domingo, 28 de junho de 2009

VERDÃO NÃO JOGA MAL, MAS DEIXA VITÓRIA ESCAPAR NO PALESTRA

O Palestra Itália teve um público vergonhoso para um clássico. Depois de semana perturbadora pelos lados da Academia de Futebol, o Palmeiras teve bom desempenho para um time tão despedaçado. A vitória poderia ter vindo fácil, e já no primeiro tempo, mas nos deixamos dominar na segunda etapa e tomamos o empate, que não deixou de ser merecido. Quem não saiu de campo com mérito algum foi Leonardo Gaciba. O juiz gaúcho deixou de aplicar cartão vermelho justamente no jogador, Robinho, que fez o gol de empate. Gaciba ainda deixou de dar pelo menos um pênalti, além de inventar faltas no ataque santista. Não foi um bom resultado, mas o comportamento do time foi ótimo pelas circunstâncias.

Que semaninha viveu o Palmeiras! Para fechar, um clássico na noite de domingo e sem público decente. Frio no campo vindo das arquibancadas. Mesmo com todos os problemas e sem técnico novo, o Verdão fez um ótimo primeiro tempo. Willians e Obina funcionaram bem na frente, criaram chances, até que o camisa 28 pegou rebote do goleiro em chute de Cleiton Xavier e abriu o placar. Poderíamos ter ampliado, tínhamos o jogo na mão, mas não concluímos bem a gol.

Na segunda etapa um time com postura diferente, defensivo e cansado, que deixou o Santos jogar em cima durante quase todos os 45 minutos. O Santos, precisando do gol, partiu pra cima e aproveitou o recuo. Os jogadores da Baixada resolveram descer o pé nos nossos. Obina foi a primeira vítima de entrada violenta de Fabão. Depois foi a vez de Pierre, que seria posteriormente substituído com dor no tornozelo, receber uma entrada violentíssima do meia-atacante Robinho. O juiz afrouxou e deixou só no amarelo.

Aproveitando-se da saída de Pierre, contundido, e da falta de criação no segundo tempo, o Santos chegou ao empate. Antes, Marcos fez milagre. Em jogada de bola parada, Robinho pegou de voleio e fez com o Santo fizesse uma bela defesa. Depois, São Marcos saiu bem em Kléber Pereira, mas ninguém acompanhou Wagner Diniz que tocou com tranquilidade para Robinho empatar a partida. Empate justo pela bola, injusto pela arbitragem. Felipe foi segurado pela camisa por Domingos na área e Gaciba nada marcou. E no final da partida, mais um lance duvidoso que a televisão não reprisou.

Bom primeiro tempo, péssimo segundo. Não faltou dedicação, mas o time não manteve a mesma pegada. A arbitragem foi mal e alguns jogadores, que até começaram bem, como o caso de Diego Souza, não renderam o que podiam. Felipe, meia-atacante da base, fez sua estréia no profissional, diga-se de passagem, numa fria. O menino não comprometeu, embora tenha se assustado com o jogo. Foi ruim, mas melhoraremos daqui pra frente. Se Muricy Ramalho, Deus e Belluzzo queiram, realmente acertar com o clube, será o começo de uma nova era que tem tudo para ser vitoriosa. Sorte para o Palmeiras, porque nós merecemos!

Créditos da foto: Uol Esportes.

sábado, 27 de junho de 2009

SINTESI SETTIMANALE: 21/06 a 27/06 – Reviravolta.

A semana parecia das mais monótonas. Cheguei a pensar que no post de hoje eu teria que enrolar falando do novo site oficial e da chegada de Figueroa, porque de resto as únicas novidades seriam a recuperação de jogadores e o coitado do Lenny sendo motivo de chacota por conta do mimo e acompanhamento dos avós. Santa inocência palestrina... Quem, na terça ou quarta-feira, imaginaria que eu ficaria até perdida de tanta coisa pra falar? Pois é, como temos repetido aqui, esse tem sido um ano cheio das emoções.

O auxiliar maledetto: Guilherme Dias Camilo, o nome do cara que anulou o belíssimo gol de Obina no sábado, contra o ventania paranaense. Toninho Cecílio falou em vetá-lo. Mas no meio da semana o maledetto foi punido, suspensão de trinta dias nele, e o Palmeiras desistiu do veto. Nossos dois pontos continuam perdidos.

O gol e o Santo: É, segundo ele seu primeiro gol está próximo. Marcos foi pra área nos últimos dois jogos e botou risco. Estou torcendo e tenho certeza que se acontecer, comemoraremos como gol de partida decisiva. Vai, São Marcos!

Enfim, veio: Há tempos clamávamos por um lateral direito. Enfim, chegou Figueroa, emprestado por um ano. Figueroa é conhecido nosso, jogou pelo Colo-Colo na Libertadores, bom futebol. Engraçado que chegou bem quando Wendel começou a mostrar ótimo serviço. Figueroa só pode começar a jogar em agosto, vamos esperar pra ver.

Boa notícia: Os volantes Edmílson e Sandro Silva voltaram a treinar nessa semana. Se tudo correr bem, segundo o médico do Palmeiras Rubens Sampaio, eles poderão voltar a jogar na semana que vem.

Novo site: Demorou, mas chegou. Interativo, bastante conteúdo. Ficou bom e bonito o site.

Toninho Vanusa: O meia que atuou no Palmeiras nos anos 70, Toninho Vanusa, faleceu na madrugada de quinta-feira. O ex-jogador, de 53 anos, sofreu parada cardiorrespiratória. A morte é muito triste, mas faz parte da vida...

Visitante da semana: De férias no Brasil, Vagner Love, atualmente do CSKA Moscou, visitou o CT do Palmeiras nessa semana. Mais um que ouviu os pedidos de “volta”...

Dor: A esposa de Pierre, Moema, sofreu aborto na noite de quarta-feira. Nós, torcedores, ficamos muito tristes pela dor que a família de um ídolo tão querido tem passado. Desejamos força, desejamos melhoras, desejamos que, no futuro, recebam mais uma bela criança - como é a já guerreira Pietra.

