quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

SEM VERGONHA? QUEM?

Eu vou bater na mesma tecla, goste quem quiser. Sem vergonha não é o time, que é ruim, fraco, limitado, etc. Sem vergonha não é o técnico, que erra e teima como qualquer outro. Essas pessoas, esses jogadores e comissão técnica, têm um mal que eu e você também temos: limitação. Seja ela física, técnica ou intelectual. São falhas respeitáveis. O que não se respeita é um outro desvio, o de caráter. Falta mais caráter em dirigentes do Palmeiras do que jogadores ao time. Isso sim é ser “sem vergonha”.

Esqueça esta noite de quarta-feira, apague da sua memória. O que você viu não resultará em nada de bom no futuro. Essa história de “aprender com erros” é conversa pra boi dormir. Não aprendemos com erro nenhum, e foram muitos. Estamos repetindo o passado, não o glorioso e vencedor, mas o obscuro e vergonhoso. O mesmo que aconteceu nos anos 80 e no início dos anos 2000. Trilhamos um caminho em que o arrependimento será em forma de humilhação. E isso está acontecendo, tão cedo ainda neste ano, por culpa do mesmo mal que nos assolou nos anos negros de nossa história: a falta de honestidade, de decência.

Em campo vimos um time mal treinado, alguns jogadores sem disposição e outros sem técnica nenhuma mesmo. Olhamos para o banco e enxergamos além, o que os olhos não vêem ou não querem ver. Não era um time ruim, era um elenco ruim. Chegava a dar angústia. Era pesaroso. Um, dois, três ou quatro jogadores, não importa, mas o suficiente para fazer os “bons” parecerem tão “ruins” quanto. Se o que estava em campo era medíocre, o que estava fora dele era ainda mais. E era uma vez um conto de fadas as avessas. Sem final feliz, sem luz no fim do túnel. Cheio de vilões e sem nenhum herói. Enquanto a patacoada se instaurava, o São Caetano, que não era o bobo, fazia a festa.

E quem era o bobo, se não era o São Caetano? Nós. Não Danilo, não precisamos contratar palhaços, já que o repórter de inteligência abismal perguntou à você se faltava alegria ao time. Não precisamos porque já temos. Nós somos os palhaços. Nós, aqui, torcedores. Nós que acreditamos numa meia dúzia de engravatados diplomados que faziam juras de amor eterno ao Palmeiras, mas repetiram e repetem o que outros, os execráveis execrados, fizeram anteriormente. Aliás, fazem mais, eles mentem sem discriminação, eles tentam e às vezes conseguem nos ludibriar. “Uma mentira contada mil vezes torna-se verdade” *. Não mais, chega.

Não adianta pedir “fora” para jogadores e técnico. Neste caso, o buraco é mais em cima. Deixo o meu “fora” para um senhor chamado Gilberto Cipullo, que hoje declarou que o Palmeiras fará uma pausa nas contrações. Uma pausa? Por que, já começamos e eu não estava sabendo? Depois de dezenas de milhares de declarações estapafúrdias deste senhor, essa foi a cereja do bolo. E este senhor, do qual eu me recuso a repetir o nome, é só um deles, o mais visado. O outro, aquele “salvador”, é o cúmplice. Vai morrer abraçado com os “comparsas”. O problema é que o Palmeiras morre junto abraçado com eles. “Muda Palmeiras”, mas muda pra melhor! Não quero nem pensar em domingo...

*E a frase citada à cima não era de Gandhi, Madre Tereza ou Nelson Mandela, ou até de Buda ou Cristo. Era de Adolf Hitler. Mais uma prova de que não aprendemos com os erros. Apenas os repetimos.

Créditos da foto: Uol Esportes.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

PRÉ-JOGO – OLHA O AZULÃO AÍ GENTE!

Sei que os jogadores do Flamengo (quem diria) só faltaram fazer protesto contra isso, não que eles tenham deixado de aproveitar algo, Love que o diga, mas... Futebol durante o Carnaval? Eu nem sou de carnaval, também não penso que seria necessária uma “folga” durante todos os dias da festa, mas ter jogos no sábado e na quarta-feira é demais. Com perdão do péssimo trocadilho, mas nessa quarta-feira de cinzas só vai ter o pó de alguns times mesmo... Mas vamos falar do que importa, porque hoje é dia de enfrentar o Azulão Paulista, ele mesmo, o São Caetano.


São Caetano do Sul é um município brasileiro que faz parte da região metropolitana de São Paulo. A cidade, que possui pouco mais de 150 mil habitantes é marcada por ter o melhor Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil. E as cores de sua bandeira são reconhecidas graças ao time de futebol local, que passa longe de ser tão antigo quanto sua cidade.


Enquanto eu ainda aprendia a andar por conta própria, e o Muro de Berlim era a grande notícia mundial, surgia em São Caetano do Sul um clube que tinha como objetivo colocar o futebol local novamente na elite do futebol paulista, um time que não ficasse na sombra dos antigos ilustres São Caetano Esporte Clube, Associação Atlética São Bento e Saad Esporte Clube. Hoje, no ano em que completa seus 21 anos de idade, o São Caetano pode não alçar vôos muito altos por aí, mas não é preciso ter uma memória mais ou menos para lembrar que, em pouco tempo de vida, o time já foi longe. Tem gente aí comemorando centenário sem ter chego tão longe em Libertadores, por exemplo.


Após passar por séries C e B de Campeonatos Paulistas e Brasileiros, o Azulão se destacou no futebol brasileiro a partir do ano 2000, quando foi vice na Copa João Havelange – campeonato em que eliminou o Palmeiras. E foi por meio desse vice-campeonato que o time conseguiu disputar o Brasileiro de 2001, campeonato em que também foi o segundo colocado, bem como a Libertadores da América do mesmo ano, quando foi eliminado na segunda fase, pelo Palmeiras. Em 2002, ê 2002, o Azulão do ABC Paulista foi finalista da Libertadores, ficando com o vice. Se por um lado, o fato de ser um time jovem fazia com que esses resultados fossem comemorados, já havia certo incômodo, e piadinhas dos adversários, o São Caetano não conseguia sair do segundo lugar. Foi diferente em 2004, quando enfim o Azulão conquistou seu primeiro grande título. É, o time liderado por Muricy Ramalho foi o Campeão Paulista de 2004.


