quinta-feira, 22 de outubro de 2009
QUE AS PALAVRAS SE EXPLIQUEM POR ELES
domingo, 18 de outubro de 2009
CRAQUE SHOWBOL DO FLAMENGO FAZ ESTRAGO EM TARDE INFELIZ
Hoje deu medo. Muito medo. Pavor de um time que cria, mas não faz. De um time que chega, mas não dispara. De volantes... Esqueça os volantes, se não teremos que censurar o post. Deu tudo errado quando dava tudo certo. Mais uma vez os resultados cooperavam para uma arrancada, a vitória daria uma vantagem tão grande que poderíamos sentir o gélido metal da taça em uma de nossas mãos. E novamente falhamos horrores, demos a consagração para um sub-50, ex-craque, porque temos também um ex-jogador em campo, chamado Edmilson. Meu Deus do céu, San Gennaro, que falta faz o Pierre, nosso guerreiro! quarta-feira, 14 de outubro de 2009
QUANDO VI AQUELE GOL I: O GAROTO QUE COMEMOROU COM EVAIR
Há alguns anos conheci um rapaz muito especial, com uma história peculiar. Sua vida foi cheia de tristezas, porém muito feliz devido à forma como aproveitou aquilo que ela tinha de bom. Ele faleceu em fevereiro, me deixando com imensa saudade. Porém, há uma história verdadeira de sua infância que mudou sua vida. É uma história tão linda que eu não poderia guardar apenas para mim.
Ele era jovem, hoje teria 25 anos, mas como costumava dizer, possuía pouca vida. Seu coração era fraco, sofria de insuficiência, e ele preferiu aproveitar bem as poucas coisas boas da vida curta que teria a sofrer longos anos com tristes tratamentos. E assim foi.
Uma dessas poucas coisas boas de sua vida era o Parmera, como ele costumava pronunciar, evidenciando seu vocabulário de jovem envelhecido, o que se destacava também nas atitudes: não tinha vontade de comprar as camisas atuais, sempre preferia uma retro, ou alguma original dos anos 80, já aposentada pelo pai. As que marcavam grandes momentos dos anos 90 eram sagradas, não gostava nem de tocar. Eu sempre brincava dizendo que iria guardar uma camisa atual para que ele pudesse usar daqui a 30 anos. Mas, ambos sabíamos, era algo praticamente impossível. Ele jamais viveria tudo isso...Olha, ele gostava de ir aos jogos do Palmeiras. Tinha guardados todos os comprovantes. Desde que era pequeno até os 24 anos foram 199 jogos. Para alguém que morava no interior e sofria de doença grave, era um número grande. Sonhava em completar o número 200 comigo, em um jogo da Libertadores de 2009, mas o tempo não deixou.
Uma de suas grandes lembranças, da qual sempre falava, era a do gol de Evair na final do Paulista de 93. Dizia sempre que naquele momento, mesmo sem saber, Evair mudou sua vida. Em um diário que mantinha, escreveu as seguintes palavras: “Eu estava lá, pertinho do gol. Tinha apenas 9 anos, já doente do coração, minha mãe ficou louca porque meu pai resolveu me levar ao jogo. ‘Você vai matar o menino hoje’, ela dizia, mas meu pai respondia que o importante na vida era morrer feliz. E nós fomos. Eu estava eufórico, era minha primeira vez num jogo do Palmeiras, tínhamos que levar aquele título e eu não desisti, sonhei até o fim. E no fim era só Evair e o goleiro. Pênalti. Quando ele chutou, eu disse ao meu pai que ele iria acertar e iria comemorar comigo. Dito e feito, ele acertou. E então todo mundo começou a gritar e pular feito doido, éramos campeões depois de tanto tempo. Eu nunca tinha visto o Palmeiras ser campeão, então foi uma das maiores alegrias da minha vida. Mas eu não comecei a pular, nem gritar, fiquei ali parado esperando o Evair vir comemorar comigo. E então ele veio correndo, e abriu os braços ali, bem na frente de onde eu estava, ele era meu ídolo e pra mim aquilo foi como um abraço. Eu sempre fui muito quieto, não costumava pular nem gritar, mas naquele momento extrapolei. A felicidade era tanta! Eu só me lembro que dei um grito de “campeão”, e quando comecei a pular tudo ficou escuro. Acabei nem vendo o juiz apitar. Foi a primeira vez que passei mal devido ao coração. Minha mãe estava certa, foi ali que comecei a morrer. Mas graças ao Palmeiras, a Evair e ao meu pai, eu comecei a morrer feliz”.