Estava mais que na cara: No meio da semana, Keirrison falou sobre especulações da mídia espanhola sobre uma possível contratação do Barcelona. Disse que não sabia de nada, que o contrato com o Palmeiras era de quatro anos... Pois bem, na sexta, o garoto simplesmente não apareceu, não compareceu ao treino e foi embora sem se despedir. Luxemburgo não foi avisado e, obviamente, ficou muito bravo – com razão, embora tenha dito o que não devia. Cada hora se diz uma coisa, mas hoje a diretoria afirmou que os empresários de K9 agiram às escuras mesmo, pegando o Palmeiras e a Traffic de surpresa. Está quase tudo certo com o Barcelona, há uma cláusula no contrato de K9 que permite isso. Pois bem, o ocorrido, assim como as declarações de Belluzzo afirmando que ele não queria jogar no Palmeiras, confirmam a imaturidade do garoto e, principalmente, de seus empresários e família – que sempre aparece dando pitaco. O sonho do jovem menino do interior, jogar em time grande da Europa, fez com que o Palmeiras não merecesse seu respeito. Ainda há quem coloque culpa na torcida que, percebendo a realidade, o cobrava muito nos últimos jogos. Para mim, isso confirma que estavam certos, assim como as especulações de que ele em breve iria para o Barcelona. Então, adeus. Que passe bem, consiga tudo o que fizer por merecer. O dinheiro vai nos fazer bem e nós continuamos aqui, com Obina e Ortigoza, que não tem futebol tão bonito, mas mostram serviço e vontade.

E ele, enfim, se foi: O caso do Luxa foi semelhante. No começo da semana o assunto era sobre renovação de contrato. Ele falou da vontade de ganhar títulos e renovar, a diretoria afirmou total apoio ao treinador – Belluzzo falou em renovação, Toninho Cecílio disse que Muricy desempregado não oferecia risco. O Keirrison fez o que fez, Luxemburgo, não avisado, ficou bravo – com razão, pois como técnico deveria ser avisado da falta do jogador – e, como sempre, disse à imprensa o que não deveria dizer em público, que devido à falta de respeito, com ele K9 não jogaria mais, caso não desse certo a negociação com o Barcelona. Foi demitido na última madrugada, a diretoria afirmou ser esse o motivo – “quebra no princípio hierárquico”. Talvez não seja a melhor hora para isso, mas se como prometido vir alguém realmente bom para substituí-lo, é um alívio para nós.

A pergunta que não quer calar: Enquanto o técnico do time B, Jorginho, treina o Palmeiras para o clássico contra o Santos nesse domingo, rolam soltas as especulações sobre o futuro técnico do Verdão. Belluzzo já falou em Muricy e Abel Braga, mas nada está certo ainda. Espero dar boas-vindas à Muriçoca na semana que vem.

Clássico contra as sardinhas da baixada santista: O time deles está desfalcado na defesa, nosso time também tem seus desfalques. Esperamos e confiamos que, mesmo assim, seja um belo jogo com vitória alviverde.

Parabéns: Bruno, goleiro reserva do Palmeiras, completou 25 anos hoje. Nosso camisa 1 já conquistou a torcida palestrina. Merece nosso sincero parabéns e desejo de felicidades.

Até semana que vem.

Fontes: Globo.com; UOL Esporte e palmeiras.com.br


segunda-feira, 22 de junho de 2009

SINTESI SETTIMANALE: 14/06 a 20/06 – De alegrias e tristezas...

A semana que passou foi cheia de suas histórias. Infelizmente, não foi tão boa quanto desejávamos, mas também tivemos nossas alegrias. Esse ano de 2009 tem sido cheio de emoções, ai meu coração palmeirense! Bom, vamos aos nossos destaques:

O céu: Nosso início de semana foi de dar esperança. No domingo tivemos campeões de 1999 em campo, participando de uma homenagem pela conquista da América. Galeano, Velloso, Sérgio, Evair, Cléber, Júnior Baiano e Alex estiveram presentes, além de São Marcos que ainda veste a nossa camisa. O time fez bonito para fechar a comemoração de forma feliz: 3x1 sobre o Cruzeiro, com direito a 2 gols de Keirrison, acabando assim – espero – com a novela entre ele e a torcida. Foi um bom jogo, foram boas lembranças e todo mundo saiu entusiasmado e confiante para a batalha de quarta, contra o Nacional.

Visitante querido: O entusiasmo aumentou ainda mais com a vinda de Felipão, também para receber homenagem. O técnico disse confiar, torcer, deu palpite sobre o time, apostou em 2x0... Felipão deixa saudades, deveriam tê-lo trancado dentro do clube.

O inferno: Mas não foi como esperávamos, e doeu ainda mais por três motivos: 1 - estávamos confiantes; 2 – perdemos para um time inferior; 3 – a desclassificação foi culpa nossa, não mérito do Nacional. Só o fato de lembrar deixa o coração da palestrina que vos fala apertado. Espero que o Palmeiras aprenda com os erros que nos desclassificaram.

Vergonha: Não, não estou falando do jogo contra o Nacional. Nesse jogo o time correu, tentou, não fez o melhor que podia, mas deveria ter contado com isso quando só empatou em casa. A vergonha mesmo foi de torcedores que se deram ao trabalho de ir até o aeroporto para recebê-los com protestos. Não serei cínica, sou a favor de reclamar, mas no momento e da forma adequada. E não foi esse o caso. Isso causou uma briga desnecessária com Belluzzo, diz-se até que Luxa tem sido ameaçado. Foi criado um site na internet pedindo a saída do treinador – respeito a opinião -, o muro do clube foi pichado. Belluzzo falou até em renovação do contrato, Luxa também. Eu só espero que o Palmeiras não tome decisões por “birra” com uma pequena parte da torcida. Que as mudanças, ou permanências, sejam decididas em momentos de calma – como o próprio Belluzzo defende.

Nosso sorriso: Pois é, o Cruzeiro colaborou muito para nossas alegrias nessa semana. Desclassificaram o São Paulo da Libertadores e, para felicidade do torcedor Palmeirense, Kleber marcou o segundo gol da equipe, e o dedicou – assim como a vitória – a nós. Belluzzo falou até em trazê-lo de volta, o que espero ansiosa que aconteça. Por enquanto fica o nosso agradecimento ao Gladiador que não nos esquece, assim como não nos esquecemos dele.