Depois de alguns anos assustando, o São Caetano voltou à Série B do Campeonato Brasileiro em 2007. E de lá ainda não saiu. No Paulista, o último grande resultado foi o, novamente, vice-campeonato em 2007. Nesse ano parece que não será diferente, o time está em 9º lugar no campeonato, com 11 pontos. É certo que está atrás do Palmeiras por apenas 2 pontos, com diferença de 4 pontos para a 4º colocado. Mas, certos resultados colocam o Azulão em alerta. O time precisa vencer. E o Palmeiras também precisa vencer.


No total, as duas equipes somam 23 confrontos. O Palmeiras venceu 13, empatou 3 e perdeu 7 vezes para o São Caetano, sendo que o Verdão marcou 43 gols e levou 28. No último jogo, pelo Campeonato Paulista de 2009, o Palmeiras venceu por 4x3. Para o jogo de hoje, tudo indica que o Palmeiras irá jogar com 3 volantes e Wendel na lateral esquerda. A estratégia do São Caetano? Segundo o Diário do Grande ABC, o zagueiro Anderson Marques já disse tudo: "Se conseguirmos segurá-los nos 15, 20 minutos iniciais, a torcida se irrita e vaia o time. Aí podemos tirar proveito". Poxa vida, olha a imagem que temos por aí...


E é isso. Se o Palmeiras realmente deseja algo no Campeonato Paulista de 2010, é bom que vença o São Caetano hoje. Nosso time, que empolgou na primeira partida, passou a ter uma série de jogos que vão do péssimo ao razoável, com resultados geralmente medíocres. Ainda não convenceu, e agora precisa correr, mas dá tempo. O São Caetano, também precisando da vitória, não parece um adversário assim tão complicado. É um time que há tempos não vence o Palmeiras, não está bem no Campeonato e tem levado vários gols. Mas nos últimos tempos todo cuidado tem sido pouco.


O Passione Verde está realizando uma promoção para o Campeonato Paulista de 2010, valendo um livro e um conjunto de botons do Palmeiras. Para participar, você precisa fazer um comentário com seu palpite de resultado para o próximo jogo, incluindo seu nome. Os palpites serão aceitos neste post, até 5 minutos antes do início da partida. Quem acertar mais resultados do Palmeiras durante o campeonato levará o prêmio. E então, qual será o resultado de Palmeiras x São Caetano, nesta quarta, 17/02?

sábado, 13 de fevereiro de 2010

PALMEIRAS FICA NO EMPATE EM RIBEIRÃO PRETO

Sábado de carnaval, primeiro dia de ressaca da festa pagã. Se não tivesse jogo hoje ninguém ia perceber. Praticamente todas as partidas foram disputadas neste dia chato, menos a do “eleito” Santos que joga amanhã, no Pacaembu. O Palmeiras, cansado pelo jogo de quarta, não pode se dar ao luxo de poupar jogadores porque não tem elenco. Time completo, com a volta de Léo na zaga e Edinho atuando como um líbero. Dois jogadores, apenas dois, fariam o time mais competitivo: um centroavante e um lateral-esquerdo. Não temos, então resta nos contentarmos com um empate conta o Botafogo-SP. É para ficar feliz com isso?

Com os ingressos caros o torcedor compareceu em pouco número, pelo menos se contarmos com a capacidade do estádio Santa Cruz, que hoje, por conta de veto da Federação, é de 30 mil espectadores. A maioria parecia ser do time da casa, ou então a rapaziada palmeirense estava com problemas vocais ou com falta de ânimo. Se for a segunda opção é até justificável. Depois de jogar e conquistar uma vitória magra contra o Flamengo-PI em Teresina, na quarta, o Verdão voltou cansado para São Paulo. Sem poder poupar, pela falta de peças no elenco e pela condição desfavorável na tabela, Muricy botou o time titular em campo com o retorno do zagueiro Léo, apenas sem Figueroa que passou mal no último jogo e foi poupado.

A partida começou com o Palmeiras melhor e assim continuou durante toda a primeira etapa. O Botafogo chegava com perigo pelas laterais, principalmente com o chatíssimo Malaquias, aquele mesmo do incidente com o Marcos no Paulistão de 2008. Agora volto a reclamar: time que quer brigar por título não pode ter Robert e Armero jogando. Um destrói as jogadas ofensivas, o outro, quando não caga na frente, caga atrás, com faltas e lances bizarros. Ainda assim, com essas duas amebas em campo, os lances de mais perigo foram nossos. Primeiro Danilo, que perdeu um gol incrível depois de rebote do goleiro. No final no primeiro tempo outra jogada perigosa, o zagueiro do Botafogo cabeceou contra o próprio travessão.

Na volta do intervalo, ambas as equipes com a mesma formação. Mas a partida mudou. O que estava mais para o Palmeiras, ficou totalmente para o Botafogo. Depois de tanto insistir, ainda no começo da etapa final, o tricolor caipira marcou com William. Lance todo errado, com falhas de Marcos, Armero (!) e Léo. Então esse time voltou a sua verdadeira vocação: abafa e chuveirinho. Logo quando tomamos o gol, Muricy mexeu, colocando Lenny no lugar de Márcio Araújo, que vem fazendo uma partida pior do que a outra. De novo o camisa 19 entrou bem na partida, por incrível que pareça.

