no lance seguinte com uma cusparada na cara. Lamentável. Punição pesada à vista - até porque, depois da partida, mesmo tendo declarado que não houve nada demais e foram lances de jogo, Manuel e a diretoria do Atlético foram à delegacia prestar queixa afirmando que nosso zagueiro o chamou de “macaco”, atitude ainda pior e que, se verídica, merece punição. No final da primeira etapa o Palmeiras voltou a melhorar e controlar o jogo, inclusive com um lance capital. Lincoln foi calçado na área, pênalti claro não assinalado pelo árbitro.

A volta para a segunda etapa não trouxe grandes novidades. O Palmeiras, como já disse, burocrático, entrou para administrar o resultado e nem fez força para tentar ampliá-lo. O mais importante era não levar gol. O Atlético bem que tentou, do mesmo jeito que no primeiro tempo, mas quando a bola não era espirrada por um dos nossos marcadores, parava em Marcos. Zago, ao invés de melhorar a equipe, mais uma vez mandou muito mal nas alterações. A solução dos nossos problemas, Paulo Henrique, o famoso "Quem?", entrou na equipe substituindo Lincoln. Depois foi a vez de Robert deixar a equipe para a entrada de Ewerthon, ao som de "burro" vindo da arquibancada para uma certa mula no banco. No finalzinho foi Figueroa quem saiu para a entrada Marquinhos, o lindíssimo craque Marquinhos. Para não dizer que ele não fez nada, fez sim, bateu o pior escanteio do Palmeiras no jogo e olha que todas as cobranças foram ridículas. Sem querer exagerar nas reclamações ao nosso técnico, mas há rumores de que, ao contrário dos demitidos Luxa e Muricy, esse agrada a pseudo parceira fantasma. Porque será?

E foi isso. Nada de mais, nada de menos. Falta muito para podermos respirar tranqüilos, e infelizmente parece que nem perto disso estamos. Mas o resultado foi importante. Agora o jogo será em Curitiba, com a Arena da Baixada lotada e sem Paulo Baier, já que a besta conseguiu uma expulsão depois de falta dura em Danilo. Tempo não falta para treinar, quem dera eles usassem da maneira correta. Quem dera.

Em tempo, é triste saber que não temos paz nem na vitória. Obrigada, Danilo. Obrigada mesmo. Em pensar que já até pensei em comprar camisa com seu nome. Só tenho uma coisa a dizer: antes macaco que burro.

Créditos da foto: Lance Press.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

PALMEIRAS VENCE PAYSANDU E AVANÇA NA COPA DO BRASIL

Olha, o juizinho até que tentou ajudar o Paysandu, ignorando não apenas um, nem dois, mas três, eu disse TRÊS pênaltis a favor do Palmeiras. E se o Paysandu não fosse tão ruim, eu diria até que os jogadores do Palmeiras tentaram ajudar também, não reclamando dos pênaltis não marcados e enrolando o jogo como se a vantagem fosse de pelo menos quatro gols. Mas não vou dizer isso, primeiro porque o Paysandu não se ajudou em nada, segundo porque na fase atual, de mau futebol/má administração/má sorte, o magro 1x0 está legal. Claro que, assim como qualquer outro palmeirense, sinto o sabor de “queria pelo menos mais um”, mas é aquela coisa: “tá ruim, mas tá bom”.

O jogo começou bonito de se ver, os defensores do Palmeiras tocando a bola pra lá e pra cá, mesmo que alguém da lateral ou do meio pedisse o passe, diga-se de passagem. Quando não era isso, tínhamos belíssimos (e medonhos) erros de passe e finalizações. Tremo ao lembrar que quase fiquei com medo do Paysandu. Mas como já disse, o próprio Paysandu não se ajudou.

No primeiro tempo foram poucos os lances ofensivos. Um cruzamento bem feito de Diego, mal aproveitado por Robert, que furou, e Bruno Paulo que chutou pra fora. Um chute de Ivo, algumas tentativas do esforçado, e talvez bom, mas com dificuldades na finalização, estreante Bruno Paulo. O menino busca jogo, por ser estreante pode-se dizer que se mostrou entrosado com o time, mas chutou mal pra caramba, essa é a verdade, deve ter perdido umas cinco boas chances de gol durante todo o jogo.

