sábado, 6 de junho de 2009

NÚMEROS E FATOS - Brasileirão 2009 - Análise até a R4

Estamos a 12 dias de um jogo decisivo na Libertadores, contra o Nacional, no Uruguai. O Palmeiras não vem correspondendo como gostaríamos e não vence há 5 jogos, sendo 3 deles pelo Brasileirão. Afinal, qual é o problema com a equipe? Para tentar responder a essa pergunta, vamos recorrer a números e fatos concretos, nada de teorias mirabolantes ou algo do tipo. Talvez assim, consigamos chegar a alguma conclusão plausível. A análise se refere apenas aos jogos do Campeonato Brasileiro.


*Nos gráficos com as estatísticas separadas de 1º e 2º tempos, não temos os números contra o SP. Todas as informações foram tiradas do site 3VV – Indicadores Footstats.


Lançamentos

Estamos carentes de jogadores que tenham habilidade para fazer lançamentos decentes. O que temos visto são os zagueiros e volantes tentando fazer a ligação ao ataque, quase sempre de forma infrutífera. Pierre é um monstro na marcação, mas não tem a qualidade exigida para esse tipo de função. Cleiton Xavier e Diego Souza, bem como os laterais deveriam ser os principais responsáveis desse quesito. O número de lançamentos errados, considerando até a 4ª rodada, está em torno de 64%. Através dos gráficos abaixo, não se percebe a evolução da equipe neste sentido. Mas também não podemos ser imediatistas. O time ainda não possui um padrão, muda a cada partida, então fica complicado exigir demais. Porém, ao mesmo tempo, tenho a impressão de que a equipe não faz um treinamento conveniente nesse sentido (e em outros também, explicitados abaixo). Por incrível que pareça, os acertos superaram os erros apenas no jogo contra o Internacional, pela 2ª rodada. Erramos mais contra o SPFW, 39 vezes. Podemos ver também que o time costuma errar mais no 2º tempo das partidas.




Cruzamentos

Se os lançamentos estão abaixo do nível desejado, imaginem os cruzamentos. Os números são de arrepiar qualquer palmeirense mais otimista. E essa inabilidade tem nos prejudicado muito, pois de que adianta termos jogadores na pequena área se a bola não chega com precisão? Temos dois jogadores que conseguem cruzar de forma mais satisfatória: Cleiton Xavier e Marquinhos (sim, ele mesmo!). Infelizmente, nossos laterais (e aqueles de improviso) praticamente não acertam. No total de 115 cruzamentos, 90 deles foram errados, resultando num índice superior a 78%. Então, qual é o problema? Como o amigo Manuel sempre diz, precisamos trazer alguém qualificado para treinar os fundamentos com os jogadores de cada função. Portanto, tragam o Arce!

Acertamos mais contra o Inter, em relação aos outros jogos, mas também cometemos mais erros. Foram 9 acertos de um total de 37 cruzamentos. Observa-se também que o índice de acertos é maior no 2º tempo das partidas.




Finalizações

Último jogo: Barueri finalizou 15 vezes, sendo 6 certas. O Palmeiras finalizou apenas 6 vezes, sendo 2 certas. Como explicar esses números se temos Diego Souza e Cleiton Xavier que já mostraram talento para chutar ao gol? Além, é claro, dos atacantes que concluem as jogadas, normalmente, dentro da pequena área. O problema é que nosso time não arrisca! E não podemos nos esquecer que as jogadas pela esquerda, desde as contusões de Willians, quase não funcionam mais. Os quesitos citados acima também influenciam bastante nesse baixo número apresentado. Fundamentalmente, podemos destacar 4 motivos para essa ineficiência: não arriscamos com frequência, cruzamentos ineficientes, passes errados e o rebote, que quase não pegamos.

Nesse último jogo, a bola estava escorregadia e não aproveitamos para chutar. Até agora, foram apenas 51 finalizações, sendo 16 certas. Um aproveitamento pouco superior a 31%. Aqui também podemos ver que o número de acertos é maior no 2º tempo.




Desarmes

Até que enfim um quesito em que temos superioridade. Só ficamos atrás no jogo contra o Inter (32 x 31 desarmes certos). Até a 4ª rodada, foram 150 no total, com 125 certos, significando um aproveitamento de quase 87%. Mas apesar desses números favoráveis, não podemos nos esquecer de um detalhe muito relevante: a não continuidade da jogada após o desarme. Esse poderia ser o diferencial desse time, se após os desarmes houvesse jogadas eficazes, com acerto nos lançamentos e cruzamentos, além de jogadas rápidas, como no início do ano.

Só para compararmos melhor, na primeira rodada, o Palmeiras acertou 31 desarmes contra 19 do Coxa. Contra os bambis, acertamos 34 contra 16 delas. E contra o Barueri, 29 acertos contra 16.




Passes

Outro indicador que nos favorece consideravelmente e mostra que temos um alto índice de passes em toda partida, totalizando 1358, sendo 1179 certos (cerca de 87%). Isso nos leva a pensar em alguns pontos: o time prima pela troca de passes para adentrar a área adversária, procurando abrir espaços em tabelas pelo meio ou pelos flancos, mas também pode significar falta de objetividade, concentrando passes ineficientes do meio para trás, quando não há opção de ligação ao ataque. Então eu pergunto: o que predomina no Palmeiras?

O time que chegou mais próximo de nós em termos de passes foi o São Paulo, 282 contra 274. No último jogo, o Barueri somou 154 passes, enquanto o Palmeiras, 284. Mas eles foram mais precisos que nós, com 88% de acertos. Precisamos aliar eficiência e eficácia para transformarmos esse grande volume de passes em jogadas mais objetivas, que propiciem chances declaradas de gol.




