quinta-feira, 22 de outubro de 2009

QUE AS PALAVRAS SE EXPLIQUEM POR ELES

soberba

(ê) sf (lat superbia) 1 Altura de coisa que está superior a outra; elevação, estado sobranceiro. 2 Manifestação ridícula e arrogante de um orgulho às vezes ilegítimo. 3 Altivez, arrogância, sobrançaria. 4 Orgulho, presunção. 5 Teol Um dos sete vícios capitais. Antôn (acepções 2, 3 e 4): humildade.

falta de dedicação
sf (lat dedicatione) 1 Ação de não se dedicar. 2 Qualidade de quem não se dedica.

desrespeito
sm (des+respeito) Falta de respeito; desacato, irreverência.

ânus
sm (lat anus) 1 Anat Abertura exterior do reto, que dá saída às fezes.

merda
sf (lat merda) ch 1 Excremento. 2 Porcaria, sujidade. 3 Coisa sem valor. sm ch Sujeito sem préstimo. interj ch Indica repulsão ou desprezo.

vendido
adj (part de vender) 1 Que se vendeu; que foi comprado; adquirido por venda. 2 Enganado, logrado, traído. 3 Peitado, subornado. 4 pop Corrompido; transviado. 5 Contrafeito, contrariado. 6 Espantado, esquivo. 7 Tolhido, vexado, constrangido. sm Aquele que se vendeu. Ficar vendido: ficar espantado ou desapontado por qualquer sucesso que não se esperava.

desamor
sm (des+amor) 1 Falta de amor; aborrecimento, desafeição, desapego, desprezo. 2 Crueldade. Antôn: amor, afeição.

incompetência
sf (in+competência) 1 Falta de competência. 2 Inabilidade. 3 Dir Qualidade de um juiz ou tribunal que não tem competência para conhecer de um processo.

desonra
sf (des+honra) 1 Falta de honra. 2 Perda da honra. Var: desonradez.

desgosto
(ô) sm (des+gosto) 1 Ausência de gosto ou prazer. 2 Desprazer, mágoa, pesar, sentimento. 3 Aversão, desagrado, descontentamento, repugnância. Pl: desgostos (ô). Antôn: prazer, contentamento.

desespero
(ê) sm (der regressiva de desesperar) 1 Ato ou efeito de desesperar; desesperação, desesperança. 2 Aflição, angústia, ânsia. 3 Ódio, cólera. 4 Contrariedade, desprazer, aborrecimento. 5 Coisa insuportável ou que faz desesperar.

angústia
sf (lat angustia) 1 Espaço reduzido; estreiteza. 2 Carência, falta: Angústia de tempo. 3 Aperto de coração, estado de exagerada ansiedade. 4 Med Estenose. 5 Aflição, sofrimento

saudade
sf (lat solitate) 1 Recordação nostálgica e suave de pessoas ou coisas distantes, ou de coisas passadas. 2 Nostalgia.

medo
(ê) sm (lat metu) 1 Perturbação resultante da idéia de um perigo real ou aparente ou da presença de alguma coisa estranha ou perigosa; pavor, susto, terror. 2 Apreensão. 3 Receio de ofender, de causar algum mal, de ser desagradável. sm pl Gestos ou visagens que causam susto.

protesto
sm (der regressiva de protestar) 1 Afirmação categórica, compromisso solene; declaração que se faz publicamente da própria vontade; protestação. 2 Propósito ou resolução inabalável. 3 Declaração formal pela qual se reclama contra a ilegalidade de alguma coisa. 4 Escrito que contém essa declaração. 5 Dir Ato pelo qual se declara responsável por todas as despesas e prejuízos aquele que devia pagar uma letra de câmbio, nota promissória etc., e não o fez no vencimento. 6 Declaração enfática ou vigorosa, feita acerca dos próprios sentimentos ou opiniões.

esperança
sf (de esperar) 1 Ato de esperar. 2 Expectativa na aquisição de um bem que se deseja. 3 Aquilo que se espera, desejando. 4 A segunda das três virtudes teologais, simbolizada por uma âncora ou pela cor verde.

Créditos: Michaelis. 

domingo, 18 de outubro de 2009

CRAQUE SHOWBOL DO FLAMENGO FAZ ESTRAGO EM TARDE INFELIZ

Hoje deu medo. Muito medo. Pavor de um time que cria, mas não faz. De um time que chega, mas não dispara. De volantes... Esqueça os volantes, se não teremos que censurar o post. Deu tudo errado quando dava tudo certo. Mais uma vez os resultados cooperavam para uma arrancada, a vitória daria uma vantagem tão grande que poderíamos sentir o gélido metal da taça em uma de nossas mãos. E novamente falhamos horrores, demos a consagração para um sub-50, ex-craque, porque temos também um ex-jogador em campo, chamado Edmilson. Meu Deus do céu, San Gennaro, que falta faz o Pierre, nosso guerreiro!


