domingo, 24 de abril de 2011

COPA DO BRASIL: PALMEIRAS X SANTO ANDRÉ – A PARTIDA EM IMAGENS

Daqui a pouco o Verdão entra em campo para mais uma partida decisiva, dessa vez contra o Mirassol, pelo Paulistão. Mas esse post é sobre o jogo de quinta, contra o Santo Rebaixado André, que teve a presença de 66,67% das integrantes desse blog – a dona Renata fez o favor de se machucar e não pode ir ao jogo, infelizmente.

Todos já estão cansados de saber como foi a partida, então nem falarei disso. Imagens transmitem muito mais que meras palavras, em alguns momentos, e esse post é para mostrar fotos do jogo, registradas por nós – e minha irmã, Larissa, que foi a uma partida pela primeira vez na vida. Só quero deixar registrado que cada jogo reflete uma emoção diferente, e de todas as vezes que fui ver o Palmeiras, nunca havia sentido tamanha ressonância da torcida – e não estou falando apenas das organizadas. Foi de arrepiar!

Outro fato relevante é ver a alegria de quem vai pela primeira vez ao estádio. É algo muito legal e gratificante, ainda mais quando essa pessoa é a outra palmeirense da família. Enfim, o feriado foi cansativo pela maratona, mas valeu a pena. Aposto que a Vanessa ficaria com bolha no pé novamente pra ver o Palmeiras em campo. Não tem jeito, isso é paixão.

Que os pais continuem levando suas crianças ao estádio, pois elas colorem o ambiente de uma forma única, ingênua e vibrante! Esses pequeninos crescerão com lembranças marcantes: pelas mágicas do nosso Mago, pela raça do Gladiador, pela vibração da torcida, pelas defesas de Marcos e Deola, pela raça e dedicação em campo. Coisas que só nós – palmeirenses – temos e podemos entender.










 














domingo, 17 de abril de 2011

CHEIO DE RESERVAS, VERDÃO PERDE PRA PONTE E ENFRENTA O MIRASSOL NA PRÓXIMA FASE

Foto: Joel Silva/Folha Press.
Lá se foi a longa fase invicta e a liderança do Paulistão. Grande coisa. Felipão botou apenas três titulares de início, mais o Rivaldo. Chance para os reservas mostrarem serviço. Entre eles estava Max Santos, o popular (Ave Maria!) Max Pardalzinho, autor do único gol alviverde na partida. Kléber, por precaução, saiu no intervalo, e Cicinho também não tardou em deixar o gramado. Ou seja, dentre os titulares e bons jogadores, só Deola ficou em campo segurando a bronca de um time bem mais ou menos. Limitado e com má vontade, o Palmeiras viu a Ponte Preta virar a partida e se classificar em 5º para enfrentar o Santos. Já o nosso adversário será o Mirassol. Na recém-encerrada fase de classificação, os dois times se enfrentaram no interior e o Verdão venceu pelo placar mínimo, gol do menino Patrik.

Felipão negou, enrolou, despistou, mas acabou colocando um time reserva em campo. Alguns dos titulares, caso de Danilo, Thiago Heleno e Marcos Assunção, ficaram no banco de reservas. Outros, como o caso de Márcio Araújo, que havia participado de todas as partidas em 2011, nem foram ao Moisés Lucarelli. Sendo assim, sobrou para Kléber a tarefa, nada fácil, de fazer esse time jogar.

Antes do início da partida, duas homenagens. Uma delas foi para Washington, atacante que encerrou a carreira no Flu com o título brasileiro de 2010 e teve grande passagem pela Macaca no início dos anos 2000. A outra foi para Chinesinho, ídolo que vestiu nosso manto nas décadas de 50 e 60, e que, infelizmente, faleceu na manhã do último sábado. O ex-jogador, também muito querido no Internacional, clube onde foi revelado, sofria do mal de Alzheimer.