Ufa: O jogo desse sábado, contra o ventania - vulgo furacão -, naquele pasto chamado Arena da Baixada, poderia ser melhor. Isso porque o Atlético Paranaense tem um time medíocre, com todo respeito, e também porque perdemos muitas oportunidades de gol. Sem falar na péssima arbitragem que, anulando um gol legítimo nosso, bem como dando uma falta não legítima (será? A Mayara acha que foi legítima, e você?) para eles - que resultou no segundo gol -, nos tirou o resultado favorável. Uma pena o 2x2, mas também um alívio, pois estávamos temendo o pior depois da desclassificação. Porém, o time demonstrou vontade, principalmente Obina que marcou dois gols. Isso foi importante e bonito de ver. Esperamos que agora, com a cabeça em apenas um campeonato, as falhas sejam corrigidas e o time consiga resultados mais favoráveis. Precisamos nos mostrar ainda mais competitivos e candidatos ao título realmente. É, eu não consigo deixar de acreditar.

A foto de hoje é em lembrança do ao aniversário dessa semana: Diego Souza fez 24 anos na infeliz data de 17/07/09. Que tenha, e nos traga, alegrias em outras datas.

Uma boa semana para todos nós!

Créditos: Uol Esporte, 3VV, Globo.com, Lancenet.

sábado, 20 de junho de 2009

NA BASE DA RAÇA, VERDÃO ARRANCA EMPATE COM SABOR DE VITÓRIA EM CURITIBA

A eliminação da Libertadores doeu, mas a dor provocou o elenco do Palmeiras. Com raça, o Verdão foi determinado a garantir três pontos no “meio estádio” e só não saiu de lá com o objetivo cumprido por conta da arbitragem, em um dos maiores absurdos do futebol brasileiro em 2009. Revivemos, de novo, e mostramos que estamos feridos, mas vamos fortes para brigar pelo Brasileirão. Contra arbitragem, STJD e o que mais tiver no caminho, o Palmeiras vai buscar o Penta. Cala a nossa boca, Madureira!

Tristeza. Não há como lembrar de quarta-feira e não embaçar os olhos. Hoje, o Verdão, com a ferida ainda aberta, teria a missão de ganhar e reagir na Arena da Baixada. Todo de branco, estreando o novo segundo uniforme, os jogadores mataram a eliminação no peito e saíram jogando. Um primeiro tempo bom, com chances para os dois, e com ligeira superioridade do Palmeiras, que deveria sair com vantagem pelo menos numericamente. Rafael Santos, que já tinha cartão amarelo, deu uma cotovela proposital em Diego Souza, que tirou o nosso camisa 7 da partida, e não foi advertido pelo árbitro com o segundo cartão. Mas antes, o lateral esquerdo Márcio Azevedo, antigo sonho dos gambás, deu uma entrada fortíssima em Cleiton Xavier no meio campo, passível de expulsão, e nem cartão levou.

No segundo tempo, duas mudanças. Diego saiu porque ainda estava zonzo com a pancada na cabeça e Willians também deixou o gramado. Ortigoza e Obina entraram. Palmeiras no 4-3-3, mas não surtiu efeito imediato. O “Furacão”, que não passa de ventania, chegou ao primeiro gol depois de falta na entrada da lateral da área de Maurício Ramos. Paulo Baier, o andarilho, cobrou e Rafael Santos, o mesmo que deveria ter sido expulso, subiu livre para cabecear. Pressão dos atleticanos, mas logo o alviverde voltou para o jogo.

E o Palmeiras tentou, tentou e nada funcionava. Até que o goleirão Vinicius resolveu dar uma ajudinha. O arqueiro rubro-negro se atrapalhou e perdeu a bola para Obina empatar a partida. Depois disso só deu Verdão. Com Sacconi no lugar de Jumar o time ganhou em velocidade e qualidade. Mas foi o Atlético que marcou. Falta e gol de Marcinho “Porpeta”. Logo depois, em lances de bola parada, o Verdão lutou pelo empate. Quando a defesa paranaense saía, Obina foi lançado e em condição absolutamente legal marcou um golaço. Mas o bandeirinha deu impedimento, um dos mais absurdos que eu já vi na vida.

Desistir? Jamais. Lá vai Marcos para a área tentar fazer o dele. Raça, isso que o torcedor quer. Ortigoza meteu bola na trave. Parecia que o resultado seria muito injusto. Apenas parecia. Escanteio, bate rebate e a bola sobrou para Keirrison, que já é artilheiro do Brasileirão, marcar e empatar a partida. Os 3 pontos não vieram, mas é como se tivéssemos ganho. Empate na raça, na garra, com vontade e determinação. Estamos sim feridos, mas prontos para encarar outras batalhas e sairmos vitoriosos. Não duvide do Palmeiras, estamos cada vez mais vivos!

Créditos da foto: A/E.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

A DOR DE UM SONHO INTERROMPIDO

No começo houve um Palmeiras desacreditado. Apenas os mais sonhadores dos homens poderiam ver, realmente, possibilidades.
E fomos esses homens sonhadores que lutam com garra e coragem, que fazem o impossível acontecer e que tiram forças para vencer, bem no final, da forma mais emocionante.

Foi assim que vimos renascer um time já sem crédito algum. Foi assim que vimos se fortalecer uma defesa tão criticada. Foi assim que um leão chamado Diego Souza nos conquistou, que um santo chamado Marcos se reconsagrou, que um salvador iluminado chamado Cleiton nos libertou. E de perdedores certos, adentramos o hall dos favoritos, com um time que, embora nada perfeito, teve raça, e vontade para alcançar a vitória.

Mas nem todos são capazes de adquirir tanta força e vontade numa situação dessas. E apenas isso não é o suficiente para conseguir-se uma grande vitória. Não é todo dia que as coisas dão certo, que todo mundo luta, corre, dá o melhor de si. Não é todo dia que temos um bom juiz, um técnico coerente... Heróis e santos não são onipotentes, não dá para contar apenas com brilhantismos individuais.

E por mais que se tenha vontade, homens erram. Foi um erro chamado “o primeiro jogo contra o Nacional”, no Palestra Itália, que nos deu a derrota. Nesse dia, nem time, nem torcida e muito menos técnico mereceram a vitória.

E assim foi. A resposta veio semanas depois, quando já podíamos acreditar novamente. E, por mais que tenhamos lutado, e embora tenhamos sido melhores, não foi o bastante. Por isso, acabou da forma mais dolorida, da forma mais triste.

