quinta-feira, 18 de novembro de 2010
KID BENGALA DECIDE DE NOVO E VERDÃO SE APROXIMA DA FINAL NA SULAMERICANA
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
VITÓRIA “FELIPÔNICA”, SHOW DA TORCIDA E CLASSIFICAÇÃO PARA AS SEMIFINAIS DA SUL AMERICANA
Podem menosprezar a Sul Americana (apesar de agora ser diferente, devido a vaga na Libertadores), mas mata-mata que é futebol – e não essa porcaria de pontos morridos. A ansiedade, a expectativa, saber que raramente as vantagens tornam impossível uma virada. No mata-mata não existe essa dependência chata de outros resultados, as coisas precisam ser resolvidas de imediato, os perigos são maiores. Nosso encantamento pelo futebol é resultado, em grande medida, das emoções causadas pelo perigo iminente – que são levadas ao ápice em decisões assim. E como disse algum comentarista na TV – cujo nome não me lembro - em um jogo da Sul Americana: mata-mata é a cara do Palmeiras, é também a cara do Felipão. Eu penso que é mesmo a nossa cara, temos gosto pelo jogo em que é preciso lutar para conseguir a vitória de qualquer forma: seja pela técnica, seja pela garra, ou pela junção dos dois. Nosso técnico é o homem para isso.
Empolgado pela decisão, o Palmeiras lotou o Pacaembu: comprando todos os ingressos disponibilizados, a torcida atendeu aos pedidos do aniversariante Felipão (que ele tenha ótimos anos de vida pela frente). Pela festa, e pelo apoio, os torcedores participantes merecem parabéns, foi lindo.
Assim como o Palmeiras poupa jogadores no BRoubadão 2010, pelo objetivo claro de vencer a Sul Americana, o Atlético Mineiro privilegia a fuga da série B. Portanto, o time misto do galo já era esperado. E isso não significa facilidade, já vimos muitos times mistos surpreendendo adversários favoritos. Dorival Jr. quis apostar no erro do adversário, com dois atacantes abertos, jogando no contra-ataque. Estava claro que não iriam entregar jogo nenhum, e de fato lutaram até o fim. Se não foi o suficiente, Deola também precisou fazer suas defesas.
O Galo teve suas chances, mas o Palmeiras tratou de abafar marcando a saída de bola do time mineiro - quando não foi possível, contou com a precisão de Deola e os belos chutes ao alto dos adversários. Do lado verde e branco, no início do jogo, os jogadores buscavam aproveitar-se da chuva (e belos escorregões) com chutes na entrada da área – o que fizeram sem eficiência. E perdemos Valdívia já aos 15 minutos. O Mago sentiu a coxa após criar boa jogada, que Tinga não conseguiu concluir com gol. Saiu visivelmente abalado, deixando preocupação. Lincoln, que o substituiu, fez boa partida, esteve participativo e com bom passe - apesar de ter chutado muito mal a gol, assim como o Gladiador.
Está certo que ainda vemos várias necessidades nesse time. A lentidão por vezes é revoltante, as bolas perdidas que dão chances ao adversário (não é, Tinga?), a falta de precisão na última bola e no chute a gol. Muitas vezes falta encurtar os espaços, para impedir certos chutões e bolas espirradas que raramente dão certo. Mas vale a disciplina e disposição de jogadores que até no último minuto, assim como o jogo atento de Edinho e dos zagueiros, Danilo e Maurício Ramos, além do auxílio do zagueiro nas horas vagas: Luan. Aliás, se geralmente falta técnica, sobra vontade e determinação a Luan. As jogadas pela ponta esquerda raramente empolgam, mas é inegável que o atacante tem sido ótimo apoio na marcação. E ajudou bastante no ataque também.
Sobre os dois gols, o time decidiu exatamente nos nossos momentos de maior preocupação. O belo gol, olímpico!, de Assunção, aconteceu no quando já nos desesperávamos pelo perigo de uma vantagem pequena (afinal, como esquecer do que aconteceu no primeiro jogo?); já Luan marcou o seu quando o Atlético parecia acreditar em alguma possibilidade de levar o jogo aos pênaltis, o que ocorreria no caso de 1x1. E aqui volto ao que falei no início do texto: a tensão de um jogo de mata-mata, o grito de alívio no segundo gol, a empolgação na vitória. É tudo como gostamos de ver e sentir. Ao contrário daqueles que reclamam ao ponto de esquecer a comemoração, eu vejo possibilidades, eu tenho confiança nesse título. Essa Sul Americana pode não ser o maior campeonato do mundo, mas tem resgatado sensações e sentimentos que há algum tempo estavam tão apagados entre nós... É muito bom assistir um jogo, ver a vibração dos jogadores, ouvir o canto da torcida em êxtase, e pensar: Isso é Palmeiras.