Posse de Bola

Em todas as partidas até aqui, tivemos mais posse de bola que os adversários, mas isso não foi transformado em finalizações e chances claras de gol. Contra o Inter, por exemplo, tivemos 62,5% de posse de bola, nossa maior marca dentre as 4 partidas, concentrando-se predominantemente no meio de campo. O que foi dito acima serve aqui também: eficiência e eficácia devem andar unidas. Objetividade e rapidez, não olvidando da ousadia, quando for o momento. Temos jogadores diferenciados que podem decidir qualquer partida, mas a equipe toda precisa trabalhar nos fundamentos para que tenhamos sucesso. Vamos treinar esse time, profexô!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

UM BRINDE À TRADIÇÃO SEM ESQUECER A MODERNIDADE

Hoje o Palmeiras lançou a linha Adidas 09/10 de seus uniformes. No começo desta tarde, pudemos reencontrar a tradição da camisa branca e das cores verde, branco e vermelho, que remetem nossas origens italianas, mas com muita inovação, além do fim, que pode ser breve, da “era verde-limão”. Confira os detalhes do lançamento da nossa "segunda pele".

Na camisa principal, a “alviverde imponente", a manutenção do tom da última linha foi excelente. O mesmo “Verdão” com novos traços brancos, gola pólo e números com contorno dourado. Já a branca, aposentada praticamente desde o surgimento da verde-limão, sucesso absoluto entre os torcedores, principalmente os mais jovens, voltou em grande estilo. O “manto”, além do já tradicional verde e branco, ainda apresentou uma manga em vermelho.

Os uniformes de goleiro também foram apresentados e ficaram de muito bom gosto. Deola apresentou o que deve ser o segundo uniforme, camisa cinza com detalhes em azul celeste, mesma cor do calção. Já Bruno vestiu um uniforme todo em azul marinho com detalhes em verde-limão. Outras linhas também foram lançadas, como as de passeio, com a Cruz de Savóia, e camisa e cachecol lembrando o título da Libertadores de 99, que completa dez anos.

Além disso, agasalhos, modelos infantis e femininos também foram lançados. A Samsung, patrocinadora principal, dividiu o espaço da camisa, cedendo as mangas para um outro patrocinador, que não foi a Suvinil. A empresa que estampou sua marca nas mangas palmeirenses por quase 1 ano e meio, deu lugar à Fast Shop. Especula-se que a Cosan deva estampar os calções, contrato que deve ser acertado em breve. Outra novidade foi a “ausência” da suposta, e muito comentada, nova camisa azul, que lembraria as cores da seleção italiana. Comenta-se que a camisa deverá ser lançada sim, mas apenas entre os meses de agosto e setembro, quando o clube completará seus 95 anos de fundação.

O Passione Verde considera que a Adidas acertou em cheio nas cores e nos modelos da nova linha, e o torcedor já poderá desfrutar dos lançamentos através da Ponto Verde, Verdegol e Netshoes, que já estão comercializando o recém-lançado manto alviverde. Aproveite e confira mais da apresentação desta quinta-feira, dia 4 de junho, na nossa Galeria!

Créditos da foto: Uol Esportes.

domingo, 31 de maio de 2009

OBINA NÃO É MELHOR QUE O ETO’O, MAS MARCA EM EMPATE INFELIZ CONTRA O BARUERI

Os atacantes fizeram a parte deles. Em duas ótimas jogadas dos meias, Obina e Keirrison ajudaram o Palmeiras a abrir 2 x 0 no placar. Os defensores não. Em duas cagadas, o Barueri empatou e ainda teve a chance de virar quando Wendel foi expulso. O “Madureira” não foi o maior culpado hoje, mas os “Marcos” falharam e comprometeram aquilo que seria uma boa vitória. Resultado, até certo ponto, injusto para estragar a noite proveitosa do ataque alviverde, além de mais um tapa na cara dos torcedores. Ê fase!

A Arena Barueri recebeu um público modesto nesta noite fria e chuvosa de domingo para os paulistas. De um lado, um Palmeiras cabisbaixo pelo empate de quinta contra o Nacional, que nos complicou na Libertadores. Do outro, um Barueri sem vitórias ainda na série A. E o primeiro tempo refletiu esse desanimo. Mal foi dado um chute ao gol e as boas jogadas deram lugar a lances grotescos dos dois lados. Um joguinho bem vagabundo.

Na segunda etapa, os times voltaram melhores e Diego Souza ajudou a tirar a zica de 6 meses de Obina. Boa jogada pelo meio e lindo passe, o baiano dominou e bateu no canto de Renê. Muita comemoração dos jogadores. Nem 5 minutos depois Cleiton Xavier avança pela direita e cruza certeiro para Keirrison bater de chapa e deixar o dele. Vitória? Pergunta para o Marcão. Em lance bisonho na área, Marcão caiu e continuou sentado, vendo Pedrão, sem causar preocupação nenhuma de nossos defensores que apenas observaram, bater para o gol com a bunda ainda no gramado molhado. O mesmo camisa 9 empatou a partida em falha na saída de bola, dessa vez com Marcos. Noite infeliz do Santo, que já havia rebatido outras bolas perigosamente.

Resultado indiscutivelmente ruim. Agora, o Verdão chega à marca de 5 jogos sem vitória e 3 empates seguidos, com um aproveitamento no Brasileirão de até agora apenas 41,7%. O resultado foi péssimo, sim, mas foi injusto. Com Obina ou sem Obina, o problema do Palmeiras é na defesa e nas laterais, mas parece que ninguém da diretoria e comissão técnica vê isso. Quem não quer Pierre, Cleiton Xavier, Diego Souza e Keirrison? E quem quer Marcão, Wendel, Fabinho Capixaba e até Pablo Armero, que vem mostrando em seguidas partidas ser no máximo um jogador regular? Até o Vitória da Bahia, no Palestra, tem uma semana, que essa não seja jogada fora como as duas últimas. Trate de treinar esse time, ô “profexô”, ou a sua batata vai queimar, aliás, queimada ela já está, agora ela vai é torrar!

Créditos da foto: Uol Esportes.

sábado, 30 de maio de 2009

SINTESI SETTIMANALE: 24/05 a 30/05 - A semana em que o Palmeiras só empatou (ou empacou?) em campo.

