domingo, 21 de março de 2010

FRUSTRAÇÃO

O jogo de hoje não foi nada do que esperávamos depois das últimas três vitórias, especialmente a do último domingo, contra o Santos na Vila Belmiro. A classificação se tornou algo impossível, ou seja, nos resta focar na Copa do Brasil porque Paulistão já era. O sentimento de frustração só não foi ainda maior porque Marcos defendeu um pênalti no último minuto. A verdade é que o time nem jogou tão mal assim, mas faltou muita objetividade e sobraram espaços. Outros pontos que continuam pesando para a não-reação definitiva dessa equipe passa pela dificuldade na saída de bola, além das inúmeras falhas defensivas.

Há muito tempo o Palmeiras é extremamente vulnerável defensivamente, e quando digo “há muito tempo” não digo “ontem”, “mês passado” ou “seis meses atrás”, digo “muitos anos”. Hoje, se não bastasse isso, contamos com um posicionamento equivocado e com Antonio Carlos numa tarde/noite infeliz. Não há muito o que se cobrar, ele ainda é um técnico jovem e inexperiente. Paciência, porque o trabalho será longo e desgastante até esse time finalmente adquirir alguma consistência.

Pedimos desculpas, mas por questões de viagem e dores de cabeça nosso pós-jogo completo sairá apenas na segunda. Até lá!

Créditos da foto: Lance Press.

sábado, 20 de março de 2010

PRÉ-JOGO - Com a “macaca”, Verdão encara a Ponte Preta

Neste sábado o Palmeiras entra em campo em busca da quarta vitória consecutiva, coisa que não aconteceu há mais de 5 meses. Para isso terá que bater a Ponte Preta, que também vem de uma vitória pelo mesmo placar que o Palmeiras, 4 x 3 sobre o Bragantino. Embora reconhecidamente seja um dos times mais fortes do interior paulista, a “macaca” nos traz boas lembranças, mais especificamente do nosso último título, o Paulistão de 2008. Impossível esquecer. E as equipes se enfrentam no mesmo palco da decisão do estadual de 2 anos atrás. Se o resultado fosse o mesmo...

O time campineiro é um dos mais tradicionais do interior do estado. O clássico da cidade, com o Guarani, é um dos jogos mais importantes do Brasil. São quase 110 anos de história. Apenas disso a Ponte Preta continua “virgem”, quer dizer, conquistou ano passado o Campeonato do Interior, que não vale bosta nenhuma, mas a Federação e os clubes pequenos fingem que vale, então vamos fingir também. Em sua longa existência, a Ponte já figurou por muito tempo na elite do futebol brasileiro e disputou 6 finais do Paulistão, a última delas em 2008, aquela final e aquela goleada.

No histórico de confrontos, temos boa vantagem. São 110 jogos, 28 empates e 24 derrotas, com 192 gols marcados e 113 sofridos. A primeira partida da história foi disputada em Campinas, num amistoso em 1935. Na ocasião o Palestra Itália goleou a equipe pontepretana por 4 x 1. Já a última delas foi no ano passado, também com final feliz. Enquanto o time principal se preparava para enfrentar o Real Potosí na altitude boliviana pelo jogo de volta da pré-Libertadores, Lenny fazia a festa no Moises Lucarelli. Foram 3 gols do atacante e a partida terminou em 3 x 2. O Verdão não perde para a Ponte desde 2007, quando foi derrotado em Campinas por 2 x 1. No Palestra o tabu é maior. A última derrota ocorreu pelo Brasileirão de 2001, por 2 x 0.

Para tentar a vitória no Palestra, a Sérgio Guedes faz mistério na escalação da equipe. Assim como o Palmeiras, a Ponte jogou no meio de semana pela Copa do Brasil em duelo paulista contra a Portuguesa. A Lusa arrancou o empate por 1 x 1 no Moises Lucarelli. Os principais destaques da equipe são: o goleiro Eduardo Martini, que fez um excelente Brasileirão pelo Avaí, o meia-atacante Fabiano Gadelha e o jovem atacante Danilo Neco, além do ex-gambá e Noroeste, Otacílio Neto e o folclórico Finazzi.

