terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A DERROTA DOS INCOMPETENTES, IRRESPONSÁVEIS E EMOCIONALMENTE DESCONTROLADOS NÃO PODE MATAR O GRANDE CAMPEÃO.

Sei de muita coisa que não vi. E vós também. Não se pode dar uma prova da existência do que é mais verdadeiro, o jeito é acreditar. Acreditar chorando. Esta história acontece em estado de emergência e de calamidade pública. Trata-se de livro inacabado porque lhe falta a resposta. Resposta esta que espero que alguém no mundo me dê... (A Hora da Estrela – Clarice Lispector)


Quando homens, que “tem tudo na mão” para alcançar um objetivo, fracassam em sua própria ignorância, orgulho, prepotência, insensatez e falta de pulso para terminar o bom trabalho iniciado, não há como falar daqueles que atrapalharam com atitudes desonestas. Como vou falar de quem empurrou, sendo que possivelmente não seria necessário nada disso para a queda?

É claro que essa história está carregada de acontecimentos escusos, suspeitas, gente levando a melhor na mão grande explícita. Foi time cantando hino de outro time no vestiário do adversário, diretoria punindo os próprios jogadores em apenas uma partida, alegando possível recebimento de mala branca, emissora de TV cantando campeão quando certo time ainda nem estava próximo dos quatro primeiros, diversos erros escabrosos de arbitragem, “justiça” desportiva fazendo coisas pra lá de estranhas, enfim, deu no que deu. Mas como é que o Palmeiras vai reclamar? O que o Palmeiras fez para reagir quando começou a rolar precipício abaixo?

Devemos começar pelo que o Palmeiras fez quando tudo estava bem. O time poucas vezes foi realmente bom, essa é a verdade, mas teve um aproveitamento aceitável após a saída de Luxemburgo e (Quem?)rison. Jorginho conquistou a torcida e os jogadores, talvez fosse bom ter ficado já que explorava as características dos jogadores e em pouco tempo deu padrão de jogo para o time. Mas o Palmeiras queria algo grandioso e trouxe Muricy. Contratação comemorada, assim como a luta vitoriosa para segurar todo o elenco – a maioria dos “segurados”, nem imaginávamos, nos deixariam por contusões.

Mas o elenco não era de Muricy, era de uma mula que mal soube montar um time titular, que dirá um banco aceitável para o caso de jogadores importantes sofrerem lesões sérias. E assim foi: Muricy quis impor sua forma de jogo, que nada tem com as características dos jogadores disponíveis, além de precisar improvisar com péssimas opções. Fez o que já não ia muito bem piorar ainda mais, que o diga Diego Souza, que ficou devendo muito, mas também foi muito injustiçado. Para melhorar a situação, só foram contratados atacantes, e o time precisou foi de um meio de campo eficiente. O “craque do campeonato” e o “rei das assistências” mostraram que só conseguem bom resultado quando estão juntos, faltou alguém ali quando eles fraquejaram, faltou alguém ali quando eles faltaram, por um motivo ou outro. Um sozinho não conseguiu segurar o bom desempenho. E na maior parte das vezes a improvisação só soube piorar... A zaga? Mesma coisa. Os volantes? Ah, que falta o Pierre fez, que dor ver o Souza bancando o armador das ligações diretas, o Edmilson só errando passes e desarmes...

E o que falar da vinda de Vagner Love? Toda pompa, todo auê, todo o sacrifício, a festa, o dinheiro, para nada. Absolutamente nada. Ah não, o Palmeiras agora terá um time de futebol americano, enfim entendo aquele chute que era pra ser uma cobrança de pênalti contra o Flamengo. Não fez nada além de festa, foi pior que o desacreditado Obina, piorou ainda mais porque o time não ajudou muito também. Provavelmente perdeu logo o foco, já que veio para ganhar menos com o claro e único objetivo de ir para a Seleção Brasileira – nisso teve menos sucesso que os bons, mas instáveis, DS e CX. Fico imaginando que profissional aceita bem um colega que aparece, não para ajudar, mas para se promover, ganhando muito, não fazendo nada em troca e ainda recebendo todas as atenções e méritos, enquanto que os outros, responsáveis por levar o time ao topo mais alto, não receberam. Não que isso justifique alguma queda, mas desconforto sim.

E então, diante de tudo isso, de rumores de brigas, desentendimentos, rachas, desleixo, falta de responsabilidade e empenho por parte de muitos, falta de vergonha na cara por parte de tantos, desfalques letais, queda de rendimento dos principais jogadores, falta de reservas eficientes... O que a diretoria fez diante de tudo isso? O Palmeiras fez várias partidas de ruins para péssimas, mas não foi feito nada até o primeiro lugar no campeonato se perder de vez, até os jogadores começarem a falar besteira e se bater em público. Não se fez nada enquanto ainda havia a solução, e a desculpa é de que não se cobra de quem está em primeiro lugar. Errado, não se cobra de quem já não vai conseguir reação, não se cobra mais quando tudo está perdido mesmo, não se faz reunião apenas quando os jogadores resolvem vomitar tudo na imprensa, quando brigam em rede nacional. Não se faz retiro apenas quando os jogadores estão ameaçados de violência, porque preferem bagunça a responsabilidade, ou porque não souberam suportar a pressão. Isso não se faz por apenas um motivo: Para que perder tempo quando já não adianta mais? Para que perder energias, tempo e dinheiro depois que o prazo já passou? E ainda nem souberam fazer direito...

Embora não tenham trazido os resultados esperados, considero que as contratações de Muricy e Love foram empenhos de quem acreditou que isso traria algo melhor, ou talvez de quem quisesse ostentar poder quando sentiu a imagem ameaçada por uma estrelinha que foi embora de surpresa e um mercenário enfim demitido. É certo que a forma como vieram mostrou o amadorismo dos homens no comando. Certas informações são internas, não é apenas Marcos quem precisa saber disso.

Deu no que deu, não adianta falar muito, todo mundo sabe. Faltou que a diretoria terminasse o bom trabalho que começou, mas creio que acharam que já estava bom fazer pela metade. Faltou punho forte para cobrar no momento certo, e da forma correta. Faltou empenho, comprometimento de muitos. Assim como faltou coragem em outros. Sobrou boca aberta, sobrou falta de paciência para fazer as coisas da forma correta, sobrou individualismo, intolerância, arrogância... Todo mundo errou, talvez Pierre esteja isento. Mas não adianta crucificar o Diego Souza, o Cleiton Xavier, Obina, Maurício, sei lá quem mais... Esses erraram feio, mas todos erraram feio, inclusive o Marcos que teve papel fundamental no que aconteceu. E eu não vou fingir que não vi só porque ele é meu Ídolo. Ele errou, e foi ainda mais feio porque era para ser o exemplo, o capitão, mas não foi nada disso e jogou a toalha muito cedo, causou desentendimentos e desconfortos. Piorou o que já estava ruim, quando tinha o papel de ajudar a consertar as coisas enquanto havia tempo.

No começo do ano, com o profexô prometendo título brasileiro, não acreditei em nada, estava mesmo desiludida. Mas o Belluzzo, e a garra desse time, me fizeram acreditar. Porém, como já disse em outro momento ruim, garra não vence tudo, talento individual não vence tudo, é preciso mais. O que o Palmeiras conseguiu foi menos. Sobre o Belluzzo, bom, fez muita besteira, mas ainda é nossa melhor opção, sem nenhuma dúvida também fez muito bem. O problema é perceber que ele não é o “salvador da pátria”, só o Belluzzo não será suficiente para tirar o Palmeiras da poça de merda em que se encontra, até porque o Belluzzo também tem os pés um pouco sujos nessa mentalidade ridícula desse clube que não reconhece a necessidade de uma mudança na forma de agir, na forma de pensar, na forma de se organizar.

