
terça-feira, 16 de junho de 2009
OS VERDADEIROS LIBERTADORES DA AMÉRICA

sexta-feira, 29 de maio de 2009
LUXEMBURGO E TIME ERRAM MUITO E PALMEIRAS APENAS EMPATA
Diga-me, palmeirense, do fundo do coração, qual o tamanho da sua decepção hoje? A minha é enorme. Eu esperava um time de brio, time de Libertadores, como nos tornamos dentro da competição. Eu vi um time assustado, desarrumado, nervoso, desequilibrado, desatento, enfim, completamente aquém do necessário. Caímos na real hoje: o brio desse time só aparece quando é provocado. Montevidéu, 17 de junho, é matar ou morrer. Então, Palmeiras, isso é uma provocação: jogue bola, vença, cale a boca de quem tiver de calar, de novo! Raça Palmeiras!Chuva, frio, gramado escorregadio, Palestra lotado e time favorito. Promessa de vitória? Nos últimos anos, não. Nesta Libertadores não conseguimos tantos bons resultados em casa. Em 5 jogos, o aproveitamento foi de 53,3%. Conquistamos pouco mais da metade dos pontos sob nossos domínios, tomamos gols em 3 dos 5 jogos, marcamos 5 e levamos os mesmos 5. No começo até parecia que a coisa ia andar, o time chegou, tocou a bola, variou as jogadas, mas de repente uma pane colocou as equipes em equivalência. Chutão de um lado, faltas do outro e, fora de campo, um técnico irreconhecível.
Chegamos aos 20 do primeiro tempo sem fazer grandes coisas, tem solução? Para Luxemburgo, hoje, os problemas seriam resolvidos com Obina e Marquinhos. O primeiro entrou com vontade, o segundo não comprometeu. Mas, onde mesmo estava a necessidade disso? Conseguimos criar duas boas jogadas, uma com Diego que recebeu de Keirrison e se desequilibrou na área, noutra o 7 retribuiu o 9, que chutou para fora, com a bola passando muito perto do gol.
Segundo tempo diferente somente no placar, porque o show de horrores continuou. Difícil me recordar de outro jogo nesta temporada em que o time errou tantos passes. Apesar dos pesares, Keirrison rolou, Diego chutou forte e o goleirão deu uma forcinha. Abrimos o placar e, mesmo com o futebol sofrível, tínhamos a faca e o queijo na mão. Era ter paciência que o segundo sairia. Luxemburgo não teve, tirou o cara que poderia fazer esse segundo gol, para colocar um volante de qualidade para lá de questionável.
Como diriam os mais antigos, o castigo veio a cavalo. A mesma desatenção e moleza levou ao gol de empate do Nacional. Quem o Marcão estava marcando? Por que tanta liberdade? Trágico. Tentamos empatar, mas com a vontade e qualidade desta noite de quinta-feira, não conseguiríamos nem se o jogo tivesse um terceiro tempo. Ganhamos o que merecíamos por tanta displicência e distração. E mais, por sucessivos erros do nosso técnico, que foi o péssimo dos péssimos.
Um jogo para se esquecer, onde os homens foram mal. Os homens em campo, o homem no banco, e outros milhares na arquibancada, apáticos e atônitos quase 90 minutos, assim como o time. A partida de volta acontece apenas em 17 de junho. Até lá, amargaremos o gosto de derrota do empate de hoje. Depois de lá, poderemos amargar ainda mais esse gol, fruto de desatenção. Ou então, de novo, podemos nos superar, arrancar uma classificação sofrida, conseguir o improvável. Torceremos por um milagre, para que o raio caia mais uma vez no mesmo lugar. Dependemos de aventura novamente, mas até quando vamos conseguir feitos heróicos? É dar chance demais para o azar. Pelo menos que nossa sina se repita.
Créditos da foto: Terra.
domingo, 17 de maio de 2009
O SANTO DAS AMÉRICAS
O que você faria num equivalente a 3 dias, 10 horas e meia, num total de 4950 minutos? Se você, por acaso, for Marcos Roberto Silveira Reis, com certeza, jogaria 6 Libertadores da América, chegaria a duas finais e conquistaria 1 título, sendo eleito o melhor jogador da competição no ano da conquista. Mas isso é para poucos e abençoados. Completando seus 17 anos de sua primeira partida com a camisa do Palmeiras hoje, 16 de maio, Marcos tem a cara do Verdão na Libertadores e não por acaso tem sido nosso principal destaque na competição deste ano, principalmente neste início de mata-mata quando pegou 3 penalidades contra o Sport, em Recife, na última terça-feira.O nome dele é Marcos, mas desde 12 de maio de 99 ele passou a ser conhecido como “São Marcos” pelos palmeirenses, quando pelas quartas de final da Libertadores, o então camisa 12 defendeu 1 dos 2 pênaltis perdidos pelo Corinthians. Em 30 de junho de 2002 ele se tornou Santo dos brasileiros, sendo reconhecido milagreiro até pelos rivais. E no mesmo 12 de maio, mas em 2009, São Marcos voltou com tudo para o azar dos pernambucanos.
Campeão Mundial pela Seleção em 2002, vencedor e melhor jogador da Libertadores da América de 1999, entre outros tantos títulos honrosos, nosso São Marcos começou o caminho rumo à beatificação há exatos 3723 dias, quando estreou pela Libertadores há dez anos, ainda pela fase de grupos, contra o rival do Parque São Jorge, substituindo o titular absoluto Velloso, então contundido. Primeiro jogo e primeira derrota, 2 x 1 para eles. O dono da camisa 1 ainda não voltara para o início do mata-mata, mas o 12 deu conta do recado e não saiu mais debaixo de nossas traves.De reserva de Velloso, como num passe de mágica, Marcos tornou-se ídolo, munido de elasticidade, colocação, reflexo, carisma, raça e muito amor à camisa. Foi o pivô da conquista das Américas e também da derrota para o Manchester United no Mundial de Clubes daquele ano. Nada que abalasse o Santo mais humano dentre os abençoados detentores dos poderes divinos, pecou e com o sofrimento pagou o pecado. Hoje quem pede perdão somos nós.