O Verdão terá a volta de Marcos ao gol. Antonio Carlos poderá contar com quase todo o elenco a sua disposição, inclusive Maurício Ramos, que foi relacionado para a partida e pode ficar no banco. A baixa fica por conta do lateral-direito Eduardo, que vinha atuando de titular nas últimas partidas. Zago provavelmente deva escalar Marcio Araújo na posição. Graças às últimas vitórias, esta tarde de sábado deve ter Palestra Itália perto da lotação. Que venha mais uma e, quem sabe, com uma boa exibição para selar a paz entre torcida e time, já que, além do bem-estar, o mais importante nesse momento é conquistar os 3 pontos e continuar sonhando com a classificação, ainda muito difícil, porém, ainda possível.

O Passione Verde está realizando uma promoção para o Campeonato Paulista de 2010, valendo um livro e um conjunto de botons do Palmeiras. Para participar, você precisa fazer um comentário com seu palpite de resultado para o próximo jogo, incluindo seu nome. Os palpites serão aceitos neste post, até 5 minutos antes do início da partida. Quem acertar mais resultados do Palmeiras durante o campeonato levará o prêmio. E então, qual será o resultado de Palmeiras x Ponte Preta, neste sábado, 20/03?

quinta-feira, 18 de março de 2010

PALMEIRAS VENCE EM BELÉM, MAS FARÁ JOGO DE VOLTA

Não foi uma grande exibição, nem o melhor resultado. Mas a partida de hoje selou a terceira vitória consecutiva do time, a única sequência no ano, o que demonstra, espero eu, uma evolução técnica e emocional na equipe. Com jogadores poupados, pelo menos na maior parte do tempo, e com Marcos fazendo recuperação em São Paulo, o Palmeiras foi ao Pará enfrentar o Paysandu, outrora figurante das principais divisões nacionais, no Mangueirão lotado. Fez o suficiente para garantir uma vitória, embora tenha andado nos extremos entre o empate e classificação direta durante quase todo o segundo tempo. O resultado não elimina o jogo de volta, mas dá uma paz que há muito tempo o palmeirense não conseguia ter.

A capital paraense já não é mais a mesma no cenário do futebol. Não muito tempo atrás, Remo e Paysandu passeavam entre as duas primeiras divisões nacionais, principalmente nosso adversário de hoje, mas a coisa mudou. O que sobrou do futebol local foi o belíssimo Mangueirão. Usando a força da torcida para empurrar a equipe, o Papão da Curusu, como é chamado, tinha como plano de jogo pressionar o Verdão no primeiro terço do primeiro tempo. Já o Palmeiras, tinha como objetivo cadenciar a partida e se aproveitar da velocidade do ataque para levar perigo. Antonio Carlos preferiu poupar Cleiton Xavier, Robert e Pierre, dando chances a Lincoln, Márcio Araújo e Lenny no time titular. Além de Deola, substituto de Marcos.

Ao contrário do plano do Paysandu, foi o Palmeiras que começou melhor a partida. O alviverde manteve o domínio do jogo durante bom tempo até que, num contra-ataque fulminante, Ewerthon deu belo passe para Lincoln que, sozinho, apareceu em velocidade e driblou o goleiro, marcando seu primeiro gol com a camisa do Palmeiras. Mas, novamente, o Verdão caiu num erro antigo: recuar após abrir a contagem no marcador. Recuou tanto que levou sufoco. E o sufoco foi tanto que acabou levando o empate. Erro na saída de bola (de novo), a jogada prosseguiu nas costas de Eduardo, mais uma vez muito mal, e acabou com bela finalização de Bruno Rangel. A partir daí a primeira etapa seguiu disputada, com ambas as equipes chegando com perigo ao ataque.

O segundo tempo voltou sem alterações. E mais uma vez o Palmeiras começou melhor. Não deu nem tempo do Paysandu se arrumar em campo que veio um bombardeio alviverde para cima de Alexandre Fávaro. Foi então que Eduardo cruzou pela direita, Lenny desviou e a bola sobrou para Ewerthon marcar, também, seu primeiro gol com a camisa do Verdão. Na comemoração, mais “Armeration”. Como na primeira etapa, a equipe recuou e permitiu a reação do time paraense. Eduardo foi substituído por Pierre e, mais uma vez, Márcio Araújo ficou como lateral direito. Ao contrário do esperado, o camisa 5 não entrou muito bem na partida. Novamente o nosso guerreiro, de quem não se discute a qualidade, esteve extremamente displicente na saída de bola e quase complicou a equipe com isso.