O Palestra Itália lindo, entupido de gente, para ver o Palmeiras finalmente disparar na tabela. Mosaicos, bexigas, cantos de guerra, e nada, nada adiantou. O time começou melhor, pressionou, a bola passava perto e não entrava. Era uma vantagem enorme no número de finalizações. E o Flamengo, que nada fizera até então, se aproveitou do corredor pelo lado esquerdo da nossa defesa. Juan e Petkovic fizeram o que queriam, tabelaram, e o sérvio fez um bonito gol. Culpa do Edmilson? Sim, mas acrescente mais uns 5 nessa lista. Com a desvantagem o Palmeiras voltou com a pressão, para pelo menos empatar na primeira etapa, mas não foi possível. Impreciso.

No segundo tempo time sem alterações, mas voltou pior. Se na etapa inicial havia dominado o jogo e estava perdendo com certa injustiça, na final foi de doer. Nem chegar direito chegamos, até levarmos o golpe de misericórdia. Tire as crianças da sala! Eles tiveram escanteio, o craque showbol bateu, Wendel como num passo de balé deixou a bola, rasteira, passar por entre suas pernas e Marcos completou o serviço, lutando com a redonda como se ela fosse um frango fugindo do abate. Um gol ridículo. Repito: r-i-d-í-c-u-l-o! Muricy finalmente mexeu, como se a alteração fosse dar algum grande resultado. Ortigoza no lugar de Robert. Enquanto isso os volantes... Não, esqueça os volantes, simplesmente esqueça.

O que no começo do jogo foi um domínio que se transformara em placar injusto, no final foi um baile... Dos Urubus. Nem precisaram fazer muita coisa não, foi só deixar a bola no pé deles, aqueles que eu pedi pra esquecer. Já os meias, os craques badalados, onde estavam? O senhor correu quantos metros nesse jogo Sr. Diego Souza? Vamos lá, uns 30 metros a partida toda? E você Cleiton Xavier, ta fazendo o quê com o 10 nas costas, sendo que é agora que você tem que chamar a responsabilidade? E Muricy, por que não mexe nesse time!? Por que esperar 80 minutos para fazer o que se tem que fazer?

Se já estava ruim, ficou ainda pior quando o juiz marcou um pênalti... Para nós. Ortigoza derrubado na área. Vagner Love poderia iniciar uma reação a base da vontade nos últimos minutos. Poderia. Poder não é uma ação, é uma possibilidade. E nosso “poder” passou 50m por cima do gol, num chute medonho do camisa 9. Naquele momento o artilheiro do amor fechou a tampa do caixão. O jogo ainda correu por mais uns 5 inúteis minutos e acabou. São Paulo, Atlético Mineiro, Internacional e Goiás, você são extremamente incompetentes! Palmeiras, você é mais ainda! Mas que merda é essa?! Se não fossem os outros perebas essa liderança já não seria mais nossa. Em 9 pontos conquistamos 1. Isso é time que quer ser campeão? Nem esse, nem os outros atrás. Ou joga bola e reage ou talvez até seja campeão, levando em conta que a vantagem continua em 4, mas se for será por incompetência alheia. Eu não quero isso, eu quero essa taça por méritos. Os mesmos méritos que tínhamos há algumas rodadas atrás por ser líder há tanto tempo, hoje virou demérito dos adversários. Raça Verdão!

Créditos da foto: Uol Esportes.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

QUANDO VI AQUELE GOL I: O GAROTO QUE COMEMOROU COM EVAIR

Há alguns anos conheci um rapaz muito especial, com uma história peculiar. Sua vida foi cheia de tristezas, porém muito feliz devido à forma como aproveitou aquilo que ela tinha de bom. Ele faleceu em fevereiro, me deixando com imensa saudade. Porém, há uma história verdadeira de sua infância que mudou sua vida. É uma história tão linda que eu não poderia guardar apenas para mim.


Ele era jovem, hoje teria 25 anos, mas como costumava dizer, possuía pouca vida. Seu coração era fraco, sofria de insuficiência, e ele preferiu aproveitar bem as poucas coisas boas da vida curta que teria a sofrer longos anos com tristes tratamentos. E assim foi.