Porém, não fechando os olhos para os nossos problemas – que são muitos -, reconheçamos que derrotas acontecem. Inclusive derrotas para si mesmo, como ocorreu conosco.
Perdemos um título, ganhamos força, união, esperança, experiência, heróis e muitos momentos com os quais sequer sonhávamos no começo.

Não fomos até onde desejamos e, por certos momentos, merecemos, mas fomos tão longe quanto pudemos ir. Que possamos, todos, aprender com os erros cometidos, para que na próxima vez alcancemos a América e, quem sabe, o mundo!

Há tempo para brigar, tempo para pedir cabeças, tempo para reclamar, tempo para encontrar culpados. Hoje não é tempo de nada disso. Hoje é tempo de chorar, chorar com a glória de um perdedor que cai, mas se levanta ainda mais forte. Hoje é hora de pensar, com calma, nos tantos erros cometidos, para que eles não se repitam na próxima vez que a bola rolar. Só assim renascerá a esperança e a força que tanto precisamos. Deixemos para pensar nas mudanças em momentos de calma.

terça-feira, 16 de junho de 2009

OS VERDADEIROS LIBERTADORES DA AMÉRICA

Noite de junho de 1999. Outono em seu final, frio de congelar em São Paulo. Todos os olhos num só lugar: o gramado do Jardim Suspenso. O Palestra Itália virou a casa de todos os latino-americanos. Mais de 30 mil pessoas sofreram de perto, compartilhando medo e esperança com aquele ao seu lado. Lá, no centro, dois times, dois verdes, um só título. O vencedor dessa batalha? Os verdadeiros Libertadores da América.

Eram passados quase 85 anos, muitos títulos, milhões de torcedores e uma obsessão: o topo da América. Um grande investimento, um trabalho incessante. Um sonho. Naquele 16 de junho ou o mundo ruía ou seria a maior glória da história de um time glorioso. Um filme passou na cabeça do torcedor, no palco da batalha ou em frente à televisão. Passaram Cerro Porteño, Olímpia, Vasco, Corinthians e River Plate. Agora frente a frente com o Deportivo Cali.

Antes que o coração desistisse de suportar, a bola começou a rolar. O frio só aumentou. Os graus Celsius já eram negativos no corpo do torcedor. Em campo, heróis. Marcos, o São Marcos, Alex, Zinho, Paulo Nunes, Oséas, Galeano, Rogério, Evair, Euller, Arce, Junior, César Sampaio, Junior Baiano, Roque Junior... Felipão. Outrora foram Simón Bolívar, Dom Pedro I, José de San Martín, Antonio José de Sucre e Bernardo O'Higgins, que deram o nome à maior competição de futebol da América Latina.

As redes não balançaram na primeira etapa. Já faziam -100 ºC. Evair fez o clima esquentar. Pênalti e gol do matador. Junior Baiano fez o contrário. Numa bobeira, penalidade máxima. O empate veio, o título estava fugindo de nossas mãos e o torcedor engasgou com a angústia, mal podia falar. Atônitos. E atônitos viram Junior cruzar e Oséas marcar. Explosão em verde e branco, mas o temor não havia acabado ainda. O jogo sim. O apito final veio e a hipotermia era questão de tempo para o torcedor.Nem lágrima podia cair do rosto palmeirense, completamente congelado, quando Zinho chutou na trave. A esperança tinha um nome: São Marcos. Ele precisava ser herói de novo. Não erramos mais. Eles, na quarta cobrança empataram, a nosso favor. Euller, com categoria, encerrou as cobranças para o Palmeiras.

Agora, não leia, não veja, esqueça tudo a sua volta. Apenas ouça. Feche os olhos, relembre, chore. Tem coisas que não se faz necessário o uso de palavras. E parabéns, campeão da América!
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CAMPANHA

21/02: Palmeiras 1 x 0 Corinthians – Morumbi/SP
03/03: Cerro Porteño 2 x 5 Palmeiras – Defensores del Chaco | Assunção/PAR
05/03: Olímpia 4 x 2 Palmeiras – Defensores del Chaco | Assunção/PAR
12/03: Palmeiras 1 x 1 Olímpia – Palestra Itália/SP
17/03: Corinthians 2 x 1 Palmeiras – Morumbi/SP
07/04: Palmeiras 2 x 1 Cerro Porteño – Palestra Itália/SP
14/04: Palmeiras 1 x 1 Vasco – Palestra Itália/SP
21/04: Vasco 2 x 4 Palmeiras – São Januário/RJ
05/05: Palmeiras 2 x 0 Corinthians – Morumbi/SP
12/05: Corinthians 2(2) x (4)0 Palmeiras – Morumbi/SP.
19/05: River Plate 1 x 0 Palmeiras – Monumental de Nuñes
26/05: Palmeiras 3 x 0 River Plate – Palestra Itália
02/06: Deportivo Cali 1 x 0 Palmeiras – Pascual Guerrero | Cali/COL

Ficha técnica: Grande Final
Palmeiras 2 x 1 Deportivo Cali (Pênaltis: Palmeiras 4 x 2 Deportivo Cali)
Estádio: Palestra Itália/SP
Data: 16/06
Arbitro: Ubaldo Aquino (PAR)

Palmeiras: Marcos, Arce (Evair), Júnior Baiano, Roque Júnior e Júnior; César Sampaio, Rogério, Alex (Euller) e Zinho; Paulo Nunes e Oséas.
Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Deportivo Cali: Dudamel, Pérez (Gavíria), Yépes, Mosquera e Bedoya; Viveros, Zapata, Candelo (Hurtado) e Betancourt; Bonilla e Córdoba (Valencia).
Técnico: José Hernández.

Gols: Evair (pênalti) 19’ 2º/T, Zapata 24 2º/T e Oséas 30’ 2º/T.
Cobrança de Pênaltis:
Palmeiras: Zinho (perdeu), Júnior Baiano, Roque Júnior, Rogério e Euller
Deportivo Cali: Dudamel, Gavíria, Yépez, Bedoya (perdeu) e Zapata (perdeu).

ESPECIAL LANCE!


domingo, 14 de junho de 2009

EM NOITE DE HOMENAGENS, K9 MARCA DOIS E VERDÃO VENCE CRUZEIRO

Gélida noite em São Paulo, corajosos 12 mil palmeirenses compareceram para assistir um dos maiores clássicos interestaduais do Brasil. E também para matar a saudade de verdadeiros heróis da maior conquista da nossa história, a Libertadores da América, que completará 10 anos na terça-feira. Dia de reencontro com o passado. Dia de reencontro com o gol.