Com a bola rolando o jogo foi fraco. A Ponte Preta passou os primeiros 25 minutos tentando parar o Palmeiras na base das faltas que, aliás, nem sempre eram marcadas. Irritado com as entradas em Kléber e com a falta de punição, Felipão colocou Vinícius no aquecimento logo cedo. Sem armação e criatividade, o alviverde, que apesar dos pesares dominava a partida, chegava com mais facilidade pelas alas, com Max e Cicinho. E foi dos pés do “Pardalzinho” que saiu o primeiro gol. O atacante chutou despretensiosamente de fora da área e o goleiro Bruno levou um baita frango. Ele até tentou tirar a bola, sem sucesso.

A vantagem no placar, que demonstrava também a superioridade em campo, durou pouco. Quatro minutos depois a Ponte empatou com Marcio Diogo, aproveitando cochilada de Leandro Amaro. A primeira etapa seguiu com o Palmeiras ligeiramente melhor, porém sem chances claras de gol.

Na volta do intervalo, Felipão cumpriu com a promessa. Tirou Kléber, caçado, e colocou o garoto Vinícius. Sem a última esperança de qualidade técnica em campo, o jogo seguiu para o fundo do poço. Antes, outras duas alterações no Verdão: Luiz Felipe entrou no lugar de Cicinho e Luan substituiu Max. Jogo ruim, Palmeiras reserva e completamente desinteressado, além da melhora da Ponta Preta, não poderia acabar de outra forma. Aos 30, o time de Campinas virou o placar com Renatinho, batendo forte da entrada da área. E só.

O comandante alviverde ficou satisfeito com os resultados, mesmo com a perda da liderança para o São Paulo, que empatou com o Oeste, em Mogi. Tudo porque o Verdão se livrou de pegar a Lusa, além do incompetente São Caetano, e vai encarar o Mirassol, adversário teoricamente mais fraco. Será disputado apenas um jogo, no Pacaembu, casa do Palmeiras nas fases decisivas da Copa do Brasil e do Paulistão. Aliás, a equipe, agora titular, volta a jogar pela competição nacional no feriado de Tiradentes contra o Santo André, às 16h. A derrota para a Ponte, já programada, não atrapalhará em nada nossos planos. Que venha o mata-mata!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

TOLIDERANDO 0 X 1 TOLIMINADO , CLÁSSICO É CLÁSSICO.

Não adianta fingir que não estou puta com o resultado do clássico, que é até difícil chamar de “jogo” pela importância que damos ao evento. O palmeirense que se diz indiferente é tão ilegítimo quanto o curintioso que finge não se importar. O clássico é tão importante que até torcedores de outros times, ou mesmo aqueles de time nenhum, que fingem saber algo de rivalidade, gostam de dar pitacos, escolher um lado e comentar. Alguns até tentam provocar, querendo em vão sentir o gostinho de algo que não conhecem.

Não vou falar muito do jogo. Falar que um péssimo jogador fez gol enquanto outro ótimo jogador perdeu tantos, falar que um goleiro ruim foi o nome do jogo e que Felipão deveria ter acertado a marcação no meio – já que desde o começo do jogo essa falha palmeirense estava na cara, enfim, falar de tudo isso é comentar detalhes. Assim como estarei comentando detalhes ao lembrar a péssima atuação da arbitragem. Em clássico, o que importa é o resultado.

Alguns reclamam até demais. Outros não dão o braço a torcer. Poucos se calam. Eu prefiro escutar calada a provocação dos adversários que precisaram me suportar em outros momentos, desde que seja provocação legítima e não uma reação que busca pretextos para desfazer amizades (pois intolerância ao intolerável é minha regra). Eles também têm direito a se divertir, afinal, se dizem tão sofredores que às vezes sinto pena. E é até engraçada a forma como, diante da vergonha que têm passado nos últimos dias, os rivais encontraram nesse 0x1 um motivo de euforia sem tamanho. E é de se entender, pois como disse antes, clássico é clássico. De certa forma, o campeonato não importa. Eles sabem que continuam em péssima situação enquanto nós sabemos que continuamos líderes. O resultado do clássico tem outro nível de importância. Se há como destacar um lado bom disso para nós, além de ainda sermos líderes, é que uma vitória daria a falsa ilusão de que o time está completo. E não está.