O tempo passa, os jogadores mudam, alguns diretores mudam, comissão técnica é outra, mas o Palmeiras continua na mesma merda há anos. Mais limpo, menos limpo, a sujeira é a mesma. Dizem que voltamos a ser competitivos, mas precisamos também vencer. E todo campeonato tem sido perdido da mesma forma nos últimos anos, não importando mudança de pessoas, elas não tem diferenciado muita coisa. O que evidencia um problema interno enraizado. Ignorar isso agora, e por a culpa só nos jogadores, falar de baladas, de brigas, de falta de empenho, é só tentar cobrir o sol com uma peneira. Há coisas piores, muito piores, acontecendo.

É nessas horas que percebemos: a expressão “muda Palmeiras!” ainda é necessária. O Palmeiras mudou, mas ainda não foi o suficiente. É preciso muito mais, e não apenas nos jogadores e comissão técnica. Quando as estruturas mudarem, os representantes também mudarão. É preciso fazer faxina, e faxina não é feita quando apenas limpamos as sujeiras mais evidentes. Porque assim não há limpeza real. É preciso arrastar as camas, os sofás, limpar dentro os armários, jogar muita coisa fora, conservar o que é bom, trazer o novo necessário. Só assim a casa estará limpa de verdade.

Citei “A hora da estrela” no início do texto. Naquela história, há uma moça vivendo de forma deprimente, mas acha que é feliz até que alguém a mostre uma perspectiva melhor, perspectiva essa que a faz perceber o quanto sua vida tem sido ruim. E nesse momento, na hora em que acredita em uma mudança revolucionária, essa moça morre, inesperadamente, atropelada, enquanto corre nas ruas sonhando com um futuro diferente de sua realidade. Ao pensar em Palmeiras sinto que fui atropelada, assim como Macabéa, bem no momento em que corria nas ruas na perspectiva de um futuro feliz.

Porém, o Palmeiras é muito mais que isso, o Palmeiras não é medíocre, não é deprimente, é muito maior que toda essa porcaria. E é preciso limpar toda essa mediocridade, toda essa sujeira, para que esses homens patéticos não matem o grande campeão. Não é possível que depois de tantas histórias de lutas, haja uma queda e sujeira sem fim. Não é possível que tudo o que foi feito pelos homens do passado seja perdido pelos sem noção do presente. E não adianta dizer que estou errada, que o Palmeiras é maior que isso e vai continuar grande. Acredito que vai continuar grande, mas se houver mudança enquanto ainda há tempo. Essa mentalidade de que não precisa mudar, porque o Palmeiras se salvará milagrosamente só pela sua grandeza do passado, é o que faz com que a verdadeira e necessária mudança não ocorra.

Há mais de cinqüenta anos, houve homens com coragem de mudar muita coisa para que o gigante não morresse, eles não esperaram um milagre vindo do céu. Esses homens reconheceram a necessidade de mudar até o nome, a identidade... E o fizeram porque tinham algo muito maior a manter, a preservar. Nós temos algo muito maior que essa mediocridade, essa soberba, essa disputa de poderes ridícula. E esse algo muito maior é o Palmeiras, que está morrendo aos poucos. Ainda há tempo, ainda há muita força, muita vida, muita vontade, muito amor. Não vamos deixar para depois.


O que escrevo (...) é minha obrigação (...). É  dever meu, nem que seja de pouca arte, o de revelar-lhe a vida. Porque há direito ao grito. Então eu grito. Grito puro e sem pedir esmola. (A Hora da Estrela – Clarice Lispector)

Grito sim. Grito para salvar-lhe a vida: MUDA PALMEIRAS, AINDA HÁ TEMPO!

domingo, 6 de dezembro de 2009

SALVEM NOSSO PALMEIRAS DESSA MERDA TODA

Não adianta eu dizer que estou com vergonha, porque não estou. Vergonha é pouco. Indignação? Pouco. Repulsa? Menos ainda. É tudo muito pequeno pra explicar o que eu estou sentindo. Tristeza também não, eles não merecem. Ninguém merece dali, absolutamente ninguém. A Sociedade Esportiva Palmeiras, por Deus, não merece isso! A direção mudou, não é mais arcaica e corrupta. É atrapalhada e amadora. A comissão técnica também mudou. O ultrapassado mercenário filho da puta deu lugar a uma mula teimosa e retranqueira. Os jogadores, esses sim, mudaram muito. No começo dos anos 2000 nos acostumamos a ver um time de jogadores medíocres. Desde 2006 vemos um time de jogadores vagabundos. A torcida, que deveria mudar, não mudou. Continua apaixonada e sofrendo por quem não merece. Sofremos sem recompensa.

O jogo de hoje, esqueça. Pouco me importa. Essa partida foi como chutar cachorro morto. O nosso futebol dá nojo não é de hoje. Aliás, nosso não, esse aí não é o nosso Palmeiras. Esse aí não merece ser chamado de Palmeiras. Essa camisa é pesada demais pra sustentar uma merda dessas. Uns merdas desses. De cabeça quente ou não, a verdade é que dá vontade de mandar todos embora. Rua para todos esses escrotos. Embora saibamos que não é assim, que não pode ser assim. Só que o torcedor tem direito de sonhar. O torcedor tem direito de querer acordar desse pesadelo.

Parabéns a quem torceu, como eu, para uma equipe medíocre e perdedora. Você torcedor, e falo de torcedor de verdade, não de marginal, você é o único inocente. Você é o único que merece o Palmeiras, a instituição, não o time. Não valeu a pena. Não é o Muricy o culpado. É o Muricy, o Luxemburgo (mais que o Muricy), o Caio Junior... Todos eles, uns famosos, outros não, todos incompetentes. Todos os mais de 100 jogadores que vestiram nossa camisa nesses últimos anos. Todos os diretores, os honestos e desonestos, todos têm culpa. Não é agora que nossa derrocada se acentua. O buraco é mais embaixo. O nosso poço é bem mais fundo. Há coisas no Palmeiras inexplicáveis. Você que é pai ou mãe, explique para o seu filho que o Palmeiras já foi grande. Explique que, apesar de tudo, continuará sendo grande. E tente, se conseguir, explicar que tem gente querendo destruir essa imensidão, o porquê não se sabe.

Tudo importa para essa gente, menos o Palmeiras. E tudo isso não importa para nós, só nos interessa o Palmeiras. E é por isso que eu posso ficar tentando manter a calma e a educação até amanhã, mas não conseguirei. Peço sua licença agora para mandar o único recado possível para os jogadores, comissão técnica e diretores:

VÃO TOMAR NO CU, SEUS FILHOS DA PUTA!

Salvem o meu Palmeiras, o nosso Palmeiras, pelo amor de Deus! Quem quer que seja, nos ajude. Chega, eu não aguento mais! Em 2010, se quisermos um recomeço, teremos que ter um final digno. Em campo não teve. Fora dele terá que ter. Uma faxina, com água sanitária e tudo o que tiver direito, limpar essa imensa poça de merda ali dentro. Tudo o que é imundo e indigno do Palmeiras, que aqueles poucos que amam de verdade esse time façam algo para acabar com isso. Que marginais sejam presos. E chega desse ego enorme, dessa necessidade incontrolável de aparecer e falar mais do que deve. A culpa é de todos. Uns mais, uns menos, mas todos. E quem sofre somos nós. De novo e sempre.

