A maior vergonha da nossa história foi em 2002, quando fomos rebaixados. Já um dos melhores momentos foi quando subimos em 2003. Por menor que seja o título nada honroso de uma séria B, onde jamais deveríamos ter estado, os torcedores nunca deverão se esquecer desse ano. Um ano que provou nossa força de vontade, nossa nobreza acima de qualquer humilhação. A dificuldade só trouxe um sabor ainda mais doce para essa conquista.Sábado, 22 de novembro de 2003, sob a luz da lua de Pernambuco, o Alviverde imponente mais uma vez sentiu e fez sentir o prazer de um título. Nunca o palmeirense sofreu tanto. Nunca o palmeirense amou tanto o Palmeiras. Time e torcida pareciam corpo e alma. O corpo foi à Garanhuns, cidade no interior pernambucano, batalhar pelo acesso, enquanto a alma, espalhada por todo o Brasil, se angustiou e se iluminou com a vitória.
Palmeiras, Botafogo, Sport e Marília disputaram o quadrangular final da série B em 2003. Foi então que os pernambucanos cruzaram nosso caminho. Para o Verdão bastava um empate para subir e uma vitória garantiria o título. E o jogo, duríssimo, teve início bem antes, fora das quatro linhas. Com a Ilha do Retiro interditada a partida decisiva foi mandada para Garanhuns, no estádio Gigante do Agreste. Gramado horrível e iluminação precária. Seria uma batalha.
Munidos de raça e coragem os representantes das nossas cores pareciam ter uma missão quase impossível. O Sport saiu na frente em cobrança de falta de Gaúcho aos 12 da segunda etapa. Para piorar, Adãozinho foi expulso deixando o Palmeiras com 1 a menos. Parecia o fim. E foi. Foi o fim de uma angústia de 370 dias. Magrão, de cabeça, empatou o jogo aos 20 e Edmilson sacramentou nossa volta à primeira divisão aos 32.
Uma verdadeira nação alviverde foi tomada por uma alegria imensurável. Felicidade pintada em verde, branco e vermelho. As lágrimas caíram naquela noite por nossa honra, por nossa integridade. Como foi difícil! Como foi bom! A leveza do dever cumprido nos tomou naquele sábado e nos toma até hoje. As lágrimas do passado ainda caem no presente. O sorriso sofrido de satisfação continua estampando nossas faces.
Passamos por tudo isso, por que agora não podemos vencer outra batalha? Mais uma vez o Sport, mais uma vez a angústia. Que seja também mais uma vez a vitória. Que seja na vontade, no campo, que seja difícil, mas que venha o triunfo. Que possamos chorar novamente de alegria, que o orgulho de ser palmeirense infle nosso peito. Que o Palmeiras seja Palmeiras. Eternamente vencedor.
Passamos por tudo isso, por que agora não podemos vencer outra batalha? Mais uma vez o Sport, mais uma vez a angústia. Que seja também mais uma vez a vitória. Que seja na vontade, no campo, que seja difícil, mas que venha o triunfo. Que possamos chorar novamente de alegria, que o orgulho de ser palmeirense infle nosso peito. Que o Palmeiras seja Palmeiras. Eternamente vencedor.
INSPIRE-SEEstadão: “Nenhum torcedor está indiferente ao Palmeiras hoje. Se você é palmeirense, vibre, se emocione e comemore. Se não é, limite-se a admirar. Afinal, neste sábado, o Palmeiras entrou para a história, não como campeão, pois já o fez há tempos e inúmeras vezes, mas como exemplo de dignidade e superação. E eis que surge, ou melhor, ressurge, o Alviverde imponente!”
Joemir Beting (Revista Placar Ed. 1266): “Carrego a palestrice a meu jeito e modo. Rebaixado? Retornado. E definitivamente recompensado.”
Narração de Dirceu Maravilha, gols de Magrão e Edmilson: DownloadFicha Técnica:
Jogo: Sport do Recife/PE 1 x 2 Palmeiras.
Data/Hora: 22/11/03 - 21h40.
Local: Estádio Marco Antônio Maciel - Gigante do Agreste, em Garanhuns/PE.
Árbitro: Héber Roberto Lopes/PR.
Gols: Gaúcho aos 12, Magrão aos 20 e Edmílson aos 32 minutos do segundo tempo.
Equipes
Sport do Recife/PE - Maizena; Carlinhos, Gaúcho, Marcão e Magal (Clêisson Rato); Ataliba (Weldon), Vágner Mancini, Cléber e Nildo; Ricardinho e Valdir Papel.
Técnico: Hélio dos Anjos.
Palmeiras - Marcos; Baiano, Leonardo, Gláuber e Lúcio; Adãozinho, Magrão, Élson (Correa) e Diego Souza; Edmílson e Vágner Love (Dênis).
Técnico: Jair Picerni.
Cartões Amarelos: Vágner Mancini (Sport); Magrão, Vágner Love, Baiano e Lúcio (Palmeiras).
Cartão Vermelho: Adãozinho (Palmeiras).
Gols: Gaúcho aos 12, Magrão aos 20 e Edmílson aos 32 minutos do segundo tempo.
Equipes
Sport do Recife/PE - Maizena; Carlinhos, Gaúcho, Marcão e Magal (Clêisson Rato); Ataliba (Weldon), Vágner Mancini, Cléber e Nildo; Ricardinho e Valdir Papel.
Técnico: Hélio dos Anjos.
Palmeiras - Marcos; Baiano, Leonardo, Gláuber e Lúcio; Adãozinho, Magrão, Élson (Correa) e Diego Souza; Edmílson e Vágner Love (Dênis).
Técnico: Jair Picerni.
Cartões Amarelos: Vágner Mancini (Sport); Magrão, Vágner Love, Baiano e Lúcio (Palmeiras).
Cartão Vermelho: Adãozinho (Palmeiras).
Agradecimentos: Custódio Dias, Rosendo Brígido Junior, Márcio Trevisan, Valdemagno Torres, minhas companheiras de blog, Mayara e Renata, e a todos que se dispuseram a ajudar!