Antes da bola rolar uma homenagem para os campeões da Libertadores de 1999. Cléber, Junior Baiano, Alex, Galeano, Sérgio e Velloso receberam os cumprimentos pelo feito no gramado, trajando o uniforme atual do Verdão. Amanhã será a vez de Luiz Felipe Scolari, o Felipão, receber a homenagem. O ex-comandante deverá comparecer à Academia de Futebol na parte da tarde onde será congratulado e ainda deverá conversar com comissão técnica e jogadores.

O bom futebol apareceu hoje pelos gramados do Palestra Itália. Um começo de jogo onde o Palmeiras foi absoluto, criou muito e converteu em chances de gol. A bola por sua vez não “colaborou”. E o Cruzeiro, num golpe de sorte, contou com um desvio de Cleiton Xavier em cobrança de falta para abrir o placar. Sem atordoamento, o Verdão voltou a criar e ainda no primeiro tempo deu o troco. Cruzamento pela direita e Marcão cabeceou na trave, a bola quicou na linha e o bandeira correu para o meio campo assinalando gol. A bola não entrou, mas Keirrison faria no rebote. E o K9 estava afim. A bola sobrou na entrada da área e o artilheiro bateu de voleio, um lindo gol, para virar a partida ainda na etapa inicial.

Os times voltaram para o segundo tempo da mesma forma. O Verdão continuou mandando na partida, e o Cruzeiro tentando poucas jogadas sem muito sucesso. Até que Wendel, que fez uma bela partida, recebeu pela direita, e em velocidade deixou Keirrison na cara do gol, para fazer o seu segundo e aumentar nossa vantagem. Depois disso o Palmeiras mais propriamente administrou do que tentou alargar o placar. E o camisa 9 foi mais uma vez substituído, para a entrada de Ortigoza no final do jogo, mas dessa vez foi para sair aplaudido.

Um ótimo primeiro tempo, e o Palmeiras conseguiu mais uma vez sair de um resultado adverso. Um time que gosta de jogar com a faca entre os dentes. Quarta-feira será assim novamente, e que o resultado, senão o mesmo, seja pelo menos suficiente para garantir nossa vaga para as semifinais da Libertadores. Apenas um dia depois de completar 10 anos da histórica conquista, o Verdão pode, mais uma vez, se superar na competição de 2009. Acreditar sempre, ainda mais quando é no Palmeiras. Nunca duvide!

Créditos da foto: Lance Press.

sábado, 13 de junho de 2009

SINTESI SETTIMANALE: 07/06 a 13/06 – Passione no Palestra, a novela do K9 e demais fofocas.

Na semana passada não tivemos sintesi settimanale porque as caipiras, digo, as integrantes do blog estavam preparando-se para viajar até o Palestra Itália. Já nessa semana, tivemos algo que ofuscou qualquer outra notícia: a novela do K9. Pois bem, vamos aos destaques da semana.


PV vai ao Palestra ver o Palmeiras jogar mal, mas virar o jogo: Depois dessa disseram que somos pés quentes, prefiro acreditar que pés quentes são os de Souza e Ortigoza, principais responsáveis por “esquentar o jogo” para o Palmeiras, na tarde fria do domingo passado.


Novela K9: Isso está mais chato que novela das 8 na rede globo: Keirrison está em má fase, disso todo mundo sabe. Não vou dizer que jogou mal no domingo, porque seria elogio para quem entrou em campo e jogou menos que o juiz (aliás, não foi apenas ele). A torcida vaiou? Sim, vaiou quando saiu, assim como ovacionou quando entrou em campo. A triste cena do artilheiro sendo vaiado pela própria torcida foi prato cheio pra imprensa - essa coisa chata, pedante e sensacionalista, que temos de suportar todos os dias. Aí vieram as histórias: se o menino vai visitar a família, é porque foi chorar com a mãe que dá conselho pra ele ir embora daqui. Qualquer jogador/treinador/torcedor/apresentadora de programa culinário, que dá entrevista pra algum canal de esporte, tem de falar sobre o assunto e defender aquele que precisa menos de defesa e mais de ataque, se me permitem o trocadilho. Sobre a situação do K9 prefiro nem comentar, é algo que lamento. Mas temos de concordar com o que disse Alex, ele mesmo, o “sonolento”, ao responder sobre o assunto: “Aqui é Palmeiras, né? É time grande, time grande tem pressão”. Pois é, e quem quer jogar em time grande tem de aprender a suportar pressão. Só espero que continue sendo ovacionado ao entrar em campo – o que considero sinal de apoio, sim - e que consiga - sendo oferecidas as condições para isso - dar a volta por cima, tornando-se novamente merecedor de ser ovacionado ao sair de campo.


Alex visita o Palmeiras: É, visitou o Palmeiras, falou sobre Libertadores, deu entrevista sobre o título e deixou o torcedor nostálgico, com mais saudade ainda, de 99, o que vem se agravando desde semana passada, quando comemoramos 10 anos de São Marcos pegando o pênalti do Marcelinho.


Segunda Pele: As novas camisas, cujas medidas explicam o termo “segunda pele” – como bem ressaltou o leitor Marcelo –, fizeram sucesso mesmo: 60 mil camisas vendidas no primeiro dia, caramba!


Possível renovação com Ortigoza: Há rumores, mas nenhuma notícia concreta. É um jogador que, apesar das poucas chances oferecidas por Luxa, costuma resolver em momentos decisivos. A autora desse post acredita que é “culpa” de sua belíssima cabeleira que, permanecendo como titular no time, teria grandes chances de ultrapassar K9 no saldo de gols. Fica, Coalhada!


Novela mexicana (a do preço dos ingressos): Menos polêmica, e mais preocupante, que a visita de K9 à sua mãe, é a novela do preço dos ingressos. O preço sobe, a torcida presente no estádio diminui, teve até engraçadinho dizendo que é pra diminuir a sonoridade das vaias a um tal jogador. Eu acredito e torço para que ele não mereça as vaias dessa vez.