Créditos da foto: Uol Esportes.

JUSTA INJUSTIÇA

Por Rodrigo Marin


Claro que o Palmeiras tem chance. Claro que 2 empates no Rio e em Porto Alegre e uma vitória nos deixaria com o título. Infelizmente não é assim tão simples, pelo fato de que, se o Santo André ainda respira com ajuda de aparelhos, o Grêmio já está de ¨férias¨. Se quando brigava por alguma coisa, não vencia ninguém fora de casa, imagine agora, sabendo que se vencer o Internacional pode ater ser campeão. Piada, né?


Devemos agora pensar em vencer o Botafogo. Só. O resto ¨deixa rolar¨.


Considerações feitas sobre o Palmeiras, vamos falar dos acontecimentos que trouxeram ao menos um pouco de justiça para este que se mostrou o campeonato mais injusto desde que criaram essa pataquada de ¨pontos roubados¨ para favorecer a canalhice e facilitar a ¨encomenda¨ do campeonato de forma mais ¨discreta¨.


Injusto foi porque o time que liderou metade da competição agora depende de um milagre para conseguir vencê-la. Tudo bem que boa parte disso se deu por culpa dele mesmo, no entanto, cumpre lembrar que os 3 pontinhos usurpados no Maracanã graças à atitude premeditada e cirúrgica daquele canalha hoje fazem toda a diferença. Um pequeno detalhe que não pode ser ¨ocultado¨ pelas atuações pífias do Palmeiras contra times ridículos. Mesmo com toda lambança que o próprio Palmeiras fez, a safadeza praticada naquele dia decidiu o campeonato.


Injusto também porque aquele que foi cúmplice do assalto vai se safar da degola, em parte graças aqueles 3 pontinhos que levou na ¨maciota¨. Como eu torci pelo rebaixamento deles. Mas não deu. Fica pro ano que vem.


Nada repara a dor de quem foi vítima da injustiça. Porém, neste domingo último, vimos que apesar dos pesares, o futebol por si próprio ainda respira e nos faz ter esperança para encarar mais um ano.


A justiça veio através de um gol antes do primeiro minuto de jogo, daquele que fez tanta falta ao Palmeiras, em um cruzamento daquele que até hoje não se sabe exatamente porque não fora escalado antes.


A justiça se tornou arte, quando aquele que fora taxado de ¨pipoqueiro¨ e execrado pela parte menos sensata da torcida, simplesmente brindou o mundo com um dos gols mais belos que já foram vistos. Não foi o gol que o Pelé não fez, foi ainda mais. Porque no gol que o Pelé não fez, a bola veio baixa. O gol que o injustiçado fez foi muito mais difícil, pois a bola veio na forma de um ¨balão¨. Acertar um chute assim, de 3 dedos, alto, com a fineza de fazer a bola ¨pingar¨ exatamente dentro do gol, olha, me arrisco a dizer que nem o Pelé faria. Soa exagerado, eu reconheço, mas quando vi, tive vontade de chorar. Isso porque estava em casa vendo na TV. Se estivesse lá, teria chorado com certeza. É um gol digno de percorrer o mundo durante vários meses.


A justiça bateu o martelo quando o ¨artilheiro do amor¨, também perseguido nos últimos dias de forma quase cruel, deixou o seu e com isso calou as vaias que já começavam a ser ensaiadas contra ele. Ameaçou até um ¨revide¨, porém de maneira sensata preferiu trocar a ¨mão na orelha¨ pelo ¨coração¨. Fez bem, embora pra mim tivesse o direito até de ¨cobrar¨. Mas agiu certo em não comprar mais uma briga com a torcida.

Com relação à torcida, esta fez o que se esperava dela. Esgotou os ingressos um dia antes do jogo. Encheu a casa com fez durante todo o ano. Diferentemente da corja oportunista, cujo público presente na privada da vergonha não chegava a 3 mil antes do apito ¨engrenar¨ o time.


A torcida ¨cobrou¨ vergonha na cara se fazendo usar do mosaico que outrora serviu como instrumento para exaltar o amor ao Palestra. Justo. Uma manifestação legítima e sincera daquele que não se ¨empenhou¨ durante mais um ano. A cobrança teve lá seu efeito positivo e ajudou o time a jogar como jogou. Com força, com garra, com soberania, sem medo.


Sobre as ¨pedradas¨, prefiro acreditar que se tratou de ato ¨encomendado¨ e remunerado pelos ¨fantasmas¨ que insistem em assombrar as dependências da S.E. Palmeiras. Sabemos que tem gente lá que torce contra e é capaz de ¨contratar¨ gente para praticar um ato tão repugnante. É o que eu acho. Não sei se estou certo e provavelmente nunca saberemos.


Longe daqui, a justiça também prevaleceu dentro de campo, em um jogo em que o Goiás poderia muito bem ter jogado com os reservas. Porém, como eu havia previsto, o Hélio dos Anjos, a quem costumo me referir carinhosamente com um ¨biruta¨, mais uma vez, fez questão de mostrar que para ele o futebol ainda ¨vive¨.


Novamente, sua ¨birutice¨ fez com que prevalecesse a justiça praticada em campo, não fora dele através da distribuição de ingressos para shows internacionais e outros ¨quitutes¨ dados para procuradores, coronéis da polícia, promotores e afins.


Em Goiânia, o que se viu foi futebol. A ¨quadrilha¨ até saiu na frente, soltou foguete e tudo mais. Todavia, no segundo jogo consecutivo em que a arbitragem não foi ¨assunto¨, levaram a virada. Semana passada foi de 3, nessa, caíram de quatro. Era pra ser cinco, mas o apitador acabou ficando com pena da mocinha e preferiu ignorar um pênalti escandaloso do André ¨cavalo¨ Dias no final do jogo. Tanto melhor, se fosse cinco, eu perderia a piada. A ¨socialaite¨ quebrou o salto e caiu de quatro. Que vergonha, héim?


Eu espero que a venda da camisa ¨comemorativa¨ com os tais ¨números¨ e ¨tracinhos¨ que era ¨só para poucos¨ não tenha sido suspensa. Afinal, se anunciou, agora tem que vender.


Aproveitando mais uma vez a onda do twitter: ¨dois jogos, arbitragem sem ‘polêmica’, duas viradas. Duas derrotas. Realmente algo não estava ‘certo’. 7, três o que mesmo?¨


Em Campinas, bem, ninguém em sã consciência apostaria que o ¨curintchas¨ se esforçaria para ¨ajudar¨ o Palmeiras ou a ¨máfia¨. Sem embargo das opiniões em sentido contrário, sob o meu ponto de vista, isso também faz parte do futebol. É uma das ¨peculiaridades¨ que só a rivalidade permite. Não vejo nada de errado. Foi um papelão, mas para mim foi ¨normal¨. Assim como será ¨normal¨ o Grêmio mandar os reservas dos reservas para o Rio domingo, apenas para não correr o risco de ajudar o Internacional. Faz parte. Assim como será ¨normal¨ o ¨atraso¨ no início de algumas partidas com relação a outras. Futebol não é tênis, ainda bem.