O Palmeiras teve uma semana cheia de novidades e personagens em foco. Porém, quando em campo as coisas não vão bem, alguns personagens ganham destaque. Podemos assim dizer que foi a semana da dupla sem vergonha. É, porque juiz que não marca pênalti legítimo, mesmo estando “em cima” da jogada, é no mínimo sem vergonha. E o que dizer, então, de treinador que erra e tenta se esquivar colocando a culpa, responsabilidade, e foco de polêmica (para tirar o seu da reta) em outros?


Saudade: O, sempre nosso, Gladiador foi ao Palestra no domingo para ver o clássico contra o São Paulo. Sobre jogar contra o Palmeiras, disse que é profissional, mas se fizer gol não comemora. Afirmou também que quer voltar. Nós também sentimos sua falta, Kleber (e como).


Boletim de Ocorrência: É o que deveríamos fazer contra o Sr. Rodrigo Braghetto, que nos passou a mão em 3 pontos. Que não me apareça mais por aqui! A revolta é tanta que, segundo a súmula do juizinho, o próprio Belluzzo foi reclamar no vestiário dos árbitros.


O Reclamão: É claro que o Luxemburgo não iria comentar a atuação do time (que poderia ser muito melhor e ganhar mesmo com pênalti não marcado), ainda mais quando existe de fato algo do que se reclamar. Falou do juiz, disse que o chefe de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, coronel Marcos Marinho, deveria tomar uma atitude, mas não valeria a pena para esse tirar a camisa do São Paulo. Resultado? Marcos Marinho quer Luxemburgo no banco dos réus da justiça desportiva. Sobre o apito vestindo camisa não menciona nada.


O Santo: São Marcos, após salvar o time de vergonha no clássico de domingo, renova o contrato com o Palmeiras por mais 5 anos. A pretensão é que continue como goleiro por mais dois anos e faça parte da comissão técnica pelos 3 anos seguintes. Em minha opinião deveria ter um contrato vitalício e não um busto, mas uma estátua, guardando o clube.


Segunda Pele I: A adidas lançou um anúncio de encher os olhos do torcedor, com direito a Pierre dizendo que a camisa do Palmeiras é a segunda pele do jogador, grito de guerra e jogadores “tatuando” o escudo no peito. Há uma promoção sendo vinculada, acreditamos que é relacionada à nova camisa.


Segunda Pele II: Falando em nova camisa, segundo Milton Neves e Mauro Beting (programa Concentração do dia 28/05), uniformes novos: o 1 é verde, claro; o 2 branco, ainda bem; e o 3 será azul e branco, com a Cruz de Savóia no lugar do escudo do Palmeiras. Que pena não ver a Cruz de Savóia numa camisa verde, mas é melhor que cor de marca texto...


Novidade da semana: Obina, vindo do Flamengo, em má fase e sem fazer gols há 17 (agora 18) partidas, é o novo reforço do Palmeiras. Teste cardíaco na torcida para o que viria na quinta, o jogador foi comemorado por Belluzzo e pelos jogadores. Mesmo fora de forma e não entrosado com o time, Obina entrou em campo nessa quinta-feira e mostrou vontade, mas ficou apenas nisso (além de mostrar que pelo menos nosso estoque de cartões ele vai reforçar). Tudo bem, diante da atuação do Palmeiras no jogo quase não temos o que falar de Obina. Alias, O BI NA LIBERTADORES é uma dúvida, mas nós vamos torcer e (tentar) acreditar.


A saga do ingresso pra burguês: O aumento no preço do ingresso foi tanto (arquibancada por R$ 40,00?) que no clássico de domingo o Palestra tinha uma grande lacuna. Assim, Belluzzo reuniu-se com membros de organizadas para discutir valores dos ingressos para o Brasileirão. A idéia é diminuir o preço e não prejudicar o verdão. Minha opinião é de que se os ingressos dobram de preço e a torcida presente divide-se pela metade, é melhor ter casa cheia. Segundo Belluzzo, as idéias giram em torno de investimento no programa sócio-torcedor, bem como em desconto para os torcedores que vão mais ao estádio.


Capixaba e pedido de apoio: Luxa escalou Fabinho capixaba no jogo de quinta (categoria) contra o Nacional. Pediu apoio da “turma do amendoim”. Disse ainda que voltar-se contra ele é voltar-se contra o time. Pois é...


Ai, meu coração: O jogo contra o Nacional, pelas quartas de finais da Libertadores, ocorrido nessa quinta-feira foi tão lamentável que a única coisa que tenho a dizer é: Nacional comemorou, precipitadamente e como vem fazendo desde quando pulou as oitavas de final de forma ridícula, como se já estivesse nas semi finais. Mas como vou reclamar, se o Palmeiras fez por merecer? Ai, meu coração...


Visitante no Palestra: Se no clássico de domingo tivemos Kleber Gladiador, na quinta-feira quem torceu (sofreu?) pelo time no Palestra foi Diego Cavalieri. Verdade seja dita, a torcida feminina deve ter adorado...


“Burro” é ofensa aos burros: Após a triste partida de quinta-feira, marcada por visivelmente péssimo trabalho do Sr. Luxemburgo, esse saiu vaiado pela torcida que o chamou de burro. O indivíduo citado, que nunca assume um erro e jamais diz que vai correr atrás do prejuízo, colocou a culpa da derrota na torcida, que não teria apoiado o time como, segundo ele, outras torcidas o fazem (comparar torcida é de f...., hein...). Não bastando, quis por a culpa na falta de jogador diferenciado, colocando defeito no elenco que ele mesmo formou e ainda dizendo que Keirrison e Diego Souza não têm talento para decidir uma partida. Lamentável, lamentável... Esse senhor pede apoio da torcida para Fabinho Capixaba, reclama do excesso de “cornetagem” da torcida, para depois ele mesmo reclamar do elenco. Ridículo da sua parte, Sr. Luxemburgo, não cabe a um técnico fazer isso, mesmo com péssimos jogadores, muito menos com dois dos mais destacados membros do time e decisivos no único gol do time na partida. Por mais que exagere às vezes, a torcida tem o direito de reclamar, assim como o técnico tem o dever de trabalhar direito e incentivar o time. Ainda tem a audácia de se vangloriar por títulos do passado, é claro, ele precisa do passado pra mostrar que é bom. Depois dessa, a única coisa que digo é: burro é ofensa, para os coitados dos burros que são comparados a um ser humano desse nível.