Marcos sobreviveu a tempestades, desceu ao inferno em 2003, passou pelo purgatório durante inúmeras e seguidas contusões, mas com a fé palmeirense, o Santo padroeiro dos guarda-metas recuperou seu lugar no paraíso. Com a volta de Luxemburgo ao Palmeiras em 2008, São Marcos retornou à titularidade. Já neste ano um novo reencontro: o de Marcos com os gols das Américas.
Em 2009 o Santo teve a oportunidade de caminhar em gramados latinos novamente e completou seu 50º jogo pela Copa Libertadores. Hoje já são 55 partidas, com 27 vitórias, 14 empates, 14 derrotas e alguns cafezinhos. Nesses mais de 50 jogos, Marcos teve um aproveitamento de 57,6% e média de 1,22 gols por partida, foram 67 no total. Nas cobranças de pênalti foram 10 defesas, entre elas a de Marcelinho Carioca, que eliminou o Corinthians nas semifinais de 2000. Com a 6ª Libertadores nas costas, Marcos pode dizer com orgulho que jogou em 3/7 de todas as participações do Palmeiras no torneio continental.
Ainda havia quem duvidasse da santidade do goleiro? Se havia, não há mais. Voltamos ao mata-mata da Libertadores, reencontramos o Sport. Fizemos nosso papel em casa, vencemos por 1 x 0, e lá eles fizeram o deles. Resultado: pênaltis. Sinônimo de São Marcos. Foram apenas 4 cobranças dos pernambucanos, e somente Igor passou pelo camisa 12. Graças aos milagres de Marcos estamos nas quartas de finais, no caminho do Nacional do Uruguai, e decidiremos em Montevidéu a vaga. Os uruguaios estão se gabando, cantando favoritismo, podem até não temer o Palmeiras, mas certamente aprenderão na pele a temer São Marcos. Agora é esperar pacientemente, torcer, vibrar e, obviamente, rezar pela proteção do nosso Santo.Lista de jogos:
07/03/99 - Corinthians 2x1 Palmeiras
07/04/99 - Palmeiras 2x1 Cerro Porteño
14/04/99 - Palmeiras 1x1 Vasco
21/04/99 - Vasco 2x4 Palmeiras
05/05/99 - Palmeiras 2x0 Corinthians
12/05/99 - Corinthians 2x0 Palmeiras (defendeu 1 pênalti)
19/05/99 - River Plate 1x0 Palmeiras
26/05/99 - Palmeiras 3x0 River Plate
02/06/99 - Deportivo Cali 1x0 Palmeiras
16/06/99 - Palmeiras 2x1 Deportivo Cali
16/02/00 - Palmeiras 4x0 The Strongest
16/03/00 - Nacional 3x1 Palmeiras
21/03/00 - Palmeiras 3x0 Juventude
06/04/00 - The Strongest 4x2 Palmeiras
13/04/00 - Palmeiras 4x1 Nacional
20/04/00 - Juventude 2x2 Palmeiras
04/05/00 - Peñarol 2x0 Palmeiras
11/05/00 - Palmeiras 3x1 Peñarol (defendeu 1 pênalti)
18/05/00 - Atlas 0x2 Palmeiras
23/05/00 - Palmeiras 3x2 Atlas
30/05/00 - Corinthians 4x3 Palmeiras
06/06/00 - Palmeiras 3x2 Corinthians (defendeu 1 pênalti)
14/06/00 - Boca Juniors 2x2 Palmeiras
21/06/00 - Palmeiras 0x0 Boca Juniors
08/03/01 - Palmeiras 2x1 Universidad do Chile
14/03/01 - Sport Boys 1x4 Palmeiras
04/04/01 - Cerro Porteño 0x0 Palmeiras
11/04/01 - Palmeiras 3x0 Sport Boys
18/04/01 - Universidad do Chile 1x2 Palmeiras
02/05/01 - Palmeiras 5x2 Cerro Porteño
09/05/01 - São Caetano 1x0 Palmeiras
16/05/01 - Palmeiras 1x0 São Caetano (defendeu 1 pênalti)
23/05/01 - Palmeiras 3x3 Cruzeiro
30/05/01 - Cruzeiro 2x2 Palmeiras (defendeu 3 pênaltis)
07/06/01 - Boca Juniors 2x2 Palmeiras
13/06/01 - Palmeiras 2x2 Boca Juniors
02/02/05 - Tacuary 2x2 Palmeiras
02/03/05 - Cerro Porteño 1x1 Palmeiras
10/03/05 - Palmeiras 3x0 Deportivo Táchira
16/03/05 - Palmeiras 1x1 Santo André
19/04/05 - Santo André 2x1 Palmeiras
04/05/05 - Deportivo Táchira 1x2 Palmeiras
12/05/05 - Palmeiras 0x0 Cerro Porteño
18/05/05 - Palmeiras 0x1 São Paulo
25/05/05 - São Paulo 2x0 Palmeiras
25/01/06 - Palmeiras 2x0 Deportivo Táchira
01/02/06 - Deportivo Táchira 2x4 Palmeiras
29/01/09 - Palmeiras 5x1 Real Potosí
17/02/09 - LDU 3x2 Palmeiras
08/04/09 - Sport 0 x 2 Palmeiras
15/04/09 - Palmeiras 1 x 1 Sport
21/04/09 - Palmeiras 2 x 0 LDU
29/04/09 - Colo-Colo 0 x 1 Palmeiras
05/05/09 - Palmeiras 1 x 0 Sport
12/05/09 - Sport 1 x 0 Palmeiras (defendeu 3 pênaltis)
quarta-feira, 13 de maio de 2009
SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME
O princípioEra uma quarta-feira, uma noite fria, aquecida com o calor de um clássico. O mesmo 12 de maio, o mesmo outono, o mesmo manto. O mesmo Santo. Um homem diferente, um predestinado. O abençoado viu em suas retinas a imagem do maior rival, de um Corinthians, tirando nossa vantagem, empatando os confrontos. Ele rezou. Pediu aos céus que a benção divina cobrisse seu corpo. O predestinado se cercou das traves. Uma delas parou Dinei. Suas mãos se incumbiram do resto. O inédito, o único. Vampeta foi o primeiro a provar da então recém-santidade. Aquele dia, aquele outono, aquele manto foram abençoados por um Santo campeão.