É isso. Hoje teremos o desfecho de tudo. Ao Palmeiras cabe apenas mostrar atitude, vencer o jogo e esquecer do resto. Pouco importa se o Botafogo vai fazer companhia ao Sport ano que vem. Pouco importa se o Grêmio vai entregar a rapadura. Isso é futebol.


De mais a mais, com toda a injustiça que só a fórmula mágica dos ¨pontos roubados¨ pode proporcionar, dentro de campo ainda conseguimos ver um pouco da ¨justiça da bola¨. Se tiver que ser o ¨framengo¨, que assim seja. Ao menos a taça não irá para a mão dos ¨canalhas¨ outra vez.


Piada da última rodada: invadir o campo para apanhar do bandeirinha não dá, né? Hahaha. Essa imagem também vai correr o mundo.

sábado, 5 de dezembro de 2009

FUTEBOL NÃO É GUERRA

Há uma semana postei um texto sobre a relação entre a linguagem do futebol e a guerra, a partir de metáforas utilizadas em narrações, reportagens, discurso de jogadores, técnicos e torcedores. Naquela ocasião, pretendia justificar a frase de Belluzzo “vamos matar os bambis”, não concordando nem discordando com sua declaração, que vejo como algo normal do futebol, embora eu não tenha gostado da forma e lugar do ocorrido, enfim...


O teor daquele texto me fez pensar em escrever algo sobre um assunto relacionado, assunto que curiosamente rendeu notícias e mais notícias durante a semana. Pensando na forma como a imprensa esportiva sensacionalista fez questão de abordar o “vamos matar os bambis”, forma tendenciosa de divulgação que provavelmente deu margem para o aumento do potencial violento dessa grande massa acéfala que existe entre torcedores de futebol, refletia sobre como é triste ver que o futebol e a guerra não estão relacionados apenas em questões de linguagem. Muitas vezes, no Brasil e no mundo, o futebol tem sido um esporte guerra.


Recentemente tivemos várias brigas dentro de campo, entre jogadores do mesmo time, como ocorreu com o Palmeiras e Bambis no último mês, o que não acho tão absurdo quanto brigas entre diferentes equipes – porque entre jogadores da mesma equipe, geralmente, é desentendimento e confusão apenas, embora a agressão seja algo feio, já entre diferentes equipes geralmente a briga é causada pela intolerância à derrota. Aliás, o grande problema do esporte: intolerância à derrota.


Torcidas costumam brigar também, é algo tão comum que nem precisa citar. Geralmente as organizadas, até mesmo do mesmo time, são as causadoras dos piores problemas, ficando até difícil reclamar quando são chamadas de “facções”. Mas também brigam com torcedores rivais, num show de intolerância. Para algo mais recente, basta lembrar-se do torcedor gambá morto nesse ano em São Paulo, durante a Copa do Brasil.


Outro problema é o tipo de cobrança que se faz aos jogadores. Não é incomum ver notícias, no Brasil e no mundo, de jogadores que foram encontrados em festas – mesmo que sejam reservas e talvez nem relacionados para jogos, que são agredidos por torcedores. Ou aquela velha história de sempre: torcedor que encontra jogador que está em má fase e aproveita para agredi-lo/ameaçá-lo. Eu gostaria de saber se esse povo realmente acha que tal atitude levará a alguma coisa.


Essas coisas, infelizmente, são cotidianas no futebol. Não adianta dizer que o evento “membros da mancha x Vagner Love” é algo isolado durante a temporada. Seria bobagem tamanha que nem preciso citar outros exemplos, só não vê quem não quer. E, embora seja a minoria que resolva “partir para a agressão”, ainda assim é algo preocupante, revoltante, lamentável. Violência, em qualquer lugar, não leva a nada e só degrada as coisas. E o esporte, bom, o esporte não deveria ter violência jamais. Há quem acredite que o esporte pode ser pacificador, mas não é o que tenho visto, gostaria de dizer o contrário.


Isso não vai mudar enquanto as pessoas não aceitarem que - embora elas tenham todo o direito de se importar tanto quanto queiram -, o futebol não deve ser assunto de vida ou morte, nem estar no pedestal das coisas mais importantes. E não vai mudar porque a violência é algo que apenas tenta-se camuflar, mas se estende a todas as facetas da vida, inclusive ao lazer, ao esporte, ao que deveria ser de alguma forma diversão e entretenimento para aquele que assiste, por mais que exista o lado da paixão. Além disso, há também a já citada questão da intolerância à derrota. É claro que no esporte o objetivo é a vitória e, geralmente, qualquer coisa diferente leva à decepção, ao desgosto de todos os participantes, inclusive espectadores. Porém, a vitória ou derrota também não deveriam ser assuntos de vida ou morte.


Aqui, percebo algo que considero fundamental: as pessoas precisam aprender a por o futebol em seu devido lugar, precisam aprender a apaixonar-se por coisas e pessoas sem para isso precisar consumir a própria vida – e as vidas dos outros, precisam aprender a conviver com as perdas, que é algo comum na vida, principalmente quando existe disputa envolvida. As coisas podem, e muitas vezes vão decepcionar e causar contragosto, porém, é preciso ter controle para que a decepção não se torne violência. Não há decepção, frustração, raiva, tristeza ou qualquer sentimento ruim no mundo que justifique atitudes de violência. Não há motivos para que o futebol seja essa guerra que vemos hoje, nada na vida deve ser assim, muito menos o esporte. Há pessoas que deveriam preocupar-se mais com outras coisas, a vida possui tantas coisas importantes para também se importar...


Sem julgar os membros dessa organizada representada pelos agressores de Love, gostaria de dizer que embora exista uma paixão alviverde pulsando dentro de nós, nos fazendo desejar sempre vitória e sentir as derrotas como grandes decepções, isso não justifica a violência, isso não justifica certas cobranças, certas agressões físicas e verbais. Isso não justifica colocar a vida a perder, colocar outras coisas importantes de lado. Não sei se o problema está na forma como se dá valor o futebol, ou na forma como se trata a questão da violência, mas sei que algo precisa mudar. É uma vergonha, para qualquer torcedor de futebol, ver a imagem daqueles garotos patéticos, presos por tamanha besteira e falta de algo melhor para fazer.

domingo, 29 de novembro de 2009

DIEGO E LOVE DESENCANTAM E PALMEIRAS SEGUE RESPIRANDO

Vencer tornou-se algo tão fora de prática que quando isso acontece parece que tudo muda. Se está nublado o céu abre, e se não abre aprendemos a gostar da chuva. Noutros dias até o sol atrapalhava. Há dois anos, última rodada, o Palmeiras de Caio Junior, sem Valdivia, precisava vencer em casa o Atlético-MG, que já não tinha mais nada para almejar no campeonato. A vitória garantiria a vaga palmeirense na Libertadores. Era tão certo quanto 2 + 2 são 4. Perdemos. Agora os dois times brigavam pela vaga na competição mais importante da América do Sul. Novamente jogo decisivo no Palestra Itália. Hoje a história foi diferente. Os mesmos 3 x 1, mas o azar mudou de lado. Um consolo para um final trágico. Um importante passo para um recomeço tardio. Mas antes tarde do que nunca. 