Ivo oscilava entre bons e maus momentos, Armero esteve bem, mas pouco acionado no primeiro tempo, Márcio Araújo com dificuldade e Diego Souza bem melhor. Aliás, junto com Ivo ele poderia ter jogado melhor se os dois tivessem mais empenho em tentar recuperar bolas que perdiam em roubadas de jogadores do Paysandu, bem como se Danilo, mal no jogo mais uma vez, não insistisse por um incontável número de vezes numa tentativa bizarra de ligação direta com o ataque que, só para constar, não funcionou uma vez sequer. Com todo respeito ao zagueiro, que apesar de estar em uma fase ruim é jogador de qualidade e comprometido, essa bela jogada ensaiada que ele repetiu insistentemente, mesmo quando um meia ou volante se apresentava ou pedia a bola, mesmo com Armero sempre livre esperando passe (ou seja, não foi por falta de opção), mata o jogo que já não está grande coisa.

No segundo tempo, dois ou três sustos com o Paysandu. Mesmo com alguns jogadores, principalmente Edinho e Ivo, bem cansados, o Palmeiras chegou perto mais vezes. Mas a finalização estava difícil. Diego tentou três ou quatro chutes, Bruno Paulo e Robert fizeram duas boas jogadas na área, mas não conseguiram finalizar. O próprio Armero, no fim do jogo, teve sua chance em uma arrancada rápida de contra ataque, quase livre, em que poderia ficar na cara do gol, mas recebeu falta e, mesmo podendo continuar, não o fez. Uma pena, seria um belo gol, seria uma alegria o placar um pouco mais gordinho. E por mais que hoje seja 1º de abril, é verdade, o nosso lateral colombiano merecia um gol hoje. Provavelmente o melhor em campo, Armero foi fundamental no nosso único gol. Após uma tentativa frustrada de Diego, aos 15 do segundo tempo, Armero impediu a saída da bola e cruzou muito bem para Robert marcar de cabeça. Aliás, reclamamos e reclamamos, mas só o Robert para nos fazer gol, esteve em todos os jogos do ano e nem teve folga no sábado, dia do nascimento de seu quarto filho. Isso porque, bem ou mal, só ele está sempre ali. E já é abril, mas o Palmeiras ainda não contratou aquele camisa 9 bom tão prometido.

Muita coisa precisa mudar, mas o Palmeiras de hoje esteve um tanto melhor. Marcação melhorando, Pierre também melhorou em relação às últimas apresentações, mas mesmo isso e a classificação para as oitavas de final não fazem cessar nossa preocupação. Ainda sofremos demais por um ano mal terminado e outro começado pior ainda. A desclassificação vergonhosa no Campeonato Paulista, ironicamente, teve algo de bom. Digo isso porque sou adepta da teoria de que quase tudo que se começa errado, termina errado, então geralmente é melhor mesmo parar, buscar melhorar o desempenho e então tentar algo ainda bem possível. Agora esse time vai ter o tempo necessário para os muitos treinos de que precisa. E se a pretensão for, realmente, um final melhor na Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, é bom correr porque a água já bateu na bunda e há futuros adversários jogando muito melhor. Nada como o tempo para tentar consertar os erros e corrigir limitações. Que esse tempo seja bem aproveitado, e que essa diretoria acorde, pois tenho a impressão de que não é bem Diego Souza quem anda dormindo no trabalho, ao contrário do que dizem alguns que insistem sempre em culpar apenas um, sendo ele culpado ou não.

Créditos da foto: Lance Press.

quinta-feira, 18 de março de 2010

PALMEIRAS VENCE EM BELÉM, MAS FARÁ JOGO DE VOLTA

Não foi uma grande exibição, nem o melhor resultado. Mas a partida de hoje selou a terceira vitória consecutiva do time, a única sequência no ano, o que demonstra, espero eu, uma evolução técnica e emocional na equipe. Com jogadores poupados, pelo menos na maior parte do tempo, e com Marcos fazendo recuperação em São Paulo, o Palmeiras foi ao Pará enfrentar o Paysandu, outrora figurante das principais divisões nacionais, no Mangueirão lotado. Fez o suficiente para garantir uma vitória, embora tenha andado nos extremos entre o empate e classificação direta durante quase todo o segundo tempo. O resultado não elimina o jogo de volta, mas dá uma paz que há muito tempo o palmeirense não conseguia ter.