A partir desse dia ele acatou a idéia lançada pelo pai. Sabia que sua vida era curta, mas estava determinado a morrer feliz. E foi assim que, aos 24 anos, conseguiu sorrir ao dar seu último suspiro. Viveu momentos importantes como torcedor do Palmeiras. Presenciou títulos, conheceu jogadores, viu São Marcos brilhando em 99, sonhava em ver o Palmeiras campeão brasileiro nesse ano. Nunca conheceu Evair, mas morreu tendo a certeza de que naquele dia eles comemoraram juntos, pois o ídolo correu de braços abertos na direção daquele pequeno menino sonhador de apenas 9 anos. As pessoas nem imaginam como pequenas atitudes, às vezes involuntárias, podem mudar a vida de alguém. Obrigada, Evair.
Pelada patética entre Palmeiras e Náutico nessa segunda. Um jogo para esquecer que não sai da nossa cabeça

Ontem um amigo bambi fez a seguinte observação sobre o jogo de segunda entre Palmeiras e Náutico: “Poxa, nem o Palmeiras merecia isso... Com Marcão em campo já significa que está jogando contra 12, e ainda fica sem Diego Souza e mais da metade do time... Bom, isso é motivo pra adiar um jogo, time nenhum merece uma coisa dessas. Esse Marcão é tão bom que deve entrar em campo e ficar na dúvida sobre time para o qual ele joga”.
“Poizé”, o post de hoje poderia ficar por aqui. Até porque, confessemos, nenhum integrante desse blog conseguiu encontrar educação suficiente para escrever algo sobre esse jogo sem correr o risco de ser processado. Mas não ficaremos por aqui. Isso porque o Marcão não foi o único integrante do show de horrores de segunda à tarde. Confesso que vi só dez minutos do jogo e vídeos de piores momentos. Mas foi o suficiente pra entender que “aflitos” éramos nós, torcedores do Verdão. Aliás, a natureza foi bondosa comigo e fez chover ao ponto de eu ter que passar a tarde “no escuro”. Sem poder ligar a TV ou o computador até os 33 minutos do segundo tempo, livrei-me de uma seqüência mortal de ataques cardíacos. Não sei o que é pior: ver para crer, ou ficar imaginando o que os jogadores do Palmeiras estavam fazendo para conseguir levar 3 gols do Náutico, e não fazer um sequer! A propósito, o Náutico merece os parabéns, pois mereceu muito essa vitória.
Sei que o time estava mutilado e não apenas desfalcado. Sei que temos um bom time titular, mas um banco que deixa muito a desejar. Sei também que tinha reserva do reserva em campo. Mas o que eu não sei é como um torcedor do líder isolado do campeonato pode suportar ver o Náutico, que com todo respeito é o Náutico, fazer 3 gols no seu time, que não esboça poder de reação.
Enfim, não vou contar aqui a “historinha do jogo”, ninguém merece ser lembrado daqueles gols. Não vou continuar reclamando que nosso pior resultado no campeonato foi contra o Náutico. Nem vou “cornetar” todo mundo que merece, porque o post ficaria grande demais. Apenas algumas considerações:
1: Quando eu era adolescente, me colocaram em um time de futebol para disputar um campeonato local. Poxa, eu mal sabia para que direção chutar a bola, mas me disseram que tudo bem, eu só iria compor o time. Então eu fiz merda, o técnico brigou. Até agora não entendo porque ele brigou comigo, a culpa daquilo não foi minha, por não saber nem chutar, mas sim de quem foi capaz de me dizer que quem não sabe jogar bola pode compor um time de futebol com pretensão de ganhar um campeonato.
2: O problema é ver gente capaz se escondendo. Os vários desfalques fizeram com que um empate contra o péssimo adversário fosse uma perspectiva ótima de resultado. Mas isso não pode esconder o fato de que lá no meio existia titulares e reservas muito capazes, que apesar de muito prejudicados, poderiam ter feito algo para amenizar o desastre. Mas falar o que, se teve gente capaz de comentar um jogo que começou às 16 horas falando que foi uma “noite ruim”? Não é, senhor Cleiton Xavier?
3: Ainda acredito muito nesse título, desde que não tenhamos mais grandes desfalques até o fim do campeonato. Mas quem quer ser campeão necessita de um elenco bom e um time titular melhor ainda. Time titular bom, com reservas que não conseguem “segurar a barra”, só ganha campeonato no grito ou na zebra.