A irritação vai demorar um pouco. Ao contrário daqueles que usam frases sem sentido, eu não preciso fingir que não me importo. São coisas da rivalidade. E se a rivalidade deixasse de existir, levaria consigo parte da graça do futebol. Basta ver como os que não participam disso buscam se envolver de alguma forma, querendo sentir também um pouco dessa “graça” (me desculpem o termo bambi) que há no verdadeiro futebol. Como disse de manhã, e não tenho motivos para deixar de repetir: odeio esse curintia, odeio perder para esse curintia, mas mesmo que seja ruim admitir, o futebol não seria tão bom se houvesse apenas Palmeiras, ou apenas Corinthians (aí seria horrível). Eis uma verdade incontestável.

Amanhã um Obina da vida faz três gols e nós voltamos a comemorar e rir, como estão rindo eles do lado de lá. As estatísticas mostram que a possibilidade disso acontecer para o nosso lado é maior que a deles. Sei que pelos próximos dias vou olhar atravessado para aqueles que fazem piadas, como eles olharam atravessado ao avistar meu sorriso irônico por tantas vezes. Hoje é a primeira vez que perco para o curintia sem a velha enxaqueca. As pessoas sabem que continuo dando a mesma importância insana. Mas é que hoje alguém que, por mais que eu insistisse, nunca tinha me proporcionado nada que valesse a pena, enfim fez valer as chances que dei para sua permanência em minha vida: ensinou-me que certas coisas são boas mesmo quando ruins, apenas pelo fato de que seria um pouco chato viver sem isso.

créditos da imagem: portal terra.

AS COISAS QUE MUDAM, E AS COISAS QUE PERMANECEM

O Passione Verde esteve “abandonado”. Estivemos ausentes por acreditar que às vezes o silêncio ajuda a esperar que certas coisas passem. Em muitas ocasiões, não podemos resolver problemas, as palavras vãs e repetidas só servem para nos fazer mal... Mas geralmente é bom voltar ao que gostamos, quando sentimos que isso pode nos fazer bem.

Há uma semana, passamos em frente ao Palestra. Como não vivemos em São Paulo, ainda não tínhamos visto o andamento das obras. E como bem disse a Mayara, ver aquilo de perto pode causar sensações muito diferentes de quando observamos uma foto. Foi difícil, ao menos para mim, observar a mudança. Aquele lugar de tantas lembranças, de tantas emoções, está deixando de existir aos poucos e inexoravelmente.

Eu sei que, ao ler ou ouvir esse tipo de declaração, a maioria das pessoas responde com aquelas frases prontas que beiram auto-ajuda barata, dizendo coisas como: “deixou de existir, mas estará para sempre dentro de nós”, ou até mesmo que o “novo Palestra” existirá e isso significa que o “velho Palestra” não deixará de existir. Bobagens de nós humanos, que não conseguimos aceitar a lei natural da vida: de que as coisas, relacionamentos e lugares, mudam, acabam e até mesmo morrem. E de que nós precisamos lidar com isso. Eu não tenho medo de assumir que sofrerei para lidar com essa mudança, sentirei muita falta do Palestra que fez parte de toda a minha vida – mesmo quando existir outro Palestra. Será difícil não ver mais o jardim suspenso, piscinas, o orelhão que faz mais parte do meu imaginário infantil que um personagem de Monteiro Lobato, as chaminés e todos aqueles edifícios. Quantas vezes, quando criança, passei um jogo chato imaginando quem morava aqui ou ali... Mas, como a Vanessa sempre faz questão de lembrar, o bom é que (esperando que saibam lidar corretamente com essa mudança inevitável, e mesmo sabendo das conseqüências ruins que ela acarreta) estamos sem estádio para ter um novo, e tem gente aí que nem o primeiro tem ainda...