Uma dessas poucas coisas boas de sua vida era o Parmera, como ele costumava pronunciar, evidenciando seu vocabulário de jovem envelhecido, o que se destacava também nas atitudes: não tinha vontade de comprar as camisas atuais, sempre preferia uma retro, ou alguma original dos anos 80, já aposentada pelo pai. As que marcavam grandes momentos dos anos 90 eram sagradas, não gostava nem de tocar. Eu sempre brincava dizendo que iria guardar uma camisa atual para que ele pudesse usar daqui a 30 anos. Mas, ambos sabíamos, era algo praticamente impossível. Ele jamais viveria tudo isso...Olha, ele gostava de ir aos jogos do Palmeiras. Tinha guardados todos os comprovantes. Desde que era pequeno até os 24 anos foram 199 jogos. Para alguém que morava no interior e sofria de doença grave, era um número grande. Sonhava em completar o número 200 comigo, em um jogo da Libertadores de 2009, mas o tempo não deixou.


Uma de suas grandes lembranças, da qual sempre falava, era a do gol de Evair na final do Paulista de 93. Dizia sempre que naquele momento, mesmo sem saber, Evair mudou sua vida. Em um diário que mantinha, escreveu as seguintes palavras: “Eu estava lá, pertinho do gol. Tinha apenas 9 anos, já doente do coração, minha mãe ficou louca porque meu pai resolveu me levar ao jogo. ‘Você vai matar o menino hoje’, ela dizia, mas meu pai respondia que o importante na vida era morrer feliz. E nós fomos. Eu estava eufórico, era minha primeira vez num jogo do Palmeiras, tínhamos que levar aquele título e eu não desisti, sonhei até o fim. E no fim era só Evair e o goleiro. Pênalti. Quando ele chutou, eu disse ao meu pai que ele iria acertar e iria comemorar comigo. Dito e feito, ele acertou. E então todo mundo começou a gritar e pular feito doido, éramos campeões depois de tanto tempo. Eu nunca tinha visto o Palmeiras ser campeão, então foi uma das maiores alegrias da minha vida. Mas eu não comecei a pular, nem gritar, fiquei ali parado esperando o Evair vir comemorar comigo. E então ele veio correndo, e abriu os braços ali, bem na frente de onde eu estava, ele era meu ídolo e pra mim aquilo foi como um abraço. Eu sempre fui muito quieto, não costumava pular nem gritar, mas naquele momento extrapolei. A felicidade era tanta! Eu só me lembro que dei um grito de “campeão”, e quando comecei a pular tudo ficou escuro. Acabei nem vendo o juiz apitar. Foi a primeira vez que passei mal devido ao coração. Minha mãe estava certa, foi ali que comecei a morrer. Mas graças ao Palmeiras, a Evair e ao meu pai, eu comecei a morrer feliz”.


A partir desse dia ele acatou a idéia lançada pelo pai. Sabia que sua vida era curta, mas estava determinado a morrer feliz. E foi assim que, aos 24 anos, conseguiu sorrir ao dar seu último suspiro. Viveu momentos importantes como torcedor do Palmeiras. Presenciou títulos, conheceu jogadores, viu São Marcos brilhando em 99, sonhava em ver o Palmeiras campeão brasileiro nesse ano. Nunca conheceu Evair, mas morreu tendo a certeza de que naquele dia eles comemoraram juntos, pois o ídolo correu de braços abertos na direção daquele pequeno menino sonhador de apenas 9 anos. As pessoas nem imaginam como pequenas atitudes, às vezes involuntárias, podem mudar a vida de alguém. Obrigada, Evair.


Pelada patética entre Palmeiras e Náutico nessa segunda. Um jogo para esquecer que não sai da nossa cabeça

Por Renata Niemand

Ontem um amigo bambi fez a seguinte observação sobre o jogo de segunda entre Palmeiras e Náutico: “Poxa, nem o Palmeiras merecia isso... Com Marcão em campo já significa que está jogando contra 12, e ainda fica sem Diego Souza e mais da metade do time... Bom, isso é motivo pra adiar um jogo, time nenhum merece uma coisa dessas. Esse Marcão é tão bom que deve entrar em campo e ficar na dúvida sobre time para o qual ele joga”.


“Poizé”, o post de hoje poderia ficar por aqui. Até porque, confessemos, nenhum integrante desse blog conseguiu encontrar educação suficiente para escrever algo sobre esse jogo sem correr o risco de ser processado. Mas não ficaremos por aqui. Isso porque o Marcão não foi o único integrante do show de horrores de segunda à tarde. Confesso que vi só dez minutos do jogo e vídeos de piores momentos. Mas foi o suficiente pra entender que “aflitos” éramos nós, torcedores do Verdão. Aliás, a natureza foi bondosa comigo e fez chover ao ponto de eu ter que passar a tarde “no escuro”. Sem poder ligar a TV ou o computador até os 33 minutos do segundo tempo, livrei-me de uma seqüência mortal de ataques cardíacos. Não sei o que é pior: ver para crer, ou ficar imaginando o que os jogadores do Palmeiras estavam fazendo para conseguir levar 3 gols do Náutico, e não fazer um sequer! A propósito, o Náutico merece os parabéns, pois mereceu muito essa vitória.