De tanto tentar o Palmeiras achou o gol de empate. Depois de seguidos escanteios, a bola sobrou para Cleiton Xavier pela direita, o camisa 10 cruzou e Léo cabeceou para as redes. Um zagueiro precisa fazer o que o centroavante não consegue, porque nem cabecear o infeliz sabe. Com isso, o jogo mudou de cara mais uma vez. Bombardeio dos dois lados. Quando não era o Palmeiras passando sufoco, era Cleiton Xavier e Lenny perdendo ótimas chances. Mas a maior delas foi com Diego Souza. Após falta em Lenny perto da meia-lua, Diego cobrou com precisão e a bola explodiu no travessão.

Com as duas equipes entre a vitória e a derrota, o jogo terminou mesmo é no empate. Não foi uma partida ruim, apesar dos pesares. Já vimos coisa bem pior em se tratando de Palmeiras neste início nada promissor de temporada. Mas o futuro é um tanto quanto assustador. Corremos atrás de um atacante enquanto precisamos de pelo menos dois na posição, e dos bons, o mais rápido possível. Temos deficiências claras nas laterais, principalmente com Armero, que está em má fase desde que nasceu, além de falta de opção para a zaga. É repetitivo, é enjoativo, mas nem por isso deixa de ser verdade. Daqui a três meses começa o Brasileirão e lá não tem Botafogo-SP, Ituano, Mirassol, Sertãozinho, Monte Azul...

PRÉ-JOGO – PANTERA MOGIANA NO SÁBADO DE CARNAVAL


Você conhece o sentido da vida? Eu não, mas sei que deve passar por Ribeirão Preto. Uma cidade grande no imenso interior de São Paulo, com quase 600 mil habitantes e uma invejável capacidade para fazer de tudo. Mas invejável mesmo é a localização de Ribeirão. Fica perto de quase tudo, tem um dos melhores acessos do país, atraindo assim o desenvolvimento para sua região como açúcar atrai formiga. Resumindo: Ribeirão Preto é o umbigo do Brasil. E como se não bastasse, é famosa até no futebol.


Localizada a 313 km da capital, a quente Ribeirão Preto tem um dos melhores estádios do interior paulista, o Santa Cruz, e times tradicionais para usufruir dele. Tão tradicionais que até formam um clássico, o Come-Fogo. É, eu sei que é horrível, mas deve-se ao nome das duas equipes, o Comercial e o Botafogo. As duas já tiveram épocas áureas no futebol paulista. Hoje as vacas já não se encontram tão gordas. O Comercial disputa a série A3, tornando o choque entre as equipes da cidade algo impossível em partidas oficiais. Já o Botafogo, que foi finalista do Paulistão de 2001, volta a almejar coisas melhores.

O tricolor caipira, conhecido como “Pantera Mogiana”, encontra-se na vice-liderança do estadual mais disputado do país. Mas antes disso tudo acontecer, o Botafogo, fundado em 1918, já fazia maravilhas para o futebol nacional. É um time conhecido por revelar grandes jogadores, como, por exemplo, os irmãos Sócrates e Raí (a musa bambi). E provavelmente você ainda se pergunta “por que raios Pantera Mogiana?”. A explicação para o “pantera” é vaga, trata-se de um mascote, algo meio sem explicação como o fato de um time que não tem estádio ter um mosqueteiro como mascote oficial mesmo o distintivo tendo formato de despertador. Já o “Mogiana” refere-se à região do estado onde localiza-se Ribeirão Preto, a “Região da Mogiana”.

A Pantera, por sua vez, adora levar uma surra do Verdão. A que mais me recordo é a de 96. Aquela máquina de fazer gols meteu 8 x 0 no time do interior. O placar foi tão alto que nem tinham o 8 para mudar o marcador, que ficou no 7 x 0 mesmo. Mas, pra mostrar que são fregueses desde “sempre”, o site da Ponto Verde nos conta que na primeira vez que o Palestra enfrentou a Pantera Mogiana foi em 1928 no Parque Antártica. O Palestra venceu por 5x0, levando a Taça Competência - é, é isso mesmo, vou tentar até me abster de qualquer piadinha sem graça sobre o nome da taça. Ao todo, foram 94 jogos, 58 vitórias, 24 empates e 12 derrotas. O saldo de gols é bonito: 102, já que o Palestra/Palmeiras fez 186 e levou 84. “Eita nóis”, vê se não é hora do Palmeiras resolver dar uma arrancada... Pra cima desses caras, Verdão! Aproveita que o Botafogo/SP não é o Corinthians, mas mesmo assim a freguesia costuma ser fiel.

Para o jogo de hoje o torcedor palmeirense está com um pé atrás, infelizmente. Ao contrário do que gostam de dizer, nossa paciência é enorme, suportamos muita coisa, mas está difícil: quando não é o calor, tem o campo esburacado, a chuva, cansaço, limitação dos jogadores, falta de banco, marcação adversária, Armero, Robert, enfim, tanta coisa contra... E, pra variar, parece que Pierre será poupado, para desespero de muitos, assim como Márcio Araújo. Os dois realmente se movimentaram demais nos últimos jogos, Muricy diz que estão estourando, e nós agradecemos porque certos jogadores já estão bem longe e não podem mais aparecer por aí, não é Jumar?

É isso aí. Nem vou fazer grandes previsões, há tempos que meus palpites não erravam tanto. Mas vou torcer, e esperar, por vitória. Como sempre foi, como sempre será. Vamos lá, meu Palmeiras, na cidade do chope e em pleno Carnaval, eles podem estar bem à frente na classificação, mas porque não podemos fazer a festa?

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

PALMEIRAS VENCE, MAS NÃO EVITA JOGO DE VOLTA

Eu sei, caro amigo palmeirense, foi horrível. Mas, assim como eu, você também permanece vivo e o Palmeiras pelo menos ganhou do poderoso Flamengo... do Piauí. Se você não dormiu e nem tentou suicídio, parabéns. Deus me proteja para escrever esse post, porque já estou preparando uma corda amarrada no teto. Corda que eu poderia usar no pescoço do Robert, ê Robert, mas deixemos isso de lado. Vamos direto à hora do pesadelo, digo, direto ao assunto.