E por falar nesses indivíduos, este domingo é dia de exercitar nossa rivalidade. Dia de Palmeiras x Corinthians não tem como não ser diferente, principalmente para quem vive no estado de São Paulo, como é o meu caso. As provocações começam semanas antes, e continuam por um bom tempo. E está aí um exemplo de coisas que mudam, mas no fim das contas continuam as mesmas. Pois quem diz que hoje em dia há em São Paulo alguma rivalidade maior que Palmeiras x Corinthians, é no mínimo desconhecedor do assunto e não sabe que a rivalidade caminha ao lado da tradição – também precisa observar mais como as coisas acontecem no cotidiano dos torcedores. Há coisas na vida, como disse antes, que perdemos por mudanças, mas há coisas que permanecem e resistem à ação do tempo. Eu detesto o curintia, mas sei que muitas coisas no futebol não teriam tanta graça se eu não detestasse tanto o curintia. Afinal, são tantas as alegrias recebidas...

Que neste domingo, em que resolvemos reativar o Passione, tenhamos mais uma dessas alegrias - já começou no meio da semana e nada mais justo que se complete hoje. Muitos desdenham o Campeonato Paulista, mas eu gosto bastante de ver o Palmeiras jogando com times tão próximos, que ignoramos durante boa parte do ano. É bom, também, pelas rivalidades, pelas boas lembranças (por não ser de pontos corridos). Não desprezo a liderança no Campeonato Paulista, e sei que é muito melhor dizer que sou líder a dizer que toliminado.


Imagem: Mayara Cardoso.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

KID BENGALA DECIDE DE NOVO E VERDÃO SE APROXIMA DA FINAL NA SULAMERICANA

Foi difícil e chato, mas a vantagem conquistada valeu qualquer esforço. Aliás, esforço que não foi somente dos jogadores, mas principalmente da torcida palmeirense que cantou e vibrou durante os 90 minutos no Serra Dourada. Parecia que estávamos em casa. Com a vitória, o Palmeiras joga pelo empate na próxima quarta. Mas, obviamente, com Pacaembu lotado, ninguém vai quer saber de jogar pela igualdade no placar. A final da Sulamericana está cada vez mais palpável. Marque na agenda, parmerista: 24 de novembro, dia de despachar o Goiás. Que os jogadores saibam fazer valer o favoritismo e a vantagem dentro de campo.

Reza a lenda que no último domingo, neste mesmo Serra Dourada, o Palmeiras jogou e perdeu. Mas não, não é lenda, realmente aconteceu. O time reserva foi derrotado pelo Atlético-GO, enquanto a equipe principal aguardava em São Paulo, se preparando para o duelo da Sulamericana. Já virou passado. Quem viu, viu. E quem não viu... É um baita de um sortudo desgraçado. Sem o peso nas pernas, o Verdão titular entrou em campo com um objetivo claro: marcar um gol e conseguir vantagem pro segundo jogo. E o Goiás, com chances remotas de escapar do rebaixamento, apostando todas as suas fixas na competição continental. E quando a bola rolou, sobrou canelada pra todo lado. Foram tantas faltas, que o cara da estatística pediu demissão.

No início da partida parecia que o Palmeiras não ia se intimidar e buscar o resultado já fora de casa. Manteve-se mais tempo com a posse de bola e até arriscou poucos chutes ao gol, claro, com Marcos Assunção. Hoje o volante deixou todo mundo atento ao chutar uma bola pra lua nos primeiros minutos. Mas o recado estava dado: “vou chutar com a bola rolando”. E foi com a redonda rolando que o especialista em cobranças de falta mandou um chute perigoso, que passou raspando a trave. No entanto, o domínio palmeirense não durou muito tempo. O Goiás cresceu na partida e apostou em bolas alçadas à área para tentar fazer o resultado. E quando tínhamos a chance de contra-atacar, lá vinha falta. No nosso lance mais perigoso, Assunção cobrou falta, Harlei rebateu pra área e Lincoln (zzzzzzzzzzz) foi travado pela zaga na hora da finalização.