Sei que o time estava mutilado e não apenas desfalcado. Sei que temos um bom time titular, mas um banco que deixa muito a desejar. Sei também que tinha reserva do reserva em campo. Mas o que eu não sei é como um torcedor do líder isolado do campeonato pode suportar ver o Náutico, que com todo respeito é o Náutico, fazer 3 gols no seu time, que não esboça poder de reação.


Enfim, não vou contar aqui a “historinha do jogo”, ninguém merece ser lembrado daqueles gols. Não vou continuar reclamando que nosso pior resultado no campeonato foi contra o Náutico. Nem vou “cornetar” todo mundo que merece, porque o post ficaria grande demais. Apenas algumas considerações:


1: Quando eu era adolescente, me colocaram em um time de futebol para disputar um campeonato local. Poxa, eu mal sabia para que direção chutar a bola, mas me disseram que tudo bem, eu só iria compor o time. Então eu fiz merda, o técnico brigou. Até agora não entendo porque ele brigou comigo, a culpa daquilo não foi minha, por não saber nem chutar, mas sim de quem foi capaz de me dizer que quem não sabe jogar bola pode compor um time de futebol com pretensão de ganhar um campeonato.


2: O problema é ver gente capaz se escondendo. Os vários desfalques fizeram com que um empate contra o péssimo adversário fosse uma perspectiva ótima de resultado. Mas isso não pode esconder o fato de que lá no meio existia titulares e reservas muito capazes, que apesar de muito prejudicados, poderiam ter feito algo para amenizar o desastre. Mas falar o que, se teve gente capaz de comentar um jogo que começou às 16 horas falando que foi uma “noite ruim”? Não é, senhor Cleiton Xavier?


3: Ainda acredito muito nesse título, desde que não tenhamos mais grandes desfalques até o fim do campeonato. Mas quem quer ser campeão necessita de um elenco bom e um time titular melhor ainda. Time titular bom, com reservas que não conseguem “segurar a barra”, só ganha campeonato no grito ou na zebra.


4: Dizem que esse campeonato está muito regular. Eu, por outro lado, penso que os times estão é muito irregulares. Ainda bem, porque assim nossos adversários diretos não fizeram merda nenhuma também nessa rodada. Ou melhor, também fizeram muita merda.


5: Domingo estamos em vantagem. Não, Adriano pode jogar sim... Ah, claro, Diego Souza e Vagner Love voltam. Mas estou falando mesmo é do nosso super, ultra, mega, master 12º jogador. Sim, aquele que se encaixa em várias posições: pode ser zagueiro, pode ser lateral esquerdo e, pasmem, até consegue se adaptar muito bem no ataque adversário. Deus abençoe o inventor da suspensão pelo terceiro cartão amarelo, quando é o adversário que sofre com isso nós podemos aproveitar bem.


6: Diego e Pirre, como vocês fazem falta... Aliás, se o Dunga tiver chamado o Diego apenas para dar aquela chance malvada, numa altitude de 3.600 metros, com direito a time desorientado... Ah, eu vou torcer é para a Argentina conseguir ir à Copa e tirar o Brasil com goleada!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O ELEITO

Em poucas palavras.

Segunda foi eleito com folga o ... do Palmeiras 2009!

(ao ¨título¨ cada um dê o nome que quiser)



domingo, 4 de outubro de 2009

VERDÃO DESPACHA TIME DE LUXA E JÁ COMEÇA A CONTAGEM REGRESSIVA

Torcedor afine a garganta, prepare o fôlego, porque falta pouco para berrar pra quem quiser ouvir “É campeão!”. São 11 rodadas, 33 pontos em disputa, sendo 18 deles em casa, e quem pega o Palmeiras? O Gayson, que falou na quarta que era pro Palmeiras se cuidar? Os “cholorados”, de Tite Bandeira? Pode chegar quem quiser, porque eu já estou fazendo as contas para o penta. Hoje entrará para a história como um dos principais jogos do Verdão no campeonato, assim como contra o Cruzeiro. O Palmeiras está se aproximando do fim de 15 anos sem vencer o nacional, graças às vitórias fora de casa. Graças à raça, à determinação, à força de vontade de um time com cara de campeão, com jogadores de campeão, com técnico de campeão, com diretoria de campeão e claro, com pontuação de campeão! Você vê alguém à sua frente? Eu não! 