O meio
Novamente 12 de maio. Passaram-se 10 anos. A data que se repetiu viu o antes menino agora um homem feito. Em 99, o predestinado. Em 2009, o santificado. Desde então o nomeado Santo passou por um martírio. Sofreu como um mortal. Já a redenção veio através de um santo milagre. Os sinais vieram cedo.
O time pagão atacou. Parou. Uma barreira sobrenatural protegia o Palmeiras. Pelo alto, por baixo, pela direita, pela esquerda, no centro, nada a ultrapassou. A primeira etapa acabou com um placar intacto. A segunda seria assim também. Não foi. Caímos de joelhos, petrificados, apenas observando o tempo se esgotando e uma bola balançando nossas redes. Nosso Santo não fez milagre desta vez. O abençoado rogou por uma provação. Nossos nervos esgotaram-se, assim como o cronômetro.
O apocalipse
Um filme passou pela cabeça dos reles mortais torcedores. Lembramos da Ilha do Retiro, lotada, nos ver sucumbir um ano antes. Nos encontramos em 2009. Os desafiamos. Abrimos um duelo, esperamos ansiosamente pela noite de 12 de maio. Wendel pagou pelo pecado da falta sendo excluído de campo.
O dono das abençoadas mãos sentiu a gélida brisa da batalha final. Os passos dos cavaleiros do apocalipse poderiam ser ouvidos. Apenas um Santo homem impediria o Juízo Final. Mas antes o sofrimento. O sangue parou de correr nas veias quando Mozart bateu e o goleiro Magrão pegou. A dor consumia a carne do pecador palmeirense, quando um sopro de paz pairou sobre nossos ombros. O predestinado devolveu na mesma moeda. Tudo igual novamente. Os iluminados Marcão, Danilo e Armero fizeram.
O fim? Não, o recomeço
Voltemos no tempo e consigamos a absolvição. Rogamos a São Marcos e ele nos concedeu seu tenro milagre. Luciano Henrique e Dutra sentiram o quanto é duro desafiar não apenas um goleiro, mas o Santo Goleiro. Os anos passaram, jogadores mudaram e o adversário também, mas o dia e a benção foram as mesmas. Santificado seja o vosso nome, homem, goleiro, guerreiro, Santo que carrega consigo o amor do alviverde inteiro.O fim chega. E com ele o recomeço. Somos Palmeiras, de azarões a favoritos, somos fortes, lutamos. Somos abençoados. Eu lhe conclamo Santo protetor de uma nação. Estenda sobre nós, mortais dos corações aflitos, das unhas roídas, dos gritos de desespero, das preces de agonia, o seu manto sagrado. Abençoe a quem o ama. Santo homem do Jardim Suspenso, eu lhe agradeço, lhe venero, lhe ofereço todo o meu amor. És o São Marcos de Palestra Itália, eterno e milagroso como o escudo em seu peito. Deus lhe proteja meu amado camisa 12, pois nós, contigo, já estamos sob proteção divina!
Créditos da foto: Uol.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
COM GOL DE CABELO, VERDÃO ABRE DIANTEIRA NA DISPUTA PELAS QUARTAS DE FINAL

Sabe aqueles dias que parece que tudo vai dar errado? Exatamente o jogo de hoje. Keirrison está precisando tirar a macumba incrustada nele, a bola não entra nem por decreto. Começo de bate-canelas, bola aqui, bola ali... Bola na trave. O K9 de novo fez tudo certo, mas deu tudo errado. Aproveitando-se do nosso meio campo desguarnecido o Sport abusou dos chutões e se fartou de lances de bola parada. Demos espaços. Tivemos espaços. Mas primeiro tempo com time amontoado em campo não dá. O placar continuou intacto.
Quem também continuou intacto foi o Verdão, que voltou para a segunda etapa com a mesmíssima equipe. Em compensação, voltamos mais organizados, tivemos mais posse de bola e levamos menos sustos. Tudo ótimo, mas e o gol? Antes dele acontecer, Luxemburgo precisou cair na real. Não funcionou seu ousado esquema de 3 atacantes, Marquinhos horrível e Willians, não “menos pior”, deixaram o gramado para a entrada de Ortigoza e do estreante Mozart. Pronto, mudou o jogo. O paraguaio de “saco roxo” partiu em contra-ataque e sofreu falta que rendeu a expulsão do volante Hamilton. Não, a saga do Coalhada não acabou por aí.
O olhar apreensivo do torcedor parou no cronômetro: passava dos 30 minutos, hora dos “heróis” darem as caras. Graças a Cleiton Xavier estamos nas oitavas de final. E graças a ele também Ortigoza nos deu a vantagem. Você já sabe que Coalhada sofreu a falta e provocou a expulsão. E teve mais. Ele se posicionou bem, a bola veio pelo alto e o paraguaio meteu o cabelo nela. Um leve desvio, um baita de um gol importante. O Sport se encolheu e o Palmeiras sufocou.
Quando tudo corre bem ela aparece para tentar jogar água no nosso chopp. A trave, de novo. Mozart consciente levantou a bola na área e Diego, livre, cabeceou no canto oposto, tirando do goleiro, tudo perfeito... Tudo quase perfeito. Exceto por um detalhe: havia um poste no meio do caminho. De qualquer forma valeu, foi um bom jogo, um ótimo resultado e um excelente alívio. Terça que vem será na Ilha do Retiro, casa do Leão... Diego Souza. Vantagem importante que nos coloca perto da vaga, mas ainda falta uma batalha. Os bons guerreiros não contam com a vitória antes da hora. Isso é Libertadores da América. E que venha o Coxa!
Créditos da foto: Uol Esportes.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
A EPOPÉIA PALMEIRENSE EM SANTIAGO
Épico, espetacular, simplesmente sensacional! Tentar descrever a emoção do momento é perda de tempo, não tem como, foi algo fora do comum. Um mérito pago com emoção. O personagem de roteiro de filme de Hollywood foi Cleiton Xavier, aquele que mesmo tão mal em campo, errando absolutamente tudo, tinha o mágico número 10 estampando em branco o manto alviverde.Um começo daqueles de arrepiar os cabelos. Não pela pressão adversária, mas pelo azar inacreditável. Abraçado com a “zica” estava Keirrison, artilheiro, ex-promessa e atual realidade, endeusado e criticado, que teve um perigoso flerte com a trave. Duas belas jogadas, dois chutes quase certeiros. Crueldade conosco. Enquanto isso, o Colo-Colo mal chegava e, ainda aos 16, perdeu o ótimo Torres, contundido. Não nos apequenamos, lutamos. Paramos em uma barreira invisível.