Então começou um jogo de extremos. Enquanto Deola, justificando a fama dos goleiros palestrinos, fechava o gol, na frente o Palmeiras perdia chances claras de aumentar o placar. Cleiton Xavier e Robert entraram na partida, para saídas de Lenny e Ewerthon. O camisa 20, iluminado no domingo, perdeu a chance mais clara de gol na segunda etapa, o que poderia ter evitado o jogo de volta. Mas depois do que fez contra as meninas da Vila, Robert têm créditos. As equipes ainda se estranharam no final da partida, mas nada de mais sério aconteceu.

Agora o Palmeiras joga no sábado contra a Ponte Preta no Palestra. Antonio Carlos deve contar com força máxima para o duelo. Com as chances de classificação ainda baixas, só a vitória interessa. A adição de Ewerthon e Lincoln no elenco ajudaram a equipe a ficar mais forte, e os dois já se mostram entrosados com o time. Os principais defeitos hoje são: a saída de bola e a lateral direita. Incrível, quando um melhora, o outro estraga. Mas faz parte de um time em formação, embora esse “em formação” seja constate no Palmeiras. Que os jogadores descansem para sábado e que possamos manter essa sequência de vitórias, porque, cá entre nós, merecemos um pouquinho de tranquilidade.

Créditos da foto: Lance Press.

domingo, 14 de março de 2010

EM JOGO HISTÓRICO, VERDÃO VIRA E MANDA UM “CHUPA” NA VILA

Hoje foi para lavar a alma! Depois das manjubas golearem o poderoso Naviraiense, no meio de semana, muito se falou sobre um favoritismo exagerado da “brilhante” equipe santista. O Palmeiras, por outro lado, tinha conseguido uma vitória suada contra o Sertãozinho e vinha numa draga de meses. Todos esperando um show do fantástico “circo” do Santos. E, de repente, o pesadelo virou realidade. Não só saíram na frente, como abriram dois de vantagem no placar. Foi quando houve uma reviravolta histórica. Talvez um marco para a reação desse desacreditado time. Superamos provocações, firulas, desvantagem, e vencemos com raça, garra, vontade, o que nunca pode faltar no Palmeiras.

Quem são os santistas? São raras criaturas pré-históricas que figuram inertes durante muito tempo de sua existência, mas é só o time começar a ganhar que eles aparecem do nada. E não só aparecem como também enchem o saco. A frescurinha toda começou quando a molecada resolveu mostrar serviço. E daí veio o Robinho, aquele lazarento que deve ter algum tipo de affair com o técnico da Seleção Brasileira. O fogo dos semi-extintos só aumentou. Venceram um time que daqui uma semana mais ninguém vai lembrar o nome, nem os jogadores que jogam lá, e vieram com banca pra cima do Palmeiras.

Quem são os palmeirenses? São criaturas ranzinzas que não admitem a inércia do time no cenário do futebol. Mas ao contrário das sereias, o palmeirense cobra, briga, esculacha, mas não abandona o time, não importa a fase, vai no estádio nem que seja só pra xingar, mas vai. E na atual situação teve fé num time desacreditado. Desacreditado, mas ainda Palmeiras. Eles lá se esqueceram disso. Esqueceram que por trás dessa fase negra, dessa bagunça política, existe uma camisa vitoriosa e com um peso enorme. Resultado: mexeram com o time errado e tomaram no lugar que são-paulino gosta de tomar.

Prepare-se para um desastre e extravase com uma vitória sensacional. Esse foi o jogo de hoje. Com a estréia de Ewerthon, já no time titular, o Palmeiras mal ofereceu perigo ao Santos, quando Pará cortou Eduardo na lateral da área e bateu por cobertura, marcando o gol santista. Já era péssimo sair perdendo. E ficou pior. Mesmo com mais posse de bola o Palmeiras não criava situações de gol. Aproveitando-se da fragilidade na marcação e de uma saída errada de bola, o Santos atacou em velocidade e marcou o segundo. O que fazer? Acreditar nos desacreditados, um em especial.

Robert é um capítulo à parte na história do jogo. Um jogador de mediano para ruim, com pouca movimentação, limitada qualidade técnica, que além de tudo tinha sido execrado na última partida por atrapalhar Danilo, que faria o gol da virada. Mas apesar dos pesares, mesmo com toda a limitação, Robert não foge dos jogos importantes. Tira força de onde não tem e faz o que ninguém espera que ele faça. Os dois gols na vitória contra o São Paulo foram pouco perto do que ele fez hoje. Foi nele que a reação começou e, com ele, culminou na vitória.