O torcedor viveu dias difíceis. Alguns jogadores e membros da comissão técnica também. Havia uma nuvem negra pairando sobre a Academia de Futebol. Ciente disso, Muricy levou seus comandados para Itu. Muito treino e concentração. Hoje o torcedor, desconfiado e machucado, compareceu em grande número para ver a volta de Cleiton Xavier e Maurício Ramos, ambos ficaram fora por contusão durante um bom tempo, justamente quando começou nossa decadência acentuada. Já sem Obina, Vagner Love foi o único no ataque. E sem Pierre, suspenso, Edmilson voltou à titularidade. Wendel foi a principal novidade na equipe titular, ganhando uma vaga na lateral esquerda. Estava tudo pronto para uma batalha decisiva, de vida ou morte. Uma derrota significaria um adeus à Libertadores e uma vitória um leve flerte com o outrora tão vivo sonho do título.
 
Sem muito tempo para se ajeitar na arquibancada, ou no sofá, o palmeirense viu uma bela troca de passes entre Love, Diego e Sacconi parar nos pés de Cleiton Xavier. Pouco mais de um minuto de jogo e o Verdão abriu o placar com o camisa 10 que há tanto não jogava e não marcava. A partir daí o Galo saiu para o empate, deixando os contra-ataques à nossa mercê. Mas antes que pudéssemos nos aproveitar deles, Diego Tardelli, o que único que não poderia ficar livre, ficou e empatou a partida. Sem pânico, nem deu tempo para isso, e eis que aconteceu um momento especial, daqueles que os torcedores que lá estavam vão contar para os filhos, netos, bisnetos. Vagner Love apostou na velocidade e dividiu a bola com o goleiro Carini fora da área, perdeu a dividida, mas a bola sobrou para Diego Souza que sem a deixar cair, do meio de campo, fez uma obra-de-arte. Sem-pulo, de primeira, por cobertura, um golaço, o mais bonito do campeonato! Um gol histórico!

Mesmo antes de acabar a primeira etapa, o resultado seria definido. Finalmente Vagner Love desencantou. Mais um belo passe de Sacconi, que jogou tão mal no Sul e hoje se encaixou tão bem na equipe. Love recebeu na área, bateu sem dificuldades e ampliou o marcador. Enquanto o jogo corria, a torcida viajava em universos paralelos. Em jogos paralelos. No Serra Dourada as bichas começaram ganhando, não muito tempo depois tomaram o empate (e que golaço do Victor) e a virada. Em Campinas, o clássico das favelas. Gambás vestindo a “camisa dos procurados”, ou seja, os próprios torcedores, e Flamengo sem precisar sofrer muito, já que o time sem estádio estava afinzaço de entregar. Zé Roberto marcou, o comedor de travecos pediu pra sair, e a palhaçada estava toda armada. No nosso jogo o juiz apitou o final do primeiro tempo.

Volta do intervalo sem alterações no Verdão. Do lado do Galo as entradas de Ricardinho e Corrêa poderiam dar um ânimo a mais para equipe. Poderiam. Eles tentaram, chegaram, mas não saiu disso. O Palmeiras, com calma, administrou. Maurício Ramos e Cleiton Xavier saíram, ainda bem que dessa vez não por contusão, mas sim pela volta depois de longo tempo de molho. Os dois já não se aguentavam mais em campo. Enquanto o Atlético tentava e batia muito, o Palmeiras continuava levando o jogo sem grandes sustos. Na arquibancada o clima estava mais quente. Três gols saíram no Serra Dourada, sendo dois do Goiás, que venceu as borboletas tricolores por 4 x 2. No Brinco de Ouro as virgens da América abriam as pernas para o Flamengo, ainda com teatrinho de roubo e o escambau. Outros dois jogos que nos interessavam não tiveram um final feliz para nós. O Cruzeiro, que começou perdendo, lotou o Mineirão e goleou o Coxa. Já o Xpó, rebaixado, também abriu o placar, mas cedeu a virada para as Coloridas do Sul. 

Antes da partida terminar, o Galo ainda perdeu um jogador expulso. E foi isso. A se destacar a bela partida de Wendel, improvisado, e também de Edmilson, que apesar dos pesares, há muito tempo não fazia um jogo tão seguro como hoje. O destaque negativo fica para o protesto fora de hora de uma torcida organizada que formou um mosaico com a palavra “vergonha” antes do início da partida, só pra “incentivar”. E agora o bicho vai pegar. Última rodada de arrepiar os cabelos, tanto de quem disputa o título e a vaga para a Libertadores, quanto daqueles que sofrem com o fantasma do rebaixamento. Lá em cima Flamengo, grande favorito, Inter, Palmeiras e São Paulo, respirando com ajuda de aparelhos, sonham com o caneco, e o Cruzeiro com a vaga para a Libertadores. Lá embaixo, Fluminense, Coxa, Botafogo, nosso adversário no Engenhão, e até o Santo André, lutam pela sobrevivência. Quem viver verá. 


Créditos da foto: Terra.

sábado, 28 de novembro de 2009

“VAMO MATAR OS BAMBI, ELES JÁ MORRERAM HOJE”

AS METÁFORAS DO FUTEBOL E A LINGUAGEM DE GUERRA, BELLUZZO CONTRA A IMBECILIDADE GERAL



“Time de futebol precisa atacar como boxeador peso-pesado, mas não pode defender como peso-pluma”. (Carlos Alberto Parreira, técnico de futebol)


“O tanque Urutu pode estar com o motor pifando, mas a mira dos canhões continua ótima” (João Garcia, Jornalista, sobre os dois gols de Ronaldo em Brasil 4x1 Japão na Copa de 2006)


Retirado de: Futebol em frases, de Cláudio Dienstmann.


Ataque, campo de ataque, atacar, atacante:

Olha o time do Corinthians partiu pro ataque (Corinthians x Santos, TV Globo, 06/11/2005)


Vem bola pro campo de ataque da equipe do Botafogo (Corinthians x Botafogo, Rádio Transamérica, 28/08/2005)


O Souza não está atacando (São Paulo x Paulista, TV Globo, 06/03/2005)


O atacante do Inter veio aqui à beira do campo pediu pra sair (Corinthians x Inter, TV Globo, 20/11/2005)


Contra-ataque, Contra-golpe:

Pode pintar mais um gol do Náutico no contra golpe (Portuguesa x Náutico, Rede TV, 19/11/2005)


[o Corinthians] não quer se expor ao contra-ataque (Corinthians x Inter, TV Globo, 20/11/2005)


Defesa:

O time do Internacional jogando no campo de defesa (Corinthians x Inter, Rádio Transamérica, 20/11/2005)


Artilheiro:

Cê acha que o Tevez vai sê o artilheiro do campeonato? (Programa Gazeta esportiva, TV Gazeta, 06/11/2005)


Bomba, explosão:

Chuta uma BOM: ::ba uma bomba (São Paulo x Portuguesa, TV Gazeta, 31/03/2005)


uma bomba a bola explodiu pra cima do Gustavo Nery (Corinthians x Ponte, TV Globo, 27/11/2005)


A bola explodiu no peito do Rogério Ceni (São Paulo x Quilmes,TV Globo, 16/03/2005)


Tiro:

Falhô o goleiro falhô porque nu foi um tiro forte do Almir (Grêmio x Portuguesa, Rede TV, 12/11/2005)


Perigo, perigoso:

Um ataque perigosíssimo do Paulista (São Paulo x Paulista, TV Globo, 06/03/2005)


Olha o Internacional chegando com perigo (Corinthians x Inter, TV Globo, 20/11/2005)


Matar, morrer:

Por baixo Anderson mata a jogada (Corinthians x Palmeiras, Rádio Transamérica, 20/03/2005)


Aí vem trabalhando o time do Goiás... nu tá morto nu jogo não (Corinthians x Goiás, TV Globo, 04/11/2005)


Armar, desarmar:

Vem Bruno Otávio desarmando o ataque do time colorado (Corinthians x Inter, Rádio Transamérica, 20/11/2005)


Tenta armar outra vez o ataque, mete pela linha lateral (Corinthians x Inter, Rádio Transamérica, 20/11/2005)


Engatilhar, disparar, descarregar, fuzilar:

Tevez dominô engatilhô (Corinthians x Palmeiras, Rádio Transamérica, 20/03/2005)


Bola disparada... vai pela linha de fundo (Corinthians x Santos, Rádio Transamérica, 2º tempo, 06/11/2005)


Fabinho tenta descarrega outra vez pro campo de ataque (Corinthians x Santos, Rádio Transamérica, 2º tempo, 06/11/2005)


Deu um drible na cara do Rogério e fuzilô (São Paulo x Paulista, TV Globo, 06/03/2005)


Território: Perder, ganhar, invadir.