Coitados daqueles infelizes que nunca vêem o Palmeiras, e quando tem a oportunidade são obrigados a pagar para assistir essa porcaria de jogo. O estádio tava lotadinho, até uma festa bonita, para um futebol mais feio que o Franck Ribéry. No banco de reservas, digo, nas cadeiras de plástico de reservas, Jardel, aquele mesmo, com o visual “Seu Boneco”. Em campo, a verdadeira palhaçada. Um Palmeiras jogando mal, jogadores errando passes, outros tentando enfiar a bola naquele lugar que você pensou, e quase nenhuma jogada de perigo.

Para piorar, ou melhorar, depende do ponto de vista, Figueroa sentiu uma indisposição e pediu para cagar ser substituído. Armero (Pai nosso que estás no céu...) entrou e Wendel foi para a direita. O jogo continuou no mesmo ritmo, ou seja, a mesma merda de antes. Pierre fazendo mil faltas, Márcio Araújo tirando um ronco, Diego Souza prendendo a bola em troca de nada, Cleiton Xavier... Quem? Sacconi tropeçando na redonda e Robert, ê Robert, acabando com qualquer esperança de que a humanidade ainda tenha salvação.

No segundo tempo foi um pouco diferente, o que seria “menos pior”, com o perdão da expressão. Diferente porque, novamente, Lenny entrou e melhorou a partida. Saiu Sacconi, que cada vez mais prova não ser um titular ideal para o Palmeiras – Dizem que não está jogando como Nantes. Lenny deu mais velocidade, sofreu faltas, chamou o jogo e tabelou com Edinho, que teve que sair lá de trás para tentar alguma coisa. A bonita jogada acabou nos pés de Diego Souza, que de tanto insistir em frescuras, acabou marcando o gol. A bola chorou para entrar, mas entrou.

Daí para frente, pressão do Palmeiras. Como a partida de volta não nos interessava, o negócio era tentar marcar o segundo gol. Muricy ainda tirou Robert, ê Robert, para colocar Souza. O “vermelho” não entrou tão mal, mas conseguiu protagonizar (ou antagonizar) um lance bizarro. Uma dividida na entrada da grande área adversária, Pierre acabou perdendo a chuteira. Quando o camisa 5 saía de campo para recolocá-la, Souza tocou para ele. Seria cômico se não fosse trágico. O lance não deu em nada, mas vale ressaltar a falta de tutano de alguns atletas.

O Palmeiras tentou, o goleiro deles apareceu um pouco no final, e como era de se esperar ficamos com 1 x 0 e teremos o jogo de volta. Para esculachar de vez a partida, Jardel resolveu entrar nos últimos 3 minutos. Não pegou na bola e ainda desfilou seu visual esbelto de “Seu Boneco Cover” em campo. Fim de pelada em Teresina. Agora teremos o segundo jogo no dia 24, no Palestra. Antes teremos compromissos no Paulistão. O primeiro deles já neste sábado de carnaval, na quente Ribeirão Preto contra o time da casa, o Botafogo, atual vice-líder. Que falta faz um time bom!

Créditos da foto: Lance Press.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

NÚMEROS E FATOS DE JANEIRO


A estréia do Palmeiras na temporada animou muita gente. Goleamos um time medíocre, mas mostramos entrosamento e vontade. Mas os demais jogos mostraram o óbvio: não temos elenco. Aliás, mal temos um time titular.

Foram 5 jogos em janeiro: 2 vitórias, 2 empates e 1 derrota. De 15 pontos disputados, conseguimos 8, ou seja, 53,33% de aproveitamento.

Alguns jogos foram diretamente afetados pela arbitragem. Mas isso está longe de ser nosso maior problema. O Palmeiras tropeçou em suas próprias limitações. Não temos banco. Faltam atacantes, até mesmo titulares, faltam meias que consigam substituir Cleiton e Diego à altura, faltam zagueiros. Jogar no improviso não é o sonho de ninguém. Muito menos para nós, torcedores. E também não adianta achar que os garotos da base resolverão todos os nossos problemas.

Mas vamos falar dos jogos do último mês, mesmo que não haja tantos pontos positivos para análise. Porém, tentemos fazer um exercício mental. Isso poderá nos aliviar um pouco. Ou não. As estatísticas foram retiradas dos Indicadores Footstats do 3VV.

Posse de bola e passes

Em todos os 5 jogos, o Palmeiras teve supremacia com relação à posse de bola. A média ficou em 66,54%. A maior índice ocorreu contra o Mogi, 72,9%, seguido pelo clássico, com 68,1%. Mas se mantemos a bola por tanto tempo, por que não conseguimos obter êxito?

Se olharmos em qual setor do campo a posse de bola se concentra, talvez consigamos explicar, mesmo que não seja a única causa. Vejamos jogo a jogo:

Palmeiras x Mogi: tivemos predominância de posse no meio (quando digo meio, estou incluindo as laterais também) e no ataque, mas com equilíbrio, com destaque para as jogadas pelos lados do campo. Os principais “passistas” do time foram Cleiton e Márcio Araújo, seguidos por Armero, Pierre e Figueroa.

Barueri x Palmeiras: mais uma vez tivemos supremacia no meio, porém o equilíbrio não foi mantido. As jogadas pela direita prevaleceram e a bola não ficou com aqueles que deveriam. Os maiores passadores foram Márcio Araújo, Sacconni e Figueroa. Cleiton e Diego tiveram uma participação apenas discreta.

Palmeiras x Ituano: posse de bola maior na faixa direita do campo, seguida de perto pelo lado oposto. A prevalência no ataque foi mais tímida, apesar das infinitas chances de Robert na partida. Os maiores passadores do jogo foram Figueroa e Armero, seguidos um pouco de longe por Cleiton, Márcio Araújo e Pierre.