Mano Menezes: Com muita educação, dizendo respeitar a opinião de Luxemburgo, o técnico do Corinthians, indagado pela imprensa (que obviamente quis fazer polêmica com o assunto já polêmico) sobre as declarações de Luxemburgo, de não ter um jogador como Ronaldo e Nilmar, afirma que Diego Souza e Keirrison são sim jogadores decisivos. É o mesmo discurso dos jogadores do Palmeiras. Imagino que o próprio Luxa saiba disso, ele só queria tirar de si o foco da culpa.


Reinaldo: O suposto novo reforço não vem mais. Os turcos do Manisaspor o querem jogando lá, na primeira divisão do futebol do país.


Almoço pela Paz: É, os dirigentes de Palmeiras, Corinthians, Santos e São Paulo almoçaram juntos nessa sexta feira no CT Rei Pelé. A justificativa era busca de relação pacífica entre os clubes, abalada durante o Campeonato Paulista, e volta de mando de jogo do Corinthians no Morumbi. O São Paulo quer o dinheiro do aluguel do Panetone, mas os gambás estão irredutíveis (eu sou a favor de alugar o estádio para balada gls, o próprio Juvenal Juvêncio disse que o estádio precisa de calor, nada mais propício). Houve também discussão sobre a formação de um G4 paulista e vários acordos.


Skank: A banda mineira visitou a academia neste sábado, jogou contra a comissão técnica e venceu por 7 a 5. Prefiro me abster de comentários, é capaz de me censurarem por sugerir certos nomes como reforço...


O amanhã: Nesse domingo tem jogo contra o Barueri. Luxa escalou Henrique, lateral direita vindo do Ituano. Esperamos o início de uma semana melhor.


A primeira edição do Sintesi Settimanale fica por aqui, com um vídeo de apoio ao Palmeiras na Libertadores, feito pelo Globo Esporte. Até semana que vem!



Fontes: Globo.com; 3vv, PTD e “fofocas” de Milton Neves e Mauro Beting.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

LUXEMBURGO E TIME ERRAM MUITO E PALMEIRAS APENAS EMPATA

Diga-me, palmeirense, do fundo do coração, qual o tamanho da sua decepção hoje? A minha é enorme. Eu esperava um time de brio, time de Libertadores, como nos tornamos dentro da competição. Eu vi um time assustado, desarrumado, nervoso, desequilibrado, desatento, enfim, completamente aquém do necessário. Caímos na real hoje: o brio desse time só aparece quando é provocado. Montevidéu, 17 de junho, é matar ou morrer. Então, Palmeiras, isso é uma provocação: jogue bola, vença, cale a boca de quem tiver de calar, de novo! Raça Palmeiras!

Chuva, frio, gramado escorregadio, Palestra lotado e time favorito. Promessa de vitória? Nos últimos anos, não. Nesta Libertadores não conseguimos tantos bons resultados em casa. Em 5 jogos, o aproveitamento foi de 53,3%. Conquistamos pouco mais da metade dos pontos sob nossos domínios, tomamos gols em 3 dos 5 jogos, marcamos 5 e levamos os mesmos 5. No começo até parecia que a coisa ia andar, o time chegou, tocou a bola, variou as jogadas, mas de repente uma pane colocou as equipes em equivalência. Chutão de um lado, faltas do outro e, fora de campo, um técnico irreconhecível.

Chegamos aos 20 do primeiro tempo sem fazer grandes coisas, tem solução? Para Luxemburgo, hoje, os problemas seriam resolvidos com Obina e Marquinhos. O primeiro entrou com vontade, o segundo não comprometeu. Mas, onde mesmo estava a necessidade disso? Conseguimos criar duas boas jogadas, uma com Diego que recebeu de Keirrison e se desequilibrou na área, noutra o 7 retribuiu o 9, que chutou para fora, com a bola passando muito perto do gol.

Segundo tempo diferente somente no placar, porque o show de horrores continuou. Difícil me recordar de outro jogo nesta temporada em que o time errou tantos passes. Apesar dos pesares, Keirrison rolou, Diego chutou forte e o goleirão deu uma forcinha. Abrimos o placar e, mesmo com o futebol sofrível, tínhamos a faca e o queijo na mão. Era ter paciência que o segundo sairia. Luxemburgo não teve, tirou o cara que poderia fazer esse segundo gol, para colocar um volante de qualidade para lá de questionável.

Como diriam os mais antigos, o castigo veio a cavalo. A mesma desatenção e moleza levou ao gol de empate do Nacional. Quem o Marcão estava marcando? Por que tanta liberdade? Trágico. Tentamos empatar, mas com a vontade e qualidade desta noite de quinta-feira, não conseguiríamos nem se o jogo tivesse um terceiro tempo. Ganhamos o que merecíamos por tanta displicência e distração. E mais, por sucessivos erros do nosso técnico, que foi o péssimo dos péssimos.

Um jogo para se esquecer, onde os homens foram mal. Os homens em campo, o homem no banco, e outros milhares na arquibancada, apáticos e atônitos quase 90 minutos, assim como o time. A partida de volta acontece apenas em 17 de junho. Até lá, amargaremos o gosto de derrota do empate de hoje. Depois de lá, poderemos amargar ainda mais esse gol, fruto de desatenção. Ou então, de novo, podemos nos superar, arrancar uma classificação sofrida, conseguir o improvável. Torceremos por um milagre, para que o raio caia mais uma vez no mesmo lugar. Dependemos de aventura novamente, mas até quando vamos conseguir feitos heróicos? É dar chance demais para o azar. Pelo menos que nossa sina se repita.