Falta em Diego Souza pela lateral-direta do ataque. Cleiton Xavier cobrou e Robert antecipou-se à zaga e ao goleiro, que saiu caçando borboleta, testando firme para diminuir a vantagem santista. Faltava pouco para acabar o primeiro tempo e menos ainda para a brincadeirinha das garotas da Vila perdurar. Armero, criticadíssimo (com razão), recebeu lindo toque de calcanhar de Diego Souza, avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para Robert desviar para o gol e empatar a partida. Rebatendo a dancinha das meninas do litoral paulista, os jogadores do Verdão foram dançar para a torcida em menopausa, com destaque especial para a performance hilária do colombiano.

Volta do intervalo com alteração no Palmeiras. Saiu Eduardo, muito mal, e entrou Márcio Araújo. O volante fez às vezes de lateral-direito e recebeu ajuda de Pierre na marcação pelo lado durante toda a segunda etapa. Uma alteração que ajudou muito no resultado final da partida. Com o reinício de jogo, o Verdão mostrou que estava melhor do que no primeiro tempo. Mais organizado e objetivo, o time soube aproveitar a oportunidade para finalmente virar o placar. Edu Dracena fez uma falta de rugby em Diego Souza no meio campo. Cleiton cobrou, Danilo desviou para o meio da área e Léo cabeceou na trave, no rebote o camisa 7, livre, cabeceou sem dificuldade para o fundo do gol. Mais dancinha, agora da virada.

A oportunidade do quarto gol apareceu, duas vezes com Robert. Na primeira, o camisa 20 demorou para finalizar e foi bloqueado pelo zagueiro. Na segunda, ele cabeceou entre a zaga santista e a bola passou lambendo a trave. Ewerthon saiu da partida para a entrada do outro estreante, Lincoln. Então, o Santos reagiu no jogo e foi pra cima com as mudanças de Dorival Junior. A que mais surtiu efeito foi a de Madson. O anão entrou e empatou a partida ao receber, em posição legal, na área e bater cruzado no gol de Marcos. Visando provocar o nosso time, o duende santista imitou um porco na comemoração. Repito: mexeram com o time errado.

Então, veio o ato final. Mas antes, um presente para os palmeirenses. Depois de perder a bola, Gaymar deu uma entrada violenta em Pierre e recebeu o cartão vermelho direto. Um castigo e tanto para a bonequinha que passou o jogo todo provocando e se jogando. E Robert encerrou a jornada palestrina no litoral. Em saída errada da defesa santista, Lincoln dividiu e roubou a bola, que sobrou para Robert, de longe, perceber o goleiro Felipe adiantado e fuzilar para o gol. Um golaço! E ainda com direito a pescaria e pedalada na comemoração. Antes do fim da partida, Léo foi expulso pelo segundo cartão amarelo. O Santos pressionou, tentou, mas a vitória tinha dono.

Com o apito final uma linda comemoração dos jogadores, em especial de Marcos e Diego Souza, batendo no peito, todos eufóricos com a vitória. Antônio Carlos, que mexeu bem demais, chamou todo mundo para comemorar e agradecer a torcida. Um jogaço que por muito tempo ficará em nossa memória. E um resultado que deixa o Palmeiras ainda vivo na briga pela classificação, embora ainda seja muito difícil. Mas por que não acreditar? Para encerrar, vamos relembrar que a torcida geriátrica gritou no final do jogo contra o fortíssimo Naviraiense: “ô porcada, pode esperar, a sua hora vai chegar!”. E chegou mesmo! Chupa viúvas do Pelé, chupa Robinho, chupa Neymar, chupa Paulo Henrique, chupa Madson, chupa André (quem?), chupa todo mundo desse time de merda! Aqui é Palmeiras, porra! E parabéns para nossos jogadores, contestados ou não, especialmente para Robert, carrasco das sardinhas! Bora Palmeiras, que ainda dá!

Créditos da foto: Lance Press.

PRÉ-JOGO - DOMINGO EU VOU À PRAIA


Chegou o domingo e com ele o clássico entre Palmeiras e o time de nossos avós, bisavós e tataravós, o Santos Futebol Clube, ou simplesmente “peixe”. E domingo de estréia, provavelmente. Lincoln e Ewerthon podem e devem estrear com a camisa do Verdão no clássico da Vila Belmiro. Lá para as bandas da Baixada Santista, muito otimismo e até certa soberba da molecada. Já na Academia de Futebol, pés no chão e a certeza de um jogo difícil e definitivo. Se for derrotado, o Palmeiras dá adeus a qualquer possibilidade real de classificação, mas se vencer ganha força e permanece vivo na difícil luta pela vaga às semifinais.