Com a volta do segundo tempo Luxemburgo mudou praticamente da maneira que havia sinalizado nas entrevistas antes da partida, com Willians, voltando de lesão, no lugar de Wendel, que fez um bom primeiro tempo. O camisa 8 não se encontrou no jogo, o Palmeiras a seu exemplo se perdeu, deu espaços, se assustou e nos paralisou em frente à TV.
Interminável parecia o tamanho do nosso azar: três baixas seguidas. Primeiro, Pierre que, após levar uma pancada no tornozelo saiu de campo sem condições, para a entrada de Evandro, não sem antes salvar o Verdão mais uma vez. Escanteio e bate-rebate na área, mas o guerreiro camisa 5 estava lá, no centro do gol, para evitar o pior. Em seguida Marcão deixou o gramado, mas não contundido, e sim excluído. O zagueiro, que há poucos instantes havia levado cartão, recebeu o segundo depois de parar o jogador chileno no meio campo em contra-ataque. Ainda faltava o nosso herói dos últimos jogos: Diego Souza. O 7 tentou dar uma bicicleta e bateu a cabeça no chão, saiu zonzo de campo. Ele voltou, mas não por muito tempo. Saiu o “Demolidor” e entrou Ortigol.
Agora, o personagem principal. Não era Ademir da Guia, Julinho, Jorginho, Evair, Rivaldo, Djalminha, Edmundo, Alex, nem Valdivia, era Cleiton Xavier em noite de completa falta de sorte. Ele passava e errava, driblava e perdia o lance, chutava e... O céu era o limite. O pior em campo, que quase tropeçava na bola antes mesmo de tocar nela. Mas Deus não deixa desprovido quem veste a 10 palmeirense. Seria uma bola perdida, mais uma. Seria. Quando um brilho súbito cobriu o homem Cleiton Xavier, alastrou-se em esperança no torcedor, pois eram 42 do segundo tempo, com um a menos, com azar, com medo... E o jogador driblou, passou pela marcação, se viu na frente do goleiro e mesmo de longe acreditou. Acreditou tanto que fez o inacreditável. Uma bola, um chute, um golaço. Classificação, choro, grito, redenção.
Pulamos, berramos, deixamos sair toda a angústia que estava entalada em nossas gargantas. Eles, lá, também. Emoção inexplicável. Apenas um jogo, um gol, e valeu como um título. Ninguém tira de nós essa alegria de hoje, imensa e extasiante. Ninguém tira os méritos dos zagueiros, de Marcos, dos laterais, de Cleiton, o iluminado, dos guerreiros Pierre e Diego, do azarado Keirrison, e de Souza, o jovem “Ferrugem” que foi homem o suficiente para não sentir o peso da camisa nem do jogo, pois ele fez sentir. Que ano, esse de 2009! Tantos problemas, tantos fracassos, mas cada vitória espetacular que Deus sabe o quanto é sincera a minha frase: está valendo muito a pena!
Créditos da foto: Lance Press
terça-feira, 21 de abril de 2009
COM GOL DO “CARA”, VERDÃO VENCE E SÓ DEPENDE DE SI PARA CLASSIFICAR NA LIBERTADORES
Se não foi um jogo brilhante tecnicamente, o Palmeiras compensou na vontade, coisa que faltou na última e fatídica partida pelo Paulistão. Jogamos Libertadores da América hoje, ponto. Começamos o jogo em cima, mas tivemos que suportar a catimba e a cera dos equatorianos que pareciam ter vindo para empatar partida. Resultado: nos enervamos. O gol não veio, embora oportunidades não faltaram, nem à LDU, que mandou uma bola na trave e se aproveitou da direita defensiva do Palmeiras, habitada por um “jogador das cavernas”, um projeto de homem, uma evolução errada da espécie, um atleta meio humano e meio burro.
Com o 0 x 0 no primeiro tempo e a imensa necessidade de vitória, Luxemburgo ousou na volta do intervalo, colocando Marquinhos no lugar de Capixaba. O camisa 11 teve cobertura de Maurício Ramos e atuou como um antigo ponta-direita, entrando bem na partida. E foi dos pés dele, mas pela esquerda, que saiu o primeiro gol. O meia-atacante bateu escanteio, Cevallos caçou borboleta e Marcão só empurrou para o fundo do gol.
Desesperados os jogadores da Liga partiram para cima do Palmeiras, apertaram, tentaram, lutaram, mas tanto, que Bolaños foi expulso e carregou junto Marquinhos. O equatoriano agrediu o camisa 11 que apenas se defendeu, mas o juiz preferiu botar os dois para fora. Desvantagem para quem precisava fazer um gol. O Verdão chegou ao segundo em uma falta cobrada de longe, uma bomba de Diego Souza. Sim, o goleiro Dominguéz (o mesmo que foi no banheiro durante o jogo), que substitui Cevallos contundido, acabou colaborando com Diego, mas... Foi um chutaço! Mais um golaço decisivo do camisa 7 que definitivamente caiu nas graças do torcedor.
O Palmeiras ainda pressionou em busca de um terceiro gol, que seria ótimo para o saldo fazendo com que tivéssemos (e ainda temos) a possibilidade, dependendo do jogo de amanhã, de jogarmos quarta por um empate no Chile. Mas não veio. Keirrison perdeu oportunidades de ouro, no entanto mostrou mais disposição hoje. Então é isso. Ufa! Respiramos na Libertadores, teremos tempo para trabalhar os defeitos e nos armar para a batalha em Santiago, além disso ainda observaremos muito interessados o jogo de amanhã, entre Sport x Colo-Colo. Vitória na hora mais do que certa. Dependemos de nós, então vamos à luta!
Créditos da foto: Lance! Press.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
PALMEIRAS NÃO CONSEGUE FURAR RETRANCA DO SPORT, EMPATA E CHANCES DE CLASSIFICAÇÃO DIMINUEM

Êêê dor de cabeça! Deus não foi piedoso com nós hoje, nem a bola. Empatamos e jogamos a chance fora de reagir na Libertadores. Impossível não é, mas é muito difícil. Nosso Palestra, sempre tão forte, não segurou o Colo-Colo e nem sufocou o Sport. Hoje não era nosso dia. Explicação? Não tenho, mal consigo pensar.