Créditos da foto: Terra.

domingo, 24 de maio de 2009

MADONNÃO 2009? PALMEIRAS EMPATA, MARCOS SALVA E JUIZ ROUBA DELIBERADAMENTE

Os anos passam, os jogadores vão embora, os clubes contratam e a palhaçada continua. O mesmo time beneficiado. Um roubo escandaloso voltou a acontecer no Palestra Itália neste domingo. Jogamos melhor, também demos bobeiras, principalmente graças à falta do Pierre no meio, Marcos foi pela milionésima vez São Marcos, mas o roubo foi sobressalente a qualquer superioridade técnica e tática. O time do outro lado do muro tem mais elenco que o Palmeiras, ponto. Mas é um time medíocre, que joga apenas com bolas pelo alto, não tem armação, não tem jogadas, não tem padrão ofensivo, é um uma equipe retranqueira, joga como timinho e é regularmente campeã por forçar ocultas. O meu time? Esse ganha na raça, na vontade, limpo e honestamente.

Se não fosse o Marcos nós teríamos perdido? Sim, muito provavelmente. Não perdemos porque TEMOS o Marcos. Se não fosse o juiz elas teriam empatado? Não, com certeza não. Mas o São Paulo TEM a arbitragem do país nas mãos. Incrível o que aconteceu hoje. Pelo bem e pelo mal. Pelo bem uma partida primorosa do “San Marcone”, que fechou o gol nas duas etapas, fez defesas de colocação até algumas de puro reflexo. Mas indiscutivelmente todas foram de talento.

Juiz a parte, se é que é possível, fizemos um bom jogo, mas sofremos em fundamentos básicos. Por exemplo, na marcação pelo meio com Mozart e Jumar (mal escalado). Na frente pecamos nas finalizações e pelo excesso de tentativas de jogadas mais trabalhadas, criamos muito, finalizamos pouco. Faltou alguém para tabelar com Keirrison, que faz bom pivô. E também marcar mais pressão nas meninas já na saída de bola, para dificultar que a bola chegasse até Jorge Wagner e Hernanes, que são os únicos que constroem jogadas no time tricolor.

No segundo tempo o jogo ficou melhor na marcação com a entrada de Souza. Lenny também entrou, mas não fez a mínima diferença, não foi o companheiro que Keirrison precisava no ataque. Até que Diego Souza, em jogada individual, gira na área e é derrubado por Miranda. O SAFADO, de frente para o lance, não deu o pênalti. Não foi o único lance, foram vários, mas o tamanho do absurdo se destaca. Depois perdemos Maurício Ramos, expulso pelo segundo cartão, e ficamos pressionados para segurar o ataque das bichas. Voltamos a criar oportunidades, mas o gol não veio.

Eu protesto! Protesto pela arbitragem, pela ajuda leviana que este mesmo São Paulo, time de veado, tem toda temporada. Nos três jogos do Brasileirão eles foram favorecidos, mas nesse extrapolou. Palmeiras, não deixe por isso mesmo. Ponha a boca no mundo, grite, esperneie, coloque essa máfia do futebol brasileiro contra o muro! Deixamos de vencer um clássico em casa por conta de um roubo. Até quando? Até o tetra seguido das meninas? Eu quero dignidade nesse futebol, eu exijo! O torcedor que não assista passivamente, proteste, brigue, lute pelos seus direitos! Basta no apito rosa! Chega, Madonnão de novo não!

E senhor Rodrigo Braghetto, devolva meus 3 pontos!

Créditos da foto: Uol Esportes.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O MÉDICO E O MONSTRO

Há quanto tempo não vivíamos entre o céu e o inferno, como em 2009? Esse clima de tempestade e calmaria já vem desde a pré-temporada, quando o time era considerado fraco e nem atacantes tínhamos. Semanas depois estreamos no Paulistão e começamos a ganhar uma atrás da outra mostrando um belo futebol. Chegamos em maio. Na Libertadores, estamos nas quartas de final e vivemos dias de grande alegria. Nem uma semana depois veio uma derrota para o Internacional, no Sul, do meu ponto vista considerada normal. E o mundo voltou a cair. Por que isso acontece com o Palmeiras? Será que não temos mesmo o time que pensamos? Ou será que nossa maior limitação fica por parte da torcida?

O jogo

Primeiro ponto e principal: jogamos mal. Poucas vezes em 2009 fizemos uma partida tão fraca, inclusive na criação, como a de ontem. Ficamos sem alternativas pelas laterais e sem inspiração pelo meio e, como nada acontecia lá na frente, atrás era um Deus nos acuda. O mau posicionamento não foi dos zagueiros, mas sim da marcação dos meias, muito frágil e atrasada. Como conseqüência do “catado” em campo na tarde de ontem, o visitante acabou sendo morto no contra-ataque, coisa que jamais pode acontecer fora de casa.

Palmeiras

Motivos são vários para termos perdido. O Verdão de 2009 é um time com coragem, já comprovada mais de uma vez, mas que oscila graças à falta de entrosamento e de experiência de alguns jogadores. Somos capazes de fazer partidas memoráveis e emocionantes e, ao mesmo tempo, de oferecer espetáculos de péssimo futebol e apatia. Alternamos boas e más partidas, inclusive taticamente, mas o momento é de crescimento, o próprio setor defensivo tem feito jogos melhores. E para ter uma equipe perfeitamente entrosada precisamos de paciência, aliás, de muita paciência. Entrosamento e elenco são coisas que não se constroem da noite para o dia, quanto mais no atual futebol brasileiro.

Internacional

O Inter tem um belo time. Sim, tem, mas nada fora do comum. Tem pontos falhos como todos os outros, mas tem uma vantagem que apenas o Cruzeiro e o São Paulo também têm: entrosamento. Mas não se engane, a paciência do “colorado” também foi grande. Com praticamente o mesmo time desde 2007, o clube gaúcho soube fazer renda com os sócios e com as revelações da base para então conseguir manter o bom nível do elenco. E diga-se de passagem, neste ponto eles estão a anos luz de nós. Isso não foi sinônimo de grande sucesso. Entra ano e sai ano o Inter vem sendo apontado como um dos melhores times, cheios de estrelas, favoritos a tudo. E não passou de Campeonato Gaúcho e o título e maior expressão foi uma Sulamericana. O momento da equipe vermelha e branca é o melhor desde a conquista da Libertadores de 2006 (chupa Ceni!).