No ano passado foram 5 confrontos, com 3 vitórias e 2 derrotas. No último deles, pelo Brasileirão, vencemos por 3 x 1 de virada na Vila. Na história os sardinhas são fregueses. Foram 292 jogos, com 125 vitórias, 76 empates e 91 derrotas, com 520 gols marcados e 432 sofridos. Que a história se repita, e que o Palmeiras encontre um pouco de paz para os próximos e decisivos jogos.



O Passione Verde está realizando uma promoção para o Campeonato Paulista de 2010, valendo um livro e um conjunto de botons do Palmeiras. Para participar, você precisa fazer um comentário com seu palpite de resultado para o próximo jogo, incluindo seu nome. Os palpites serão aceitos neste post, até 5 minutos antes do início da partida. Quem acertar mais resultados do Palmeiras durante o campeonato levará o prêmio. E então, qual será o resultado de Santos x Palmeiras, neste domingo, 14/03?


terça-feira, 9 de março de 2010

NO SUFOCO E NA RAÇA, VERDÃO VIRA E VENCE SERTÃOZINHO

Incrível como tudo é estranho se tratando de Palmeiras. Tão estranho quanto um jogo em plena segunda-feira. Se fosse na Premier League, com o bagunçadíssimo calendário inglês, mas não, em pleno Paulistão. Por conta da chuva e de outras coisas escusas que não vale a pena entrar no mérito, a partida que seria sábado passou para hoje à noite na Arena Barueri. Pouca torcida e muita pressão. As chances de classificação, antes mesmo do início da rodada, já eram diminutas. E continuam, apesar da vitória. Mas vale a pena torcer por jogos dignos, com o que esse time pode render, mesmo sem brilho, mas com vontade e entrega. Juro que isso não é pedir muito.

O Palmeiras pegou o ônibus para Barueri em pleno dia mundial da preguiça para concluir a 13ª rodada do Paulistão, com dois desfalques e dois retornos contra o lanterninha Sertãozinho. Cleiton Xavier, que ainda era dúvida horas antes da partida, vestiu a camisa e entrou em campo. Diego Souza, expulso contra o Santo André, e Edinho, suspenso por três cartões, desfalcaram a equipe. Em compensação tivemos a volta do zagueiro Léo, que cumpriu suspensão contra a equipe do ABC, e de Márcio Araújo que ficara alguns jogos fora por contusão. O time com uniforme cor de Ki-suco de uva tinha como desfalque o goleiro, expulso contra o Mogi Mirim na rodada anterior. E parecia que seria fácil. Mas no Palmeiras, nada que parece é.

A partida começou tranquila, com a marcação acertada na meia, bom posicionamento dos laterais e com Lenny correndo o campo todo. E ficou ainda mais tranquila quando Pierre deu belo passe para o camisa 19 se livrar do zagueiro na entrada da área e bater rasteiro para o gol. A vantagem no placar, a facilidade de manter a posse de bola e a fragilidade do adversário não foram suficientes. Nós temos que sofrer, é como um carma. E foi nas costas de Eduardo que o Sertãozinho empatou a partida no final do primeiro tempo, com Mendes chutando no ângulo direito de Marcos. Castigo pela falta de produtividade.

Na volta do intervalo, sem mudanças em ambas as equipes e uma ideia na cabeça do palmeirense: ganhar de uma vez esse jogo. Ideias são somente ideias; imaginação. A mesma imaginação que ajudou o juiz Raphael Claus inventar um pênalti de Marcos em Thiago Silvy. Sem nada a ver com a história, Ricardo Lopes bateu e virou a partida para o time do interior. Pronto, voltamos ao inferno. Os passes errados, que já eram recorrentes, só aumentaram. As chances de gol eram raras e quando vinham eram desperdiçadas. Cruzamentos mal feitos, rebatidas erradas, posicionamento confuso, etc. E na arquibancada a pior parte da noite. Torcedores começaram a xingar Antonio Carlos e gritar “time sem vergonha”, “time medíocre”, entre outras coisas, faltando mais de 15 minutos de partida. Uma lástima, principalmente devido ao empenho da equipe em campo.