A capital paraense já não é mais a mesma no cenário do futebol. Não muito tempo atrás, Remo e Paysandu passeavam entre as duas primeiras divisões nacionais, principalmente nosso adversário de hoje, mas a coisa mudou. O que sobrou do futebol local foi o belíssimo Mangueirão. Usando a força da torcida para empurrar a equipe, o Papão da Curusu, como é chamado, tinha como plano de jogo pressionar o Verdão no primeiro terço do primeiro tempo. Já o Palmeiras, tinha como objetivo cadenciar a partida e se aproveitar da velocidade do ataque para levar perigo. Antonio Carlos preferiu poupar Cleiton Xavier, Robert e Pierre, dando chances a Lincoln, Márcio Araújo e Lenny no time titular. Além de Deola, substituto de Marcos.

Ao contrário do plano do Paysandu, foi o Palmeiras que começou melhor a partida. O alviverde manteve o domínio do jogo durante bom tempo até que, num contra-ataque fulminante, Ewerthon deu belo passe para Lincoln que, sozinho, apareceu em velocidade e driblou o goleiro, marcando seu primeiro gol com a camisa do Palmeiras. Mas, novamente, o Verdão caiu num erro antigo: recuar após abrir a contagem no marcador. Recuou tanto que levou sufoco. E o sufoco foi tanto que acabou levando o empate. Erro na saída de bola (de novo), a jogada prosseguiu nas costas de Eduardo, mais uma vez muito mal, e acabou com bela finalização de Bruno Rangel. A partir daí a primeira etapa seguiu disputada, com ambas as equipes chegando com perigo ao ataque.

O segundo tempo voltou sem alterações. E mais uma vez o Palmeiras começou melhor. Não deu nem tempo do Paysandu se arrumar em campo que veio um bombardeio alviverde para cima de Alexandre Fávaro. Foi então que Eduardo cruzou pela direita, Lenny desviou e a bola sobrou para Ewerthon marcar, também, seu primeiro gol com a camisa do Verdão. Na comemoração, mais “Armeration”. Como na primeira etapa, a equipe recuou e permitiu a reação do time paraense. Eduardo foi substituído por Pierre e, mais uma vez, Márcio Araújo ficou como lateral direito. Ao contrário do esperado, o camisa 5 não entrou muito bem na partida. Novamente o nosso guerreiro, de quem não se discute a qualidade, esteve extremamente displicente na saída de bola e quase complicou a equipe com isso.

Então começou um jogo de extremos. Enquanto Deola, justificando a fama dos goleiros palestrinos, fechava o gol, na frente o Palmeiras perdia chances claras de aumentar o placar. Cleiton Xavier e Robert entraram na partida, para saídas de Lenny e Ewerthon. O camisa 20, iluminado no domingo, perdeu a chance mais clara de gol na segunda etapa, o que poderia ter evitado o jogo de volta. Mas depois do que fez contra as meninas da Vila, Robert têm créditos. As equipes ainda se estranharam no final da partida, mas nada de mais sério aconteceu.

Agora o Palmeiras joga no sábado contra a Ponte Preta no Palestra. Antonio Carlos deve contar com força máxima para o duelo. Com as chances de classificação ainda baixas, só a vitória interessa. A adição de Ewerthon e Lincoln no elenco ajudaram a equipe a ficar mais forte, e os dois já se mostram entrosados com o time. Os principais defeitos hoje são: a saída de bola e a lateral direita. Incrível, quando um melhora, o outro estraga. Mas faz parte de um time em formação, embora esse “em formação” seja constate no Palmeiras. Que os jogadores descansem para sábado e que possamos manter essa sequência de vitórias, porque, cá entre nós, merecemos um pouquinho de tranquilidade.