Na segunda etapa, não tivemos nem tempo de acomodar a bunda no sofá direito. Aos 3 minutos, ele, o homem da bola parada, mandou um chute lindo, com ela rolando mesmo, e acertou na gaveta do goleiro esmeraldino. Um golaço! Mais um do principal jogador palmeirense no segundo semestre. Com desvantagem no placar, o Goiás teve que partir de vez para a pressão. Mais chuveirinho. Kléber ainda teve boa chance em contra-ataque, mas Harlei defendeu. E foi praticamente a última coisa boa que o Palmeiras fez na partida. Felipão mexeu. Tirou Lincoln (zzzzzzzzzzzzz) para colocar Pierre. E se isso já era sinal de ferrolho defensivo, foi ainda mais evidenciado com a entrada de Leandro Amaro no lugar de Tinga, alguns minutos depois. E lá veio mais pressão. Até que aos 47, de tanto tentar e não conseguir, o Goiás chegou ao gol de empate. Ou quase isso. Otacílio Neto desviou de cabeça em cobrança de falta e marcou. Mas Everton Santos, impedido, foi pra bola e dividiu com o arqueiro alviverde. E então mudou a história do “empate” da equipe goiana, que teve o gol corretamente anulado. Ufa!

Muita reclamação do Goiás, sem procedência , ao final da partida. E a torcida deles, que já estava com Tensão Pré-Série B, resolveu fazer das suas. Alguns trogloditas jogaram objetos no gramado, entre eles rádios, um recolhido pelo bandeirinha e outro que atingiu Felipão na saída do gramado. E aí Conmebol, vai ficar por isso mesmo? Com o gol do Kid Bengala, vulgo Marcos Assunção, o Verdão jogará na próxima quarta-feira, em casa, por qualquer resultado de empate. Que a torcida mais uma vez lote o Pacaembu e faça uma bela festa de apoio ao time. Tenho certeza que fará. Com a final cada vez mais próxima, não custa observar os prováveis adversários que entram em campo nesta quinta. LDU x Independiente, quem passa? E enquanto isso, o BRoubadão 2010 segue no ritmo de Lincoln: zzzzzzzzzzzzzzzzz...

Créditos da foto: Uol.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

VITÓRIA “FELIPÔNICA”, SHOW DA TORCIDA E CLASSIFICAÇÃO PARA AS SEMIFINAIS DA SUL AMERICANA

Podem menosprezar a Sul Americana (apesar de agora ser diferente, devido a vaga na Libertadores), mas mata-mata que é futebol – e não essa porcaria de pontos morridos. A ansiedade, a expectativa, saber que raramente as vantagens tornam impossível uma virada. No mata-mata não existe essa dependência chata de outros resultados, as coisas precisam ser resolvidas de imediato, os perigos são maiores. Nosso encantamento pelo futebol é resultado, em grande medida, das emoções causadas pelo perigo iminente – que são levadas ao ápice em decisões assim. E como disse algum comentarista na TV – cujo nome não me lembro - em um jogo da Sul Americana: mata-mata é a cara do Palmeiras, é também a cara do Felipão. Eu penso que é mesmo a nossa cara, temos gosto pelo jogo em que é preciso lutar para conseguir a vitória de qualquer forma: seja pela técnica, seja pela garra, ou pela junção dos dois. Nosso técnico é o homem para isso.

Empolgado pela decisão, o Palmeiras lotou o Pacaembu: comprando todos os ingressos disponibilizados, a torcida atendeu aos pedidos do aniversariante Felipão (que ele tenha ótimos anos de vida pela frente). Pela festa, e pelo apoio, os torcedores participantes merecem parabéns, foi lindo.