Sem ligar para os gritos inoportunos da arquibancada, o Palmeiras continuou tentando. William, Ivo e Daniel entraram, enquanto Sacconi, Wendel e Lenny saíram. Era o Palmeiras em cima e o Sertãozinho acuado, segurando o resultado. E de tanto insistir o empate saiu. O relógio marcava 40 do segundo tempo quando Léo cruzou pela direita e Cleiton Xavier antecipou Robert (graças a Deus) e a zaga, para testar firme para o fundo do gol. Nem comemoração teve. O camisa 10 pegou a bola e colocou com rapidez no centro de campo para reinício de jogo. O lema no Palmeiras, com ou sem problemas de elenco, é: não desista jamais... Mesmo que Robert jogue no seu time. O cronômetro correndo para o final da partida, o Verdão pressionando em busca da virada, de repente a bola sobra livre, limpa, açucarada na área, era só fazer. Danilo mata, se prepara para chutar e... Robert!!!! O “zagueirão” atrapalhou a conclusão do camisa 23 e causou o gol mais perdido do jogo. Mas espera aí! Ele joga no Palmeiras!? Filho da p...

Robert tentou, com toda a força de sua alma, estragar nossa noite de tela-quente, mas por motivos que nem Deus consegue explicar, ele não conseguiu. Últimos segundos de jogo, enquanto a torcida mandava o camisa 20 tomar naquele lugar onde o sol não chega, Eduardo lançou para o ataque, a zaga do Sertãozinho bateu cabeça, Robert estava perto, tão perto que deu arrepios, mas foi Cleiton Xavier que matou a bola e bateu no canto esquerdo do goleiro Gilberto para virar a partida e decretar a vitória. Ufa! Perder para o time de uniforme de ki-suco seria demais para o meu gosto. Foi na raça, na vontade, na superação, mas também foi no sufoco. E foi assim porque o time jogou mal mais uma vez. Antonio Carlos agora terá sua primeira semana cheia de trabalho para tentar acertar melhor essa equipe há tempos desajustada, preparando-se para o perigoso clássico contra o Santos na Vila. O Palmeiras ficará concentrado em Itu, treinando para a partida de domingo. Com trabalho e empenho, manteremos pelo menos a dignidade. Se dermos sorte podemos até sonhar um pouquinho com as semifinais. Só o amanhã dirá.

Créditos da foto: Lance Press.

segunda-feira, 8 de março de 2010

PRÉ-JOGO - PALMEIRAS X SERTÃOZINHO

Segunda-feira, dia mundial do tédio. E é nesse dia que Palmeiras e Sertãozinho entram em campo para disputar partida válida pela 13ª rodada do Paulistão 2010. Por conta das fortes “chuvas” o jogo foi transferido de sábado para hoje, às 21h na Arena Barueri.


A fase anda “braba” para as duas equipes. Enquanto o Sertãozinho figura na lanterna da competição, a má fase do Palmeiras persiste há tempos. Desde a derrota para o Santo André na última quarta, o clima está ainda mais pesado na Academia. Hoje entraremos em campo com as chances de classificação reduzidíssimas e com desfalques, além da nuvem negra pairando sob jogadores e torcida. Edinho, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e Diego Souza, estupidamente expulso na última partida, desfalcam a equipe. Cleiton Xavier, que mais uma vez em “boa” hora se contundiu, deve ser outro desfalque, ainda não confirmado.

A última partida entre as equipes foi disputada também, curiosamente, na Arena Barueri. O jogo válido pela 1ª rodada do Paulistão de 2008, terminou com vitória por 3 x 1 com 2 gols de Alex Mineiro e 1 de William. Pela fase, dia, horário e local, a expectativa é de pouco público. Que pelo ganhe do “poderoso” Sertãozinho...

O Passione Verde está realizando uma promoção para o Campeonato Paulista de 2010, valendo um livro e um conjunto de botons do Palmeiras. Para participar, você precisa fazer um comentário com seu palpite de resultado para o próximo jogo, incluindo seu nome. Os palpites serão aceitos neste post, até 5 minutos antes do início da partida. Quem acertar mais resultados do Palmeiras durante o campeonato levará o prêmio. E então, qual será o resultado de Palmeiras x Sertãozinho, nesta segunda, 08/03?

Créditos da foto: GE.com

quinta-feira, 4 de março de 2010

O SILÊNCIO DOS INOCENTES

Há dias em que é melhor não dizer nada. Por respeito à instituição Palmeiras, de 95 anos de história de títulos e glórias, este é o momento de se calar. Refletir. Nada do que for dito será proveitoso, o Palmeiras já foi massacrado demais hoje, por outros e por seus representantes, não vamos fazer isso também. É o motivo do nosso silêncio.