4: Dizem que esse campeonato está muito regular. Eu, por outro lado, penso que os times estão é muito irregulares. Ainda bem, porque assim nossos adversários diretos não fizeram merda nenhuma também nessa rodada. Ou melhor, também fizeram muita merda.
5: Domingo estamos
6: Diego e Pirre, como vocês fazem falta... Aliás, se o Dunga tiver chamado o Diego apenas para dar aquela chance malvada, numa altitude de
terça-feira, 13 de outubro de 2009
O ELEITO
domingo, 4 de outubro de 2009
VERDÃO DESPACHA TIME DE LUXA E JÁ COMEÇA A CONTAGEM REGRESSIVA
Torcedor afine a garganta, prepare o fôlego, porque falta pouco para berrar pra quem quiser ouvir “É campeão!”. São 11 rodadas, 33 pontos em disputa, sendo 18 deles em casa, e quem pega o Palmeiras? O Gayson, que falou na quarta que era pro Palmeiras se cuidar? Os “cholorados”, de Tite Bandeira? Pode chegar quem quiser, porque eu já estou fazendo as contas para o penta. Hoje entrará para a história como um dos principais jogos do Verdão no campeonato, assim como contra o Cruzeiro. O Palmeiras está se aproximando do fim de 15 anos sem vencer o nacional, graças às vitórias fora de casa. Graças à raça, à determinação, à força de vontade de um time com cara de campeão, com jogadores de campeão, com técnico de campeão, com diretoria de campeão e claro, com pontuação de campeão! Você vê alguém à sua frente? Eu não! Créditos da foto: Lance Press.
sábado, 26 de setembro de 2009
LÍDER VENCE DE NOVO E TEM GENTE QUE AINDA RECLAMA
Se prepare, pois será um post desabafo. Cansei, já chega, não agüento mais esses torcedores chatos, pra não falar coisa pior, que vêem defeito em tudo. Pra vocês, palmeirenses que vivem de “Chico”, que só sabem reclamar, escuta essa aqui: LÍDER, PORRA! São 13 rodadas, falaram que o tão do Gayson ia roubar nossa liderança, nós fomos a Minas, vencemos, e hoje mesmo com o time estafado e desfalcado, voltamos a marcar os três pontos. Dependendo da conclusão da rodada, poderemos abrir 7 pontos de vantagem para o segundo colocado. O que você quer mais? quinta-feira, 24 de setembro de 2009
VERDÃO VENCE MARIAS COM SORTE DE CAMPEÃO E ABRE NA LIDERANÇA
Clima de decisão no Mineirão. E climão também pro lado do nosso Gladiador, provisoriamente deles. Do ladinho da TV, nos secando, bambis, “coloridas” e afins. E mais 15 milhões querendo vencer, de novo, nosso novo freguês de azul. As dificuldades aumentaram ainda mais na entrada de campo. Edmilson, com uma pequena lesão de última hora, foi cortado e Jumar entrou na equipe titular. E mais um revés aos 8 minutos. Bobeira de Marcão e Tiago Ribeiro recebeu livre na frente de Marcos pra finalizar e marcar.
Nem deu tempo para proferir todos os palavrões possíveis que Marcão merecia ouvir e Vagner Love sofreu falta. Era de longe? Era, mas Diego Souza não estava nem aí. Meteu o canudo na bola que pegou um efeito incrível, e Fabio ainda deu uma forcinha daquelas. Gol de empate pra calar as Marias. Depois disso, o coração do palmeirense sofreu, e como, com ataques sucessivos e minutos intermináveis. Eles pressionaram, nós nos defendemos e o primeiro tempo acabou empatado.
Mais emoção na segunda etapa. Muricy bem que viu as falhas na defesa e resolveu mudar. Robert saiu para entrada de Maurício Nascimento. Mais consistência defensiva e um plano bem claro pra seguir: pegar o Cruzeiro no contra-ataque. E não deu outra. Bola roubada na defesa e Cleiton Xavier, mais uma vez primoroso nas assistências, deu um lindo passe para Vagner Love. O artilheiro do amor disparou entre dois zagueiros, driblou o goleiro e virou a partida. Mas nada de sossego. Logo depois Armero recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Se você acha que tínhamos sofrido o suficiente até ali, se enganou. Sofrimento é o que veio a partir de então.