Aniversário de Oberdan: Como a Mayara bem nos disse no post anterior, Oberdan completou 90 anos ontem. Há quem, como eu, já tenha cornetado o nosso velhinho por ser tão corneta. Mas ao relembrar uma história tão bonita e com final tão triste, que é a da carreira de Oberdan no Palestra/Palmeiras, talvez entenda-se certas coisas... Em todo caso, mereceria uma homenagem, pois trata-se de um homem que nos ofereceu a honra da existência de um jogador, e torcedor, tão leal.


16 anos da final do paulista de 93 e fim da fila: Ontem também comemoramos acontecimento tão memorável e feliz em nossas vidas. Nunca é muito lembrar de momentos felizes, eu tinha apenas 6 anos mas me lembro bem de ter feito uma festa e tanto. Espero que o menininho de 5 aqui de casa possa ter lembranças infantis boas desse 2009, assim como tenho de 93.



Homenagem aos campeões de 99: Amanhã, antes do jogo, teremos homenagem no Palestra aos campeões da Libertadores de 1999, que fará 10 anos no dia 16. Alex e Evair são nomes confirmados.


Homenagem a Felipão: Já o técnico Felipão vai receber a homenagem na segunda-feira. Belluzzo entregar-lhe-á uma merecida placa.


O dia que nunca chega: Não suporto mais esperar esse dia 17 que não chega. Disseram por aí que houve “epidemia de gripe” no time do Nacional, ai ai... Sacconi, que apareceu e convenceu no jogo de domingo, pode ser inscrito na vaga de Marquinhos na Libertadores.


Cruzeiro amanhã: Gladiador não joga, Willians pode ser escalado, eles disseram que a torcida do Palmeiras torce contra o próprio time e nós esperamos que K9 seja importante no jogo. “Vamu” lavar a alma, Garoto!



Ficamos por aqui, desejando que a melhor homenagem aos 10 anos da Libertadores de 99, e aos 16 do fim da fila, seja uma semana vitoriosa. Mas antes do tchau, vale a pena rir com Diego Souza e Cleiton Xavier se declarando a suas amadas nesse vídeo pouco tosco do Globo Esporte. Ai, o amor talvez seja mesmo o ridículo da vida.



Fontes: Globo.com, Lancenet, UOL Esportes, 3VV.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

OBERDAN, UMA SINGELA HOMENAGEM

Era um sábado agradável, ainda mais por estar no Palestra. Ali, onde os tons de verde se misturam, uma presença se impunha de maneira única. Alguém que doou sua vida ao clube do coração e fez história com uma camisa azul, com um imenso símbolo no peito. Sim, estou falando de um dos nossos maiores goleiros, Oberdan Cattani!


Ele é inconfundível. Usa o mesmo estilo de bigode e penteado há anos e parece sempre carrancudo. Hoje, completa 90 anos de vida. Uma data especial para alguém que mantém viva a sua história de amor com o Palestra-Palmeiras.


Quem conversa com ele percebe o orgulho que sente por ter vestido nosso manto. Ele guarda em sua carteira recortes de jornais com fotos antigas e adora contar sobre a história de cada momento. Para quem já teve a oportunidade de olhar nos olhos de grandes jogadores do passado, sabe que essa é uma emoção incomparável, quase mágica.


Oberdan casou-se na sala de troféus do clube em 1945. Alguém consegue mensurar o significado disso? “O Palestra Itália é a minha casa, o Palmeiras é a minha vida”. Palavras que demonstram todo o amor desse grande craque pelo clube e, por isso mesmo, merece ser homenageado e lembrado com muito carinho.


Nasceu em Sorocaba, onde era caminhoneiro, mas também jogava bola pelos campos da cidade. Foi convidado para fazer um teste no Corinthians. Felizmente, a família não quis conversa. Se tivesse que jogar, seria no Palestra Itália. “Não posso jogar contra. O sangue que corre em minhas veias tem as cores verde, branca e vermelha”.


Em 1940, conseguiu fazer o tão sonhado teste no Palestra. O técnico Caetano de Domenico arremessava a bola com as mãos. A primeira, lançou no ângulo. Oberdan defendeu com apenas uma mão. A seguir, arremessou por cobertura e, com um tapinha, o goleiro jogou a bola por cima. Na terceira, o treinador lançou com força esperando que ele devolvesse com um soco, como era tradicional. Mas Oberdan defendeu com uma só mão. Ele foi o único aprovado entre os 16 que participaram do teste. Só estreou no time principal em março de 1941, contra o mesmo SPR (Nacional) contra quem jogou no segundo quadro. Um detalhe marcante: ele não usava luvas.


1942 é um ano inesquecível para todos os palestrinos e Oberdan, como um legítimo, sentiu na pele todas as sensações da época. Tudo ficou marcado em sua mente: “As vaias não eram de futebol. Era muito pior. Era ódio. Até hoje ouço aquele barulho cruel. Vaiaram até a bandeira da nossa Pátria!”. Ele foi um dos primeiros a entrar em campo, segurando a bandeira do Brasil na mão esquerda, em 20 de setembro. 11 atletas, 11 heróis, seguiam os passos do capitão Adalberto Mendes, adentrando o gramado em que a luta os aguardava, enfrentando a torcida de seu inimigo, o mesmo que foi um dos maiores entusiastas da mudança de nome do “time dos italianinhos”.


Alguns dias antes, uma reunião no clube decidiu a mudança de nome, pois a pressão e o risco de perder seu patrimônio eram grandes. Sociedade Esportiva Palmeiras. Porém, o Palestra Itália jamais sairia do coração dos, agora, palmeirenses. Ou, nas palavras do palestrino Enrico de Martino: “O Palestra vai continuar toda a vida no Palmeiras”. Oberdan relembra o fato de maneira emocionante: “Ninguém falou nada. Ficamos mudos e revoltados! Sabíamos quem tinha pressionado pela mudança. Tudo gente do São Paulo. Estávamos tão preocupados que sócios montaram barricadas dentro do clube, para evitar qualquer tipo de invasão. Mas não havia mais nada a fazer, a não ser lamentar. Só me lembro de ter saído do salão da concentração junto com o Lima. Fomos a um canto e choramos. Choramos muito pelo que fizeram com a gente e com o nosso clube”.