Hoje foi mais um “Dia D” na campanha palmeirense no Brasileirão 2009. Clássico na Vila Belmiro, como sempre com público digno de uma torcida medíocre e arcaica. Com Muricy, o trabalhador, e Luxemburgo, o mercenário, frente a frente. Se vencesse, o fim de semana seria lindo para o Palmeiras. E que lindo ele está sendo! Muricy Ramalho optou por Obina – que deve perder a posição no próximo jogo, no ataque; Figueroa, que ganhou definitivamente a titularidade, na lateral direita e Maurício Nascimento substituindo o lesionado Maurício Ramos, ao invés de Marcão que havia sido cogitado durante a semana. No Santos a vaca continua se afundando no brejo. 

Primeiro Luxemburgo perdeu Fabão por contusão, depois Jorge Lucas, que não é aquele, pelo mesmo motivo. Isso tudo na primeira etapa. Nossas ações ofensivas mais perigosas aconteciam graças a chutes de fora da área, principalmente com Diego Souza. Sustos só pelas laterais, sobretudo pelo lado esquerdo da nossa defesa, onde Figueroa teve dificuldades para marcar Madson e Neymar, que caiam por ali o tempo todo. Ainda assim o Palmeiras parecia ter o jogo sob controle, apenas não chegava com efetividade. 

No segundo tempo o Santos começou melhor, tanto que marcou com Luizinho, batendo sem chance para Marcos. E daí? Somos mesmo o time da virada, porque temos jogadores que desequilibram (viu seu Luxemburgo!?), e sim, temos banco. A reação começou com Figueroa cruzando pela direita e Diego Souza aparecendo por trás da zaga santista, cabeceando para empatar a partida. A virada veio com mais uma jogada de Figueroa, passou por Vagner, que ajeitou para Diego driblar o zagueiro, chutar cruzado e Robert, que substituíra Obina, ser oportunista e virar o jogo. E o camisa 20 se firmou como um dos grandes nomes da partida. Em linda jogada iniciada por Diego Souza e Cleiton Xavier, Robert lutou até roubar a bola de Triguinho e meter uma linda caneta no goleiro Felipe, iria fazer o segundo. Ia. Vagner Love, o artilheiro fominha do amor, que adora marcar contra as sardinhas, chegou antes e meteu a bola para dentro da rede. 

E fim de papo! Se o campeonato continuar assim - e continuará -, o Palmeiras poderá entrar na justiça e pedir a patente da palavra “líder”. Já são 14 rodadas, com certeza serão pelo menos 15, e se tudo der certo serão 25 no final do Brasileirão. E para terminar o fim de semana feliz, com vitória em cima das sardinhas e derrota com direito a frango dos gambás, o Internacional levou 2 x 0 do Coritiba no Couto Pereira e viu o Verdão abrir 9 pontos, praticamente dando adeus à luta pelo título, assim como o Goiás que foi derrotado pelo Botafogo por 3 x 1 em pleno Serra Dourada. O Porco continua nadando de braçadas em direção ao caneco, seguido por Bambis e Galo no retrovisor. Quinta-feira tem Avaí no Palestra, hora de lotar e fazer uma linda festa. E claro, comemorar mais uma vitória de um time com cada vez mais cara de campeão.

Créditos da foto: Lance Press.

sábado, 26 de setembro de 2009

LÍDER VENCE DE NOVO E TEM GENTE QUE AINDA RECLAMA

Se prepare, pois será um post desabafo. Cansei, já chega, não agüento mais esses torcedores chatos, pra não falar coisa pior, que vêem defeito em tudo. Pra vocês, palmeirenses que vivem de “Chico”, que só sabem reclamar, escuta essa aqui: LÍDER, PORRA! São 13 rodadas, falaram que o tão do Gayson ia roubar nossa liderança, nós fomos a Minas, vencemos, e hoje mesmo com o time estafado e desfalcado, voltamos a marcar os três pontos. Dependendo da conclusão da rodada, poderemos abrir 7 pontos de vantagem para o segundo colocado. O que você quer mais?

Àqueles que lotaram o Palestra Itália mais uma vez, meus parabéns. Fizeram uma linda festa para receber o líder do Campeonato Brasileiro enfrentando o Atlético-PR, que precisava vencer para se afastar da zona de rebaixamento. E hoje entramos desfalcados de três titulares: Armero, expulso no ultimo jogo, Cleiton Xavier suspenso por três cartões amarelos e Wendel que levou uma “klebada” na mandíbula, além de Pierre, porque é humanamente impossível não sentir falta do nosso guerreiro. E quase tivemos mais um. Danilo não deveria jogar por conta de uma clausula no contrato que o impede de disputar uma partida contra o time que detém seus direitos federativos, no caso o Atlético. O Palmeiras, que fará valer o direito da compra do passe do zagueirão no final do ano, pagou uma multa de R$100.000,00 pra liberar o atleta.