Pressão: da nossa torcida e pelo resultado. Tínhamos tudo pra colocar as mãos próximas de uma vaga que já parecera tão distante. E também tivemos o resultado a favor. Eram 13 minutos de jogo, Armero cruzou e o juiz marcou pênalti. Keirrison bateu e fez. Perfeito. Quem me dera. Nos seguramos, tocamos, pouco chegamos, mas não sofríamos com o ataque adversário. Eis que chegam os 45 do primeiro tempo. Falta, Paulo Baier cobra na área, zaga bate cabeça, Wilson chuta e Marcos não segura. Um balde d’água fria em cada torcedor, em cada jogador. O atacante do Sport ainda foi expulso, por levantar a camisa na comemoração do gol.
O Palmeiras volta ao segundo tempo, com cada atleta carregando toneladas nas costas. No palmeirense só angústia e apreensão. O fato de amar nos fez acreditar até o último segundo, mas nem ele, que salva tantas derrotas, tantos empates, nos salvou hoje. O Verdão não conseguiu. Tantos foram os motivos para que isso acontecesse, mas se for apontado um por um ainda não basta pra cair a ficha. Não era pra acontecer o que aconteceu.
Agora a situação voltou a ser muito difícil. Chances ainda existem,parecem claras aos otimistas, negras aos pessimistas, e ainda possíveis aos “parmeristas”. Sim, é possível. Mas o desânimo apaga qualquer chama de esperança nesse momento. Ainda teremos que digerir o empate/derrota de hoje, ainda ficaremos amargurados durante horas. Sem contar com resultados, o crucial é vencer as duas partidas.
Mesmo com todo o drama que nos toma, Pierre que fez uma grande partida e Keirrison que apesar do gol fez uma péssima, merecem ser lembrados. Poderíamos ter vencido por centímetros, não é Diego? Mas não foi assim. Não foi possível. Agora é erguer a cabeça dolorida e pensar positivamente. Já teremos outra decisão no sábado, pelo Paulistão contra o Santos, e na terça temos que continuar acreditando contra a LDU. Quem me dera poder explicar. Quem me dera poder esquecer.
Créditos da foto: Terra
quinta-feira, 9 de abril de 2009
QUE BOMBONILHA QUE NADA! AQUI É PALMEIRAS!!!
Heróica, histórica, grandiosa, exuberante vitória do Verdão em cima do time do “Cazá”. Jogamos uma Copa do Mundo e com o goleiro da copa em campo. Um Santo que é sinônimo de Libertadores. Foram 50 jogos, muitas alegrias, um título, e mais um cala-a-boca para a conta. E como nunca visto em 2009, o desempenho defensivo foi o máximo! Pareciam outros zagueiros. Se a bola passava, o nosso porco milagreiro pegava.
Aquele grito agonizante preso na garganta, grito de raiva, grito de fé, saiu logo quando Cleiton Xavier cobrou falta, Mauricio Ramos se esforçou e com a raça palestrina nas veias mandou para as redes. O juiz deu gol para Keirrison, mas foi o zagueiro que deu o primeiro “xiu” na Ilha do Retiro. E finalmente canto o hino sem peso na consciência: Defesa que ninguém passa! Ninguém mesmo Sport, ninguém! Nos guarnecemos, corremos, lutamos e eles não chegaram ao gol no primeiro tempo.
Voltamos com o mesmo time, com a mesma garra. Eles voltaram para cima do Palmeiras, que acabou com qualquer chance da torcidinha vibrar. Primeiro defende, depois ataca... e mata o jogo. Um golaço, lindo, maravilhoso, de técnica, de raça, de Diego Souza! Passou por meio mundo e tocou por cima do goleiro Magrão. Nunca um 2 x 0 valeu tanto! A sensação era de 12 x 0. E o hino continua: Linha, atacante de raça!
Enquanto o tempo passava e o sangue esfriava em nossas veias, o Sport tentou. Apenas. Tínhamos zagueiros inspirados como nunca foram. Tínhamos atacantes correndo como nunca correram. Tínhamos um goleiro como sempre tivemos. Honramos o manto alviverde que cobriu tantos craques e conquistou tantos títulos, honramos na bola, como profetizou o amor do torcedor. É assim que o Palmeiras sabe ganhar. Foi assim que vencemos.
Fim de agonia, conseguimos. Sim, nós podemos, porque somos Palmeiras, somos um time de torcida que mesmo pequena foi capaz de calar um coro de 30 mil leões famintos. Quebramos tabus, construímos um capítulo na história. Sempre acredite no Palmeiras! E para acabar o post, vamos acabar o hino: torcida que canta e vibra! Por nosso alviverde inteiro, que sabe ser brasileiro ostentado a sua fibra!
Créditos da foto: GE
domingo, 5 de abril de 2009
Sobre aquele rei que um dia foi tratado como anão
Conta a bíblia que em Israel, nos tempos antigos, no reino de Saul, havia um jovem, pequeno e frágil, pastor de ovelhas que passava seu tempo livre compondo e tocando músicas, fazendo versos... Tratava-se do mesmo garoto que, sob o comando de deus, o profeta Samuel teria ungido para um dia ser rei de Israel (seria, então, rei ungido, que esperava o momento de reinar). Disso poucos sabiam, e Davi seguia sua vida simples, seu ofício de jovem pastor.Eram tempos de guerra e os israelitas estavam em apuros contra os filisteus, estes últimos contavam com um gigante, Golias, invencível que espalhava temor.
O jovem Davi, visitando o acampamento de guerra israelita, onde encontravam-se seus grandes e fortes irmãos mais velhos, ao ver a forma como o gigante ameaçava e zombava do povo de Israel, propõe lutar contra este. É claro, ninguém acreditou, Davi era moço e pequeno, sequer tinha experiência como guerreiro. Porém, este afirmou que já havia matado um leão e um urso, o gigante filisteu seria como um deles. Na falta de um grande soldado que tivesse coragem de enfrentar aquele que os desafiava (chamava um homem para lutar com ele, o povo ao qual o perdedor pertencesse seria servo do povo ao qual pertencesse o vencedor), foi Davi mesmo, sozinho, pequeno, com suas vestes de pastor (o rei até tentou oferecer sua armadura, mas o rapaz era pequeno demais e alegou não estar acostumado com armaduras e espadas), carregado de muita coragem e munido de um cajado e cinco pedras recolhidas no ribeirão. Era sua melhor armadura, a que lhe era conveniente.