Créditos da imagem: UOL
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
PALMEIRAS DESFALCADO NÃO SEGURA VENTANIA FRACA E PERDE NA ARENA DA BAIXADA
domingo, 31 de outubro de 2010
EM ESTRÉIA DE UNIFORME, PALMEIRAS VENCE, MAS QUASE SE COMPLICA
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
CONTRA MISTÃO E ARBITRAGEM SAFADA, PALMEIRAS EMPATA E TRAZ VANTAGEM PRA SÃO PAULO
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
NO BREU, PALMEIRAS SE CLASSIFICA SEM ESFORÇO E PEGA O GALO NA SULAMERICANA
domingo, 17 de outubro de 2010
PALMEIRAS DECEPCIONA E APENAS EMPATA COM O CEARÁ, “EM CASA”
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
CONTRA ALTITUDE, JUIZ, GRAMADO E CAVALOS, PALMEIRAS CONSEGUE VITÓRIA NA BOLÍVIA

Houve um intervalo tão grande na Copa Sul-Americana (o que, se não me engano, é comum) que, não fossem as emoções que vivemos no último jogo do Palmeiras, há meses, emoções que só os palmeirenses conseguem compreender, muitos teriam se esquecido dessa disputa. Isso sem falar na vaga para a Libertadores, que devido aos acontecimentos do último ano tornou-se questão de honra, o que faz da Sul-Americana muito importante.
Pela honra os antigos lutavam valendo vida ou morte. Devido ao futebol apresentado, não podemos dizer que hoje o Palmeiras lutou por vida ou morte, mas é fato que teve vários adversários. O gramado era tão ruim que senti saudades do Engenhão; teve a famigerada altitude que atrapalha muito os jogadores; o árbitro anulou um gol legal de Lincoln e deixou de marcar um pênalti, além de não conter as cavaladas bolivianas; tivemos também como adversários todos aqueles cavalos vestidos de vermelho e, como se não bastasse, uma bandinha insuportável tirando a paciência de todo mundo. Hells, o que foi aquilo?
Notou que não comentei o futebol dos Universitários de Sucre? É, porque dos males foi o menor. Ô time ruim, compensa a falta de qualidade técnica nos coices.
Não vi boa parte do primeiro tempo, portanto, me abstenho de comentar. Mesmo com meu esforço e da família, não consegui chegar a tempo. O primeiro som que ouvi do jogo foi um grito de gol, a primeira imagem foi de Deola comemorando. Comecei bem. E por falar no gol, vi muita gente reclamar na ocasião da contratação de Assunção, que chamavam de velho e lerdo, mas tem sido “o cara” para esse Palmeiras que sofre com a falta de um matador.
Não sei se já estava assim antes, mas depois do gol tivemos um jogo chato, piorado devido a banda boliviana que, nada tira da minha cabeça, foi contratada para tentar atrapalhar o Palmeiras. Se atrapalhou eu não sei, mas foi difícil assistir enquanto não optei pelo mudo.
Ainda no primeiro tempo, Valdívia saiu lesionado, sentiu a coxa. Como o jogo não estava tão preocupante, e como o Derby é o Derby, não houve quem não se preocupasse: esperamos que o Mago esteja bem para jogar contra nossos amigos gambás – que, aliás, passam por ótima fase nesse roubadão 2010/ edição centenada. No lugar de Valdívia, entrou Lincoln. E o jogo permaneceu chato, com poucas chances para os dois times e Deola anunciando que faria ótima partida.
No segundo tempo o Palmeiras estava cansado. Nosso time, em boa parte do tempo, deixou o Sucre atacar, ou teve tentativas frustradas de ampliar o placar. O meio, ineficiente, Kléber precisando de companhia. Além disso, o Palmeiras sofria com a delicadeza dos adversários pouco violentos. E apesar da falta de técnica, favorecidos pela altitude e pela postura palmeirense, os adversários fizeram Deola trabalhar. Nosso goleiro mostrou belo serviço. É claro que Assunção fez o gol que decidiu a partida, claro que o juizão quis aparecer com suas pixotadas, mas o nome do jogo foi Deola. Seguro, e com qualidade, fechou o gol com ótimas defesas, e nem ele se livrou de apanhar.
Quando parecia que ficaríamos por isso mesmo, aos 35 minutos, depois de chute de Kléber defendido pelo goleiro deles, Lincoln aproveitou o rebote e finalizou, gol do Palmeiras. Não para o senhor Victor Carrillo, que invalidou o gol legal. Está certo que o Sucre tem um time ruim, que o próximo jogo é em casa, mas esse gol pode significar muito na decisão dessas oitavas de final. Minutos depois ainda teve um lance duvidoso em Rivaldo, que a meu ver (e da grande maioria) foi pênalti claro, mas o árbitro deixou a bola rolar.
Poderia ser um resultado de 2 ou 3x0, praticamente fechando a classificação, o Palmeiras foi impedido por erros de arbitragem e isso nos frustra. Mas também poderia ser um empate ou derrota, o que foi impedido pela ótima atuação de Deola. 1x0 é vitória “magra”, mas é vitória, estamos em vantagem. Na semana que vem tem mais, em Barueri. Espero que seja um jogo melhor, espero que a arbitragem não cometa tantos absurdos e, principalmente, espero classificação. É a chance de conseguir a vaga na Libertadores e, além disso, não me importa se a Sul-Americana é pouco considerada, quero o Palmeiras campeão em qualquer coisa que disputar.
Foto: Reuters/Terra.