Tudo estava pronto para mais um jogo do líder. Muricy escolheu Jumar, aquele mesmo, para jogar na vaga de Cleiton Xavier, e adiantou Souza para terceiro homem de meio-campo. E não é que Jumar entrou bem? Fez uma ótima partida em todos os aspectos. Quem não esteve nos seus melhores foi Diego Souza, nulo em campo. Mas a partida, suada, teve três destaques:

Figueroa – o lateral ex-Colo Colo já entrou numa fria daquelas lá no Mineirão na última quarta-feira, e deu conta do recado. Hoje, seu primeiro jogo como titular, encheu de esperança os palmeirenses que ainda morrem de saudades do grande Arce. Figueroa foi praticamente irretocável. Bem no apoio, seguro na marcação e letal nas bolas paradas. O chileno foi tão bem que fez mais do que a obrigação e anotou seu golzinho no final do primeiro tempo. O lateral se posicionou muito bem, recebeu belo passe de Danilo e abriu o placar. No segundo tempo ainda fez o cruzamento para o gol que selaria nossa vitória. Gol de quem?

Danilo – faz tempo que o Palmeiras não investia tão bem R$100.000,00. E foi apenas para colocar o zagueirão em campo. Valeu cada centavo. Valeu uma vitória. Primeiro Danilo teve um revés. Escanteio para o Atlético, bola cabeceada por Chico e desviada na cabeça do zagueiro. Gol de empate do Furacão. Eis que surge o xerifão. Danilo já havia dado um belo passe para o gol de Figueroa, ainda na primeira etapa, e foi retribuído pelo chileno. De novo um escanteio, mas agora para o nosso lado, e Danilo estava lá pra conferir. O zagueiro vibrou muito com o gol. E vibraria novamente, depois de começada a pressão do time curitibano. Edmilson bobeou e Wesley cruzou para Paulo Baier, praticamente livre, só rolar pra rede. Mas Danilo estava lá e comemorou a chance evitada como mais um gol em sua conta. Méritos que, além dividir com Figueroa, ainda tem que partilhar com um certo Santo milagreiro.


Marcos, aliás, São Marcos – contra o Vitória, o Santo foi só um goleiro, passível de uma grande falha. Contra o Cruzeiro a santidade começou a voltar. E hoje, ele, abençoado seja, estava lá, para garantir nossos três pontos. Uma linha na horizontal cobrindo o gramado sobre seus pés, dois postes, um de cada lado, e um travessão para fechar o retângulo. Uns chamam de gol, o abençoado chama de altar. Com uma força sobrenatural, inimaginável para alguém que teve tantas contusões e carrega pesados 36 anos nas costas. São Marcos fechou seu “altar” de todas as maneiras possíveis, e o Atlético não conseguiu transpor a milagrosa barreira. Puta que pariu, é o melhor goleiro do Brasil!

E foi assim que vencemos mais uma vez, que seguiremos líderes, independente de qualquer outro resultado nessa rodada. É assim que tem gente reclamando, ainda. Jogamos uma batalha na quarta-feira, em Minas Gerais, com chuva, com um homem a menos boa parte da segunda etapa, viramos o jogo, abrimos do vice-líder, tivemos que aguentar uma viagem de volta, noite mal dormida, apenas um dia de treino pra valer, jogamos contra um time descansado, vencemos, nos mantivemos na liderança e ta reclamando do que, babaca? Mais uma vez: LÍDER, PORRA! Enxergue um palmo à frente do seu nariz, veja a tabela, tenha vergonha de ser tão estúpido. Aqui é Palmeiras! Honre seu time. Honre o líder!

Créditos da foto: Eduardo Viana/Lance Press.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

VERDÃO VENCE MARIAS COM SORTE DE CAMPEÃO E ABRE NA LIDERANÇA


Palmeirense, você se lembra de Sport 0 x 2 Palmeiras? E daquele histórico Colo-Colo 0 x 1 Palmeiras? E da disputa de pênaltis contra o Sport pelas oitavas de final da Libertadores? Fale a verdade, não dá pra esquecer, não é? Então guarde mais um nessa lista: Cruzeiro 1 x 2 Palmeiras. Você se lembrará dele daqui a 10 anos, quando relembrar o penta campeonato. Duvida, corneta? Continue duvidando então carcamano, porque no final das contas você me dará razão. O penta vem aí!

Clima de decisão no Mineirão. E climão também pro lado do nosso Gladiador, provisoriamente deles. Do ladinho da TV, nos secando, bambis, “coloridas” e afins. E mais 15 milhões querendo vencer, de novo, nosso novo freguês de azul. As dificuldades aumentaram ainda mais na entrada de campo. Edmilson, com uma pequena lesão de última hora, foi cortado e Jumar entrou na equipe titular. E mais um revés aos 8 minutos. Bobeira de Marcão e Tiago Ribeiro recebeu livre na frente de Marcos pra finalizar e marcar. 