Monte Azul x Palmeiras: jogadas pela direita representaram mais de 40% e Figueroa figurou como o maior passador da partida. No entanto, nenhum cruzamento certo saiu de seus pés. Aliás, esse número geral foi irrisório. Os demais passistas da partida foram Márcio Araújo (que novidade!), Sacconi e Armero. Diego não jogou e Cleiton teve uma participação bastante apagada.

Corinthians x Palmeiras: houve um equilíbrio maior na divisão de jogadas pelas laterais do campo, mas o maior passador foi quem? Márcio Araújo, que bateu o recorde dessa vez, seguido de perto por Edinho e Pierre, e de longe por Figueroa e Cleiton (mais longe ainda).

Já deu para perceber que a bola fica “cozinhando” demais com os jogadores errados, o que pra mim significa que muitos não estão chamando a responsabilidade. Mas também pode indicar falhas de posicionamento.

Quais outros quesitos interessantes podemos analisar?


Perda de Posse

Precisamos melhorar, e muito, nesse aspecto. São aqueles erros que nos fazem arrancar os cabelos, como quando o jogador ‘dorme’ e perde a bola pro adversário. É claro que erros são normais, mas é preciso atenção, pois alguns deles custam caro, resultando, até mesmo, em gol para a outra equipe. Vejam o gráfico.
 











Finalizações

Quando um time arrisca muito, a tendência natural é uma divisão (nem sempre equilibrada) de finalizações certas e erradas. O problema é quando o time é tímido nesse aspecto. O Palmeiras tem estatísticas medianas quanto a finalizações. Maior que a dos adversários sim, porém, sabemos que é preciso melhorar.

Pelo gráfico, percebe-se que o número de finalizações certas foi maior quando Diego esteve em campo. Nosso pior desempenho, de forma geral, ocorreu contra Barueri e Gambás – 15 finalizações –, seguido de perto pelo jogo contra o Monte Azul – 16.

E quais foram os maiores finalizadores, por rodada?

Finalizações certas – 44,44%
R1: Diego (4) e Cleiton (3)
R2: Diego (3)
R3: Robert (7)
R4: Cleiton, Robert e Eduardo (1)
R5: Danilo (2)

Finalizações erradas 55,56%
R1: Cleiton, Robert e Deyvid (4)
R2: Diego (2)
R3: Diego (5)
R4: Cleiton e João Arthur (3)
R5: Pierre e Cleiton (2)

Estranho um zagueiro aparecer como maior finalizador, não é? E só para ilustrar a situação do jogo contra os gambás, os outros que acertaram nas finalizações foram: Figueroa, Pierre, Edinho, Cleiton e William, com 1 cada. Pena que finalização certa não significa gol. Robert nem apareceu na partida.

Olhando de maneira mais atenciosa, percebemos como Diego faz falta. Ele é aquele em que todos confiam e que, na maioria das vezes, chama a responsabilidade. O número de finalizações diminui em torno de 42% quando ele não joga – ou quando não está bem. E quando a dupla dinâmica está inspirada, podemos ter a certeza de um bom jogo, pelo menos da intermediária para frente.












Cruzamentos

Sabemos que Muricy adora um cruzamento, ou melhor, chuveirinho na área. Gosto quando o time sabe o que está fazendo e não fica simplesmente alçando bola na área. Infelizmente, parece que o Palmeiras está meio mecânico nesse aspecto, como podemos observar no gráfico. Temos uma média de 26 cruzamentos por partida, porém a média de acerto é de 29%, apenas.

E dentro da margem de acerto, quem são nossas principais peças?

R1: Cleiton (4)
R2: Deyvid e Cleiton (2)
R3: Figueroa e Cleiton (3)
R4: Gabriel Silva e Cleiton (1)
R5: Figueroa (2)

E quanto aos cruzamentos errados?

R1: Figueroa (8), Cleiton (5)
R2: Armero (6), Cleiton (5)
R3: Figueroa e Armero (4)
R4: Deyvid (6), Figueroa (4)
R5: Figueroa (8), Wendel (7)












Desarmes

Finalmente, um quesito em que a linha azul fica bem acima da linha vermelha (gráfico). Não é de hoje que Pierre, nosso cão de guarda, é o principal destaque nos desarmes.

Em 5 jogos, foram 109 desarmes certos, sendo Pierre responsável por, aproximadamente, 18% deles, e Márcio Araújo por quase 15%. Quando o posicionamento no meio de campo ficar “perfeito”, acredito que esses números aumentarão.












Enfim, esse foi um extrato simplificado do mês de janeiro. É preciso melhorar exponencialmente se quisermos esse título. Erros de posicionamento, marcação e “falta de libido” no ataque não poderão persistir, ou ficaremos sempre torcendo para que o time apenas não perca. Precisamos de reforços, sim! Precisamos ter elenco, pois em breve começará a Copa do Brasil, o desgaste será maior e a cobrança também. Diretoria, mexa-se!

Crédito da foto: AE

domingo, 7 de fevereiro de 2010

PALMEIRAS PASSA SUFOCO, MAS VENCE BRAGANTINO

O quanto a presença de um jogador muda a equipe? Se esse jogador for o Diego Souza, muda muito. Mas sem Cleiton, muda pouco. Os dois juntos fazem o Palmeiras, defeituoso dos pés à cabeça, um time competitivo, capaz de vencer partidas e brigar por campeonatos. O problema é que só isso não basta. Quando perdemos um deles, ou então os dois de uma só vez, a coisa fica feia. Não dependemos de um só jogador, dependemos de uma dupla. O que é ainda mais complicado.