Tevez invadiu a área... corta Daniel (Corinthians x Palmeiras, Rádio Transamérica, 16/10/2005)


O Corinthians começô a perdê o meio de campo (Corinthians x Inter, TV Globo, 20/11/2005)


Massacre:

O massacre no Pacaembu [Corinthians 7 x Santos 1] (Programa esportivo, TV Bandeirantes, 06/11/2005)


Combate:

O Wendel é o primeiro a dá combate (Corinthians x Inter, Rádio Transamérica, 20/11/2005)


Retirado de: As metáforas do futebol brasileiro – Deize Crespim Pereira.


Exemplos de notícias comuns em sites sobre esporte (GE):


Elton aposta em duelo de ‘matadores’ com Marcelo Nicácio

O confronto deste sábado entre Vasco e Fortaleza, no Castelão, pela Série B do Campeonato Brasileiro, vai marcar o duelo dos dois principais artilheiros da competição.


'Matador' Felipe cai nas graças da torcida

"Uhh! Felipe é matador." O coro da torcida foi o maior presente para Felipe por mais uma boa atuação.

Aos 29 anos, o atacante venceu também o duelo com Túlio Maravilha, que tem quatro gols no Campeonato Goiano, 868 na carreira e sonha ainda chegar ao milésimo.


Barça reencontra Eto’o no Camp Nou com obrigação de vencer para seguir vivo


o Flu tem pela frente no Brasileirão um adversário "morto"


Não pensem que Sport está morto porque não está


Para atleticanos, gols sofridos no início dos jogos ‘aniquilam’ tática do time

Galo promete redobrar atenção contra o Palmeiras para praticar estratégia de contra-ataques: ‘Não dá mais para levar gol bobo’, diz Éder Luís


Geninho lamenta a falta de pontaria do Timbu


Mano vai a Porto Alegre para jantar em comemoração à 'Batalha dos Aflitos'

Na próxima quinta-feira, dia 26 de novembro, o Grêmio comemora quatro anos da épica "Batalha dos Aflitos"


Nilmar prevê clima de revanche após massacre do Inter sobre o Ju em 2008


Eu poderia me cansar de selecionar páginas e mais páginas de notícias, frases, trechos de discursos da imprensa, jogadores e torcedores que exemplificassem a utilização de metáforas relacionadas à guerra no futebol. É comum, qualquer pessoa que tenha o mínimo de contato com futebol nota. Está na nomenclatura que se dá a determinados jogadores: arqueiro, artilheiro, capitão. Está no discurso sobre os jogos: luta, batalha, massacre.


O jogo de futebol é uma batalha, o adversário é um inimigo. Os times defendem e atacam. O goleador é artilheiro, matador, solta bombas, tiros, fuzila o goleiro. O ataque precisa ser ofensivo, a defesa precisa manter posse do território. O técnico é estrategista. A camisa tem o escudo do time. O importante é que a defesa seja forte, o ataque certeiro precisa ter pontaria e demonstrar agressividade para matar o adversário. O meio de campo deve criar jogadas ofensivas, avançar, furar bloqueio, investir, levar perigo ao campo do adversário, massacrar. E se massacra, significa que o inimigo foi liquidado e morto, que a luta trouxe vitória.


Se isso influencia de forma violenta ou não é questão para outras reflexões. Em todo caso, está claro que toda a estrutura de um jogo de futebol remete à linguagem da guerra. Isso é absorvido pela torcida, que participa, que se sente integrante daquilo tudo. Os termos “perdemos”, “vamos vencer”, “somos campeões”, são comuns, demonstrando que torcidas se identificam com os times, como se fossem parte dele, não se sentem como algo separado. Se o time vence, a torcida venceu, se o time massacra o adversário, a torcida afirma “massacramos”. Quando confiante em um jogo, a torcida afirma “vamos acabar com eles”, “vamos massacrá-los”, “vamos matá-los”. Enfim, cheguei ao ponto que queria.


Se imprensa, jogadores, técnicos, cartolas e torcedores utilizam-se constantemente dessas metáforas, sem nunca haver censura alguma e sequer afirmação de que é algo que poderia incitar a violência, eu me pergunto por que tamanho alarde em relação à declaração de Belluzzo, em uma festa privada de parte da torcida do Palmeiras, sobre o São Paulo no campeonato. Pergunto-me porque agora tanta polêmica em torno do fato do presidente do Palmeiras ter tido “vamo matar os bambi, eles já morreram hoje”, no dia que um dos maiores “inimigos”/rivais, concorrente direto ao título, que no momento ameaçava tirar a liderança do Palmeiras no campeonato, perdeu um jogo e a oportunidade de colocar risco ao então líder do Brasileirão 2009.


Notem que ele não disse “matem os bambis”, mas sim, “vamo matar os bambi”, fazendo uma referência direta ao que ele acreditava que o time iria fazer com o rival no campeonato, o que se evidencia pelo fato de ter completado com “eles já morreram hoje”, referindo-se à derrota do rival no jogo que ocorreu naquele dia. Portanto, Belluzzo não estava “mandando matar” os bambis, mas sim afirmando que o Palmeiras iria matar os bambis, que, aliás, já estariam mortos no campeonato.


Algo tão simples, declaração tão comum, em uma festa privada da torcida, nada demais. É por isso que toda essa repercussão e até a notícia de um inquérito policial contra o presidente são coisas que me fariam rir, se não fosse uma evidência tão trágica de falta de bom senso comum. Sinceramente, poderia ser quem fosse: o presidente do Palmeiras, do Curintchas, dos Bambis, do Sport, do XV de Piracicaba, poderia ser o Adriano, o Gordo, o Marcos, o Diego Souza, o Carlinhos Bala, um torcedor qualquer como eu, quem fosse, seria a mesma coisa, algo comum na linguagem do futebol, só vê maldade quem quer.


E nesse caso é claro que há uma tentativa de fazer alarde e acabar ainda mais com o trabalho do Belluzzo que já se encontra em problemas - e isso me lembra de certas pessoas que não merecem ser mencionadas, que andam aparecendo muito por aí e de quem há rumores de que estão tentando tirar Belluzzo do poder no Palmeiras. Mas a polêmica na imprensa e entre torcedores não me parece coisa de gente esperta e tendenciosa não, é burrice mesmo, falta de pensar, raciocinar, falta de bom senso e lógica. É vergonha, é ridículo. Tenha dó. Esse promotor público, Paulo Castillo, que pediu a abertura de um inquérito sobre as palavras de Belluzzo - inquérito que poderá pedir a saída de Belluzzo da presidência do Palmeiras -, ou está bem relacionado com quem quer isso, ou é um sem noção total mesmo. Cuidado, daqui a pouco vão abrir um inquérito contra este blog.