Créditos da foto: Lance Press.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

PALMEIRAS GOLEIA SEM SACRIFÍCIO E SEGUE NA COPA DO BRASIL

Noite atípica no verão de São Paulo. Chuva fina, muito vento e frio, com a sensação térmica atingindo por volta de 15 ºC. Isso, aliado ao horário do jogo, afastou o torcedor do estádio. Cerca de 6 mil pagantes, corajosos, foram apoiar o time contra o Flamengo-PI, jogo válido pela primeira fase da Copa do Brasil. Depois de golear o time do Nordeste sem dificuldade nenhuma, o Verdão enfrentará uma equipe do Norte, o Paysandu de Belém do Pará, na próxima fase da competição.

Se quisessem, teriam feito mais, aliás, bem mais. Mas valeu pela vitória e a classificação. O Flamengo-PI veio à São Paulo à passeio. Conhecer a Av. Paulista, os shoppings, museus, até o Palestra Itália, mas jogar bola não dava. O Palmeiras, no segundo jogo de Antônio Carlos como técnico, veio com modificações. Márcio Araújo, Wendel, Lenny e Cleiton Xavier poupados. Com isso, Eduardo foi mantido na esquerda, Figueroa, um pouquinho “menos pior”, voltou à direita, Edinho fez as vezes do camisa 8, Sacconi na função de Cleiton Xavier e a surpresa, Marquinhos fazendo dupla de ataque com Robert.

Sem muita dificuldade, o Palmeiras dominou a partida desde o início. A impressão é de que o gol sairia assim que o time quisesse. Mas saiu antes disso. Pouco mais de 2 minutos de jogo e o zagueirão do Flamengo-PI fez um pênalti ridículo em Sacconi. Robert bateu no canto esquerdo e fez 1 x 0. Aliás, noite “inspirada” do camisa 26. O meia que foi, mas não foi, pra França, perdeu bolas, errou passes e deu pelo menos dois chutes em direção à Lua. O segundo gol saiu naturalmente. Cobrança de escanteio, o goleirão saiu caçando borboletas, a bola sobrou para Danilo que cabeceou fraquinho na trave, no rebote Léo cabeceou bola e zagueiro para ampliar o placar. O camisa 4 teve um corte no supercílio e acabou sendo substituído no intervalo. O jogador “cabeceado”, Tote (sério, mas não é aquele), teve um corte na nuca e também precisou de atendimento.

O terceiro gol saiu ainda no primeiro tempo. Gol de Robert, que pode fazer 30 gols em 7 jogos que continuará sendo grosso. Passe de Diego Souza para Marquinhos, que colocou com calma, rasteiro, para dentro da área e o camisa 20 bateu sem goleiro para aumentar a diferença no marcador.

Na volta do intervalo, atenção para a cena bizarra. Todos os jogadores em campo, menos um. Tote, o craque, ficou no vestiário para terminar o curativo referente ao lance com Léo no primeiro tempo. Curativo de faixa e esparadrapo mesmo, diga-se de passagem. A segunda etapa começou com um a menos para o time piauiense, já que ele voltou já no decorrer do jogo, por volta do 4 minutos. Léo deixou o time para a entrada de Souza, recuando Edinho para a zaga. Assim o Palmeiras administrou o jogo, sem muita vontade nem necessidade de acelerar o ritmo. Hora para experimentos. Antonio Carlos tirou Robert, ruim, para a entrada de William, ainda pior. A outra mudança, uma estréia, resultou em gol. Ivo, meia de 23 anos vindo do Juventude, substituiu Diego Souza e em sua primeira jogada já agradou. Fez bom lance pela esquerda e cruzou para Edinho que, de voleio, bateu forte e fazer um lindo gol. Primeiro dele com a camisa alviverde.

E não aconteceu mais nada de interessante. Marquinhos sentiu o cansaço e se arrastou em campo até o final do jogo. Marcos fez uma ótima defesa enquanto o Palmeiras dava mostras de que queria dar pelo menos um golzinho para o time do Piauí. Mas interessante mesmo foi o banco da equipe nordestina. Jardel, vulgo Seu Boneco, protagonizou cenas pitorescas. Primeiro o atacante de “porte” avantajado filou um sanduba do gandula no intervalo. Depois conseguiu se contundir, com direito a atendimento médico, sem jogar!