Créditos da foto: Lance Press.

quarta-feira, 3 de março de 2010

PRÉ-JOGO - PALMEIRAS X SANTO ANDRÉ

O ABC Paulista gosta de ter um time para encher o saco dos grandes da capital. No início dos anos 2000 foi o São Caetano, que chegou até numa final de Libertadores e tem um estádio, coisa que time por aí não conseguiu nem em 100 anos. Com o encolhimento do “Azulão”, a região da Grande São Paulo apresentou outro intruso, o Santo André. Fundado há bem mais tempo que o vizinho do ABC, a equipe é conhecida como “Ramalhão” por conta de João Ramalho, português do fundador da vila de Santo André da Borda do Campo, que séculos depois se tornaria parte do município de São Bernardo e, finalmente emancipada, para Santo André na década de 10.

Santo André fica a 18 km da capital paulista e tem uma população estimada em 673 mil habitantes. Nas décadas de 70 e 80 foi conhecida, como todo o ABC, como pólo metalúrgico do estado. Com o passar do tempo foi perdendo fábricas por conta da concorrência fiscal de cidades do interior. Hoje a cidade tem umas das maiores taxas de desenvolvimento humano do estado e conta com 20% de sua população composta por migrantes, em sua maior parte do Nordeste, Minas e Paraná.

Nu futebol a cidade conseguiu projeção nos anos 2000, mesmo que antes tenha participado da primeira divisão, em 1984. Em 2004 a equipe cruzou nosso caminho na Copa do Brasil. Azar... O nosso. O confronto terminou empatado, mas como a equipe do ABC fez mais gols em nosso mando, ficou com a vaga. Naquela noite infeliz, era só a bola ser lançada à área que saia gol. Depois de eliminar clube como o nosso Palmeiras e o Atlético-MG, o Ramalhão chegou à final e derrotou o Flamengo em pleno Maracanã. Foi o início da fama de “vice” de Abel Braga, que no ano seguinte perderia a mesma competição com o Fluminense para o também pequeno Paulista de Jundiaí.

Embora a derrota de 2004 esteja bastante viva em nossa memória, o histórico de confrontos mostra uma boa vantagem para o Verdão. São 37 jogos, com 18 vitórias, 13 empates e 6 derrotas; com 54 gols marcados e 31 sofridos. O primeiro da história dos clubes foi em 1974, em Santo André. A partida terminou em 4 x 0 para o Palmeiras, com dois gols do Divino, um de Leivinha e outro de Edu. Já a última partida não trás boas lembranças. Um vergonhoso 2 x 0 para a equipe do ABC que nos deixou longe de um título que esteve tão perto. No Palestra, o último confronto nos rendeu 3 pontos graças a Diego Souza, autor do único gol da vitória por 1 x 0.

Hoje a partida será no Palestra Itália, e é crucial. Se o Palmeiras ainda pretende se classificar para as semifinais, o que está cada vez mais difícil, tem a obrigação de ganhar nesta noite. Trata-se de um confronto direto e, se perdermos, praticamente damos adeus ao Paulistão. A boa notícia é a volta de Pierre, que não jogou a última partida por conta de suspensão pelo terceiro cartão amarelo. A derrota vexatória no último domingo baixou os ânimos que a chegada de Antonio Carlos, vencendo de cara um clássico, havia trazido. Mas, ainda não há nada perdido. Só nos resta torcer e apoiar essa equipe, que para nossa infelicidade, se continuar com problemas de composição de elenco, ainda nos dará muita dor de cabeça na sequência da temporada. Hoje não quero saber de aspirina. Hoje eu quero vitória.

O Passione Verde está realizando uma promoção para o Campeonato Paulista de 2010, valendo um livro e um conjunto de botons do Palmeiras. Para participar, você precisa fazer um comentário com seu palpite de resultado para o próximo jogo, incluindo seu nome. Os palpites serão aceitos neste post, até 5 minutos antes do início da partida. Quem acertar mais resultados do Palmeiras durante o campeonato levará o prêmio. E então, qual será o resultado de Palmeiras x Santo André, nesta quarta-feira, 03/03?

segunda-feira, 1 de março de 2010

PALMEIRAS PERDE NO POLO AQUÁTICO PARA O EX-LANTERNA

Vou lhe contar uma novidade: o Palmeiras não precisa de um camisa 9. Sabia disso? Pois é, isso é a mais pura verdade. E tem mais: se o atacante não dá conta, é obrigação do técnico arrumar uma solução que não existe. Se perdemos hoje foi culpa da chuva, do campo, e só. E também foi azar, afinal, aquela poça parou a bola, atrapalhou o Souza e saiu o gol. Temos um timaço que tem total condição de brigar por qualquer título no planeta. Podemos repor qualquer posição a qualquer hora. Se o que temos de melhor não joga, o que temos de pior resolve. Você consegue acreditar nisso? Então me avise como, porque eu quero aprender.

