Como num filme de terror a lá Sexta-feira 13, Muricy Ramalho, ex-técnico do São Paulo, ressurgiu no Palestra Itália como Jason, mas ao contrário do temido personagem, Muriçoca chega para fechar a novela com um final feliz. Demorou, e quando ninguém mais cogitava, clube e treinador se acertaram. Do nada a notícia se alastrou como uma bomba de grandes proporções, deixando em cólicas a imprensa esportiva brasileira. Os torcedores ainda estão divididos, há quem quisesse Jorginho, há quem quisesse Muricy, e há quem queira os dois juntos. E se é isso que querem, é isso que terão. O Palmeiras está na boca do povo. Desde a venda de Keirrison e a demissão de Luxemburgo, o Verdão se tornou o grande protagonista do futebol brasileiro. Primeiro com a tentativa de contratar Muricy, depois com o “não” do técnico, em seguida com a bela campanha e possível efetivação de Jorginho. Agora, com 25 pontos na tabela e dividindo a liderança com o Galo mineiro, Muricy Ramalho e Palmeiras selaram um acordo que poderia e deveria ter acontecido há muito tempo. E não estou falando de junho e julho de 2009.
Quando ainda técnico do Internacional, Muricy foi constantemente sondado pela diretoria do Palmeiras e inclusive recebeu proposta para deixar o colorado e assumir o comando técnico do Verdão. Ele não aceitou reincidir o contrato com o clube gaúcho, mas agradeceu o convite. Quando já técnico do São Paulo, Muricy continuou habitando os sonhos da diretoria alviverde. Diz-se que antes de Luxemburgo ser contratado no final de 2007, o então técnico bambi foi procurado. E muito antes disso, há quem diga que Muricy Ramalho, filho de palmeirense, também ostentava amor ao alviverde imponente, mas por um acaso o jovem cabeludo só conseguiu seu espaço como jogador no São Paulo, se tornando muito próximo do tricolor.
Passaram-se muitos anos e aqui estamos nós, vendo um encontro finalmente acontecer: Palmeiras e Muricy. Se a diretoria deveria ter apostado em Jorginho como treinador ou então esperado outra oportunidade para fechar com Muricy, não importa agora. Vejamos o futuro, e se Deus quiser, será glorioso para essa dupla que não merecia ficar mais separada. E na verdade será um quarteto. Acompanhando o técnico há muito tempo, o auxiliar Tata também fará parte da comissão técnica e com um adicional para deixar torcida e jogadores felizes: Jorginho também será auxiliar técnico. Se antes estávamos bem, agora, com a grife e a competência de Muricy, estaremos melhores ainda. Três grandes profissionais num clube imenso. Há quatro dias éramos uma grata surpresa liderando com um técnico inexperiente e interino, agora vamos para o clássico de domingo já como favoritos ao título. E alguém duvida? Eu não. Boa sorte ao Palmeiras e azar aos outros, porque isso aqui é trabalho!