É claro que o gigante riu, é claro que duvidou da pequenez do pastorzinho ruivo que sequer imaginava que um dia seria o maior rei de seu povo. Enquanto acreditava que esmagaria o pequeno rapaz, uma pedra ainda menor atingiu sua testa, o feriu de morte e deu a vitória a Davi, ao povo de Israel que tornou-se senhor dos filisteus.
Apesar de cética a respeito de qualquer poder divino/superior e religiões, sempre vejo as histórias bíblicas como parábolas que muito nos ensinam.
É feio, muito feio e baixo, quando a guerra do futebol ultrapassa os limites do jogo, do futebol limpo e bonito... Seria bom que sempre nos lembrássemos disso. Seria bom que os times (e a torcida também!) soubessem sempre ofender (e responder certas ofensas) com o melhor futebol (e a melhor manifestação de ‘torcida que canta e vibra’) possível.
Ousando sugerir algo ao que Vanessa, amiga que não sem motivo há anos costumo chamar de ‘Idola’, escreveu sobre o jogo do dia 08/04 contra o Sport, diria que queremos batalha também, mas uma batalha respeitosa, corpo a corpo (como faziam os cavaleiros de outrora), cuja única arma de ofensa e “morte” seja algo que envolve um bom jogo de corpo, muita técnica, raça, coragem, determinação e persistência, a bola, o gramado, dois times dignos e duas torcidas vibrantes: o futebol (me perdoem se me fugiu algo de essencial).
Não desmerecendo todos os nossos grandes momentos de glórias, de vitórias, de alegrias, muito menos os maus momentos que (espero!) muito nos ensinaram (derrota também é História), também não menosprezando o Sport e sua própria História e experiência, como historiadora em formação ouso afirmar que a História, como diria o velho filósofo (Nietzsche) é musa, a história engana, a história trapaceia. Sim amigos, a história muitas e muitas vezes dá um nó, quebra supostos destinos, estraga planos, derruba os grandes e acostumados com a vitória, eleva os esquecidos, enfim, nos trapaceia. A história, arrisco-me a dizer, está menos para provar linearidades ou permanências de grandes feitos ou mostrar inesperadas rupturas, quanto para nos lembrar que nada, jamais, pode ser totalmente previsto e esperado tendo como base somente aquilo que já se foi.
Independente de picuinhas, estaremos todos (se a história não nos der um grande golpe de surpresa), Palmeiras e Sport disputando no gramado, nos dias 8 e 15. A história, infelizmente, hoje não pode dizer desta batalha quem sairá morto e quem sairá vencedor. Porém, desde hoje podemos começar definir quem vai agir como o gigante que gasta o tempo que poderia lutar determinado a zombar e assustar o adversário, a menosprezar seu poder... Podemos diferenciar o gigante que ri do rapazinho ignorando que este é rei e toma uma pedrada certeira na testa de seu orgulho, de quem agir como o pequeno rei corajoso, determinado, que ao invés de ficar louvando seu status responde àqueles que zombaram de sua ousadia afirmando que já matou um leão, que já matou um urso, que pode lutar e vencer. Aquele rapazinho que, àqueles que ignoravam e aos que não respeitavam (sua família) sua posição de rei, soube responder vestido com sua melhor armadura, armado com sua melhor munição, impulsionado por sua coragem, por sua experiência peculiar, atirando uma pedra inesperada (que, com um pouco mais de atenção poderia ser evitada) no meio da testa erguida do orgulhoso que se dizia gigante e superior.
Espero eu que o Palmeiras se prepare, que nesse momento não pense que sua grandeza é suficiente (única necessária) para definir futuras vitórias, que não se distraia rindo da pequenez do adversário diante de sua grandeza e que saia com sua melhor forma, vestido com sua melhor armadura, munido de seu melhor futebol, auxiliado por sua torcida vibrante e apaixonada, e, ao Sport que ameaça uma guerrinha infantil, à todos aqueles que menosprezam nosso lugar, que menosprezam nossas belas histórias do passado, à imprensa que ignora nossa posição, enfim... Que à todos estes o Palmeiras diga que já matou um leão, que já matou um urso com as próprias mãos, que não treme diante de nenhum gigante, que não teme nenhuma ameaça, que não oscilará diante da vitória por mais que o inimigo seja assustador. Que o Palmeiras mostre por atitudes porque é Rei, campeão do mundial, o campeão do século XX (pelo qual o século XXI não perde por esperar).
Hoje a história, queridos palestrinos, talvez não sirva muito pra definir quem cairá e quem sairá erguido dessa “batalha”... Mas, sem duvidas, serve para nos ensinar experiências do passado. Que no futuro sejamos lembrados pela musa como aqueles que souberam responder aos adversários à altura de quem somos e não à altura da pequenez de suas idéias sobre nós.
domingo, 15 de março de 2009
ELES QUEREM GUERRA E NÓS OS 3 PONTOS

Mais uma vez o assunto batido da “guerrinha” que os clubes do nordeste, alguns deles os mais nojentos possíveis, tentam fazer contra os paulistas e cariocas volta à tona e, pra variar, é o nosso inimigo Sport Club do Recife. Não, não são mais rivais, são inimigos e sujos como sugerem suas atitudes. Não é preconceito cultural, é a leviandade desse timinho. Estão proferindo ofensas, ameaças, criando um clima de hostilidade desnecessário para os jogos do dia 8 e 15. E a torcida, que já não é flor que se cheire, também promete “guerra” no sentido mais estúpido da palavra.
Fica um recado para a comissão técnica, jogadores, diretoria e torcida: não se acovardem, não tenham medo! Por favor, Palmeiras, cuidado! Não divulguem hotel, levem comida, cozinheiro, chamem a polícia se for preciso e, se possível, nem em Recife fiquem. Se eles querem guerra, nós só queremos os 3 pontos. Para não dizer que é só isso que nos interessa, existe uma coisa chamada orgulho, e esse orgulho que o palmeirense tem por torcer para um time com uma história tão gloriosa, nos traz um desejo de vingança muito grande. Mas Palmeiras, enorme nos títulos e no caráter, fará, se abençoado for - e que Deus queira - a vingança que todos queremos, mas em campo, em 90 minutos, na base de suor, raça e técnica, nossa tradição.