“Só podíamos ganhar aquele jogo. Mesmo que nos custasse a vida”, palavras do arqueiro palestrino. Foi uma partida histórica, o dia em que o São Paulo fugiu covardemente de campo, o dia em que o Palestra morreu líder e o Palmeiras nasceu campeão. Por causa da inveja, ou melhor, do “olho gordo” do time do Jardim Leonor, Oberdan proferiu a famosa frase: “Corinthians é rival; São Paulo é inimigo”.


Oberdan vestiu a camisa do Palestra-Palmeiras em 351 jogos, de 1941 a 1954. Foram 207 vitórias, 76 empates, 68 derrotas e 409 gols sofridos. Ganhou 4 Taças da Cidade de São Paulo, 4 estaduais, 1 Rio-SP e a Copa Rio. Campeão do Mundo, sim senhor, e com muito orgulho!


Aos 35 anos, sofreu um duro golpe. A diretoria não o queria mais como o camisa 1. Deram-lhe o passe livre. Ele queria continuar no Palmeiras de alguma forma, seja como treinador de goleiros, auxiliar de preparação física, massagista, mas não queria sair de sua casa. Porém, o máximo que ofereceram foi a função de cobrador de recibos dos sócios. Sem muita escolha, a Fortaleza Voadora do Palestra negociou seu passe com o Juventus. No Campeonato Paulista de 1954, defendeu 6 dos 7 pênaltis batidos contra ele. Ele se lembra de um especial, contra o corinthiano Cláudio: “Ele chutou no ângulo e fui buscar com uma mão só”.


Quando jogou contra o Palmeiras, relata com emoção o ocorrido: “Não há palavras. Como não há como agradecer até hoje o aplauso dos palmeirenses. Eles torceram pelo time e, ao mesmo tempo, por mim. Afinal, não joguei contra o Palmeiras, apenas defendi o Juventus. Eu não queria ganhar do Palmeiras. Eu queria ganhar do Paschoal Giuliano”.


Parabéns pelos seus 90 anos, Oberdan! Obrigada por tudo que fez pelo Palestra-Palmeiras! Só temos que agradecê-lo por tanta dedicação e amor ao nosso clube!


Valorizemos o passado, reconheçamos sempre a importância dos grandes jogadores que honraram o nosso manto. Não somos os Campeões do Século XX à toa.


* Vejam as fotos que fazem parte da homenagem do Departamento de Acervo Histórico e Memória da S.E. Palmeiras e foram retiradas do site Palestrinos no link Galeria Passione Verde


** Fontes de consulta: Os Dez Mais do Palmeiras – Mauro Beting; Palmeiras, o Alviverde Imponente – Orlando Duarte; site Palestrinos e 3VV [link antigo].

segunda-feira, 8 de junho de 2009

VERDÃO QUEBRA JEJUM E BATE O VITÓRIA DE VIRADA NOS ACRÉSCIMOS

Que sufoco! A vida não anda fácil para o Palmeiras e a culpa é de si próprio. Neste domingo não foi diferente. Desorganizado, mas aguerrido. A torcida colaborou, os jogadores tentaram e o Verdão venceu sem convencer. Em dias em que nada dá certo, se a vitória vier não dá para reclamar, mesmo que ela não seja tão merecida. Em 2009, ninguém tem gostado mais de uma adrenalina do que o Palmeiras, pois não basta vencer, tem que sofrer. Haja unhas para mais 6 meses de viradas e dramas!

Com ingressos pela metade do preço o Palestra Itál
ia recebeu bom público na tarde gelada de domingo em São Paulo. O time estreou o novo uniforme contra o algoz do nosso rebaixamento em 2002, o Vitória da Bahia. Parecia que o jogo seria bom para nós. Logo no início, pressão e boas jogadas, mas em pouco tempo percebemos que seria sofrido. Um time descompactado viu o Vitória atacar e parar em Pierre e São Marcos. Enquanto isso, o ataque permanecia improdutivo.

No segundo tempo foi diferente. Primeiro um susto daqueles. Mais um ataque veloz dos baianos com uma grande defesa de Marcos, mas dessa vez, no rebote, Apodi, que teve passagens apagadíssimas por Cruzeiro e Santos, abriu o placar para os visitantes no primeiro minuto da segunda etapa. Desespero na arquibancada? Não. Segundos após o gol o torcedor começou a cantar ainda mais forte, incentivando o “time da virada”. Luxemburgo, muito vaiado no interval
o, tirou Mozart e colocou Ortigoza, algum tempo depois foi a vez de Henrique sair para a entrada de Souza. Esses dois mudaram o jogo.

O paraguaio, que ainda não teve o contrato renovado, entrou com fome de bola. Então juntou a fome com a vontade comer. Ortigol recebeu lançamento rasteiro de Cleiton Xavier pela direita e empatou a partida. Keirrison mais uma vez apagado, saiu sob vaias para a entrada de Deyvid Sacconi, que deu mais velocidade ao time. Aos 46 minutos, na bacia das almas, o Verdão conseguiu sua segunda virada no Brasileirão, e assim como contra o Coritiba também no Palestra Itália, o jogo terminou em 2 x 1 para nós. Dessa vez foi graças a Maurício Ramos. Cleiton Xavier cobrou escanteio pela direita e o camisa 15 cabeceou para o chão e a bola subiu até o ângulo esquerdo do colombiano Viáfara, que nada pôde fazer.

Um sufoco desnecessário, mas uma vitória muito bem-vinda. Comemoração grande por parte dos jogadores e torcedores, que mesmo vencendo souberam reconhecer a partida ruim da equipe. Com 8 pontos agora subimos para a 6ª posição na tabela, com aproveitamento em torno de 53,3% contra os 86,67% do líder Internacional que chegou aos 13 pontos após empatar com o Cruzeiro, nosso próximo adversário às 18h30 no domingo. Até a 5ª rodada do Brasileirão de 2008, o Palmeiras tinha um acumulado de 46,67% de aproveitamento e ocupava a 10ª colocação na tabela. Agora teremos uma semana inteira para nos preparar para dois embates de tirar o fôlego. Primeiro o Cruzeiro, que não terá Kléber expulso contra o Inter, depois o Nacional, mais um “jogo do ano”, decisivo e dificílimo, mas que o Verdão tem totais condições de vencer. E o que a torcida quer ver depois de uma semana de preparação é um time melhor organizado em campo, então “vamos treinar porcô”!