A terra da linguiça recebeu o Palmeiras num calor infernal. O gramado um pasto, com torcedor “dentro” do banco de reservas e o Verdão desgastado depois do empate com a Portuguesa, na última quinta-feira chuvosa. Ingredientes para o que foi o jogo, no final das contas: feio. Emocionante? Talvez. Mas de uma falta de nível técnico absurda. É claro que essa regra não se aplica à Cleiton Xavier e Diego Souza. Acostumado a servir, foi a vez do camisa 10 receber lindo passe do 7 e tocar por cobertura para o gol. Um golaço. Sendo logo no início da partida, o torcedor até se empolgou. Erroneamente. Só deu Bragantino no resto do primeiro tempo.

E tivemos também erros de arbitragem. Abadi, como sempre horroroso, parou a jogada que resultaria no gol de empate do Bragantino, inventando uma falta em Figueroa. Logo depois, começou a inverter as jogadas, como parte de sua culpa. Aplicou um cartão amarelo absurdo em Edinho, como se não bastasse ter invertido a falta. O camisa 3 recebeu uma solada do jogador adversário e teve a falta, na entrada área, assinalada contra o Palmeiras. Ainda houve um lance de impedimento, muito bem assinalado pelo bandeira, que também resultaria em gol.

No segundo tempo, as duas equipes voltaram sem alterações. Foi o placar que logo se alterou, e ao nosso favor. Wendel, destro, cruzou (mal) de esquerda, o goleirão fez lambança e a bola sobrou para Robert, que dizem as más línguas, ainda tentou errar, mas a bola acabou entrando. Com os 2 x 0 o jogo tava no papo, certo? Errado. Falta na entrada da área, bem cobrada, é verdade, mas Marcos fez a proeza de escolher o canto e nem pulou na bola, que por mais bem cobrada que fosse, era totalmente defensável. Resultado: Bragantino vivo no jogo.

Existia uma maneira do Bragantino chegar mais facilmente ao empate: a nossa lateral direita. Desde o início, no setor ofensivo, com Deyvid Sacconi “inspirado”, passando por Figueroa ex-Ranger Verde, em uma fase de arrepiar os cabelos, e terminando na cobertura da lateral, com Márcio Araújo em uma partida ridícula. E foi ali que o time linguiceiro (que não é o São Paulo) arrancou o segundo gol. Marcos ainda fez uma linda defesa, mas no rebote não havia mais o que fazer. No entanto, somos um time de sorte. Tivemos uma sorte tremenda quando a plaquinha subiu e Robert saiu de campo para a entrada de Lenny. Eu diria que mais pela saída de Robert do que pela entrada de Lenny, como disse no último jogo, mas hoje não. Ele, Lenny, foi o responsável pela nossa vitória, acredite!

Tudo passou, é claro, por Cleiton Xavier. O camisa 10 caiu pela direita e cruzou uma bola precisa para Lenny finalizar. O menino, que voltou a jogar na quinta depois de quase 8 meses parado, tendo 1,30 m de altura e 25kg, fez o gol. ‘Tá’ vendo Robert, até o Lenny! Foi no finalzinho e foi salvador. Depois de perder para os sem passaporte e de empatar com a Lusinha no Palestra, mesmo sem convencer, o Palmeiras voltou a conquistar uma vitória. Graças, principalmente, a Cleiton Xavier e a Diego Souza. Juntos. Um precisa do outro e nós precisamos dos dois.

Créditos da foto: Terra.

PRÉ-JOGO - VAI DAR PORCO OU LINGUIÇA?

Antes de o Palmeiras conquistar a Libertadores da América, do São Paulo ser bi (sim, duplo sentido) e depois tri, do São Caetano virar um “intruso” entre os grandes do Brasil, do Santos conquistar seu primeiro Brasileirão, de Luxemburgo virar mercenário, digo, manager, e do Corinthians levantar a taça da série B, o Bragantino já torrava nossa paciência. Tudo começou com o mercenário, digo, Wanderley Luxemburgo, levando o time à conquista do Campeonato Paulista de 90. No ano seguinte foi a vez de Quico, vulgo Carlos Alberto Parreira, levar a equipe onde poucos acreditam: ao vice campeonato brasileiro de 91.  

O Clube Atlético Bragantino, também chamado de “Bragambá”, vem da terra da linguiça, Bragança Paulista, que fica a aproximadamente 90 km da capital. A equipe, até então modesta, viveu anos de glória a partir do título da série B de 89. Ganhou título, fez fama, vendeu jogadores e lançou um dos uniformes mais feios da história do futebol. Como se não bastasse apenas o preto e branco para ser horroroso, um gênio teve a idéia de adicionar prata e fazer um uniforme com losangos e trapézios, um lixo, digo, luxo. Ou serio o contrário? Enfim, essa pérola foi batizada de “carijó”, como se não bastasse ser feio.  

Depois de crescer e aparecer, o Bragantino voltou ao limbo. Desceu divisões, perdeu reconhecimento e praticamente desapareceu do cenário nacional. Só voltou a ter destaque em 2007 com o time montado por Marcelo Veiga (quem?), quando chegou às semifinais do Paulistão, perdendo a chance de disputar o título para o Santos, depois de dois empates. Aquele time foi base para a montagem do elenco memorável do rebaixamento deles, os virgens da América, no mesmo ano.  

No histórico de confrontos, temos 15 vitórias, 8 derrotas e 8 empates, com 50 gols marcados e 29 sofridos. O primeiro jogo da história das duas equipes foi um amistoso em Bragança que terminou com vitória nossa, por 3 x 1. Na última partida entre as equipes também tivemos êxito; 2 x 1 para o Verdão no Palestra Itália. Em 2008, ano que conquistamos o Paulistão, Palmeiras e Bragantino fizeram um dos melhores jogos do campeonato. Depois de sairmos perdendo por 2 x 0 e ainda ter Marcos expulso, empatamos a partida ainda no primeiro tempo e viramos na segunda etapa em grande atuação de Valdivia e Diego Souza. O jogo terminou em 5 x 2, com Léo Lima perdendo pênalti e tudo. 