Então minha gente, vamos parar de cair nessa imbecilidade geral e ler um pouco, estudar, pensar, refletir. Sugiro uma leitura interessante, de uma Doutora da USP, Deize Crespim Pereira, sobre metáforas no futebol.



segunda-feira, 23 de novembro de 2009

BARBIE GIRL

Sabemos que a vitória do Botafogo sobre o ¨cartel¨ e o empate do ¨framengo¨ diante de quase 80 mil ¨sonhadores¨ fez renascer dentro de muitos ¨Parmeristas¨ a esperança de uma conquista que já parecia perdida.


Eu admiro o otimismo. Todos com suas calculadoras em punho. Calculando e recalculando possíveis resultados nas duas rodadas que faltam para manterem acesa a chama do que não parece assim tão impossível. Afinal, se a ¨máfia¨ perde pro Goiás (coisa que não é assim tão improvável, vez que perderam para o desesperado Botafogo) e empata com o ¨pensei que era grande¨, bastaria ao Palmeiras vencer seus dois jogos e pronto, desde que o ¨framengo também tropece mais uma vez.


Simples, não?


Pois é, seria se não fosse uma dessas ¨peças¨ que o destino nos apronta. Justamente o fato de que a ¨quadrilha¨ enfrenta no jogo fatídico exatamente aquele time que a tem como grande heroína.


Torcedores e dirigentes daquele que um dia ousou acreditar que era ¨carrasco¨ do Palmeiras nunca esconderam que sua meta, enquanto meretriz de baixo quilate, seu maior ¨sonho¨ é se tornar uma ¨biscate de alto gabarito¨.


O presidente desse que um dia pensou que era grande jamais ocultou que um dia quer que seu ¨time¨ seja uma cópia fiel da ¨quadrilha¨, tal qual uma menina de tenra idade brincando com sua boneca Barbie, sonhando em se casar com o Ken para passearem juntos em seu conversível cor de rosa choque.


Não é difícil imaginar que no aconchego de sua sala em Recife, o presidente do primeiro rebaixado de 2009 pegue sua bonequinha e brinque de ¨Barbie vai às compras na Rua Oscar Freire¨. Possivelmente use a maquete do estádio da Ilha do Retiro para fantasiar coisas como ¨aqui será a academia de ginástica. Aqui a lojinha de bichinhos de pelúcia. Aqui faremos uma bela praça de alimentação e ali uma livraria. Com mais 100 anos, se elegermos um governador biônico, roubarmos dinheiro das crianças, um estádio de um clube qualquer e ganharmos um terreno de graça, desviarmos muito material de obras públicas, seremos até sede da Copa do Mundo¨.


¨Materializando¨ seus ¨sonhos¨, o presidente do ¨quero ser grande¨ fica sendo a Barbie, Juju ¨Velho Barreiro¨ o Ken e seu filhinho se chama Marco Aurélio.


Portanto, minha gente, ainda que o Palmeiras vença os dois confrontos que lhe restam e mesmo que o Goiás do ¨biruta¨ Hélio dos Anjos jogue por sua vida contra a ¨escória¨, no final das contas o jogo que decidirá tudo será entre ¨mãe e filha¨, isto é, a prostituta inferior contra a rainha do bordel.


Aliem tudo isso ao fato de que a tal meretriz de baixo gabarito está melindrada porque, além de ser eliminada da Libertadores pelo Palmeiras no primeiro semestre, ainda teve seu rebaixamento selado pelo Palmeiras no Palestra, ainda que saibamos que sua queda aconteceu pelo ¨conjunto da obra¨ e não por aquele jogo específico. Esperem para ver o ¨filhotinho¨ levar uns 8 a 0 da ¨mamãe¨ no jogo que provavelmente decidirá o campeonato.


Desta forma, quem assim como eu estiver torcendo para que os ¨bandidos ¨ não ganhem mais um campeonato na ¨mão grande¨, sugiro que aposte suas fichas no ¨framengo¨, porque se depender do ¨quero ser prostituta de luxo¨, a questão já está decidida.

domingo, 22 de novembro de 2009

¨TUISTANDO¨

Por que será que quando a arbitragem não é ¨polêmica¨ a madame biônica geralmente não vence?

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

APAGA A LUZ

Como já bem diz o jargão popular, ¨o último que sair, apaga a luz¨. Esse é o Palmeiras 2009. Um time que passou de favorito ao título para um ¨libertadores é lucro¨ em questão de 2 meses. Culpa de quem? Ah! Essa é a pergunta que todos fazem.


Bom, na minha opinião (de novo, não do blog), o culpado é o Sr. Boquinha Mole, cuja contratação se mostrou um erro desde que se fomentou a possibilidade. Senão vejamos:


- fez um tremendo de um cu doce, se escondeu durante semanas, disse que não queria, não podia, a mãe não deixava, estava com dor de barriga o salário era baixo, tinha proposta de Marte e tudo mais que podia. Por que fez tudo isso? Muitos vão dizer que é porque um vencedor tem direito de esnobar. Eu digo que foi porque não queria entrar na fogueira, ou seja, delegou a bucha para o Jorginho segurar esperando para saber o que faria. Se a bomba estourasse, ele nem viria. Como o Jorginho foi lá e deu conta do recado, veio pegar o¨bonde já embalado¨. Fácil, né?


- chegando no comando, usou e abusou das frases feitas que talhou durante anos em que se escondeu atrás dos erros de arbitragem em favor do ¨clube de senhoras de são paulo¨. Bater no peito, dizer que ¨aqui é trabalho¨. Tudo isso parecia muito fácil enquanto o time vinha na ¨banguela¨. Sempre foi arrogante nas vitórias e um bunda mole nas derrotas.


- quando realmente precisamos de ¨comando¨, o angu desandou. Incapaz de motivar um time que tinha 5 pontos de vantagem, deixou a zona correr solta. Nunca teve comando sobre os jogadores e isso ficou provado ontem com a troca de sopapos entre Maurício e o Mr. Caruru.


- quando necessitamos de ¨conhecimento¨ mínimo, nos ¨brindou¨ com idéias geniais. Sr. Boquinha “Muxa”, será que o senhor não sabe que com a contusão do C. Xavier era preciso colocar outro armador, e não deixar a armação a cargo de Souzas ou Jumares da vida? Precisou apanhar 5 jogos para perceber que Diego Souza jogando sozinho no meio campo não rendia? Tinha que deixar o Diego ser taxado de pipoqueiro toda hora, mesmo sabendo que sem alguém que conduzisse a bola até a intermediária adversária ele ficaria apagado? Claro. Mais uma vez, preferiu deixar a casa cair na cabeça de outra pessoa.


- o senhor que fala tanto em trabalho não consegue perceber aquilo que até um ¨leigo¨ como eu percebeu, que Vagner Love e Homem Vatapá jogando no ataque não dariam certo? Pois ambos jogam dentro da área e não tinha ninguém que ¨abrisse¨ a defesa? E que ainda que os laterais conseguissem cruzar, ambos bateriam cabeça dentro da área?


- falando no Acarajeman, por que diabos o senhor ¨bancou¨ esse perna de pau durante tanto tempo? Conseguiu a ¨proeza¨ de mandar o Vagner Love pro banco e apostar no Sr. Azeite de Dendê. Deu no que deu. Graças aos deuses, esse bosta foi demitido e nunca mais teremos que vê-lo envergonhando a camisa do Palmeiras.