Nem deu tempo para proferir todos os palavrões possíveis que Marcão merecia ouvir e Vagner Love sofreu falta. Era de longe? Era, mas Diego Souza não estava nem aí. Meteu o canudo na bola que pegou um efeito incrível, e Fabio ainda deu uma forcinha daquelas. Gol de empate pra calar as Marias. Depois disso, o coração do palmeirense sofreu, e como, com ataques sucessivos e minutos intermináveis. Eles pressionaram, nós nos defendemos e o primeiro tempo acabou empatado. 

Mais emoção na segunda etapa. Muricy bem que viu as falhas na defesa e resolveu mudar. Robert saiu para entrada de Maurício Nascimento. Mais consistência defensiva e um plano bem claro pra seguir: pegar o Cruzeiro no contra-ataque. E não deu outra. Bola roubada na defesa e Cleiton Xavier, mais uma vez primoroso nas assistências, deu um lindo passe para Vagner Love. O artilheiro do amor disparou entre dois zagueiros, driblou o goleiro e virou a partida. Mas nada de sossego. Logo depois Armero recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Se você acha que tínhamos sofrido o suficiente até ali, se enganou. Sofrimento é o que veio a partir de então.

Bola pela esquerda, pela direita, pelo meio, na área, de fora, por cima, rasteira, com desvio, com rebote, tudo quanto é jogada possível nós sofremos. Um bombardeio. Parecia mais os céus londrinos durante a Segunda Guerra Mundial. E a Luftwaffe cruzeirense fez uma vítima. Wendel recebeu uma cotovelada de Kléber, ê Kléber, e saiu de campo com suspeita de fratura na mandíbula. Mas só pra constar, dessa vez o Gladiador deu sem querer mesmo. Se fosse por querer, Wendel já não tinha cabeça pro pescoço sustentar. No lugar do camisa 17 entrou Figueroa. Sim, ele existe! E entrou muito bem, diga-se de passagem.

A hora não passava e a bola, maldita bola, não saía daqueles 55m, que mais pareciam ter encolhido pra 10m. Contra a hora, contra a bola, contra a chuva que despencou do céu mineiro, contra o agouro alheio, nós vencemos. O juiz ergueu o braço e tirou um peso que parecia de toneladas de nossas costas. Foi uma final. O jogo mais importante até agora na caminhada para o penta, que nos deu uma pequena, mas importantíssima, folga na liderança, que nos deu um moral enorme para as próximas 13 batalhas. Vá curtir o sono dos justos, palmeirense, e sorria como um sortudo que é! Campeão também tem sorte e parece que ela já escolheu do lado de quem irá ficar.

Créditos da foto: Gil Leonardi/Lance Press.

domingo, 13 de setembro de 2009

PALMEIRAS JOGA MAL, PERDE PARA O VITÓRIA E SE NÃO FOSSE O CRUZEIRO...

É, se não fossem as “Marias” a liderança teria caído no colo do Internacional, mais incompetente ainda que o Palmeiras, pois perdeu em casa. E é o Cruzeiro que pode entregar a liderança para os bambis na próxima rodada. Vamos agora à Minas pegar o também ex-Palestra Itália, enquanto o São Paulo, a apenas 1 ponto, pega o Santo André. Se bobear se ferra de novo, acorda Palmeiras!

Hoje realmente não foi nosso dia. Nada que possa ser jogado na conta do azar ou da sorte, mas sim da incompetência. Perdeu porque mereceu perder. Perdeu porque jogou para perder. E mais fato ainda, é líder porque o Internacional tem uma mula no banco de reservas e porque o Cruzeiro, que será uma pedreira na próxima rodada, tem um time que se equipara com os líderes.

O campo do Barradão, como já de conhecimento geral, é uma porcaria. A bola rasteira não rola, apenas quica. E o futebol seguiu o exemplo do gramado. O Palmeiras até começou melhor, tentou pressionar, mas a burrice assola alguns jogadores nossos. Ramon em campo, um velho sem condições físicas que sempre, mesmo quando novo, só teve como qualidade ser ótimo na bola parada. E o que fizemos? Faltas, faltas e mais faltas para o “craque-showbol” do Vitória bater. E por falar em cagada, hoje o nosso Santo estava "inspirado". E foi assim, cobrança de falta de Ramon e Marcos, ô Marcos (!), socou a bola pra baixo, dentro na área e o pior, na cabeça do jogador baiano.

Mesmo assim ainda chegamos ao empate. Primeiro Obina, sentindo o tornozelo foi substituído por Robert e o camisa 20 marcou o primeiro dele com a camisa do Palmeiras, em grande jogada de Armero. Primeiro tempo terminou assim, com ou sem méritos, foi o melhor possível pela bolinha que apresentamos nos primeiros 45 minutos, nada que justifique futebol de líder.