Torcida

A falta de compreensão e de bom senso do palmeirense são marcas registradas, não é de hoje. Mais do que isso, nosso problema é a “rabugice”, isso quando não nos achamos demais. Até às 16h de domingo o Palmeiras era o melhor time do Brasil, seria campeão da Libertadores, “Dubai aí vou eu”. Depois disso caímos do cavalo. Só que cair do cavalo para o palmeirense significa “fim do mundo”. Desde então vivemos uma “revolução armada”. Quando isso acaba? Domingo, se vencermos o São Paulo no Palestra. Se não vencermos é bom fugir para as montanhas.

Brasileirão

Eu sou uma pessoa que não defende a adequação do nosso calendário ao europeu, mas alguma coisa poderia ser feita. É fácil constatar que o início do Brasileirão todo ano é de extrema falta de emoção, porque a maioria dos times, aliás, dos favoritos, estão envolvidos em competições paralelas e, obviamente, dando prioridade a elas. Até os grandes entrarem de cabeça no torneio ainda vão mais algumas rodadas. O bicho só vai pegar para valer em julho e, até lá, clubes, jogadores, torcedores e TV só terão olhos para Libertadores e Copa do Brasil. Perder um jogo fora nessa altura do campeonato não é catástrofe nenhuma, e sim uma coisa que deve acontecer muito até o desfecho da competição, devido ao nível similar das equipes, que só conseguem se diferenciar com o chamado “fator torcida”.

Diretoria

Sim, há um culpado, e ele não é o Belluzzo. Mas poderá ser o professor o responsável por uma guinada na administração do Palmeiras. Não dá para contarmos com vendas de jogadores, patrocínios e cotas de televisão para nos sustentarmos. É necessário um projeto muito bem feito para angariar sócios. Enquanto nosso adversário de ontem, o Internacional, tem mais de 70 mil sócios, o Palmeiras que figura entre as 5 maiores torcidas do Brasil, não vê seu contingente passar de muito mais do que 5 mil, enquanto nossa maior organizada tem 20 mil sócios. A importância é grande, pois assim teríamos uma renda fixa todo mês. Outro problema considerável são nossas categorias de base. Não adianta querer dar o pé na bunda da Traffic enquanto não podermos contratar com recursos próprios. Não conseguimos formar um time competitivo sem a empresa de marketing esportivo. Enquanto o mesmo Inter revela Pato, Nilmar, Renan, Tayson, Sandro, entre outros, nós revelamos quem? Nossa base é frágil e mal administrada. É preciso olhar com muito carinho para isso, talvez até mais do que com o time principal. É o nosso futuro. Se quisermos deixar de depender de parcerias, escusas ou não, para brigarmos por títulos só temos esse caminho a seguir.

Final de maio

O mês chegou a sua segunda metade e teremos Libertadores e clássico regional pela frente. Que o time continue trilhando um bom caminho, que a diretoria se mexa e reforce o elenco, que consigamos deixar a torcida menos impaciente. Para o palmeirense um recado: sossega o facho, deixe de reclamar de barriga cheia, agora não é hora para chilique. Já passamos da época de grandes equipes, quando cada time tinha mais de 3 craques, e que um logo disparava por sua soberania técnica. Hoje não, o futebol está muito igual, ainda mais em terras brasileiras. E então, para que pânico? Se não temos um timaço, quem tem?

domingo, 17 de maio de 2009

O SANTO DAS AMÉRICAS

O que você faria num equivalente a 3 dias, 10 horas e meia, num total de 4950 minutos? Se você, por acaso, for Marcos Roberto Silveira Reis, com certeza, jogaria 6 Libertadores da América, chegaria a duas finais e conquistaria 1 título, sendo eleito o melhor jogador da competição no ano da conquista. Mas isso é para poucos e abençoados. Completando seus 17 anos de sua primeira partida com a camisa do Palmeiras hoje, 16 de maio, Marcos tem a cara do Verdão na Libertadores e não por acaso tem sido nosso principal destaque na competição deste ano, principalmente neste início de mata-mata quando pegou 3 penalidades contra o Sport, em Recife, na última terça-feira.

O nome dele é Marcos, mas desde 12 de maio de 99 ele passou a ser conhecido como “São Marcos” pelos palmeirenses, quando pelas quartas de final da Libertadores, o então camisa 12 defendeu 1 dos 2 pênaltis perdidos pelo Corinthians. Em 30 de junho de 2002 ele se tornou Santo dos brasileiros, sendo reconhecido milagreiro até pelos rivais. E no mesmo 12 de maio, mas em 2009, São Marcos voltou com tudo para o azar dos pernambucanos.

Campeão Mundial pela Seleção em 2002, vencedor e melhor jogador da Libertadores da América de 1999, entre outros tantos títulos honrosos, nosso São Marcos começou o caminho rumo à beatificação há exatos 3723 dias, quando estreou pela Libertadores há dez anos, ainda pela fase de grupos, contra o rival do Parque São Jorge, substituindo o titular absoluto Velloso, então contundido. Primeiro jogo e primeira derrota, 2 x 1 para eles. O dono da camisa 1 ainda não voltara para o início do mata-mata, mas o 12 deu conta do recado e não saiu mais debaixo de nossas traves.

De reserva de Velloso, como num passe de mágica, Marcos tornou-se ídolo, munido de elasticidade, colocação, reflexo, carisma, raça e muito amor à camisa. Foi o pivô da conquista das Américas e também da derrota para o Manchester United no Mundial de Clubes daquele ano. Nada que abalasse o Santo mais humano dentre os abençoados detentores dos poderes divinos, pecou e com o sofrimento pagou o pecado. Hoje quem pede perdão somos nós.

Marcos sobreviveu a tempestades, desceu ao inferno em 2003, passou pelo purgatório durante inúmeras e seguidas contusões, mas com a fé palmeirense, o Santo padroeiro dos guarda-metas recuperou seu lugar no paraíso. Com a volta de Luxemburgo ao Palmeiras em 2008, São Marcos retornou à titularidade. Já neste ano um novo reencontro: o de Marcos com os gols das Américas.