- como o senhor conseguia crer que o Marquinhos seria algum tipo de ¨salvador¨ em jogos difíceis, se era claro que esse rapaz não tinha a mínima condição nem de torcer pelo Palmeiras, muito menos jogar?

Sinceramente, eu bem que gostaria que me pagassem 500 paus por mês para sair batendo no braço quando o time ganha e ficar com cara de bunda enquanto o time leva um baile de lixos como Santo André e Sport.


Seu fracasso no Palmeiras, para mim, sempre foi questão de tempo. Por isso mesmo nunca ¨cantei¨ vosso nome na arquibancada. E tenho orgulho disso. Para mim, o senhor sempre foi uma enganação que durante 3 anos ¨cresceu¨ graças ao esquema ¨bola na cabeça do pirulito¨, e, quando nem isso resolvia, sempre havia um juiz, um bandeirinha, um tribunal, disposto a quebrar seu galho.


Pois é, quando saiu do lado rosa da força e veio para um clube onde os ¨ventos do favorecimento bandido¨ sopram contra, a verdade apareceu. Um cidadão que não consegue fazer um time vibrar em um jogo sequer, coisa que até o ¨Manager Poker Star¨ conseguia fazer de vez em quando, não merece treinar o Palmeiras, muito menos ser chamado de técnico de ponta¨.


Vamos aproveitar que já mandamos embora o Mr. Pelourinho e já fazer logo uma faxina. O último que sair, apague a luz.


Era o que se cumpria esclarecer.


NÃO HÁ NADA TÃO RUIM QUE NÃO POSSA PIORAR

É engraçado como a vida é irônica. Há pouco mais de um mês eu pensava que no fim de dezembro estaria com meu curso de graduação terminado, sem pressão de monografia, com meu time campeão brasileiro, e já sonhava com várias coisas que teria tempo para escrever aqui: momentos bons, momentos tristes, momentos incríveis, gols inesquecíveis. É, sonhava. Lembro até que pensei em escrever sobre Obina, contra o Corinthians. Diego Souza, contra Flamengo no rio. Danilo, contra Atlético Mineiro. Ortigoza, contra o Vitória no comecinho do campeonato, lá no Palestra, minha primeira vez no Palestra.


Como nós sonhamos nesse ano, não? Depois que o senhor Lu$$a e (Quem?)rison sumirem daqui, tudo parecia resolvido, era o lindo mundo do Palestra Itália: Jogadores amigos, sorrindo, se abraçando, correndo atrás de resultado que geralmente vinha, vários jogos sem perder. Torcedores felizes, orgulhosos... Mas como diria o velho filósofo bêbado: o que mais dói na vida é contar com o ovo quando ele ainda nem chegou ao cu da galinha. “Poizé”.


Confesso que depois daquele dia em que o Palmeiras foi ao Rio para levar uma bala bem no meio da testa, enviada pelo Sr. Simon a mando de sabe-se quem, eu sonhava com um pé atrás. Explico: dois dias antes tinha dito a uma amiga que era impossível não torcer e tentar acreditar no Palmeiras, mas é igualmente difícil torcer para algo que você nota ser pré-estabelecido. Naqueles dias, começaram a acontecer coisas estranhas, e isso continua acontecendo... Mas não vou falar disso, não há mais fôlego. A única coisa que eu queria era ver meu Palmeiras lutando de forma digna, assim como seu presidente, para que caso perdesse não fosse por incapacidade própria. Era apenas o que eu queria.


Sobre os senhores Obina e Maurício, sei lá, as pessoas perdem a cabeça, brigas acontecem, mas não dava para esperar sair do campo? Precisava piorar o que já estava ruim, acabar totalmente com as poucas chances que ainda tínhamos? Que se matassem no vestiário e fossem substituídos, tanto faz, mas que brigassem fora dali... Se pudesse dizer algo a eles seria que não adianta achar que são o Hugo e o André Dias que vestem certa camisa aí, se é que não sabem...


O pior de tudo é ver que o time, apesar de não ter feito uma partida brilhante, apesar do gol ridículo tomado nos últimos segundos do primeiro tempo, jogava de uma forma que poderia dar resultado bom. Depois de tanto tempo, e talvez tarde demais, parecia que estavam conseguindo se acertar. Muricy-troféu-cabeça-dura-do-ano percebeu que em 2009 o Palmeiras só teve camisa 9 estragado, e que o Diego Souza (que hoje quase jogou bola direito) fica perdido quando o colocam pra ser armador ao lado de um volante pensando que é camisa 10. No fim das contas foi triste ver certos caras tentando, buscando calma e jogo, para dois joselitos enfiarem o pé na merda desse jeito. Assisti ao segundo tempo por pena e respeito aos que ficaram. Sim, eles têm responsabilidade pelo atual estado do time, claro que merecem a cobrança. Mas foram esses que fizeram o que eu, mesmo na condição de torcedora apaixonada, não sei se conseguiria fazer: não foi possível um bom resultado, mas terminaram aquela porcaria sem jogar a toalha.


Pierre e Danilo merecem palmas. O camisa 5, mesmo depois de tudo o que passou nos últimos meses, conseguiu ser nosso melhor jogador em campo. Os outros merecem respeito, fizeram o que podiam e nem sempre dá para esperar milagre. Ano passado eu nunca imaginei que defenderia esse cara, mas é bom que quem questiona o comprometimento de Diego Souza se atente para o fato dele ter sido a única pessoa que tentou conversar com o time e arrumar a bagunça depois da desgraça feita. Porém, a luta de nenhum desses nove vai justificar a incompetência de todos eles e mais alguns nos últimos jogos, muito menos nos fazer esquecer.


Assumo que eu gostava muito do Obina, mas isso fica no passado, hoje só quero que ele e o Maurício sumam. O Danilo, ao defender Obina, disse as seguintes palavras “Todo mundo erra. Ele errou porque estava querendo muito. Alguns jogadores aqui não estão nem aí”. Sim, todo mundo erra, mas tem erro que é difícil de aceitar, ainda mais de perdoar. E sobre os jogadores que não estão nem aí, espero que nossa diretoria comece a ouvir o que Marcos e Danilo estão soltando na imprensa, e que resolva logo essa palhaçada. Se falam assim, é porque ou a coisa está pior do que se pensa, ou estão vendo pelo em ovo e devem parar com isso – eu aposto na primeira opção, vindo de quem vem as acusações. Será preciso lembrar de que aqui é Palmeiras?


Eu sonhei muita coisa há alguns meses atrás. Hoje só quero que o ano acabe, quero descansar disso tudo, quero que meu time não me dê a vergonha de sequer participar da Libertadores, quero que o Palmeiras continue em mudança porque existe muita coisa errada estragando todo esse esforço. Foi triste ver tanta coisa feita e sonhada, para acabar nessa decepção. Mas a vida é assim e esse é o risco que se corre ao tentar. É triste sim, mas o Palmeiras continua. É decepcionante, mas a vida vai continuar sem querer saber de futebol. Depende de cada um de nós o quanto vamos fazer essa dor continuar. É cômico pensar que matematicamente ainda dá, mas diante do descontrole desses jogadores e da atual situação, é melhor poupar esperanças para outras situações. A vida não é decidida de forma matemática, e tem sofrimento que não vale a pena, não vale...