Tirando a bizarrice, foi um jogo digno, nada exuberante, mas também sem necessidade de críticas. O Palmeiras volta a campo agora no domingo contra o Rio Claro, na casa do adversário. Além de Wendel, Márcio Araújo, Lenny e Cleiton Xavier que voltam ao time, Lincoln e Maurício Ramos podem ser relacionados para a partida. Mais opções para um elenco ainda pobre. Se quiser a classificação para as semifinais, é agora ou nunca. Que Antônio Carlos e Cia. aproveitem o embalo e se recuperem na tabela enquanto há tempo.

Créditos da foto: Terra. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

PALMEIRAS VENCE, MAS NÃO EVITA JOGO DE VOLTA

Eu sei, caro amigo palmeirense, foi horrível. Mas, assim como eu, você também permanece vivo e o Palmeiras pelo menos ganhou do poderoso Flamengo... do Piauí. Se você não dormiu e nem tentou suicídio, parabéns. Deus me proteja para escrever esse post, porque já estou preparando uma corda amarrada no teto. Corda que eu poderia usar no pescoço do Robert, ê Robert, mas deixemos isso de lado. Vamos direto à hora do pesadelo, digo, direto ao assunto.

Coitados daqueles infelizes que nunca vêem o Palmeiras, e quando tem a oportunidade são obrigados a pagar para assistir essa porcaria de jogo. O estádio tava lotadinho, até uma festa bonita, para um futebol mais feio que o Franck Ribéry. No banco de reservas, digo, nas cadeiras de plástico de reservas, Jardel, aquele mesmo, com o visual “Seu Boneco”. Em campo, a verdadeira palhaçada. Um Palmeiras jogando mal, jogadores errando passes, outros tentando enfiar a bola naquele lugar que você pensou, e quase nenhuma jogada de perigo.

Para piorar, ou melhorar, depende do ponto de vista, Figueroa sentiu uma indisposição e pediu para cagar ser substituído. Armero (Pai nosso que estás no céu...) entrou e Wendel foi para a direita. O jogo continuou no mesmo ritmo, ou seja, a mesma merda de antes. Pierre fazendo mil faltas, Márcio Araújo tirando um ronco, Diego Souza prendendo a bola em troca de nada, Cleiton Xavier... Quem? Sacconi tropeçando na redonda e Robert, ê Robert, acabando com qualquer esperança de que a humanidade ainda tenha salvação.

No segundo tempo foi um pouco diferente, o que seria “menos pior”, com o perdão da expressão. Diferente porque, novamente, Lenny entrou e melhorou a partida. Saiu Sacconi, que cada vez mais prova não ser um titular ideal para o Palmeiras – Dizem que não está jogando como Nantes. Lenny deu mais velocidade, sofreu faltas, chamou o jogo e tabelou com Edinho, que teve que sair lá de trás para tentar alguma coisa. A bonita jogada acabou nos pés de Diego Souza, que de tanto insistir em frescuras, acabou marcando o gol. A bola chorou para entrar, mas entrou.

Daí para frente, pressão do Palmeiras. Como a partida de volta não nos interessava, o negócio era tentar marcar o segundo gol. Muricy ainda tirou Robert, ê Robert, para colocar Souza. O “vermelho” não entrou tão mal, mas conseguiu protagonizar (ou antagonizar) um lance bizarro. Uma dividida na entrada da grande área adversária, Pierre acabou perdendo a chuteira. Quando o camisa 5 saía de campo para recolocá-la, Souza tocou para ele. Seria cômico se não fosse trágico. O lance não deu em nada, mas vale ressaltar a falta de tutano de alguns atletas.

O Palmeiras tentou, o goleiro deles apareceu um pouco no final, e como era de se esperar ficamos com 1 x 0 e teremos o jogo de volta. Para esculachar de vez a partida, Jardel resolveu entrar nos últimos 3 minutos. Não pegou na bola e ainda desfilou seu visual esbelto de “Seu Boneco Cover” em campo. Fim de pelada em Teresina. Agora teremos o segundo jogo no dia 24, no Palestra. Antes teremos compromissos no Paulistão. O primeiro deles já neste sábado de carnaval, na quente Ribeirão Preto contra o time da casa, o Botafogo, atual vice-líder. Que falta faz um time bom!

Créditos da foto: Lance Press.