Créditos das fotos: Uol Esportes e Lance Press.

sábado, 6 de junho de 2009

NÚMEROS E FATOS - Brasileirão 2009 - Análise até a R4

Estamos a 12 dias de um jogo decisivo na Libertadores, contra o Nacional, no Uruguai. O Palmeiras não vem correspondendo como gostaríamos e não vence há 5 jogos, sendo 3 deles pelo Brasileirão. Afinal, qual é o problema com a equipe? Para tentar responder a essa pergunta, vamos recorrer a números e fatos concretos, nada de teorias mirabolantes ou algo do tipo. Talvez assim, consigamos chegar a alguma conclusão plausível. A análise se refere apenas aos jogos do Campeonato Brasileiro.


*Nos gráficos com as estatísticas separadas de 1º e 2º tempos, não temos os números contra o SP. Todas as informações foram tiradas do site 3VV – Indicadores Footstats.


Lançamentos

Estamos carentes de jogadores que tenham habilidade para fazer lançamentos decentes. O que temos visto são os zagueiros e volantes tentando fazer a ligação ao ataque, quase sempre de forma infrutífera. Pierre é um monstro na marcação, mas não tem a qualidade exigida para esse tipo de função. Cleiton Xavier e Diego Souza, bem como os laterais deveriam ser os principais responsáveis desse quesito. O número de lançamentos errados, considerando até a 4ª rodada, está em torno de 64%. Através dos gráficos abaixo, não se percebe a evolução da equipe neste sentido. Mas também não podemos ser imediatistas. O time ainda não possui um padrão, muda a cada partida, então fica complicado exigir demais. Porém, ao mesmo tempo, tenho a impressão de que a equipe não faz um treinamento conveniente nesse sentido (e em outros também, explicitados abaixo). Por incrível que pareça, os acertos superaram os erros apenas no jogo contra o Internacional, pela 2ª rodada. Erramos mais contra o SPFW, 39 vezes. Podemos ver também que o time costuma errar mais no 2º tempo das partidas.




Cruzamentos

Se os lançamentos estão abaixo do nível desejado, imaginem os cruzamentos. Os números são de arrepiar qualquer palmeirense mais otimista. E essa inabilidade tem nos prejudicado muito, pois de que adianta termos jogadores na pequena área se a bola não chega com precisão? Temos dois jogadores que conseguem cruzar de forma mais satisfatória: Cleiton Xavier e Marquinhos (sim, ele mesmo!). Infelizmente, nossos laterais (e aqueles de improviso) praticamente não acertam. No total de 115 cruzamentos, 90 deles foram errados, resultando num índice superior a 78%. Então, qual é o problema? Como o amigo Manuel sempre diz, precisamos trazer alguém qualificado para treinar os fundamentos com os jogadores de cada função. Portanto, tragam o Arce!

Acertamos mais contra o Inter, em relação aos outros jogos, mas também cometemos mais erros. Foram 9 acertos de um total de 37 cruzamentos. Observa-se também que o índice de acertos é maior no 2º tempo das partidas.




Finalizações

Último jogo: Barueri finalizou 15 vezes, sendo 6 certas. O Palmeiras finalizou apenas 6 vezes, sendo 2 certas. Como explicar esses números se temos Diego Souza e Cleiton Xavier que já mostraram talento para chutar ao gol? Além, é claro, dos atacantes que concluem as jogadas, normalmente, dentro da pequena área. O problema é que nosso time não arrisca! E não podemos nos esquecer que as jogadas pela esquerda, desde as contusões de Willians, quase não funcionam mais. Os quesitos citados acima também influenciam bastante nesse baixo número apresentado. Fundamentalmente, podemos destacar 4 motivos para essa ineficiência: não arriscamos com frequência, cruzamentos ineficientes, passes errados e o rebote, que quase não pegamos.

Nesse último jogo, a bola estava escorregadia e não aproveitamos para chutar. Até agora, foram apenas 51 finalizações, sendo 16 certas. Um aproveitamento pouco superior a 31%. Aqui também podemos ver que o número de acertos é maior no 2º tempo.




Desarmes

Até que enfim um quesito em que temos superioridade. Só ficamos atrás no jogo contra o Inter (32 x 31 desarmes certos). Até a 4ª rodada, foram 150 no total, com 125 certos, significando um aproveitamento de quase 87%. Mas apesar desses números favoráveis, não podemos nos esquecer de um detalhe muito relevante: a não continuidade da jogada após o desarme. Esse poderia ser o diferencial desse time, se após os desarmes houvesse jogadas eficazes, com acerto nos lançamentos e cruzamentos, além de jogadas rápidas, como no início do ano.

Só para compararmos melhor, na primeira rodada, o Palmeiras acertou 31 desarmes contra 19 do Coxa. Contra os bambis, acertamos 34 contra 16 delas. E contra o Barueri, 29 acertos contra 16.




Passes

Outro indicador que nos favorece consideravelmente e mostra que temos um alto índice de passes em toda partida, totalizando 1358, sendo 1179 certos (cerca de 87%). Isso nos leva a pensar em alguns pontos: o time prima pela troca de passes para adentrar a área adversária, procurando abrir espaços em tabelas pelo meio ou pelos flancos, mas também pode significar falta de objetividade, concentrando passes ineficientes do meio para trás, quando não há opção de ligação ao ataque. Então eu pergunto: o que predomina no Palmeiras?

O time que chegou mais próximo de nós em termos de passes foi o São Paulo, 282 contra 274. No último jogo, o Barueri somou 154 passes, enquanto o Palmeiras, 284. Mas eles foram mais precisos que nós, com 88% de acertos. Precisamos aliar eficiência e eficácia para transformarmos esse grande volume de passes em jogadas mais objetivas, que propiciem chances declaradas de gol.




Posse de Bola

Em todas as partidas até aqui, tivemos mais posse de bola que os adversários, mas isso não foi transformado em finalizações e chances claras de gol. Contra o Inter, por exemplo, tivemos 62,5% de posse de bola, nossa maior marca dentre as 4 partidas, concentrando-se predominantemente no meio de campo. O que foi dito acima serve aqui também: eficiência e eficácia devem andar unidas. Objetividade e rapidez, não olvidando da ousadia, quando for o momento. Temos jogadores diferenciados que podem decidir qualquer partida, mas a equipe toda precisa trabalhar nos fundamentos para que tenhamos sucesso. Vamos treinar esse time, profexô!