Amanhã a partida será  mais uma vez em Bragança Paulista. Na última partida, o Bragantino venceu o Rio Branco de Americana por 4 x 3. Já o Palmeiras, como bem sabemos, empatou em casa com a Lusa. Para amenizar nossa “depressão”, Cleiton Xavier volta de suspensão e reforça a equipe. E só nos resta esperar que ele esteja num dia bom, junto com Diego Souza, o que tem sido nossa salvação. Ou que qualquer outro resolva aparecer e nos dar um pouco de alegria, e porque não esperança?   

Do jeito que as coisas estão, com os gols ridículos sofridos em todos os jogos, dificuldades no ataque, banco deprimente, lesões, bolas na trave, fica até difícil querer que esse jogo aconteça amanhã. Mas não há outro jeito. Qualquer palmeirense gostaria que nosso time tivesse umas duas semanas pra treinar, resolver lesões e... Bom, nem vou falar de “conseguir reforços” porque esse assunto tem passado atravessado, e doído bastante. Mas o Palmeiras não tem esse tempo, porque é aquele velho clichê: “o mundo não para pra que você junte os cacos”. E é isso mesmo, a vida continua, os campeonatos continuam, o Palmeiras tem que continuar. E que amanhã seja um dia melhor para nós, que algo de bom aconteça e ilumine aqueles homens de verde. Esperamos também que não haja besteiras de um colombiano que, embora tenha sido exemplo de pessoa que tem coragem de pedir desculpas e assumir os erros – o que deveria ensinar a muitos ali -, não é exemplo de futebol e não pode continuar fazendo besteiras que custam tão caro a um time que já não anda bem das pernas.  

Bom, não há muito o que dizer. Nós do Passione Verde continuaremos Palmeiras em qualquer momento, qualquer dificuldade. Mas depois de tanta decepção, e das declarações de Cippullo durante a semana, fica até difícil encontrar forças para acreditar que algo bom aconteça amanhã. Mas somos palmeirenses, no fundo sempre vamos esperar que algo de bom aconteça. Durante a semana o Diego Souza deu entrevista ao globo esporte, disse que se o Palmeiras tem isso (o elenco que tem), então é preciso trabalhar e buscar resultado com o que tem. Que não fique só no discurso, que esses homens nos paguem o que ficaram devendo no ano passado por meio da superação, que consigam resultado mesmo com um banco tão limitado. É difícil acreditar que isso virá de pessoas que, quando tinham tudo na mão, nos decepcionaram. Mas ainda há chances, e não podemos fazer mais nada além de esperar.

O Passione Verde está realizando uma promoção para o Campeonato Paulista de 2010, valendo um livro e um conjunto de botons do Palmeiras. Para participar, você precisa fazer um comentário com seu palpite de resultado para o próximo jogo, incluindo seu nome. Os palpites serão aceitos neste post, até 5 minutos antes do início da partida. Quem acertar mais resultados do Palmeiras durante o campeonato levará o prêmio. E então, qual será o resultado de Bragantino x Palmeiras, neste domingo, 07/02?

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

PALMEIRAS REAGE, MAS SÓ EMPATA COM A LUSA

Jogo numa tarde, em pleno dia útil e, para ajudar, com o verão que o paulistano conhece bem. O que você acha que aconteceu? Claro, muita chuva, campo encharcado e público pequeno. Parabéns ao gênio que inventou esse horário no Campeonato Paulista de 2010. Em campo, nada de invenções. Não dava para inventar. Diego Souza voltando de contusão e Sacconi regressando da “Volta da França”, esses foram os principais destaques na escalação. Enquanto jogador não chega, Robert e Armero fazem a festa no Palmeiras. No pior sentido. Haja analgésico pra tirar nossa dor de cabeça.  

Com chuva antes da partida, o gramado do Palestra não resistiu bem. Formou poças, segurou a bola e tornou o jogo ainda mais difícil, sem falar da qualidade técnica. Com essas e outras adversidades, o Palmeiras começou com mais posse de bola, embora não soubesse bem o que fazer com ela. E claro, isso nunca dá certo. A Portuguesa apertou, exigiu grande defesa de Marcos, até que finalmente chegou ao gol. Tudo começou na Colômbia em 5 de julho de 1986, quando uma pobre mulher deu a luz a um imprestável chamado Pablo Stifer Armero. Quase 24 anos depois, ele resolveu sair jogando errado na frente da área e viu a Lusa abrir o placar.  

O Verdão tentou crescer na partida, voltou a dominar a posse da bola, mas não chegava com perigo. Joãozinho, depois de dividida com Paulo Sérgio, pediu para ser substituído. Wiliam entrou em seu lugar, não mudando muita coisa. Por mais que o Palmeiras tentasse, era só a bola chegar lá na frente que nada acontecia. Robert, em dia inspirado, tirava todas. Pelo alto, por baixo, lateral ou diagonal, lá estava ele para isolar a bola do ataque palmeirense. Perfeito. Só se esqueceram de avisar que ele não é zagueiro da Lusa.  

Na volta do intervalo nenhuma mudança, porque não dava, não tinha quem por para jogar. Palavras do próprio Muricy. Mas a postura mudou. Diego Souza passou a cair mais pela direita e foi ali que as melhores jogadas aconteceram. E por acaso, por ali, surgiu o gol de empate. Figueroa cruzou, o goleirão saiu mal e a bola sobrou para Danilo chutar rasteiro e forte para empatar a partida. Gol que animou a equipe. A principal jogada, que poderia ter nos dado a virada, saiu dos pés de Diego Souza, não por acaso. O meia limpou o lance fora da área e chutou rasteiro. A bola caprichosamente bateu na trave esquerda.  

Muricy tentou mexer, mesmo sem muita opção, ou nenhuma. Entrou Lenny no lugar de Robert. Aquele mesmo, que não jogava desde maio. E acredite, melhorou a partida. Fato que se deve mais pela saída de Robert do que propriamente pela entrada de Lenny. A Portuguesa, bem pior do que no primeiro tempo, ainda causava perigo nos contra-ataques. Danilo, que fez o gol, ainda nos salvou de um da Lusa. No final da partida, o time do Canindé perdeu um jogador expulso pelo segundo cartão amarelo, mas àquela altura já não havia muito o que fazer.  