Sport Recife, time pequeno, asqueroso, espere em campo a resposta, pois não me esqueço de vocês. Que os nossos atletas, representantes da nossa glória, não se esqueçam também. A resposta virá em campo para que vocês, apequenados pelas atitudes, entendam de uma vez por todas: aqui é PALMEIRAS! Vamos lutar sim, mas pela bola, pela vitória, pela honra, vamos brigar para provarmos, como tantas outras vezes, que nós somos superiores por nosso jogo, por nossa lealdade até no hino cantada.
Que fiquem vocês com seus discursos de entonação grave, provocando homens decentes, pessoas honestas, para violência física, que ofendam a moral de quem quiserem, porque vocês são ninguém perto da Sociedade Esportiva Palmeiras. A história não se resume a anos, que vocês tanto se orgulham, é muito maior, imensa, tão grande quanto nosso nome, quanto nossos títulos. Vamos lá Verdão! Prove, imponha, seja forte, vença mais essa partida. Guerra para eles, triunfo para nós!
Créditos da foto: Palestrinos
terça-feira, 3 de março de 2009
Sobre um certo jogo na Libertadores
Achei que o time de 2008 tinha acabado, mas não, continuou, foi ele que andou em campo hoje. Foi ele que perdeu na corrida quase todas as jogadas, foi ele, o mesmo time, que afunilava o jogo e que não chutava a gol. Foi desde o zagueiro estatelado no chão pedindo pro atacante adversário “anda, faz!”, ao meio campo sem criatividade e até o atacante que se esconde da bola. Foi temeroso. Foi vergonhoso. Falta de brio. Falta de fôlego. Não, não era Potosí, não era Quito, nem
Não, não era o Jéci que estava em campo, e também não era Evandro armando o jogo e nem Max concluindo. Eram estrelas, todas cobiçadas, invejadas, todas elas, sem exceção, elogiadas em demasia pela torcida e pelos adversários.
A estrela da zaga viu a bola correr pelo canto do olho quando morto, esticado estava no chão. E viu mais de uma vez. Viu os anos e o ego segurar suas valorosas e elogiosas pernas que não alcançaram nem a sombra adversária.
A estrela do meio apagou. Simplesmente. Não jogou. Se escondeu, se omitiu. Nem marcou, nem armou. Foi uma estrela nula.
Já a estrela maior, a do ataque, quase reluziu. Fez um gol. De resto... Uma estrela apagada como as outras, enfiada no meio de batalhões de chilenos, escondida, com medo da bola e dos pés vizinhos. Um medo de um time badalado, um time que precisava decidir, precisava de novo só dele e sim, de novo, mais uma vez, repetidamente incompetente. Poderia ter sido diferente. Que essa frase fique apenas no jogo de hoje, que fique no jogo de antes, contra a LDU, mas que não fique perdida na cabeça do torcedor no final de abril vendo o time tão badalado, tão festejado, precocemente dar adeus a um sonho.
Em 2008 não lutamos o suficiente para conseguir a vaga e em 2009 estamos tratando com o mesmo desdém a chance tão pouco comemorada.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
COM FALHAS GROSSEIRAS PALMEIRAS PERDE E DÁ ADEUS AOS 100%
Perdeu. E perdeu porque jogou para perder. Perdeu porque cometeu erros ridículos. Perdeu por mau posicionamento. Perdeu por atuações apagadas. Não, não faltou experiência. As maiores falhas foram dos experientes. Uma partida onde claramente faltou paciência, vontade, empenho e, principalmente, concentração. Dava pra ganhar, mas não fez por merecer na maior parte do jogo.
Uma partida truncada desde o começo, com muitas faltas, principalmente nossas, e o Palmeiras apenas afunilava o jogo. Quem mais se destacou foi Diego Souza, positiva e negativamente. Foi mal por prender excessivamente a bola e compensou na vontade, buscando o jogo o tempo todo. Tanto fez que participou ativamente da jogada do primeiro gol, quando o goleiro Cevallos rebateu um chute do camisa 7 nos pés de Willians, que mandou para as redes. Mas antes disso, o Verdão saiu perdendo. Falha do sistema defensivo num todo, desde quem permitiu o cruzamento como da zaga que saiu em linha vagarosamente. O jogador da LDU parecia estar impedido e creio mesmo que estava.
Depois do empate houve uma leve melhora na equipe, que chegou mais vezes e melhor ao ataque, mas não durou muito. Em falha grosseira de Marcos, a Liga voltou à frente no placar. Edmilson também falhou, poderia ter isolado a bola, embora a grande besteira tenha sido do goleirão.
No segundo tempo mudança tática na equipe com a entrada de Marquinhos no lugar de Maurício Ramos, colocando o time no 4-4-2. Logo nos primeiros minutos o empate voltou a bater à nossa porta. Diego Souza sofreu falta no meio e Cleiton Xavier colocou na área para Edmilson escorar de cabeça e igualar o marcador, que mais uma vez não ficou muito tempo empatado. O mesmo experiente e excelente camisa 3 foi imprudente e o juiz marcou tiro livre indireto na entrada da área. O bom argentino Manso bateu com extrema felicidade no ângulo e a LDU voltou à frente no placar justo no momento em que o Palmeiras parecia encaixar o jogo. E não saiu mais.
A partir de então o Verdão não conseguiu mais chegar ao empate e poucas vezes levou perigo. Até porque perigo mesmo foi a cargo da parte defensiva. Enquanto na frente o time não se encontrava, na defesa foi um desastre total. Partida muito ruim de Danilo e Edmilson. Quem menos comprometeu defensivamente, por incrível que pareça, foi Fabinho Capixaba, substituído por Evandro já que não funcionava ofensivamente, embora esse também, como sempre, não tenha acrescentado em nada.