São Paulo está assim: invernico e chuva a qualquer hora. Para gramados ruins, a quantidade de água que está caindo é o suficiente para fazê-lo virar um açude. Como a drenagem não agüentou, foi exatamente isso o que aconteceu. Muitas poças, gramado extremamente pesado e um esporte que apenas lembra futebol. Foi com esse campo que Palmeiras e Rio Claro jogaram. Obviamente o jogo foi ruim desde o início. Com a chuva constante, inclusive durante partida, a situação só piorou. Sem Pierre, suspenso, e Marcio Araújo lesionado, Edinho e Souza formaram a dupla de volantes. Problema nem tanto por Edinho, que por mais que falte técnica é um jogador que sempre mostra vigor, um pouco mais por Souza, que começou tão bem no time principal e agora cada vez que entra parece pior, mas principalmente pela falta que o nosso guerreiro faz.

No primeiro tempo, poucas chances para os dois lados. Quando surgiam, as do Rio Claro paravam em Marcos. E as do Palmeiras paravam em Robert. Para não cometer qualquer tipo de injustiça, Lenny também enfiou o pé na jaca. Nossa melhor chance foi com Souza, que chutou forte de fora da área e a bola explodiu no travessão. No rebote Cleiton Xavier, em impedimento, cabeceou para fora. E quem não faz... A mesma bola com o mesmo jogador, dessa vez negativamente. Ela parou na poça dentro da área, conseguiu enganar o ruivo, mas não enganou o atacante do Rio Claro, que chutou forte no canto inferior de Marcos para abrir o placar.

No segundo tempo, mesmos times, mesmo campo encharcado e mesmo futebol medonho. Logo no comecinho veio um bombardeio do Rio Claro, defesa de Marcos e bola na trave quase na sequência. Léo e Danilo estavam terríveis na noite de hoje. E o Palmeiras tentou da maneira que sabe, ou melhor, que não sabe. Não tinha jogo pelas laterais, não somente hoje, já que se trata de um problema que vem desde muito tempo. Pelo meio a bola parava nas poças. Os jogares do time do interior perceberam isso logo, mas os nossos, tão bem remunerados, não. Continuavam insistindo em carregar a bola onde não era possível nem andar direito. Se a jogada passasse dessa linha imposta pela natureza, rebatia em Robert e ia para a lateral ou linha de fundo.

O velho desespero voltou. Chuveirinho. Numa situação de chuva e gramado quase impraticável, é o melhor que se pode fazer. Mas nem disso fomos capazes. As faltas, todas mal cobradas. Escanteios, idem. Até as jogadas convencionais, pelas alas, não resultavam em nada. Mal chegavam na área e quando chegavam eram isoladas pelos nossos próprios jogadores, um em especial. Cleiton Xavier e Diego Souza, indiscutivelmente nossos melhores jogadores, não jogaram absolutamente nada. E quando eles não jogam, quando não temos qualidades pelas pontas, quando não temos alguém para fazer gol ou quando nem podemos modificar bem o time com o que temos no banco, o resultado é óbvio: derrota. Mesmo que ela seja para o fraquíssimo Rio Claro.

E foi exatamente isso. Fomos derrotados pelo time que possivelmente é o pior do campeonato e voltamos à realidade. Não uma realidade fria e dura como a de hoje. Vamos ganhar jogos, podemos jogar bem uma vez ou outra, e talvez, se contarmos com sorte e raça, podemos até nos classificar, mesmo com a situação complicada na tabela. Mas o time não será sempre páreo para os mais fortes e por vezes, nem para os mais fracos, porque não temos elenco. Porque com o que temos não dá para fazer milagre. Não se pode exigir que um técnico que recém começou a carreira faça de um carro popular uma Mercedes Benz. Nem Alex Ferguson faria. Sem jogador não há time. Sem elenco não há título. O problema está aí, escancarado. Agora eu quero a solução.

Créditos da foto: Futura Press.