E foi isso. Por mais que tentássemos, não havia muita possibilidade de jogo. A falta de cérebro de Armero, e deficiência ofensiva da equipe (entenda-se por Robert) fizeram com que o Palmeiras não conseguisse sair de campo com uma vitória. Destaque positivo mesmo, só para a ótima atuação do nosso Santo e de Pierre, guerreiro incansável. Voltaremos a campo no domingo às 17h contra o Bragantino, em Bragança Paulista. Nessa partida teremos a volta de Cleiton Xavier, suspenso por ter sido expulso contra os sem passaporte. Um alento nesse mar de instabilidade.

Créditos da foto: Terra. 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

PRÉ-JOGO - UMA PIADA PORTUGUESA, COM CERTEZA

Eles descobriram o Brasil, nos colonizaram, pegaram (literalmente) nossas índias e nossas riquezas. Além disso, nos deram nosso idioma e, até hoje, nos proporcionam as melhores piadas. Sim, são eles, os portugueses, ô pá! Com suas caravelas navegaram até o outro lado do Atlântico, fincaram raízes em nossas origens e fizeram história no futebol brasileiro, além de nossos deliciosos pãezinhos de cada dia. Na capital do Império, o Rio de Janeiro, a colônia lusitana se orgulha do centenário Clube de Regatas Vasco da Gama, tetra brasileiro e campeão da Libertadores da América em 1998. Já em São Paulo, quem faz os bigodes dos lusos ficarem brancos é a Associação Portuguesa de Desportos.
  
A torcida é pequena, o clube quase não levantou canecos em sua história de 89 anos, mas, inevitavelmente, a Lusa é uma das mais tradicionais equipes do Brasil. Dificilmente você encontrará alguém que não conheça ou que não tenha um pingo de simpatia pela Portuguesa. O clube rubro-verde é um patrimônio do futebol paulistano, assim como o Juventus da Mooca. Simpático, porém carne de pescoço. Sempre deu trabalho para os grandes paulistas. Que o diga o São Paulo, vulgo bambis, que levaram uma surra de 7 x 2 da Lusa em 98.    

Se hoje as relações entre Palmeiras e Portuguesa não são das melhores é por conta do presidente do clube do Canindé, Manuel da Lupa, que joga duro na hora de negociar jogadores conosco e libera mais fácil do que uma puta de 10 reais para o Corinthians. Mas não foi sempre assim. Historicamente, os clubes tiveram boa relação, inclusive dentro de campo, já que a Lusinha não tem lá o melhor retrospecto contra o Verdão. Foram 254 jogos, 121 vitórias para a nossa conta, 64 derrotas, 69 empates, 464 gols marcados e 330 sofridos. No primeiro confronto da história, no Paulistão de 21, triunfo palmeirense, na época “palestrino”, por 5 x 1, com direito a 3 gols de Imparato.  

De lá para cá  já faz quase 89 anos e o Palmeiras construiu um pequeno tabu com a equipe das margens do Tietê, que ao contrário de outras por aí, tem endereço. Não perdemos para a Lusinha desde março de 2005, quando fomos derrotados em pleno Palestra Itália por 2 x 1. O último jogo terminou empatado por 2 x 2. A partida, disputada no Canindé, marcou o fim da nossa sequência de 8 vitórias consecutivas no Paulistão de 2009. O clássico paulista volta ao Palestra Itália amanhã, às 17h. A partida não é disputada nos Jardins Suspensos desde 2008, quando o Verdão venceu por 1 x 0, gol de Jorge Preá no finalzinho, jogo válido pelo Campeonato Paulista em que fomos campeões. 

Atualmente, se a nossa maré não é boa, a caravela portuguesa também não navega em mar tranquilo. Enquanto o Palmeiras jogava a perda do tabu para os virgens da América no Pacaembu, a Lusa entregava para o Botafogo-SP, em pleno Canindé. O (eterno) técnico da equipe, Vagner Benazzi, disparou contra a diretoria por falta de reforços na saída do jogo. Se a diretoria lá vende os melhores jogadores do time e não contrata ninguém, aqui a nossa dorme. A impressão é que se dessem uma tartaruga para Belluzzo e Cia. cuidarem ela fugiria. Mesma velocidade aplicada ao nosso Dep. Médico, que não conseguiu botar Léo em condições de jogo e tem Diego Souza ainda como dúvida. Já Maurício Ramos eu nem falo mais, esse deve estar na fila do INSS esperando para receber o Auxílio-Doença.  

A expectativa amanhã é de público pequeno para o clássico paulista. Também, além da fase do Palmeiras e da micro-torcida da Lusa, o horário do jogo é simplesmente ridículo. Em plena quinta-feira, um jogo às 5h da tarde, é pedir para ter público diminuto. Se o que choveu em São Paulo hoje se repetir amanhã, no mesmo horário, porcos e leões terão que nadar nas piscinas do Palestra Itália. E não falo naquelas belas piscinas lá do clube, e sim das que costumam se formar pela má drenagem do gramado em dias de chuva forte. Que São Pedro nos proteja e San Gennaro também dê uma força, porque estamos precisando. E piada só depois do jogo. Que não sejam piadas de italiano, porque são muito chatas. 

Promoção

O Passione Verde está realizando uma promoção para o Campeonato Paulista de 2010, valendo um livro e um conjunto de botons do Palmeiras. Para participar, você precisa fazer um comentário com seu palpite de resultado para o próximo jogo, incluindo seu nome. Os palpites serão aceitos neste post, até 5 minutos antes do início da partida. Quem acertar mais resultados do Palmeiras durante o campeonato levará o prêmio. E então, qual será o resultado de Palmeiras x Portuguesa, nesta quinta, 04/02?