Quem não jogou mesmo foi Keirrison, que fez de longe sua pior partida com a camisa alviverde, completamente nulo
O Verdão terá totais condições de reverter esse mau princípio jogando em casa e até mesmo fora contra adversários sem a mesma qualidade e sem a altitude, que chegou a prender as pernas (e a cabeça) dos jogadores na segunda etapa. Agora, o Palmeiras volta à campo contra a Portuguesa no sábado de carnaval pelo Paulistão às 16h, jogo que será no Canindé. Pela Libertadores, o próximo compromisso é no Palestra, em março, contra o Colo Colo. Cabeça no lugar, a primeira derrota viria mais cedo ou mais tarde e perdemos para um adversário forte. É corrigir os erros e bola pra frente, pois há muitos pontos em disputa ainda, em um ano que promete ser excelente para nós.
Créditos da foto: Lance Press.
VERDÃO PRONTO PARA ENFRENTAR A AMÉRICA
Graças à incompetência de uns e má vontade de outros, o Verdão perdeu a chance de ter um início de 2009 mais tranquilo quando só precisava ganhar do “morto” Botafogo em casa pela última rodada do Brasileirão. Mas não aconteceu. Então foi antecipado o clima de decisão para o jovem elenco palmeirense. Contra o Potosí, em verdadeira maratona
Técnico: Jorge Fossati.
PALMEIRAS: Marcos; Maurício Ramos, Edmilson e Danilo; Fabinho Capixaba, Pierre, Cleiton Xavier, Diego Souza e Pablo Armero; Willians e Keirrison.
Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Assistentes: Javier Camargo (COL) e Julio Diaz (CHI).
17/02 - LDU x Palmeiras - Quito
03/03 - Palmeiras x Colo Colo - São Paulo
08/04 - Sport x Palmeiras - Recife
15/04 - Palmeiras x Sport - São Paulo
21/04 - Palmeiras x LDU - São Paulo
29/04 - Colo Colo x Palmeiras - Santiago
Conheça um pouco mais sobre nossos adversários
Colo Colo:
- Das últimas 5 participações do Colo Colo na Libertadores apenas em 2007 o time chileno avançou às oitavas de finais, sendo eliminado na ocasião pelo América do México que enfrentou o Santos que o eliminou na sequência;
- O clube foi desclassificado duas vezes consecutivas na pré-Libertadores. Em 2005 pelo Quilmes da Argentina por critério de gols fora. Já em 2006 levou uma lavada do Chivas Guadalajara que somando os resultados fez 8 x 4 nos chilenos;
- Nas outras duas participações o time parou na fase de grupos, por coincidência pegou o Boca Juniors pela frente nas duas vezes. Em 2004 ficou em último (com 6 pontos) num grupo que tinha, além do Boca (que terminou em primeiro com 12 pontos), o Deportivo Cali (segundo com 9), o Bolívar (também com 9 mas com -2 de saldo). Já na última edição o clube chileno quase se classificou, só ficou pelo caminho por ter um golzinho a menos que o Boca. Ficou em terceiro com 10 pontos e 2 gols de saldo, enquanto o Atlas ficou em primeiro com 12, e o time argentino em segundo com os mesmos 10 pontos e 3 gols de saldo. Em último lugar ficou o Maracaíbo da Venezuela com apenas 2 pontinhos.
- A mais tradicional equipe chilena foi campeã da Libertadores no ano de 91 contra o Olímpia do Paraguai.
- Ao contrário do Colo Colo, a LDU só não avançou da fase de grupos nas últimas 5 edições em 2007, quando ficou em terceiro do grupo 6 com 8 pontos, o mesmo grupo do adversário chileno que terminou na primeira posição seguido pelo Caracas, ambos com 9 pontos, e em último ficou o tradicionalíssimo River Plate com os mesmos 8 pontos da Liga;
- Nas outras 4 vezes, a LDU ficou coincidentemente em segundo lugar no grupo. Em 2004 foi eliminado nas oitavas de final pelo Santos, nos pênaltis, depois de passar pelo grupo do São Paulo (primeiro com 15 pontos) e ficar a frente, com seus 12 pontos, de Alianza Lima (com 9) e Cobreloa que não pontuou. Em 2005 o clube equatoriano pegou mais uma vez o Santos, agora na fase de grupos, e ficou atrás (8 pontos) da equipe da baixada (12 pontos) seguido por Danúbio e Bolívar, ambos com 7. Se classificou como pior segundo colocado e teve pela frente o melhor primeiro, o River Plate, e foi eliminado pelos argentinos. Em 2006 foi a vez de ficar atrás (com 10 pontos) do Vélez Sarsfield (16 pontos) e à frente do Rocha do Uruguai (com 5) e do Universitário do Peru (com 2). Avançou às quartas de finais após eliminar sem tomar gols o Atlético Nacional da Colômbia, mas parou no campeão daquele ano, o Internacional de Porto Alegre;
- Campeã da edição passada, a Liga Deportiva Universitária enfrentou o Fluminense (13 pontos) já na primeira fase e amargou o segundo lugar mais uma vez (10 pontos), seguida por Arsenal de Sarandí (9 pontos), campeão da Sulamericana de 2007 e do Libertad do Paraguai (3 pontos). Nas oitavas eliminou o Estudiantes e nas quartas foi a vez de outro time argentino, o San Lorenzo, ficar pelo caminho. Nas semi-finais a vítima foi o América do Mexido, do “gordito” Cabañas. Na final o reencontro com o time das laranjeiras. Venceu o primeiro jogo em casa por 4 x 2 e perdeu o segundo por 3 x 1. Na prorrogação quase venceu, mas a decisão foi para os pênaltis. Com cobranças pífias do Flu, a LDU conquistou a América
- O time pernambucano conquistou a vaga vencendo o Corinthians na final da Copa do Brasil 2008, depois de eliminar o Vasco (semifinal), Inter (quartas de final) e o nosso Palmeiras (oitavas de final). É apenas a segunda participação do clube na maior competição continental das Américas;
- Em 88 o Sport jogou no grupo 5 após ser campeão brasileiro de 87 segundo a CBF. Ficou em terceiro com 5 pontos, atrás do Guarani de Campinas com 8 e do Universitário do Peru com os mesmos 8 pontos, e à frente do Alianza Lima que terminou com 3;
- O clube conta com a força da Ilha do Retiro e com a experiência do veterano meia/lateral direito Paulo Baier, principal contratação da equipe para a disputa da Libertadores. Outro destaque é o jovem Ciro.
Créditos da foto: Lance Press.