Na volta do intervalo voltamos melhores, pressionamos. Isso não é sinônimo de gol. Mas besteiras da zaga visitante é. Pronto, era melhor, merecia até o segundo gol, teve um pênalti não assinalado para o Vitória e... Gol. Deles, é claro. Mais uma pane da zaga, que perdeu Maurício Nascimento contundido. E então fomos em busca do empate. Falta na entrada área, bate-rebate, a bola sobra para Vagner Love, ele perde a jogada, o Vitória acelera no contra-ataque, Sandro Silva vira uma ameba ao invés de jogador e os baianos marcam o terceiro.

Ainda fomos buscar o resultado. Ortigoza que entrou no lugar de Wendel, péssimo mais uma vez, fez um belo cruzamento na cabeça de Robert, artilheiro da nossa tarde infeliz. Tentamos o empate de novo, mas não deu. Uma derrota merecida porque Cleiton Xavier não jogou nada, porque a zaga só bateu cabeça, porque Edmilson dormiu em campo, porque São Marcos foi humano demais, porque não soubemos nos recuperar dos desfalques, porque Vagner Love foi só mais um Vagner qualquer, etc. Motivos não faltam para a derrota, assim como também não faltam para a liderança continuar em nossas mãos. Mas se quiser continuar na ponta precisa tomar um choque, acordar, jogar futebol de campeão. Bola nós temos pra isso, precisa ter consciência também. 

Créditos da foto: Uol Esportes.   

domingo, 6 de setembro de 2009

LOVE MARCA NA ESTRÉIA E PALMEIRAS SEGUE NA LIDERANÇA

O final de semana começou bem para nós palestrinos. Mais uma vez um lindo Palestra Itália pulsou junto dos “guerreiros da azurra”, e assistiu mais uma vitória do líder. Em campo não foi tão fácil assim. Um Barueri chato e organizado deu trabalho pra defesa alviverde, hoje remendada graças aos desfalques. Já o ataque palmeirense contava com um estreante de peso, um velho conhecido nosso: Vagner Love, 5 anos depois, voltou a marcar pelo Palmeiras e, segundo o próprio, “ainda é só o começo”. E ninguém duvida!

Nem a alta nos preços dos ingressos afastou o torcedor da costumeira festa das arquibancadas do Jardim Suspenso. Na entrada da equipe no gramado, uma homenagem ao nosso Guerreiro Pierre, que não jogará mais neste Brasileirão por conta de uma grave lesão nos ligamentos do tornozelo esquerdo. O volante passou por cirurgia na última semana e deve iniciar em breve os trabalhos de fisioterapia. Em campo, outro resultado além da vitória seria desastroso. Aproveitando-se da ausência do nosso “cão de guarda” o Grêmio Barueri criou, chegou e assustou nossa defesa.

O primeiro tempo foi lá e cá. Pra dizer a verdade, mais lá do que cá. Ainda assim não nos faltaram oportunidades para abrir o placar. Love guardou o dele já na primeira etapa. Cruzamento, cabeceio e gol. Faltou combinar com o bandeira, que anulou corretamente a jogada do “artilheiro do amor”. Placar zerado e muita coisa a se corrigir no intervalo. O próprio Edmilson saiu de campo cobrando uma melhor segunda etapa da equipe, um pouco perdida no setor de marcação.

Muricy então mexeu. Não nos nomes, mas no posicionamento. Abriu Marcão na lateral esquerda e recuou Edmilson para terceiro zagueiro. O time melhorou e logo deu resultados. Cleiton Xavier, mais uma vez preciso, cruzou na cabeça de Diego Souza que não perdoou e abriu o placar. Com o gol o ímpeto não diminuiu, principalmente pelo desejo de time e torcida de ver um certo artilheiro voltar a balançar as redes com a camisa do Palmeiras. E não deu outra. Lance confuso na área, Love reclamou pênalti, o jogo seguiu e a bola sobrou para Obina, agora sim, ser derrubado e sofrer a penalidade máxima. O camisa 9 cobrou e saiu para a festa.

O Barueri tentou, pressionou, e no finalzinho descontou o marcador com gol de zagueiro. O suficiente para mais alguns minutos de tortura e apreensão. Contudo, não passou disso. Vitória, liderança e tranquilidade para aproveitar mais uma semana cheia de treinamento. Tempo para ver a surra que o Brasil aplicou na Argentina, só para deixar a noite ainda mais saborosa. E pra pedir a conta só faltam dois resultados neste domingo: derrotas de São Paulo e Internacional, que jogarão respectivamente contra Cruzeiro e Avaí, ambos fora de casa. De qualquer forma o Palmeiras continuará no final da 23ª rodada como líder e que assim termine as próximas 15.

Créditos da foto: Lancenet.