Em 2009 o Santo teve a oportunidade de caminhar em gramados latinos novamente e completou seu 50º jogo pela Copa Libertadores. Hoje já são 55 partidas, com 27 vitórias, 14 empates, 14 derrotas e alguns cafezinhos. Nesses mais de 50 jogos, Marcos teve um aproveitamento de 57,6% e média de 1,22 gols por partida, foram 67 no total. Nas cobranças de pênalti foram 10 defesas, entre elas a de Marcelinho Carioca, que eliminou o Corinthians nas semifinais de 2000. Com a 6ª Libertadores nas costas, Marcos pode dizer com orgulho que jogou em 3/7 de todas as participações do Palmeiras no torneio continental.

Ainda havia quem duvidasse da santidade do goleiro? Se havia, não há mais. Voltamos ao mata-mata da Libertadores, reencontramos o Sport. Fizemos nosso papel em casa, vencemos por 1 x 0, e lá eles fizeram o deles. Resultado: pênaltis. Sinônimo de São Marcos. Foram apenas 4 cobranças dos pernambucanos, e somente Igor passou pelo camisa 12. Graças aos milagres de Marcos estamos nas quartas de finais, no caminho do Nacional do Uruguai, e decidiremos em Montevidéu a vaga. Os uruguaios estão se gabando, cantando favoritismo, podem até não temer o Palmeiras, mas certamente aprenderão na pele a temer São Marcos. Agora é esperar pacientemente, torcer, vibrar e, obviamente, rezar pela proteção do nosso Santo.

Lista de jogos:

07/03/99 - Corinthians 2x1 Palmeiras
07/04/99 - Palmeiras 2x1 Cerro Porteño
14/04/99 - Palmeiras 1x1 Vasco
21/04/99 - Vasco 2x4 Palmeiras
05/05/99 - Palmeiras 2x0 Corinthians
12/05/99 - Corinthians 2x0 Palmeiras (defendeu 1 pênalti)
19/05/99 - River Plate 1x0 Palmeiras
26/05/99 - Palmeiras 3x0 River Plate
02/06/99 - Deportivo Cali 1x0 Palmeiras
16/06/99 - Palmeiras 2x1 Deportivo Cali
16/02/00 - Palmeiras 4x0 The Strongest
16/03/00 - Nacional 3x1 Palmeiras
21/03/00 - Palmeiras 3x0 Juventude
06/04/00 - The Strongest 4x2 Palmeiras
13/04/00 - Palmeiras 4x1 Nacional
20/04/00 - Juventude 2x2 Palmeiras
04/05/00 - Peñarol 2x0 Palmeiras
11/05/00 - Palmeiras 3x1 Peñarol (defendeu 1 pênalti)
18/05/00 - Atlas 0x2 Palmeiras
23/05/00 - Palmeiras 3x2 Atlas
30/05/00 - Corinthians 4x3 Palmeiras
06/06/00 - Palmeiras 3x2 Corinthians (defendeu 1 pênalti)
14/06/00 - Boca Juniors 2x2 Palmeiras
21/06/00 - Palmeiras 0x0 Boca Juniors
08/03/01 - Palmeiras 2x1 Universidad do Chile
14/03/01 - Sport Boys 1x4 Palmeiras
04/04/01 - Cerro Porteño 0x0 Palmeiras
11/04/01 - Palmeiras 3x0 Sport Boys
18/04/01 - Universidad do Chile 1x2 Palmeiras
02/05/01 - Palmeiras 5x2 Cerro Porteño
09/05/01 - São Caetano 1x0 Palmeiras
16/05/01 - Palmeiras 1x0 São Caetano (defendeu 1 pênalti)
23/05/01 - Palmeiras 3x3 Cruzeiro
30/05/01 - Cruzeiro 2x2 Palmeiras (defendeu 3 pênaltis)
07/06/01 - Boca Juniors 2x2 Palmeiras
13/06/01 - Palmeiras 2x2 Boca Juniors
02/02/05 - Tacuary 2x2 Palmeiras
02/03/05 - Cerro Porteño 1x1 Palmeiras
10/03/05 - Palmeiras 3x0 Deportivo Táchira
16/03/05 - Palmeiras 1x1 Santo André
19/04/05 - Santo André 2x1 Palmeiras
04/05/05 - Deportivo Táchira 1x2 Palmeiras
12/05/05 - Palmeiras 0x0 Cerro Porteño
18/05/05 - Palmeiras 0x1 São Paulo
25/05/05 - São Paulo 2x0 Palmeiras
25/01/06 - Palmeiras 2x0 Deportivo Táchira
01/02/06 - Deportivo Táchira 2x4 Palmeiras
29/01/09 - Palmeiras 5x1 Real Potosí
17/02/09 - LDU 3x2 Palmeiras
08/04/09 - Sport 0 x 2 Palmeiras
15/04/09 - Palmeiras 1 x 1 Sport
21/04/09 - Palmeiras 2 x 0 LDU
29/04/09 - Colo-Colo 0 x 1 Palmeiras
05/05/09 - Palmeiras 1 x 0 Sport
12/05/09 - Sport 1 x 0 Palmeiras (defendeu 3 pênaltis)

quarta-feira, 13 de maio de 2009

SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME

O princípio

Era uma quarta-feira, uma noite fria, aquecida com o calor de um clássico. O mesmo 12 de maio, o mesmo outono, o mesmo manto. O mesmo Santo. Um homem diferente, um predestinado. O abençoado viu em suas retinas a imagem do maior rival, de um Corinthians, tirando nossa vantagem, empatando os confrontos. Ele rezou. Pediu aos céus que a benção divina cobrisse seu corpo. O predestinado se cercou das traves. Uma delas parou Dinei. Suas mãos se incumbiram do resto. O inédito, o único. Vampeta foi o primeiro a provar da então recém-santidade. Aquele dia, aquele outono, aquele manto foram abençoados por um Santo campeão.