Assim como o Palmeiras poupa jogadores no BRoubadão 2010, pelo objetivo claro de vencer a Sul Americana, o Atlético Mineiro privilegia a fuga da série B. Portanto, o time misto do galo já era esperado. E isso não significa facilidade, já vimos muitos times mistos surpreendendo adversários favoritos. Dorival Jr. quis apostar no erro do adversário, com dois atacantes abertos, jogando no contra-ataque. Estava claro que não iriam entregar jogo nenhum, e de fato lutaram até o fim. Se não foi o suficiente, Deola também precisou fazer suas defesas.

O Galo teve suas chances, mas o Palmeiras tratou de abafar marcando a saída de bola do time mineiro - quando não foi possível, contou com a precisão de Deola e os belos chutes ao alto dos adversários. Do lado verde e branco, no início do jogo, os jogadores buscavam aproveitar-se da chuva (e belos escorregões) com chutes na entrada da área – o que fizeram sem eficiência. E perdemos Valdívia já aos 15 minutos. O Mago sentiu a coxa após criar boa jogada, que Tinga não conseguiu concluir com gol. Saiu visivelmente abalado, deixando preocupação. Lincoln, que o substituiu, fez boa partida, esteve participativo e com bom passe - apesar de ter chutado muito mal a gol, assim como o Gladiador.

Está certo que ainda vemos várias necessidades nesse time. A lentidão por vezes é revoltante, as bolas perdidas que dão chances ao adversário (não é, Tinga?), a falta de precisão na última bola e no chute a gol. Muitas vezes falta encurtar os espaços, para impedir certos chutões e bolas espirradas que raramente dão certo. Mas vale a disciplina e disposição de jogadores que até no último minuto, assim como o jogo atento de Edinho e dos zagueiros, Danilo e Maurício Ramos, além do auxílio do zagueiro nas horas vagas: Luan. Aliás, se geralmente falta técnica, sobra vontade e determinação a Luan. As jogadas pela ponta esquerda raramente empolgam, mas é inegável que o atacante tem sido ótimo apoio na marcação. E ajudou bastante no ataque também.

Sobre os dois gols, o time decidiu exatamente nos nossos momentos de maior preocupação. O belo gol, olímpico!, de Assunção, aconteceu no quando já nos desesperávamos pelo perigo de uma vantagem pequena (afinal, como esquecer do que aconteceu no primeiro jogo?); já Luan marcou o seu quando o Atlético parecia acreditar em alguma possibilidade de levar o jogo aos pênaltis, o que ocorreria no caso de 1x1. E aqui volto ao que falei no início do texto: a tensão de um jogo de mata-mata, o grito de alívio no segundo gol, a empolgação na vitória. É tudo como gostamos de ver e sentir. Ao contrário daqueles que reclamam ao ponto de esquecer a comemoração, eu vejo possibilidades, eu tenho confiança nesse título. Essa Sul Americana pode não ser o maior campeonato do mundo, mas tem resgatado sensações e sentimentos que há algum tempo estavam tão apagados entre nós... É muito bom assistir um jogo, ver a vibração dos jogadores, ouvir o canto da torcida em êxtase, e pensar: Isso é Palmeiras.

Créditos da imagem: UOL


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

PALMEIRAS DESFALCADO NÃO SEGURA VENTANIA FRACA E PERDE NA ARENA DA BAIXADA


Logo no início da partida, acreditei que seria um jogo e tanto. O Palmeiras marcava bem, não dava muitos espaços para o Atlético-PR e chegou com perigo em algumas ocasiões. O problema foi perceber que o ataque não era nada efetivo e nas poucas chances que criou, desperdiçou a oportunidade. E quando conseguiu marcar, pra variar, o bandeirinha anulou, de forma equivocada.

É incrível como o nível da arbitragem brasileira está muito abaixo do padrão aceitável. Todo jogo tem alguma polêmica, erro crasso, safadeza, covardia e, sempre, aquela vontade de ferrar o Palmeiras. Não é mania de perseguição, até porque eu sei que também ocorrem erros em outras partidas, mas paciência tem limite. De palhaços, já bastam os que trabalham na imprensa esportiva.