Bola pela esquerda, pela direita, pelo meio, na área, de fora, por cima, rasteira, com desvio, com rebote, tudo quanto é jogada possível nós sofremos. Um bombardeio. Parecia mais os céus londrinos durante a Segunda Guerra Mundial. E a Luftwaffe cruzeirense fez uma vítima. Wendel recebeu uma cotovelada de Kléber, ê Kléber, e saiu de campo com suspeita de fratura na mandíbula. Mas só pra constar, dessa vez o Gladiador deu sem querer mesmo. Se fosse por querer, Wendel já não tinha cabeça pro pescoço sustentar. No lugar do camisa 17 entrou Figueroa. Sim, ele existe! E entrou muito bem, diga-se de passagem.
A hora não passava e a bola, maldita bola, não saía daqueles 55m, que mais pareciam ter encolhido pra 10m. Contra a hora, contra a bola, contra a chuva que despencou do céu mineiro, contra o agouro alheio, nós vencemos. O juiz ergueu o braço e tirou um peso que parecia de toneladas de nossas costas. Foi uma final. O jogo mais importante até agora na caminhada para o penta, que nos deu uma pequena, mas importantíssima, folga na liderança, que nos deu um moral enorme para as próximas 13 batalhas. Vá curtir o sono dos justos, palmeirense, e sorria como um sortudo que é! Campeão também tem sorte e parece que ela já escolheu do lado de quem irá ficar.
Créditos da foto: Gil Leonardi/Lance Press.
domingo, 13 de setembro de 2009
PALMEIRAS JOGA MAL, PERDE PARA O VITÓRIA E SE NÃO FOSSE O CRUZEIRO...
Hoje realmente não foi nosso dia. Nada que possa ser jogado na conta do azar ou da sorte, mas sim da incompetência. Perdeu porque mereceu perder. Perdeu porque jogou para perder. E mais fato ainda, é líder porque o Internacional tem uma mula no banco de reservas e porque o Cruzeiro, que será uma pedreira na próxima rodada, tem um time que se equipara com os líderes.
O campo do Barradão, como já de conhecimento geral, é uma porcaria. A bola rasteira não rola, apenas quica. E o futebol seguiu o exemplo do gramado. O Palmeiras até começou melhor, tentou pressionar, mas a burrice assola alguns jogadores nossos. Ramon em campo, um velho sem condições físicas que sempre, mesmo quando novo, só teve como qualidade ser ótimo na bola parada. E o que fizemos? Faltas, faltas e mais faltas para o “craque-showbol” do Vitória bater. E por falar em cagada, hoje o nosso Santo estava "inspirado". E foi assim, cobrança de falta de Ramon e Marcos, ô Marcos (!), socou a bola pra baixo, dentro na área e o pior, na cabeça do jogador baiano.
Mesmo assim ainda chegamos ao empate. Primeiro Obina, sentindo o tornozelo foi substituído por Robert e o camisa 20 marcou o primeiro dele com a camisa do Palmeiras, em grande jogada de Armero. Primeiro tempo terminou assim, com ou sem méritos, foi o melhor possível pela bolinha que apresentamos nos primeiros 45 minutos, nada que justifique futebol de líder.
Na volta do intervalo voltamos melhores, pressionamos. Isso não é sinônimo de gol. Mas besteiras da zaga visitante é. Pronto, era melhor, merecia até o segundo gol, teve um pênalti não assinalado para o Vitória e... Gol. Deles, é claro. Mais uma pane da zaga, que perdeu Maurício Nascimento contundido. E então fomos em busca do empate. Falta na entrada área, bate-rebate, a bola sobra para Vagner Love, ele perde a jogada, o Vitória acelera no contra-ataque, Sandro Silva vira uma ameba ao invés de jogador e os baianos marcam o terceiro.
Ainda fomos buscar o resultado. Ortigoza que entrou no lugar de Wendel, péssimo mais uma vez, fez um belo cruzamento na cabeça de Robert, artilheiro da nossa tarde infeliz. Tentamos o empate de novo, mas não deu. Uma derrota merecida porque Cleiton Xavier não jogou nada, porque a zaga só bateu cabeça, porque Edmilson dormiu em campo, porque São Marcos foi humano demais, porque não soubemos nos recuperar dos desfalques, porque Vagner Love foi só mais um Vagner qualquer, etc. Motivos não faltam para a derrota, assim como também não faltam para a liderança continuar em nossas mãos. Mas se quiser continuar na ponta precisa tomar um choque, acordar, jogar futebol de campeão. Bola nós temos pra isso, precisa ter consciência também.
Créditos da foto: Uol Esportes.