O meio

Novamente 12 de maio. Passaram-se 10 anos. A data que se repetiu viu o antes menino agora um homem feito. Em 99, o predestinado. Em 2009, o santificado. Desde então o nomeado Santo passou por um martírio. Sofreu como um mortal. Já a redenção veio através de um santo milagre. Os sinais vieram cedo.

O time pagão atacou. Parou. Uma barreira sobrenatural protegia o Palmeiras. Pelo alto, por baixo, pela direita, pela esquerda, no centro, nada a ultrapassou. A primeira etapa acabou com um placar intacto. A segunda seria assim também. Não foi. Caímos de joelhos, petrificados, apenas observando o tempo se esgotando e uma bola balançando nossas redes. Nosso Santo não fez milagre desta vez. O abençoado rogou por uma provação. Nossos nervos esgotaram-se, assim como o cronômetro.

O apocalipse

Um filme passou pela cabeça dos reles mortais torcedores. Lembramos da Ilha do Retiro, lotada, nos ver sucumbir um ano antes. Nos encontramos em 2009. Os desafiamos. Abrimos um duelo, esperamos ansiosamente pela noite de 12 de maio. Wendel pagou pelo pecado da falta sendo excluído de campo.

O dono das abençoadas mãos sentiu a gélida brisa da batalha final. Os passos dos cavaleiros do apocalipse poderiam ser ouvidos. Apenas um Santo homem impediria o Juízo Final. Mas antes o sofrimento. O sangue parou de correr nas veias quando Mozart bateu e o goleiro Magrão pegou. A dor consumia a carne do pecador palmeirense, quando um sopro de paz pairou sobre nossos ombros. O predestinado devolveu na mesma moeda. Tudo igual novamente. Os iluminados Marcão, Danilo e Armero fizeram.

O fim? Não, o recomeço

Voltemos no tempo e consigamos a absolvição. Rogamos a São Marcos e ele nos concedeu seu tenro milagre. Luciano Henrique e Dutra sentiram o quanto é duro desafiar não apenas um goleiro, mas o Santo Goleiro. Os anos passaram, jogadores mudaram e o adversário também, mas o dia e a benção foram as mesmas. Santificado seja o vosso nome, homem, goleiro, guerreiro, Santo que carrega consigo o amor do alviverde inteiro.

O fim chega. E com ele o recomeço. Somos Palmeiras, de azarões a favoritos, somos fortes, lutamos. Somos abençoados. Eu lhe conclamo Santo protetor de uma nação. Estenda sobre nós, mortais dos corações aflitos, das unhas roídas, dos gritos de desespero, das preces de agonia, o seu manto sagrado. Abençoe a quem o ama. Santo homem do Jardim Suspenso, eu lhe agradeço, lhe venero, lhe ofereço todo o meu amor. És o São Marcos de Palestra Itália, eterno e milagroso como o escudo em seu peito. Deus lhe proteja meu amado camisa 12, pois nós, contigo, já estamos sob proteção divina!

Créditos da foto: Uol.

sábado, 9 de maio de 2009

VERDÃO JOGA CONTRA 12, MAS VENCE DE VIRADA NA ESTRÉIA

Sábado, chuva, reservas. Nem isso afastou o torcedor do Palestra. Nem isso afastou a vitória do Palmeiras. Com ingresso pela metade do preço, o palmeirense tratou de comparecer e apoiar o time na estréia do Brasileirão. Em campo uma equipe mais do que mista contra um Coritiba completo e com um adicional, o 12º jogador. Derrota? Não em 2009. O que não vem faltando para esse time é brio. Não estamos entre os favoritos? Vai vendo imprensinha, apenas observe.

O mistão verde começou bem o jogo, marcando a saída de bola, encurralando o Coxa, que quase não teve chances de gol durante toda a partida. Vieram as nossas chances e com elas os desperdícios, os pés tortos, a falta de tranquilidade. Mas quem não faz... Toma. Toma roubado, mas toma. Lance bizarro, em bola cruzada na área, Jefferson fura e se enrosca com o jogador do Coritiba em jogada praticamente morta. Só que o juiz viu pênalti. Marcelinho bate sem paradinha, como deve ser, e Bruno acerta o canto, mas a bola entra mesmo assim. Resultado injusto e mudanças a vista.

O primeiro tempo termina com o Palmeiras em cima e o segundo começa da mesma forma, mas com uma diferença bastante grande por assim dizer. Keirrison e Diego foram para campo e saíram Mozart, bem na marcação, e Marquinhos. E aí o antagonista volta à cena. Bola cruzada para a área pela direita, Ortigoza é “abraçado” pelo zagueiro, pênalti escandaloso. Mas esse o juiz não viu. Novamente o paraguaio, mas agora é encoxado pelo marcador, que logo após meteu a mão na bola na maior cara-de-pau. Pênalti? Não para o juizinho.

Chances, pênaltis garfados e gol que é bom, nada. Cleiton Xavier entra e Jumar sai. Substituição para mudar o jogo. O camisa 10, voltando à grande fase, fez um belo lançamento para Jefferson que cruzou rasteiro, Keirrison fez o corta-luz e Willians só empurrou para as redes. O placar muda e o número de jogadores para cada lado torna-se mais desigual. Coritiba com 12 e Palmeiras com 10. O autor do gol se contundiu e virou um peso morto em campo, sem poder mais ser substituído. Contra tudo e contra todos. Diego Souza disputou o lance, fez uma bela jogada, Marcão recebeu e tocou para Keirrison tirar a zica. Virada na marra.

Vencemos de forma importantíssima, com arbitragem obscura e de virada. Agora vamos com força total para terça. A torcida colaborou e a diretoria também ao reduzir o valor dos ingressos. Já o time, mesmo reserva em parte do jogo, foi brigador e aguerrido, sem perder a qualidade, da maneira como o palmeirense quer ver. No final das contas valeu muito a vitória de hoje. Próxima parada: Ilha do Retiro. Decisão à vista, que vejamos também muita alegria e superação. A cabeça alviverde já está na terça. Ah, só para constar, guardem esse nome: Arilson Bispo da Anunciação.

Créditos da foto: Terra.