Não vou dizer que a culpa da derrota foi da arbitragem, mas aquele gol do Tadeu, mal anulado, poderia ter dado outra cara para o jogo, já que isso ocorreu aos 22 minutos do 1º tempo. Futuro do pretérito, infelizmente. Ah, o bandeirinha também anulou o gol legítimo do Atlético, alguns vão dizer. Não. O juiz apitou antes da conclusão, então não se pode afirmar que aquele chute iria entrar, até porque Deola viu o bandeira levantar o braço antes do apito e nem tentou defender da maneira usual.

Hoje prefiro nem comentar os principais lances da partida, mas não posso deixar de escrever sobre aquele que tem honrado nossas redes. Deola foi o melhor jogador do Palmeiras, fez defesas sensacionais, principalmente no 2º tempo, quando o time deixou a vontade no vestiário. A cada dia que passa mostra a todos que não apenas está em uma fase maravilhosa, como também é um goleiro fantástico. Mas quando o goleiro é o melhor jogador da partida, é porque algo está errado...

Lincoln dormiu a partida inteira. E quando aparecia, era por fazer faltas. Se realmente veio pra ser ídolo, devia deixar pra comer feijoada só nas segundas-feiras. Jogador não pode ser tão displicente em campo. O problema é que sobra vontade para aqueles que não têm muito talento, como é o caso do Luan. Ele é esforçado, corre o tempo todo, ajuda na defesa (até bem, por incrível que pareça), mas quando precisamos dele no ataque, é uma tristeza. Tadeu também é bem esforçado, mas consegue ser ainda pior. Acho que poderiam formar uma dupla sertaneja e sair em turnê. Pro Japão, de preferência.

Tinga consegue fazer uma partida boa e outras 5 abaixo do desejável. Eu sei que ele tem potencial, que é bom jogador, mas precisa ter mais regularidade. Pode até ser a questão do posicionamento em campo, então o Felipão precisa dar um jeito nisso, e rápido. Tenho a impressão de que após a saída do Lincoln, Tinga ficou mais solto e procurou se apresentar mais. Mas se nosso técnico acha que pode deixar apenas um jogador na criação, então, realmente, precisa rever algumas coisas.

Outro ponto falho do Palmeiras ocorreu nas laterais. Márcio Araújo e Gabriel Silva não conseguiram dar um ritmo de jogo adequado pelas alas, então foram raríssimas as vezes que uma bola foi cruzada na área (na verdade, eu nem me lembro de nenhuma, mas posso ter esquecido, claro). Os dois também não conseguiram defender de forma eficaz e o gol do Atlético acabou saindo pelo lado esquerdo, após o jogador Marcelo passar pelo Gabriel e cruzar para Nieto marcar, se antecipando ao Danilo, que também dormiu no lance. Esse gol saiu no final da partida, aos 39 minutos. Castigo? Pode ser, já que o Palmeiras não fez absolutamente nada para tentar vencer.

Ainda vimos Felipão fazer 3 alterações: Pierre entrou no lugar de Lincoln (ZZZzzzZZZ), Vinícius no lugar do Tinga e Ewerthon, no lugar do Tadeu. Agora me diga. Se com meias já estava complicado, imagina sem nenhum? Pois é, assim fica bastante difícil mesmo.

Enfim, uma derrota frustrante, pois pelo bom 1º tempo, poderíamos ter saído com um resultado melhor. Felipão já avisou, na coletiva, que vai focar na Sulamericana. Isso significa um mistão contra o Guarani, no domingo. Espero que, pelo menos, os jogadores saibam da importância disso para o time e para a torcida.

Só pra constar, foi nítida a satisfação do Milton Leite e do Noriega diante da má atuação do Palmeiras. Se a câmera estivesse virada para eles, veríamos o sorrisinho no canto da boca desses palhaços. Mas não nos exaltemos. Vamos virar esse “jogo” e essa imprensinha meia-boca vai ter o que merece.

Crédito da foto: Terra.